Usamos a língua tanto para agradecer ao Senhor e Pai como para amaldiçoar as pessoas, que foram criadas parecidas com Deus. Da mesma boca saem palavras tanto de agradecimento como de maldição. Meus irmãos, isso não deve ser assim.
Tiago 3:9-10

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Usamos a língua tanto para agradecer ao Senhor e Pai como para amaldiçoar as pessoas, que foram criadas parecidas com Deus. Da mesma boca saem palavras tanto de agradecimento como de maldição. Meus irmãos, isso não deve ser assim.
Tiago 3:9-10
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Silhueta na rua - Cap.1
— Vê se não se atrasa amanhã, Wick. — disse Jack, fechando a loja enquanto eu subia em minha bicicleta.
— Sabe muito bem que sofro de narcolepsia e tem vezes que não durmo na hora que quero. — Peguei meu capacete — Aliás, coloquei isso até mesmo no meu currículo se me lembro bem. Você aceitou dizendo que “temos horários flexíveis, e qualquer modo”. — Sorri para ele e estalei os dedos na direção dele — “Nem chefe nem funcionário, mas amigos!” né? — Dei uma risada para ele no final.
Jack, por outro lado, já estava rindo com essa frase que ouvimos em um comercial. Sua papada balançando a cada vez que seu corpo subia.
— Ai ai, esses comerciais, né não? — Limpou uma lágrima que havia brotado — Tudo bem. Você não tem muito o que fazer sobre esse problema, né? Uma tia falecida minha, que Deus a tenha, sofria disso e...
— Desculpa — interrompi-o, havia sentido uma tonteira e me ressenti de ser a narcolepsia vindo —, mas eu preciso ir, tentar dormir por vontade própria hoje.
— Ah... — ele pareceu ofendido por um breve momento — Tá, sei. Te vejo amanhã, Wick.
— Até amanhã. — Comecei a pedalar.
~~
Eu trabalhava absurdamente longe da minha casa, não faço ideia do porquê. Talvez eu curtisse a adrenalina de poder desmaiar a qualquer momento no meio do nada, ser sequestrado e sumir. Na verdade, era essa mesma adrenalina que me fazia pedalar como se minha vida dependesse disso.
Mas hoje a rua estava diferente.
Sempre uso o mesmo caminho: uma rua enorme, com nada do lado direito nem do lado esquerdo. No máximo, uma casa a cada 5 quadras. Além disso, haviam postes dos dois lados. Tanto na esquerda quanto na direita, pares separados pela pavimentação da rua. Tudo sempre é igual, só algumas luzes que paravam de funcionar e alguns carros que tentavam me levar junto em seu trajeto.
Mas hoje, como já disse, a rua estava diferente.
Não só a rua em si, a iluminação dos postes parecia ter sido reduzida por algum motivo. Questionei-me se estávamos com alguma queda de energia. Havia uma ventania repentina que não estava ali antes. O asfalto estava inexplicavelmente mais alto. Era perceptível pela minha visão, mas eu também podia afirmar com plena certeza que a rua não tinha renovado o asfalto. Eu estava olhando para baixo durante todo esse pensamento, pois sabia que era uma via de mão única.
Foi quando voltei meus olhos para frente tive um rápido vislumbre de estar acertando uma silhueta. Quase me dividi em dois para desviar do que quer que fosse, virei bruscamente para a direita, quase perdendo o equilíbrio e indo de encontro com a piscina de luz que o poste jorrava. Antes de retomar a direção da minha bicicleta, faíscas choveram junto do banho de claridade. O poste tinha estourado.
Com isso, eu não consegui me equilibrar mais. No meu ouvido tinha um zumbido irritante. Caí da bicicleta e, por sorte, ela não enroscou no meu pé, quebrando-o. Caí em cima do meu ombro esquerdo, meu óculos voou do meu rosto e minha mão bateu em cheio no chão. Iria, com certeza, doer mais tarde. Quando terminei de rolar, estava de cara para o céu aberto. Mais especificamente, para a Lua.
E recebi um chute bem na boca do estômago.
— Olha a merda que você fez! — disse um homem o qual sua silhueta mal se diferenciava do céu escuro. Só dava para ver sua estranha boca — Como acha que eu vou para casa agora sabendo que tem um lunático por aí que tenta atropelar pessoas com sua bicicletinha? Hein, seu merda?
Anormalmente, o homem parecia estar se divertindo bastante com aquilo. Não por seu tom de voz, postura ou pela força com que pôs seu sapato na minha barriga, mas por seu enorme sorriso no rosto. Comecei a me sentar.
