Os marotos tem o prazer de te apresentar Remus John Lupin! Possui vinte e dois anos, está estudando para ser Professor de Defesa Contra as Artes das Trevas e é confundido com Tom Webb.
A história de Remus John Lupin iniciou-se antes mesmo de seu nascimento, um destino selado quando ainda no ventre da mãe. Hope deixou para trás a vida mundana quando apaixonou-se por Lyall. Lyall e sua magia, Lyall e seu sorriso, Lyall e sua sinceridade. Aos seus olhos, ele era um cavaleiro de armadura brilhante (ou bruxo seri melhor?). De qualquer forma, a mulher que levava uma vida simples como contadora nunca pensou que se apaixonaria-se tão perdidamente e, meses após o primeiro encontro dos dois (envolvendo um boggart nada majestoso), casaram-se. Foi desse união que surgiu Remus, num dez de março de tarde tranquila e céu azulado; muitos disseram um milagre para aquela época do ano. Seus primeiros anos de vida correram exatamente como deveriam correr, recheados de amor, risos e choros infantis e uma espontaneidade típica de criança, dando sorrisos sem dente a torto e a direito a qualquer um que passasse pela rua. Remus era uma criança extremamente alegre e assim se manteve, até seus quatro anos. Foi pelo trabalho do pai e sua dita honestidade, conquanto, que tudo mudou. Embora não fosse o intento de Lyall causar o que causou, era diretamente ligada a ele a desgraça que recaiu sobre o filho. Em seu trabalho no Ministério da Magia, no controle de Criaturas Mágicas, Lyall Lupin lidava com absolutamente todo tipo de gente e foi através dele que conheceu Greyback. Homem de hálito podre e feições animalescas, a licantropia era por ele considerada uma benção e a usava em seu próprio bem, inclusive para matar. Desprezá-lo foi extremamente fácil para Lyall, o que foi difícil foi segurar a língua. Julgava que ele merecia a morte, humilhando-o, inclusive, na frente dos colegas. As mudanças, sendo ele ainda tão criança, eram extremamente dolorosas e, embora tenha sido levado a diversos curandeiros, Lyall e Hope nunca encontraram qualquer solução para ajudar o filho; e nunca deixaram de se culpar por tal coisa também. Remus tornou-se, então, naturalmente mais fechado e, embora sua manifestação mágica tivesse ocorrido tão cedo, não julgou que teria qualquer possibilidade de adentrar Hogwarts por sua condição. Ademais, foi surpreendido quando a carta chegou em seu aniversário de onze anos - Albus Dumbledore o acolhera e certificara-se de ter um lugar especial, no qual Remus teria liberdade para passar as noites de lua cheia sem incomodos ainda maiores do que os que já tinha. Greyback fugiu, é claro, mas usou da fuga justamente para arquitetar seu mano. Foram durante semanas depois, quando apenas Hope encontrava-se em casa e o marido trabalhando que ele agiu. Remus dormia tranquilo em sua cama de menino crescidinho e a mãe, igualmente tranquila, não pensou quer seria ruim deixar o filho sozinho por alguns instantes enquanto ia até à vizinha, emprestar algumas ervas para preparar o jantar para seus meninos. O mau estar sentido pela mulher, conquanto, enquanto na casa da dita vizinha não foi a toa. Quando ela retornou para casa, porém, já era tarde demais. Greyback mordera Remus e, embora Lyall tenha chegado rapidamente e repelido-o com milhares de feitiços poderosos, obrigando-o a ir embora, o malfeito já estava feito: Remus adquirira licantropia. Foi em Hogwarts, então, que Lupin conheceu James Potter, Sirius Black e Peter Pettigrew, que viriam a tornar-se seus melhores.
Remus foi selecionado para Gryffindor, o que não foi de todo uma surpresa aos pais. Embora fosse extremamente inteligente e responsável, sua paixão não se limitava os livros. Mesmo com todos os percalços de sua caminhada até então, Remus amava a vida, ele era leal e justo e corajoso o suficiente para defender seus pontos de vista mesmo que fossem negados por todos, sendo tais características as responsáveis por ele ter terminado na Gryffindor ao invés de Ravenclaw. Seus colegas de quarto, James, Sirius e Peter, tornaram-se rapidamente, então, sua segunda família. Por mais que, inicialmente, tivesse desejado esconder sua condição dos amigos, contar a verdade acabou por mostrar-se mais fácil e, no fim, eles passaram a ajudá-lo a chegar na pequena casa protegida que Dumbledore lhe preparara para as noites de lua cheia, a “Casa dos Gritos”. Dizer que tornara-se tão inseparável quanto um irmão dos três, a partir disso, seria mínimo. Remus também era o mais sensato dos garotos, era normalmente ele o responsável por querer fazer os amigos, tão arteiros, repensarem suas decisões antes de aplicar as tantas pegadinhas que faziam, mas era raríssimo que obtivesse sucesso; e para evitar que acabassem fazendo besteira demais, acabava por sempre ajudá-los. No final das contas, Remus John Lupin também era pessoa arteira e várias vezes riu do que armavam, mesmo querendo fingir que não. Apelidaram-se logo de Os Marotos e, utilizando-se de codinomes para se protegeram, criaram juntos um mapa mágico, através do qual era possível se ver toda Hogwarts. Honestamente? Aquele mapa e as pessoas que amavam eram seu grande orgulho e, rapidamente, o apelido Moony tornou-se parte de si, abraçando-o com carinho.
