— Por favor, eu tenho PhD em estranheza.
— So… — Elphie se aconchegou perto dele no sofá. — Qual o filme estranho da noite?
Snowpierce. Parece legal.Â
Mas vamos manter em mente que eu sou mais bonito que o protagonista.Â

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— Por favor, eu tenho PhD em estranheza.
— So… — Elphie se aconchegou perto dele no sofá. — Qual o filme estranho da noite?
Snowpierce. Parece legal.Â
Mas vamos manter em mente que eu sou mais bonito que o protagonista.Â
Interessante. VocĂŞs do ExĂlio sĂŁo mesmo estranhos. Eu gostei.
— O Fiyero é aquele irmãozinho que você tem que ficar de olho. Todo mundo tem um. — Elphie suspirou, assentindo levemente. — Exatamente. E você é a única máquina com que eu sei lidar, você acha mesmo que eu perderia a chance de te manter perto de mim? — Ela entendeu que o gosto não estava bom logo e pegou um pedaço de bolo. — Vamos agradecer aos Lordes que você encomendou um bolo.
-- Ele e a esposa dele. -- Klaus comentou também pegando um pedaço de bolo. Sorriu com o que ela disse -- Pelo menos você tem como tirar minha pilhas quando cansar. -- brincou -- Acho que vou te levar pra almoçar hoje mais tarde, é mais seguro.
Elphie retribuiu o beijo, feliz ao ponto de sorrir no meio dele para logo voltar a juntar seus lábios. Ela se permitiu agir conforme o que sentia, simplesmente feliz. — Ah, eu já sabia disso antes, não se preocupe. — A bruxa se levantou, sem se importar de colocar o robe, pegando a bandeja e a colocando em cima da cama. — Qualquer coisa eu cozinho outra coisa para comermos.
-- Eu sei que... O Fiyero cozinha. Dança. Canta. Não tem nenhuma parte robótica. É todo arrumadinho. Quase uma moça. -- disse brincando -- Mas... Eu sei construir maquetes. E posso construir mecanismos legais para sua biblioteca particular. -- ele experimentou um dos biscoitos e fez uma careta -- Não come isso não -- disse impedindo que ela levasse um a boca -- Melhor não. Com o resto... O bolo eu encomendei. Coma o bolo.
Elphaba sorriu, sem pensar duas vezes ao retribuir o beijo, não se afastando quase nada quando ele fez a pergunta. — O que você acha? — A resposta era quase óbvia, Elphie não conseguia conter o sorriso.
Apesar de nĂŁo ter o coração ali, Klaus tinha certeza, estava sentindo aquilo. Nem Nessarose podia impedi-lo. Beijou-a outra vez, e demorou-se o quanto sua felicidade permitiu. Finalmente terminou de colocar o anel, e se descobriu sorrindo enquanto a fitava -- Agora Ă© hora de vocĂŞ descobrir que cozinheiro horrĂvel arrumou para casar.
Elphie olhou encantada para tudo, conseguia ver as ruas pelas quais andou e o palácio em que viveu. Olhou de canto a canto até perceber algo chamando sua atenção no meio. Ela abriu a boca para falar algo, mas logo a fechou novamente. Era o que pensava que seria? Elphaba esboçou um sorriso. — Ahn… Klaus?
-- Sabe, eu tive que pedir alguns conselhos. -- ele admitiu sorrindo e pegou o anelzinho no meio da maquete -- El me ajudou com os encantamentos, mas eu disse a ele que queria que fosse um presente construĂdo por mim. -- levantou os olhos para o rosto dela -- Elphie... Estamos vivendo juntos há mais tempo que meu banco de dados já processou. E... Todos os dias eu me sinto abençoado por ter sido mandado pra ficar com vocĂŞ. Nessa nĂŁo esperava por isso mas... Estou extremamente feliz... Em estragar os planos dela. -- ele se aproximou e a beijou devagar -- Quer namorar comigo?
Elphie aceitou tudo com um sorriso. Ela não estava esperando muito, na verdade (talvez da Glinda e do Fiyero, já que não comemoravam um aniversário juntos há tempos). Ela achou adorável o fato dele ter até tentado cozinhar, já feliz sem nem ainda ter visto o presente. — Como abre? — Mordeu os lábios, curiosa. Nunca foi boa com máquinas.
