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Carta ao meu futuro amor
Eu sei que o teu coração carrega cicatrizes. Foi tocado e torcido por mãos que não mereciam segurá-lo. Um dia, tenho a certeza de que nos encontraremos e eu colocarei esses pedaços no lugar, assim como farás com os meus. Seremos a cura um para o outro.
Eu não sei quem és e como te pareces, mas algum dia, no futuro, tenho a certeza de que vou recordar cada curva do teu rosto e como os teus lábios tremem um pouco quando sorris de forma desajeitada. Riremos dos ex-namorados um do outro, daremos nomes engraçados a eles e agradeceremos a crueldade bela do destino por nos cortar mil vezes até encontrarmos um curativo de felicidade no outro.
Leio uma dúzia de poemas todos os dias, esperando o dia em que poderei partilhá-los contigo. Não desejo um amor insensato, tudo o que quero é uma vida simples contigo. Conhecerei os teus amigos e a tua história. Terás uma chave da minha casa e eu terei uma do teu coração.
Todas as memórias de quando foste rejeitado por abutres vaidosos, que prometiam amor eterno, desvanecerão até serem apagadas. Criaremos novas juntos, memórias que recordaremos quando nossos cabelos estiverem grisalhos e tivermos sessenta anos.
Irei te aborrecer com músicas que detestas. Não acredito em reencarnações, mas se fosse verdade, desejaria que fosses meu em todas as vidas. Vou tirar fotos tuas enquanto dormes como uma criança pequena, e trarás rosas sempre que eu estiver um pouco zangado contigo. Amaremos, brigaremos, reconciliaremos, e nada mais terá importância.
Serás o único e nada mais importará. Sei que estás lá fora neste mundo, e peço aos meus anjos que te abençoem e te guardem. Sei que podes sentir-te sozinho às vezes, mas deves saber que não há um dia em que eu não reze por ti.
És o meu milagre, e estou lá fora com lanternas à procura de ti em cada rosto que vejo. E um dia, quando finalmente encontrar o teu, não haverá outro rosto que eu deseje ver. Até nos encontrarmos, aqui fica um brinde a ti e a mim, e anseio por amar-te como um irmão, tratar-te como um amigo e respeitar-te como um amante, se o destino assim permitir.
— Antônio Reis
Verdadeiramente Nada em mim sinto. Há uma desolação Em quanto eu sinto. Se vivo, parece que minto. Não sei do coração
Outrora, outrora Fui feliz, embora Só hoje saiba que o fui. E este que fui e sou, Margens, tudo passou Porque flui.
Fernando Pessoa
Hoje, quando você estava com seus amigos, eu pude ver quem tu é verdadeiramente!
O amor é sempre longe
Há coisas que o tempo não toca. Palavras que a boca esqueceu de dizer, mas que o coração ainda sussurra quando o silêncio vem sentar ao lado da noite.
O amor é uma dessas coisas. Não o amor que se mostra, mas o amor que se esconde. O amor que arde baixinho, como brasas sob o cobertor de uma despedida.
Te amar foi como colher estrelas com as mãos nuas. Eu sabia que queimava, eu sabia que não podia ter. Mas ainda assim, eu estendia os braços, eu rasgava o céu, eu sangrava esperança.
E o que ganhei? As mãos vazias. As mãos cheias de luz que não se prende. E de marcas invisíveis, porque o amor, quando se vai, deixa feridas que ninguém vê, mas que doem — doem como o silêncio que ficou entre nós.
Você não me ouviu. Ou ouviu e não quis ficar. E então eu aprendi que há coisas que não são feitas para durar.
Aprendi que o amor também é longe. É sempre longe. Mesmo quando perto, mesmo quando os corpos se tocam, quando as vozes se misturam, quando os olhos se olham.
O amor é longe. Ele mora do outro lado da gente, onde os pés não alcançam e as palavras nunca chegam inteiras.
Ainda hoje, te carrego em mim. Te carrego nos lugares onde não dói mais, mas também não cicatrizou. Te carrego como quem carrega uma promessa antiga, daquelas que fazemos às estrelas quando a noite está mais escura que o peito.
Eu penso em você — não porque ainda espero, mas porque lembrar é como tocar o mar sem nunca entrar. A água vem, lava os pés, e depois se vai, levando com ela qualquer resto de areia que eu chamei de lar.
Você foi. Você partiu. E levou contigo uma parte de mim que eu nunca vou recuperar.
Mas a vida, essa moça teimosa e irônica, me fez ficar. E agora, entre os escombros do que fomos, eu escrevo. Escrevo para dar forma ao que não tem nome. Escrevo porque é tudo o que me resta.
Ah, se você soubesse… Se soubesse o quanto de amor ficou guardado, nas coisas pequenas que o mundo não vê: Na flor que secou entre as páginas, no bilhete amassado, na música que ainda toca, nas noites em que fecho os olhos e sinto teu cheiro vindo do nada.
Mas está tudo bem. O amor, mesmo partido, ainda é amor. E talvez seja assim mesmo: a gente ama, a gente perde, a gente recomeça.
E um dia, quando tudo for memória e o tempo for um sopro no rosto, vou olhar para trás e te agradecer.
Porque amar você foi meu jeito mais bonito de existir. E perder você foi meu jeito mais humano de aprender a continuar.
Que o vento te leve para onde você sonhou estar. Que o amor, esse amor que nunca coube em nós, encontre repouso em algum lugar do mundo. E que você saiba:
Há corações que não esquecem. Há histórias que não se apagam. E há versos, como este, que não são sobre você, mas ainda assim são teus.
— Antônio Reis
Recomeçar é uma habilidade poderosa que todos nós possuímos. Cada novo dia é uma chance de iniciar um capítulo diferente em nossas vidas.
Recomeçar é uma habilidade poderosa que todos nós possuímos. Cada novo dia é uma chance de iniciar um capítulo diferente em nossas vidas. Não importa quão turbulento ou difícil tenha sido o passado, o recomeço nos permite aprender com nossos erros, crescer e evoluir. É como se ganhássemos a oportunidade de escrever uma nova história, com a sabedoria adquirida com as experiências anteriores.
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Cada indivíduo que já viveu neste planeta contribuiu de alguma forma para moldar o mundo que temos hoje.
Nossa liberdade foi conquistada com o suor e o sangue daqueles que enfrentaram tiranias e opressões, muitas vezes sem sequer saberem se chegariam a vivenciar o sabor dessa tão almejada liberdade. Nossos espaços urbanos são fruto do trabalho dos engenheiros, operários e planejadores que ergueram cada edifício, estrada e infraestrutura. A terra em que pisamos foi cultivada por agricultores que labutaram para alimentar suas famílias e comunidades, estabelecendo os alicerces da agricultura que sustenta a humanidade até hoje.
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Como Faço para me Converter Verdadeiramente?
https://deusteabencoe.com.br/como-faco-para-me-converter-verdadeiramente/