Amei nomes em calendários
Devotei-me a causas de orelhões
Tosarei o cordeiro pranto
Desfiando-o de toda a melancolia indie
Lambera os dedos pelo sangue derramado
Provocado por vossas mãos
Um pouco espírito de porco
E resto rigor de rinha especulativa
Beijo o sal que sobra
Por fora de outros lábios
Temperando-me ao banquete que se inicia
Dissecando a pele do meu leito de amante
Trago-te a tempestade vinda do norte
Orbite sob o tom que quiseres
O vermelho açougue urbano,
O cinza de crise imobiliária ou o preto de teu luto materno
Combinam pop com populismo
Hão de criar as arestas de florestas
Famintas por estéticas oitentistas
Contudo, sobre a folha morta nada sabiam
A piada de senhores fora uma canoa virada no mar
Afogando suas crianças amaldiçoadas
Então, deus pôde olhar-te execrado e dizer-te:
Meus filhos, a sabatina sabática fora o almoço gourmet...
Resposta nonsense
Ao zero e um tradicionalista
Evoé linguagem da nova era
Que domestica a rebeldia em doses cavalares de conforto
Teça sob a mesa, outra lágrima vanguardista
Que dizes músculos soltos sob o pelo
Foram mais artifício, do que arte
Entretanto, entretenho-me em todo esse entreveiro...