— ¿Por qué no te enamoras otra vez?
— Porque basto solo una vez para ya no querer volver a intentarlo.
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💘
A próxima estação
Vinicius era um jovem muito inteligente, era quieto e na maioria das vezes triste, embora fosse um rapaz bonito, ele se sentia feio e dava muita importância para a opinião dos outros, que na maioria das vezes tiravam um barato da cara dele mais pela sua reação, pois ficava extremamente zangado com a situação, corava e em algumas situações passava dias sem pronunciar uma só palavra.
Com as férias de inverno chegando e com suas boas notas, sabia que não ficaria de DP e mesmo com seus pais lhe oferecendo uma viagem, ele preferiu ficar em casa e maratonar suas séries preferidas, isolando-se do mundo e se livrando por um tempo do bullying da faculdade.
Após duas semanas praticamente sem sair do quarto, Vinicius começou a sentir uma profunda satisfação e proteção, tinha encontrado um lugar livre de piadinhas e livre de pessoas má intencionadas, naquele quarto ele era o dono e ninguém poderia perturbá-lo. O tempo passou e ele não conseguiu voltar para as aulas, sair daquele lugar seguro e confortável não fazia parte dos planos do jovem naquele momento. O tempo, que não tira férias, passou e logo seus pais, preocupados com a saúde do filho, tentaram dialogar e convencê-lo a voltar às aulas, todavia sem muito sucesso, Vinícius realmente não sairia mais de seu quarto.
Na manhã seguinte, seu pai extremamente esclarecido fora até a universidade investigar o motivo que precedeu o distanciamento do seu filho que sempre tivera boas notas e bom desempenho escolar. Conversando com um de seus professores chegou aos amigos mais próximos que na verdade não eram muitos e sim, apenas uma garota que por se sentar na frente dele, acabavam fazendo os trabalhos em dupla e assim conversava um pouco mais e poderia dizer algo útil sobre a situação do garoto.
- Prazer, meu nome é Rodrigo, sou o pai do Vinicius, podemos conversar por um instante?
- Sim, sou a Vanessa, aconteceu alguma coisa com ele? Ele não voltou mais...
- Eu e a mãe dele desconfiamos que ele está com depressão, ele está fugindo das aulas, raramente levanta da cama e anda bem tristinho nesses últimos dias e vim saber o motivo para conversar com o psicólogo antes da primeira sessão dele. Respondeu o pai.
- O Vini é muito inteligente, mas ele é muito introvertido, não sei se o senhor já reparou, mas quando ele se solta ele “desmunheca” e os meninos tiram sarro, por isso ele se fecha todo.
O pai nunca tinha reparado, pois o garoto, na frente dele depois da adolescência nunca mais havia se soltado e ele pensava que todo aquele comportamento era devido a sua idade.
- Hummm... Ele pode estar com dificuldades para ‘sair do armário’, concluiu o pai instintivamente.
- Vou tentar conversar com ele, mas sem dizer nada sobre nossa conversa. Respondeu a garota ao se despedir de Rodrigo.
O pai do garoto agradeceu e após conversar com sua esposa, marcaram uma consulta no psicólogo e explicaram o que estava acontecendo. Naquela mesma noite, durante o jantar, Vinicius fora informado sobre a consulta que haveria no dia seguinte.
Na manhã seguinte, sua mãe o deixou no consultório e foi para o trabalho, enquanto aguardava sua hora na recepção olhou em volta e observou a decoração do ambiente, quando saiu da sala uma garota toda vestida de preto e maquiagem pesada que provavelmente também estava ali obrigada por seus pais. Logo ele foi chamado.
O psicólogo, Doutor Mário se apresentou e durante sessenta minutos eles conversaram sobre os gostos do garoto, o que o motivava, suas preferencias e diversos outros assuntos, ao final do período se despediram e o doutor Mário pediu para que ele voltasse na próxima semana, já na segunda–feira para que pudessem papear mais. Drº Mário era jovem e extremamente simpático, tinha tatuagens no braço, era bem exótico e parecia um japonês, mas era brasileiro mesmo. Por não ter questionado nada sobre a faculdade, Vinicius não hesitou em voltar na segunda-feira e se sentiu muito bem em poder conversar com alguém sobre seu dia-a-dia.
Na segunda-feira ao entrar no consultório, a primeira coisa que Doutor Mário perguntou foi sobre a série que os dois estavam maratonando , logo após perguntou como foi o final de semana do garoto e depois completou dizendo como fora o dele.
