Já faz um tempo que uma frase ecoa na minha cabeça nas noites solitárias. “O mesmo amor nunca acontece duas vezes”. Não sei o porquê, mas me lembra sempre ao que virou meu filme favorito na vida. Eu nem sei se, de fato, isso está no roteiro, mas eu me lembro que, de fato, Celine, eu também acho que tudo o que a gente faz na vida é só uma forma de sermos amados um pouco mais.
Quando pensei nisso pela primeira vez, um sentimento imenso de tristeza tomou conta de mim por dias. E eu me lembro disso com uma exatidão assustadora. Eu tinha acabado de perder o que eu achava que era o grande amor da minha vida. E talvez tenha sido, realmente.
Eu nem sei se existe um conceito único para definir o que seja “o grande amor da sua vida”. Mas eu sei que ele foi uma parte verdadeiramente grande na minha. Eu acho que, hoje, já faz mais tempo que vivemos separados do que estivemos juntos. Confesso que já perdi as contas. E foi por perdê-las que percebi que não é mais triste pensar que ele foi um grande amor na minha vida.
Eu percebi que um mesmo amor nunca acontece duas vezes, mas isso não significa que outro amor não será suficiente ou menos grande amor da minha vida. Talvez eu tenha muitos grandes amores reservados no caminho. Talvez tenha só mais um. Isso eu não consigo prever. Mas consigo me fazer entender que, grande parte da beleza de tudo isso, é me permitir viver quantos grandes amores resolverem cruzar a minha vida. Porque no fim do dia, o que importa é amar e ser amado, com toda a força e perigo da coisa, independente de por quanto tempo isso dure. Porque “se há algum tipo de magia nesse mundo, deve estar na busca de compreender alguém, compartilhar algo.”