Mais do que para fazer traquinagens, conquanto, a aptidão de Remus para feitiços, bem como estudos no geral, mostrou-se desde sempre gigantesca e isso foi visto por Dumbledore, que nomeou ele e Lily Evans, sua melhor amiga, como monitores da casa em seus anos finais na instituição - no fim, ele bem sabia, o diretor esperava que ele conseguisse exercer algum controle sobre os melhores amigos, mas isso só ocorria de vez em nunca.
Ao findar de seus anos em Hogwarts, Remus já sabia o que queria fazer. Mais do que aprender ele desde sempre gostara de ensinar e, assim, a ideia de tornar-se um docente na instituição lhe veio com clareza e com facilidade ela foi aceita pelos pais, que em tudo apoiavam o filho tão amado. Foi assim que entrou no curso preparatório oferecido pela própria instituição e, após rigorosos testes, viu-se aceito no programa que garantiria que, um dia, tornaria-se o professor de Defesa Contra as Artes das Trevas, como desejava ser. Atualmente, trabalha como professor assistente do professor de feitiços, esperando pacientemente pela oportunidade de trabalhar com a matéria que era sua favorita.
Remus é, na maior parte do tempo, dócil. Sua docilidade, conquanto, não deve em qualquer tempo ser confundida com tolice. É extremamente inteligente, dono de mente ágil, sempre conseguindo ver além do quadro geral. É pessoa extremamente justa e leal, não havendo nada do que lhe importe mais que a fidelidade; não suporta mentiras. Apesar disso, perdoar não é algo que lhe vem com tremenda dificuldade; erros, em sua opinião, fazem parte do crescimento humano. Utiliza-se de ironias, por vezes, mas não é realmente maldoso em nenhuma delas, simplesmente gostando de implicar com os amigos de vez em quando. Dos três amigos, Remus só não é mais quieto que Pettigrew, tendo suas inseguranças e sendo mais introspectivo do que extrovertido como James e Sirius.
Por vezes, Remus gosta de ficar sozinho, encarando o mundo fora de sua janela enquanto a chuva caí e apreciando do silêncio da própria mente, tendo um bom livro como companheiro para apreciar melhor tal jornada; afinal, literatura é sua paixão pouco secreta. De vez em quando, o mundo lhe parece caótico demais, desesperador demais; em especial, próximo à noites de Lua Cheia. Por mais que não ouse admiti-lo em voz alta, julga-se inferior às pessoas que o rodeiam, não acreditando ser merecedor de sua atenção e afeto como acaba ocorrendo. Isso é suprimido por sua relativa teimosia, sendo o tipo de pessoa que finge que está tudo bem enquanto o mundo parecer despencar ao seu redor. Quando as coisas estão difícil demais, porém, tende a confidenciar-se com os melhores amigos se levemente pressionado. No fim, ele não sabe enganar os marotos e nem a si mesmo direito.
Foi dois anos após conhecê-lo que Remus descobriu-se apaixonado por Sirius Black. Embora por algum tempo tenha negado o sentimento, julgando na época não ser mais do que admiração infantil, ele logo percebeu que seus sorrisos com o moreno eram mais largos do que com qualquer outra pessoa e que seu riso, no fim, soava infantil e por demais sincero. Nunca se abriu, conquanto, não até atingir já seus vinte anos. Foi nesse período que revelou a Black seus sentimentos e viu-se surpreso quando, após alguns vários por menores, o indolente Sirius demonstrou estar apaixonado por si também. O namoro começou meio as avessas e, embora apreciado pelos pais de Lupin, não o era pelos de Black. Isso, é claro, não os impediu de nada. Atualmente, moram juntos em uma casa pequenina e aconchegante, e são vizinhos de James e Lily, seus melhores amigos, que também se apaixonaram e casaram-se.
Remus, por mais que tente não ceder a Black em tudo, acabou por de algum modo aceitar adotar os dois cachorros que o namorado achara na rua. O suspiro de cansaço todas as manhãs não era por nada e normalmente envolvia baba canina na hora errada. A verdade é que tinha coração extremamente mole para animais e, tal característica, acabou por também ser a responsável pela adoção de um gato que achou na rua, Ernest. Dizer que Sirius odeia o animal (infundadamente) é apelido, mas então, as reclamações do rapaz tornam-se motivos de gargalhada de Lupin.
É completamente apaixonado por comer, ainda que cozinhar seja algo que faz de forma mediana; ele pelo menos nunca queimou nada, mas não ousa tentar pratos mais elaborados, atendo-se à simplicidade quando atrás do fogão. O que Remus mais ama no mundo, porém, é chocolate. O doce sempre o anima, mesmo em seus piores, em seus piores momentos.
Embora não seja muito esportista, Remus gosta muito de voar. Passada a lua cheia, quando sente-se extremamente mal, gosta de vez em quando de buscar por sua vassoura e trafegar pelo céu por algum tempo, sentindo o vento gelado bater contra a pele e o ar puro lhe preencher os pulmões, trazendo-lhe calmaria tão necessária e alento. Trata-se, no fim, de algo no qual é bastante hábil.