- Eu também atualizei minha série no sábado e de noite fui ao aniversário de casamento de dois amigos meus que namoram desde a época da faculdade, o Leandro e o Fábio. Disse Doutor Mário.
Vinicius ficou meio sem reação após ouvir, mas automaticamente sabia que poderia se abrir com ele que não haveria preconceitos e nem julgamentos.
Doutor Mário emendou perguntando sobre o motivo do qual ele não estava indo mais as aulas.
- Pensa em mudar de curso? Escolher outra carreira?
- Não, eu gosto de jornalismo. Quero me formar logo. Respondeu Vinicius.
- Mas para isso você necessita ir às aulas, sabemos que você é bastante inteligente, por que não me diz o motivo?
- É complicado... Os meninos me zoam quando eu me solto demais, eu sei que “desmunheco”, dá pra ver na cara que sou gay.
- E o que tem de errado nisso? Perguntou Doutor Mário.
- Não sei, no fundo não tem nada de mais... Mas fico ofendido e prefiro segurar...
Doutor Mário com sua sabedoria natural explicou ao Jovem que ao se segurar e se preocupar com que os outros iriam dizer, não aceitando quem realmente ele é, ele estava se prejudicando, se limitando e preocupando seus pais, que no momento, eram as únicas pessoas que se importavam e as quais ele deveria realmente se preocupar.
- Eu tenho muitos amigos gays, alguns são mais discretos, outros são mais extrovertidos, mas todos conquistaram o equilíbrio após se aceitarem e se amarem completamente, alguns tiveram desafios, lidaram com preconceitos, outros não, mas todos que decidiram se amar e se aceitar como eram se libertaram e hoje são felizes e alegres. Procure refletir sobre isso e converse mais com seus pais, eles me pareceram bastante modernos em relação ao assunto e acho que gostariam acima de tudo que você fosse feliz, afinal você é um garoto ótimo, porém vá ao seu tempo, na hora que sentir internamente que é o momento certo de tomar as atitudes necessárias, se posicionar e expressar suas opiniões, pensamentos e sentimentos, faça.
Vinicius refletiu o dia todo sobre o assunto. Aquelas palavras do Doutor Mário ecoaram na mente dele, eram coerentes e faziam sentido. No jantar ao ser questionado sobre a sessão, Vinicius respondeu que estava gostando muito, que estava pensando em voltar às aulas e perguntou aos pais se eles tinham algum amigo gay. O pai de Vinicius disse que o melhor amigo dele no trabalho era gay e casado com um rapaz há cinco anos, a mãe disse que só o cabelereiro dela era gay e ela só cortava o cabelo com ele já tinha uns dez anos.
- Filho se você for Gay, nós aceitamos naturalmente, só não queremos ver você triste e trancado no quarto, estamos em 2018, isso não é mais um tabu pra gente. Disse o Pai do garoto enquanto sua mãe confirmava balançando a cabeça positivamente.
Na manhã seguinte Vinicius levantou cedo, tomou seu banho, arrumou suas coisas e foi para aula, ao entrar no metro, sentou-se, fechou os olhos e deixou para trás aquele antigo e preocupado garoto e levantou- se para descer na sua estação.
Quando eu realmente descobri o que eu sentia, o que eu gostava, o que eu queria, eu tentei evitar de todas as maneiras possíveis! Me afastei de pessoas, mudei meu número, exclui pessoas do meu facebook, me escondi do mundo de tal forma que eu não sei explicar como eu consegui aguentar.
Achava estranho esse negócio de sentir atração por outro homem, parecia ser algo que assustava qualquer pessoa, na minha visão era algo anormal, eu sentia que havia algo de errado comigo, mas na verdade percebi que eu nasci com um DOM. O dom de amar além de qualquer coisa, além de cor, religião, sexo(masc/fem). Descobri em mim algo que se tornaria motivo de zoação, motivo de discriminação, motivo de preconceito, risadas, enfim. Eu sempre soube que seria difícil, mais negar quem eu era de verdade não ia me ajudar em nada, ia acabar com a minha vida deixando de viver meus momentos, minha história de vida. Não escolhi isso pra mim, fui simplesmente presenteado.
Hoje sei que posso amar uma pessoa verdadeiramente, deixando de lado qualquer tipo de preconceito, e tendo apenas três objetivos, SER FELIZ, SER AMADO E FAZER BEM A ALGUÉM!
Talvez você possa nunca entender esse sentimento, pois o entendimento desse sentimento não é pra qualquer pessoa.
