Obra "Ladrillos" do artista Jorge Méndez Blake. Com a utilização de tijolos e da edição de "El castillo" de Franz Kafka.
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Obra "Ladrillos" do artista Jorge Méndez Blake. Com a utilização de tijolos e da edição de "El castillo" de Franz Kafka.
Minimalismo é um movimento artístico e cultural que surgiu nos Estados Unidos no começo da década de 1960. A palavra minimalismo se refere a uma série de movimentos artísticos, culturais e científicos que percorreram diversos momentos do século XX e preocuparam-se em fazer uso de poucos elementos fundamentais como base de expressão.
Conheci uma mulher há poucos dias Mas sinto que já conheço ela faz mais tempo Só sei que estou fascinado Confuso, em um mistério, sabe Mas ao mesmo tempo é ótimo Algo diferente, novo! Vejo nela coisas que não vi em ninguém Coisas que todos nos deveríamos valorizar Ela é exemplo pra um mundo que necessita de esperança De mais carinho De mais amor Ela é tipo um cavaleiro tirando o cabresto de um de seus queridos animais Ela ensina Ela é objetiva Ela fascina Ela dança Ela sente Sim, ela sente. Mas ela sente diferente... Um diferente maravilhoso por sinal É prazeroso É bonito E desperta novos olhares pro mundo Com poucas palavras mas sempre bem ditas... Sempre guiam para algum lugar Um lugar que ainda não achei E não sei se vou achar Acho que só o tempo responderá É necessário dar tempo ao tempo muitas vezes Bate ansiedade, Imaginação Bate forte Mas bate bem, Confuso, mas bem De leve E assim vai São dez da noite e eu deveria estar falando pra ela O quanto ela é linda e especial Pelo menos olhando nos olhos Admirando como se fosse paisagem Acho justo Mas vezes bate um medo Insegurança Mas é bom, ô se é! Uma história que não tem destino Impossível saber Não é mecanizada, comum É diferente Essa é a palavra É lindo aliás Não sei onde ela está agora Se está bem Se está feliz Só Deus sabe... E tenho certeza de uma coisa Agora ela deve estar sentindo Talvez vermelha Talvez escondida debaixo de suas mãos Talvez descalça Mas sentindo Torço pra que ela leve isso pro mundo Com todo a energia que ela tem no seu coração O mundo precisa disso Ainda tenho esperança Que ela aguente o que ta aí fora Mas transforme E se possível Para sempre O mundo é dela Mas acho que ela não é do mundo Está em outro nível Quase divino Olha tudo lá de cima Analisa, olha, Olha de novo Mas está lá Transbordando E o mundo não aguenta tudo isso Mas vai aprender Ela ensina Ela muda Ela dança E dança de novo Mais uma vez E só ela sabe O que rola dentro de si Quando dança Apenas deixa fluir Enquanto a maioria... Ah... Ainda estão com os olhos meios fechados Talvez abrindo Talvez com medo de abrir Ou apenas esperando uma chance Uma mãozinha Pra aprender Talvez seja a dela Ou talvez seja por ela Mas que seja Apenas seja Um pouco mais feliz. Bom, não sou poeta Muito menos aprendiz Só são palavras sinceras E do fundo do coração Com tudo o que há de mais belo... Acho que está valendo... Pelo menos assim espero E não mostra pra ela, não Em algum lugar por aí Acho que ela vai ver Ou quem sabe sentir.
G.S. (Lot-us)
Skurktur é um estúdio de design com sede em Trondheim , na Noruega. O estúdio faz projetos para grandes e pequenos clientes ao redor do mundo. Trabalhando técnicas digitais , criando ilustrações, capas de álbuns, gráficos editoriais, identidade visual, estampas, roupas, e mais.
Cecília Meireles
Cecília Meireles é uma das grandes escritoras da literatura brasileira. Nasceu no dia 7 de novembro de 1901, na cidade do Rio de Janeiro. Sua infância foi marcada pela dor e solidão, pois perdeu a mãe com apenas três anos de idade e o pai não chegou a conhecer (morreu antes de seu nascimento). Foi criada pela avó. Por volta dos nove anos de idade, Cecília começou a escrever suas primeiras poesias. Formou-se professora e com apenas 18 anos de idade, no ano de 1919, publicou seu primeiro livro “Espectro”. Embora fosse o auge do Modernismo, a jovem poetisa foi fortemente influenciada pelo movimento literário simbolista. Sua formação como professora e interesse pela educação levou-a a fundar a primeira biblioteca infantil do Rio de Janeiro no ano de 1934. Escreveu várias obras na área de literatura infantil, estes poemas infantis são marcados pela musicalidade (uma das principais características de sua poesia). No ano de 1939, Cecília publicou o livro Viagem. A beleza das poesias trouxe-lhe um grande reconhecimento dos leitores e também dos acadêmicos da área de literatura. Com este livro, ganhou o Prêmio de Poesia da Academia Brasileira de Letras. Cecília faleceu em sua cidade natal no dia 9 de novembro de 1964.
