Se observar bem, os sonhos são vislumbres do futuro.

seen from Australia
seen from China

seen from Malaysia
seen from Canada

seen from United States
seen from Türkiye
seen from Finland
seen from South Korea
seen from China

seen from United States
seen from Italy
seen from Kenya

seen from Singapore

seen from United States
seen from Australia
seen from China
seen from Philippines

seen from Australia

seen from India

seen from United States
Se observar bem, os sonhos são vislumbres do futuro.
Vislumbre
A horas flébeis, outonais - Por magoados fins de dia - A minha Alma é água fria Em ânforas d'Ouro... entre cristais...
Mário de Sá Carneiro
a efemeridade do que me cerca faz a vida parecer um vislumbre.
Um súbito vislumbre de um Deus santo, e toda a autoestima de Isaías foi abalada. Enquanto podia se comparar com outros mortais, ele era capaz de manter uma opinião elevada sobre seu próprio caráter. No instante que ele se mediu diante do padrão último, ele foi destruído – moralmente e espiritualmente aniquilado.
Deus é Santo - R.C. Sproul
APENAS UM VISLUMBRE
Já admirei as montanhas esvoaçadas pela neblina
Já dilatei a pupila enxergando a Lua e me perdi por horas em seu brilho
Vislumbrado, achei que poderia tocá-la, torná-la minha
Mas é sua natureza brilhar, sem pertencer a ninguém
Meu coração aperta ao lembrar seu nome
E o corpo enrijece de tanto pensar nela
Me vem, então, a memória de dias tão lindos
Instantes eternos em minhas lembranças
Mas não posso esquecer que
Nem todo gesto é favor
Nem toda palavra é poesia
E nem todo beijo é amor
O que é belo não tem endereço
Precisa de espaço, de movimento
Não se apega, não se amarra
É livre por natureza, para que prossiga em sua exuberância
Rocha ou Rio, Fogo ou Frio, Céu ou Mar, o que quiseres ser, serás!
Que a vida possa te amar, mais do que eu pensei ter amado
Eu já me sinto honrado em ter compartilhado
Do pequeno instante que foi te contemplar
Lua.
CUARTETAS DE MEDIANOCHE
Me encanta ver, a la dorada luz de una cerilla, los íntimos rasgos de un rostro, cual desvelada inocencia en polvorientos cronicones de infamia.
Presa de un fugaz rapto de amor, en el microcosmos de una lumbrarada, estudio el nuevo relieve… yermo que jamás podría domar.
Atentos a la lluvia tras el cantón, palpamos la realidad de un sueño, y conocemos, antes que se apague el fósforo, una efímera eternidad.
*
MIDNIGHT QUATRAINS
I love to see, in golden matchlight, intimate contours of a face like discovered innocence in dusty annals of disgrace.
Caught in a minute’s spell of love, a microcosm ot sudden flame, I learn this new geography— wilderness I could never tame.
Listening to rain around the corner we sense a dream’ reality, and know, before the match goes out, ephemeral eternity.
Denise Levertov
di-versión©ochoislas
O Ano da Vassoura encontra a Revolução
primeiro vislumbre do viés da Costura na lunação de áries do ano da vassoura
Uma libélula entrou pela janela hoje. Beijou todas as paredes. Custou a sair. Não percebi quando.
Lembrei que hoje é 20, quarta-feira dos ventos de abertura para o ano astrológico que aí está, nos envolvendo em toda a profusão de aventuras brotantes nesse novo ciclo solar de sinuoso movimento.
É hora de iniciar a Descida. O ano funda percurso rumo às noites mais longas, úmidas, acesas. Outono. Tempo de encontros no Enquanto. Uma estação-travessia, repleta de intensidades desafiadoras.
E nesse Agora, a efeméride celeste encontra o ano de verdades manifestas, ano de gargalhadas nas encruzas, ou ainda, conforme costumo chamar, Ano da Vassoura, que já desabrocha seu terceiro mês, Março. Época esta, é bom que se destaque, repleta de distúrbios climáticos causados pela absurda usura capitalista e seus meios inconsequentes.
Ao vislumbrar o viés da Costura, penso que o palco desse enlace será deveras marcante. A Lua plena e perfumosa será convite a um brinde de apostas pra novos começos. Venha a nós o Plenilúnio Cardeal do Ar. Na dança da lua imensamente cheia em Libra, convém sustentar a fé em convicções além dos sonhos, no labor que equilibra os desafios entre a certeza do plantio e a visão do crescimento. É tempo de tecer as artimanhas e enxergar as mandingas.
Talvez seja bem aí que se encontre a lição dessa lua feiticeira. É preciso acreditar naquilo que se planta pra saber fazer vingar. Querer é um pedaço importante, mas no suor que se verte trabalhando por desejo está manifesta toda a magia que alimenta o caminho.
Um grandioso eclipse lunar adornará o rodopio. A Descida terá o brilho dos paradoxos. Nesse espiral, é bom não esquecer de respirar. Todo mergulho é tão excitante quanto desconhecido, por mais que a Serpente sempre se morda no fim. A aposta é essa. Voltar pra contar. Pra frente. Continuar daí. p.s. Na última tiragem da Sorte de Luna, durante a 172ª Mariposa-Carrossel, cinco cartas saíram para o Porvir. Por serem bastante saborosas em reflexões, disponho. São elas, Doze, Três, Um, Dezessete, Cinco. .xxx.
No dia de ficar cego, vislumbrou.
- Gabriel Tessarini