Me fechei para o mundo ao meu redor, fiquei com medo de que dentro da minha própria casa eu sofresse preconceito, rejeição, e por esse motivo eu não me aceitava, mais eu vi que se eu não me aceitasse, ninguém jamais me aceitaria. Eu ia perder momentos incríveis, ia deixar de viver grandes aventuras por apenas uma barreira, o MEDO, mais graças a Deus tudo o que eu vivi fez com que eu decidisse me assumir, falar a verdade, mostrar o que eu sinto, hoje a coisa mais preciosa da minha vida me aceita, me ajuda, me dá forças quando eu sou fraco e não consigo enfrentar a vida sozinho, MINHA MÃE, uma guerreira que além de lutar por mim há 18 anos, vem lutando por ela, tentando ser mais forte que eu pra eu tentar continuar a viver sendo assim,
Um dia talvez você possa entender tudo isso!
ABRA SUA MENTE, HOMOSSEXUAL TAMBÉM É GENTE.
Estrada
Me lembro de quão lindo é a solidão, e como mimha amiga ela é, me lembro dos momentos tristes que passei nela, e me vem à saudade não a saudade dos momentos mais sim daquele sentimento, aquela tristeza doce e quieta, sem ninguém ao meu lado e apenas eu para ver minha derrota e a chegada da vitória, a estrada é calma tão ali na dela, mais ao mesmo tempo traiçoeira como o amor, isso, como o amor que você me deu sem eu me esforçar, o amor que me Fez sofrer e chorar, o amor, será que Vc esta por aqui, sinto saudade, sinto falta de sentor falta de alguém. _ Richard Doni
E quando eu acabar.
Como cheguei aqui. Se hoje o que você vê é o acumulo do meu repertório. Deveria eu mesmo colocar o meu nome nos livros de história? Caso eu não o faça, quem fará por mim. Me mande um sinal, se há alguém aí fora. Venham me buscar, seja com boas ou más intenções. Apenas venham. Eu sou tudo o que eu posso oferecer.
“Cheguei na sala de reuniões e levei um susto quando vi ele sentado em frente á minha cadeira. O pior é que fiquei paralisada, todos me encarando e ele lá com aquele sorriso que me sorrir também por tantas vezes à dois meses atrás. Por fim, me sentei ao lado do meu chefe, a reunião tinha começado. Eu não conseguia parar de olhá-lo. A barba estava mal feita como sempre, ele havia tirado o brinco da orelha esquerda e ainda tinha aquela cara de quem passou a noite acordado. Percebi que todos olhavam fixamente pra mim e então meu chefe deve ter repetido alguma coisa sobre projetos para essa semana. Meu rosto queimou como acontecia sempre antes de a gente se encontrar, mas agora não podia, era o meu trabalho. Me levantei e pedi licença, fui ao banheiro. Minutos depois bateram na porta. “Tudo bem com você?” Era a voz da Clara, a recepcionista. “Só um mal estar, já tô saindo.” Quando voltei, ele não me encarava mais, apenas olhava atentamente para meu chefe mas eu sabia que ele sacava como eu estava atordoada. No fim da reunião, fui para o happy-hour. Adivinha quem me esperava? Me acomodei no banco ao seu lado. Ele disse: “Duas vodcas, por favor.” Pelo menos lembrava que eu só bebia isso. “Vai pagar por isso.” Sorriso. Era estranho o silêncio, nunca ficávamos assim, toda vez que nos vimos até então, nunca paramos de falar. “Por que trabalha lá agora?” “Senti saudade.” Minha risada soou tão alta que quase chamou atenção de todo o bar. “Não brinca, é meio tarde pra isso, não acha? Vamos ser realistas, ta lá só pra me provocar.” “Você está certa.” “Já admiti que ainda gosto de você, pode arrumar outro emprego agora?” “Desculpa, mas gostei da ideia de ter ver todo dia.” Bufei. “Vejo que continua o mesmo idiota.” “Vejo que continua vulnerável e fraca.” Quando se trata de você, sim. Pensei. “Nunca fui, qual o seu problema? Sabe como foi difícil acordar todos os dias e saber que não ia te ver? Fui tudo, menos fraca.” “Percebo que vamos ter uma DR.” “Pula a parte que você tira uma com a minha cara.” “Qual é Sam, desde o começo, nunca falei que queria algo sério.” Claro, por causa desse medo idiota de se apaixonar. Tomei um gole da minha bebida. “Também nunca me falou que era um canalha. Vou embora, pra mim já deu.” “Uau.” Quando levantei, ele deixou o copo sobre o balcão e segurou meu braço. Senti um leve arrepio. “Vamos tentar de novo, sério Sam, desculpa.” Olhei no fundo daqueles olhos de criança travessa. “Você não pode voltar assim, entendeu? Quando me acostumo sem você, tu simplesmente volta? Não pode quebrar meu coração duas vezes, me solta.” “Por favor, Sam, senti sua falta.” Ele estava mesmo implorando? Eu queria tanto ficar e aproveitá-lo, abraçar ele. Estava quase chorando e esse nó na garganta que se formou desde que coloquei o pé naquela sala. Eu devia dar outra chance, sabendo que ele poderia estraçalhar meu coração de novo, ou consertá-lo, aliás. Decidi ceder pelo princípio que devemos buscar nossa felicidade e mesmo sabendo o quão errado é deixar sua felicidade depender de outra pessoa, sabia perfeitamente que só ele me fazia feliz. “Já que vou te ver todos os dias, é melhor estarmos juntos né?” “Juntinhos.” “Tem noção do quanto “juntinhos” é gay?” Ele sorriu e passou os braços pela minha cintura, fiz o mesmo e agarrei sua camiseta dos Misfits enquanto ele pagava a conta, e lá vamos nós.”