(adaptação de texto: suapesquisa)
Autoria: Paulo Leminski
Autoria: Paulo Leminski
Autoria: Paulo Leminski
Templo Expiatório da Sagrada Família e o estilo Art Nouveau
O Templo Expiatório da Sagrada Família é a maior igreja construída em estilo Art Nouveau do mundo, localizado em Barcelona (Espanha). Patrimônio Mundial da Unesco, ela foi projetada pelo arquiteto Antoni Gaudí. Ainda em construção, ela tem atualmente 107 metros de altura. Deverá ser finalizada em 2027, quando chegará a 170 metros. Na década de 1890, as artes decorativas assistiram à evolução de um novo movimento, o chamado Art Nouveau - o citado estilo do Templo-, inspirado por formas naturalistas e orgânicas. O movimento foi desenvolvido por escultores joalheiros, ceramistas e principalmente, criadores de cartazes. As raízes do Art Nouveau estavam na Inglaterra, mas artistas franceses, como, por exemplo, Bonnard e Vuillard, também sofreram influência das formas redemoinhantes e cores brilhantes desse novo estilo. No âmbito social, a Art Nouveau está muito ligada ao desenvolvimento da burguesia industrial, a oposição ao movimento romântico e à valorização das expressões sentimentais nas artes, buscando a massificação das artes plásticas através da valorização dos processos industriais, valorizando temas ligados à natureza (plantas, flores, árvores e animais), retratados com linhas em movimento, dando valor às formas.
De repente tudo fica azul e a gente quer tocar o céu... Parece beijo que é bom mas passa rápido e a gente morre de saudade do carinho. Tudo se colore num instante eternizado na memória do coração, na sinceridade do sorriso estampado, na cautela do medo de ser, na confusão do é ou não é. A felicidade que se extingue por segundos inacabáveis na mente insana da incerteza. Boa realidade momentânea, nada se sabe sobre o depois, talvez muito melhor, talvez sem. Correndo os riscos de sempre, com os receios de sempre e as mesmas levezas. Deixando o depois pra depois, com dúvidas no agora, sem mais declarações a respeito de sentimentos mal definidos, de bagagens incompletas mal carregadas por um desconhecido tão importante. Sendo feliz sem amanhã, nem depois, sobrevivendo do ontem, do hoje, do mais tarde. Sem mais lamentações volto a causa de sempre, a praga de quem sofre, o medo dos intactos, a tristeza dos sofridos, mas a alegria de todos, o aglomerado de sentenças sem julgamento, de prazeres imaginados ou de pensamentos não correspondidos com a realidade. A alegria de quem ama e a frustração daquele que amou sozinho. Mudanças de interior geram reconhecimentos surpreendidos com o novo. Mudanças para melhor para a ampliadão do infinito sem destino algum! Da graça de uma criança lambuzada de doce, da necessidade das palavras para expressar num papel qualquer um pensamento a deriva perto de uma clareira cheia de florescer. Sem dispensa de doce, nem sorvete gelado, sem a agarrável felicidade do adormecer acumulado há dias.
Mel (Lot-us)
Como as cidades podem ajudar o futuro? Alex Steffen mostra alguns projetos legais de bairros ecológicos que expandem nosso acesso a coisas que queremos e necessitamos - enquanto reduzem o tempo que gastamos em carros.
"Se tivermos oito, sete, seis bilhões de pessoas morando em um planeta onde suas cidades também roubam o futuro, nós vamos ficar sem futuro muito rápido, mas se pensarmos diferente, eu acho que podemos realmente ter cidades que não apenas sejam emissão zero, mas que também possuam possibilidades ilimitadas." (Alex Steffen)
~Legendado em português~ o vídeo do TED de Alex Steffen aborda o conceito de cidades ecológicas e como as mesmas pode ajudar a construir um futuro sustentável e ligado ao meio-ambiente!
Então queres ser um escritor?
(Charles Bukowski)
se não sai de ti a explodir apesar de tudo, não o faças. a menos que saia sem perguntar do teu coração da tua cabeça da tua boca das tuas entranhas, não o faças. se tens que estar horas sentado a olhar para um ecrã de computador ou curvado sobre a tua máquina de escrever procurando as palavras, não o faças. se o fazes por dinheiro ou fama, não o faças. se o fazes para teres mulheres na tua cama, não o faças. se tens que te sentar e reescrever uma e outra vez, não o faças. se dá trabalho só pensar em fazê-lo, não o faças. se tentas escrever como outros escreveram, não o faças. se tens que esperar para que saia de ti a gritar, então espera pacientemente. se nunca sair de ti a gritar, faz outra coisa. se tens que o ler primeiro à tua mulher ou namorada ou namorado ou pais ou a quem quer que seja, não estás preparado. não sejas como muitos escritores, não sejas como milhares de pessoas que se consideram escritores, não sejas chato nem aborrecido e pedante, não te consumas com auto- -devoção. as bibliotecas de todo o mundo têm bocejado até adormecer com os da tua espécie. não sejas mais um. não o faças. a menos que saia da tua alma como um míssil, a menos que o estar parado te leve à loucura ou ao suicídio ou homicídio, não o faças. a menos que o sol dentro de ti te queime as tripas, não o faças. quando chegar mesmo a altura, e se foste escolhido, vai acontecer por si só e continuará a acontecer até que tu morras ou morra em ti. não há outra alternativa. e nunca houve.
