Olá, leitores! Tudo bem com vocês? Sumi, hein? A temporada das Crônicas de Segunda ainda não terminou, eu só fui uma vítima do famigerado bloqueio criativo com toques de procrastinação que acabam prejudicando todo mundo. Hoje eu trago a resenha extendida de "Muito Romântico", do Toni Brandão, há muito escrita no meu bloco de notas. Eu peguei esse livro emprestado de uma amiga, a Thaynara, que me fez essa sugestão de leitura há certo tempo e eu simplesmente não conseguia encontrar o livro (pelo menos, não no precinho) 😅 Esta história se passa na São Paulo de 1863 e já começa com o Antônio sofrendo (muito, pra caramba, meu Deus do céu, que sofrência!) pelo amor de Diana Hataway, atriz, linda, de espírito livre, que vive do jeito que quer, sem se prender a convenções da sociedade, que sempre me fazia sorrir, orgulhosa com suas atitudes (é uma maravilhosa!). Aparentemente, depois de um tempo juntos, Diana o dispensou, deixando-o com o coração irreversivelmente partido. Preciso confessar que achei a leitura um tanto arrastada (ou fui eu que a arrastei, que nem o Antônio arrastou seu caixão pelas ruas), talvez por detalhar coisas que nem todo mundo entenderia (pelo menos, eu não entendi), como os nomes das ruas. Mesmo com as ilustrações de mapas, foi muito fácil me distrair entre os nomes que especificavam o caminho por onde os personagens passavam em suas aventuras, porém, é uma boa pedida para quem gostou do livro reproduzir esses passos caso tenham a possibilidade de visitar São Paulo. Um ponto positivo do livro foi o foco em vários personagens, apresentando novas perspectivas sobre o caso do coração partido do Antônio e a morte do "morcego". Gostei bastante do Allegro, filho da dona da pensão onde Antônio e seus amigos estão hospedados, que descobre o amor pela leitura e muda sua visão do mundo através do protagonista, a quem vê como exemplo e empresta o primeiro livro que ele lê por completo e se apaixona, buscando por mais ao fim de cada história 💙 Também admito que o final da história me surpreendeu, pois fugiu do clichê e me fez mudar de opinião sobre tudo o que tinha lido até então, pena que esse plot twist só veio acontecer por volta dos últimos capítulos. Acho que estou fazendo muitos rodeios, é que eu ainda estou sem saber exatamente o que comentar sobre "Muito Romântico". Tentarei resumir: A impressão que eu tive desde a primeira página é que o livro foi escrito por um poeta cheio de referências, provavelmente tão romântico quanto Antônio. O sofrimento do Antônio tirou a minha paciência em vários momentos e as poesias que ele usava para se lamentar só me faziam pensar "meu Deus, que cara chato!" (Serei taxada de insensível por pensar assim de um cara que vai parar no hospital e chega a suar sangue por causa de um amor que não sabemos exatamente se é correspondido? Já sou, não vai ser novidade! 😂). João e Pedro completando as falas um do outro chega a ser mais irritante que os lamentos do Antônio, mas não posso julgar, meu eu escritor já fez isso no passado e achou o máximo 😅 Por mais que eu tenha dito coisas não muito boas sobre o livro, eu gostei dele... Ok, vou explicar: Foi uma experiência diferente, nova e não me decepcionei pois o final foi bom, mesmo eu não conseguindo imaginar direito o que aconteceria depois, pois não tem sequência (poxa, Toni!) e fica bastante aberto para muitas possibilidades. O importante é que o Antônio tem sua redenção e faz um gesto super nobre pelo seu amor 😍 Então, leitores, conhecem Antônio? Se você não conhece e curtem histórias de coração partido, eu recomendo. Conhecem "Muito Romântico"? Me contem, vamos conversar! Grande abraço e até a próxima! 😘