— 2 meses que te conheci, 1 texto para comemorar o melhor erro que já cometi.
Dream
Que sonho horrível D: . Estava eu na minha casa com meu "marido" conversando na cozinha quando de repente alguém bate na porta. Eu dei uma olhadinha no olho mágico só para ter a certeza de que aquilo não era um assalto ou algo do tipo. Quando olhei comecei a rir e abri a porta. Me deparei com meu ex (que meu atual (que seria meu marido no sonho) odeia tanto) um pouco bêbado querendo conversar comigo, segurando uma rosa de papel numa mão e na outra algo que eu não pude registrar, mas acho que era garrafa de alguma bebida. Comecei a conversar com ele ali na porta mesmo, e ele parecia que estava fazendo palhaçadas para eu poder rir, enquanto meu marido via cada sorriso meu naquele instante . Minutos se passaram e meu ex entrou pra fazer não sei o que, e meu marido estava ficando cada vez mais nervoso. Do nada entraram alguns colegas de classe meu; O Eduardo (o cara mais alto da sala), O Lucas Klockner (o menino mais zuado da sala, porém meu melhor amigo) e alguém que não lembro quem era. Vi eles entrando e perguntei o que estava ocorrendo. Quando olho por minha porta, vejo uma multidão de pessoas do meu colégio descendo uma escada imensa e indo para uma área perto da minha casa e eu consegui ouvir alguns falando ; "O que está acontecendo?" Disse um menino seguindo os amigos "É aquela briga dos dois meninos por aquela menina lá que até hoje não foi resolvida" respondeu o jovem garoto Depois quando olhei para trás vi meus amigos e meu marido batendo no meu ex que estava tonto por causa do álcool. Resolvi sair de lá e chamei um amigo, só que ele não quis ir comigo (belo amigo ç.ç) e então fui sozinha pra um lugar não muito distante mas parecia um shopping. Subi as escadas e cheguei no segundo andar. Quando fui sentar no chão as luzes se apagaram, as lojas estavam fechando e eu olhei para uma pessoa e ela disse " hoje é feriado, as lojas fecham cedo. Esqueci disso". Precisava sair de lá, ou se não iriam fechar o shopping comigo la dentro ç.ç Quando fui descer as escadas, vi uma sombra se aproximando e eu tinha a certeza de que era meu marido pelo a forma daquela sombra (e era *0*) Ele pediu desculpas pelo desentendimento que ocorreu na nossa casa e que não queria que acontecesse nada e nem que eu voltasse com meu ex. Fomos para a casa da mãe dele e em vez de ficarmos dentro da casa, ficamos no hall do prédio dela conversando e quando olhei para a porta vejo meu ex novamente ¬_¬ Vejo o rosto do meu namorado ficando diferente, os olhos encheram de lagrimas e eu não sabia o que fazer. Falei com meu ex, perguntei o que ele queria e ele falou que queria conversar e pediu que eu subisse no 41º andar de escada x-x Pois meu sogro é zelador e as vezes fica na portaria, poderia ver eu subir de elevador ao lado do meu ex. Meu ex foi na frente, eu fiquei embaixo procurando meu marido e eu não sabia onde ele estava, ele havia sumido. Resolvi subir essas escadas e fui até menos que a metade. Novamente voltei pro hall. Não sabia o que fazer, estava perdida, não sabia se subir as escadas ou se ir na casa da minha sogra procurá-lo. Fiquei ali sozinha como sempre me sinto e sempre me senti. E então acordei .