— Olha... senhor... — Pus a mão na cabeça. Eu realmente não estava bem. — Eu não sei direito o que aconteceu. Talvez... talvez eu tenha dormido. Sofro de narcolepsia e, bem, não tenho muito controle sobre isso. Eu não sei se quebrei algo seu, mas... — Minha visão estava apática, eu parecia ter sido drogado — Talvez possamos fazer um... um... trato?
Ao proferir essas palavras, o lugar pareceu ficar mais escuro do que já estava. Senti a vertigem mais intensa da minha vida, tão intensa que não poderia descrevê-la mesmo que tentasse. Tive a impressão de ver alguma mancha escura cobrir a Lua e os postes diminuírem o brilho. As únicas coisas que pareciam ter acendido foram os olhos e o sorriso do homem. Principalmente os olhos. Estes estavam fogosos.
— Um trato, você diz? — disse o homem de enorme sorriso.
...
Urso Pera #02
Repórter Alice Bastos Neves, da GHZ, relata ter sido chamada de “vagabunda” por um torcedor do Internacional
ABSURDO! Em pleno dia da mulher, a repórter Alice Bastos Neves, da GHZ, relatou ter sido chamada de “vagabunda” por um torcedor do Internacional neste domingo, 8, antes do clássico contra o Grêmio. Os times se enfrentam pelo jogo de volta da final do Campeonato Gaúcho, no Beira-Rio, em Porto Alegre. Repórter Alice Bastos Neves, da GHZ, relata ter sido chamada de “vagabunda” por um torcedor…
Aprenda com os veteranos do seu tempo de infância.
Se a tua intensão é ofender alguém e/ou desconsertar (fazê-la 'tomar ar' - tira ela do centro da atenção - não ser atendida), não adianta repetir adjetivos sobre status dos quais o sujeito se esforça muito para ser e continuar sendo.
Se quiser ofender um Corintiano, não adianta chamá-lo de: Corintiano. Chame-o de; Palmeirense, São Paulino... e afins.
Se quiser ofender um maconheiro, não adianta chamá-lo de maconheiro. Chame-o de; careta, sem graça, anátema...
Se quiser ofender um pagodeiro, não adianta chamá-lo de pagodeiro. Chame-o de: Funkeiro, Quei Pop...
Se quiser ofender um Bolsonarista, não adianta chamá-lo de: Bolsonarista. Chame-o; de Petista, Lulista, Comunista, Socialista...
O mesmo vale para quem é Petista, Lulista, Socialistas e Comunista. Não adianta repetir estas coisas. Chame-o de; Bolsonarista, Senhor, Senhora, Todos, Ele, Ela, Olavista, Messias, Testemunha de Jeová, Católico, Evangelista, Espirita, Capitalista, Mago Branco, Além Cardeque (Allan Kardec), Terra Planista...
PS: você percebe como este mundo está uma merda. Quando o que antes eram palavrões (pejorativos), hoje são; gestos amigáveis, graciosos e carinhosas (troca de afetos e afagos).
O povo não sabe nem mais como xingar os outros. Pois, o que era conhecido como xingamento, hoje, não é mais (desvirtuados, deturpados). O mesmo vale para os elogios, felicitações e afagos.
Rezar o significado das palavras.
O mundo desaprendeu o significado de; rezar o significado das palavras.
As palavras perderam as suas Identidades. Palavras na boca ou na escrita de pessoas maliciosas, podem se fazer o significado de qualquer coisa, menos o significado que deu a razão e o "porque" delas existirem.
Palavras pejorativas, sozinhas, é incapaz de ofender alguém. E posso provar!
O que realmente ofende as pessoas, é aquele que faz uso dela sem a tal “liberdade” receptível para dizê-las.
"não importa o que foi dito, o importante é quem foi que disse"
Eu vi Gerações de Jovens chamarem uns aos outros de "Arrombado" e jamais estes "Arrombados" se rasgaram de ódio e fúria, entre eles.
Se já anteciparem uma leitura errada da sua imagem e caráter, de quem tu és, antes mesmo de conhecê-los (reputação deturpada). Certamente você será recepcionado como "anátema" entre eles.
Mesmo que você diga: "Um cheiro de Flores para vocês meus amores".
O julgamento deles para com você, já foi consumado.
E certamente você se verá dilacerado pelas Hienas famintas (gananciosas) e extremamente sarcásticas (debochadas).