Mimeógrafo - conhece a técnica de cópias iniciada no final do século XIX
O mimeógrafo talvez possa ser encarado como o avô das fotocopiadoras Xerox. Ele funcionava com a ajuda de uma manivela. O professor escrevia os exercícios numa folha especial, conhecida por estêncil ou matriz, que continha carbono. O texto, então, aparecia do lado oposto do papel. Com a parte escrita voltada para cima, a folha era colocada no entorno do rolo que compõe o mimeógrafo. Era uma técnica bem rudimentar, mas ainda há escolas que a usam, como conta a aposentada Maria Luiza Dias. Ela diz conhecer escolas públicas do interior de Minas Gerais que fazem cópias com o equipamento até hoje, dada a escassez de verba. “É uma prática barata”. Mas não necessariamente mais prática. Maria Luiza se lembra bem do momento em que os papéis eram colocados para secar, um do lado do outro. (Sim, a folha saía meio úmida da máquina.) É que a matriz só conseguia passar o texto para o papel em branco porque havia uma espécie de feltro umedecido com álcool. Aliás, havia aluno que sentia dor de cabeça por causa do cheiro forte do álcool, como lembra a professora. Saber a quantidade certa de álcool era determinante para o resultado da cópia, segundo Maria Luiza. “Se colocava pouco álcool, ficava clara demais (a cópia). Se colocava muito, borrava.” As primeiras cópias, que costumavam sair mais escuras, eram separadas para os alunos que não enxergavam muito bem.
(adaptação do texto: estadão)
Os desenhos hiper-realistas de Ester Roli a lápis de cor
Pedras, água, flores: os elementos naturais em fantásticos desenhos hiper-realistas.
O material é simples: lápis de cor e papel. O resultado é mais do que simples, é uma explosão colorida de efeitos hiper-realistas. Uma combinação fantástica de cores e luzes, faz do trabalho de artista italiana Ester Roi um belíssimo exemplo da famosa técnica. Seu desenho é caracterizado por cores intensas e muito brilho, contento um elemento principal: a água. A delicadeza de sua técnica é tanta que nos é quase possível ouvir a água correr veloz pelas rochas desenhadas, ou apenas apreciar sua serenidade enquanto leito de uma flor. Sem dúvidas, Ester tem um talento extraordinário que merece nossa apreciação. Atualmente, a artista mora no sul da Califórnia, nos Estados Unidos.
(texto: obviousmag.org)
Autoria: Paulo Leminski
O jovem maranhense, Phill Veras, 23 anos, é compositor, cantor e músico. Permeia os clássicos da canção brasileira com poesia e melodias contemporâneas. No ano de 2012, seu primeiro trabalho, o EP Valsa e Vapor, foi considerado uma das grandes revelações do ano, conseguiu destaque em grandes veículos e a disseminação por meio de seu fiel público pelas ondas da internet. Foi convidado especial para uma apresentação no palco Sunset do Rock in Rio 2013, onde também se apresentaram Mallu Magalhães, Maria Rita, Lenine, Ben Harper entre outros. Recentemente foi convidado pelo produtor mineiro Pedro Ferreira para participar de uma coletânea em homenagem ao cantor e compositor mineiro Milton Nascimento quando será gravado um disco com treze canções. Projeto denominado Mil Tom. Um transformador: é assim que o jovem é considerado pelos principais experimentadores da música contemporânea brasileira. Phill deixa um lastro de boas impressões por onde seus trabalhos aparecem.
Confira o excelente trabalho do artista com a música serena e envolvente “Dia Dois”.
(adaptação do texto: phillveras.com)
Poemas de Ana Jácomo
"Tenho uma amiga que quando percebe que eu estou triste costuma me perguntar quem roubou a minha caixa de lápis de cor. Tem vez que nem pergunta, apenas comenta: “poxa, dessa vez levaram as cores que você mais gosta!” A tristeza afrouxa um pouco, por mais que eu esteja chateada. Primeiro, porque é muito bom a gente se sentir olhado com carinho. Depois, porque essa expressão tem uma inocência capaz de fazer gente grande tocar em coisas sérias sem ficar com medo de queimar a mão. De vez em quando, ao ouvir a pergunta, acontece de uma lágrima ou outra escapulir, afeitos que alguns sentimentos são a desaguar no rosto quando o coração fica apertado. Mas, algumas vezes, quando eu choro diante dessa indagação não é pelas cores que não encontro na caixa nem por lembrar de quem supostamente as roubou. Choro por perceber que ainda dou aos outros o poder de roubá-las. Por notar que, no fim das contas, quem rouba os meus lápis de cor preferidos sou eu."