-Yobana Lemm
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-Yobana Lemm
Esquisso
A: Não te conheço, nem sei quem és, ao certo. B: Já me tinhas visto antes. A: De ti, tenho apenas uma impressão. Um eco de algo que se perde no ar. És como um delírio - um desses sonhos que se desfazem mal acordamos. Apenas uma imagem vaporosa, sem corpo nem peso, que me escapa quando tento agarrar os seus contornos. B: Hei de nascer e crescer, à medida que me fores escrevendo. Eu espero. A: E eu sinto-te. Num assomo confuso de entusiasmo e ansiedade. B: Entusiasmo? Ansiedade? A: Entusiasmo, porque ainda és uma nuvem dispersa de possibilidades. Ansiedade, porque, ao dar-te forma, é como se te estivesse a matar. Cada palavra uma lâmina que te prende, que te limita. Escrever-te será uma violência. Uma aniquilação. B: Sim. Gostamos tanto de retratos, de fotografias, de molduras. Mas esquecemo-nos de que somos volúveis e passageiros como as imagens de um filme. A: Tu escondes-te nos contornos imprecisos de um esboço. Um rascunho mal definido. Ainda assim, eu sinto-te. B: São os teus olhos de escritora. Habituados à fantasia, ao não dito, ao que está por existir. É neles que eu me vejo viver. É neles que sei o fim que me darás. Os teus olhos são o meu destino, o meu livro. A: Ou será que o que sinto é apenas o meu reflexo? Será que tu não passas de uma secreta autoimagem que guardo de mim mesma? Talvez sejas a minha sombra, a projeção de um desejo em que me vou sonhando a mim própria. B: Como aquele homem que sonhava ser borboleta e, no fim, já não sabia ser era uma borboleta a sonhar ser homem. A: Talvez. Mas isso não importa. O que importa é a bruma em que nos perdemos. Vou saboreando essa névoa, essa incerteza, porque é nela que tu vives. É nela que te liberto. Não te quero compacta, sólida, una. Quero-te no movimento difuso dos pensamentos, numa dança em que cada gesto é ao mesmo tempo criação e fuga. Apetece-me a rebeldia do ambíguo. B: Já me acusaram de ser incoerente. A: Porque tu não cabes nas histórias que nós tanto gostamos de contar. Quando se é capaz de vogar na própria impermanência, sem temer o caos, é impossível ser massacrado pelos nomes ou pelas descrições. B: A incoerência é absurdamente ampla, espaçosa. A: Agora vejo-te. À contraluz, sentada a uma janela que fere a manhã soalheira e morna, que fere o oceano lá fora. B: Adequo-me à cena? A: Não consigo perceber bem os teus traços. És como um espectro trémulo, diáfano. Dissipas-te no fumo do cigarro que fumas, nos raios de sol onde navegam corpúsculos de pó. Dispersas-te na maresia, no tempo que se desfaz. B: E agora? A: Agora? Olha. O fogo rebola no céu. Pum! Bate no horizonte. O mundo enternece-se no lusco-fusco, as colinas do deserto brilham sob a lua, e as ondas continuam a murmurar no seu vaivém noturno. És tudo isso. E nada disso. B: Continuarei à espera. Enquanto te escreves em mim, eu vou vivendo em ti.
@martacasamorim
❤️🩹🌱
Dejaron de importar las respuestas a las preguntas que tanto me atormentaron. Dejé de esperar lo que sabía que no llegaría. Los silencios se me fueron haciendo necesarios, y en silencio fui encontrando muy dentro lo que afuera tanto busqué.
La suma de los días- Isabel Allende
Tu voz, aquella que dejó de ser canción y se convirtió en mi sonido favorito. ____________ De mi libro ‘¿En qué palabra me enamoré de ti?’ Disponible en: 📖 Toda Latinoamérica: Amazon.com (enlace de mi perfil) 🇲🇽 Librerías Gonvill (ibd) 🇪🇸 Casa del Libro (ibd) 🇨🇴 Librería de la U, Club de Letras Ediciones. 🇵🇪 Mercado Libre Perú 🇦🇷 Cúspide Libros, Mercado Libre Uruguay 🇪🇨 El PetirrojoEc
Qué manera tienen algunos; de sabotear lo único y último lindo, que les queda. Tal vez porque ya nada de las cosas nuevas les interesa. O quizá; es que ya nadie tiene corazón para abrirse de alma, y recibir las cosas buenas.
Trucos del sobrero...
Mabel