-- Primeiro vocĂŞ gira aqui, o botĂŁo vai destravar, aperta o botĂŁo, gira isso, arrasta essa parte pra direita, junta as cores e... -- um estalinho, e um pouco de faĂscas pularam da caixa quando ela se abriu, cada lado da caixa se abria desmontando-se numa belĂssima maquete encantada que era uma rĂ©plica perfeita da Cidade das Esmeralda, que se mexia e tocava uma mĂşsica no fundo. A maquete tambĂ©m tinha luz prĂłpria que saĂa do palácio. No meio de tudo, um anel estava cuidadosamente posto. Parecia atĂ© um ovo russo. Cheio de surpresas dentro.
— Ah, Ă©. — Ela riu baixo, se lembrando. — NĂŁo precisa me acordar tĂŁo cedo para isso. — Por fim, Elphie sentou, esfregando os olhos e tirando o cabelo da frente do rosto. Olhou em volta, atĂ© seus olhos encontrarem a bandeja. — Você… cozinhou? — Era algo difĂcil de se processar.
Klaus também teve que se esforçar para abrir o olhos e se sentou. -- Eu... é. Cozinhei. Usei até frigideira. Só que eu não tenho certeza se usei o lado certo da panela. -- confessou dando de ombros e sorriu -- Happy birthday. -- surpreendeu-lhe com um beijo e estendeu o presentinho. -- Fui eu quem fiz a caixa também -- a caixinha tinha um sistema pequeno de roldanas que ligavam ao centro e bastava girar a chave no topo para fazê-la abrir. Era bonita, vermelha, com as partes robóticas douradas.
Elphie suspirou, virando-se na cama para ficar de frente para ele e sĂł entĂŁo abrindo os olhos, sem fazer o mĂnimo esforço de se levantar. — VocĂŞ sabia que vocĂŞ Ă© muito irritante quando quer? — Ela queria voltar a sonhar. Por que tĂŁo cedo? —- Qual o motivo do dia ser tĂŁo especial?
-- Sabia. Eu to tentando ser legal. -- ele disse rindo. -- Por que vocĂŞ... Ta somando um nĂşmero a sua idade.Â
Um jeito estranho de se acordar era com um ciborgue murmurando em seu ouvindo e a abraçando. Pelo menos para Elphaba era. Ela não queria abrir os olhos. Não lembrava-se que data era e não queria acordar. — Klaus… Vai dormir. — Elphie resmungou, aninhando-se ainda mais no travesseiro. Não sabia o que tinha dado nele para acordar tão cedo.
-- Eu queria muito. MUITO. Mas... eu prometi a mim mesmo ser disciplinado, e fazer algo decente. Eu deveria deixar você dormir até a hora que quisesse mas... eu tenho a paciência de um humano na internet. -- disse num tom de brincadeira sem soltá-la -- Minha desculpa é: hoje é um dia muito especial pra ser desperdiçado dormindo. -- era seu super argumento. Na verdade, ali com ela, estava quase voltando a dormir. -- Acoooorda. Acorda. Acorda. -- ele quase improvisava uma musiquinha.
Klaus acordou irritado com o despertador e se perguntou por que diabos havia programado aquela porcaria para tocar tĂŁo cedo. Olhou para um lembrete que tinha feito para si mesmo sobre o relĂłgio e deu um pulo. Correndo para vestir um robe, quase caiu quando sua perna travou. Foi atĂ© a cozinha e preparou o mais depressa as bandejas e os pratos. Arrumou tudo da melhor maneira que conseguiu e apesar de ter ficado um trabalho de um claro amador, era impossĂvel nĂŁo notar pelo nervosismo dele que fora feito com vontade sincera de agradar. Foi atĂ© o quarto de Elphie, e entrou sem fazer barulho, ela ainda estava dormindo e ele se certificou de deixar o presente a vista e a comida logo a frente da cama. Esperou ela levantar e depois de trĂŞs minutos perdeu a paciĂŞncias. Deitou-se ao lado dela e a abraçou dizendo "Acorda" entre dentes bem perto de seu ouvido como se houvesse um jeito de fingir que nĂŁo fora ele quem a estava chamando.
— Hey… — Ela desistiu de reclamar assim que se sentiu ser puxada.
-- Eu nunca fiz o pedido oficial de namoro, nem de noivado, nem de casamento... Ainda vou dar jeito nisso.
Elphie pegou o livro de volta, folheando-o. — É um livro. Um romance policial onde eu estou quase descobrindo quem matou…
-- Você sobrevive mais alguns minutos. -- Ele puxou o livro de novo, jogando no sofá ao lado e trazendo Elphie para mais perto.
— É um milagre. — Theodore se levantou, tocando em seu cabelo em choque. — Ok, admito, depois disso você merece. — Ela envolveu seus braços em volta do tronco do homem. — Satisfeito?
-- Quase. -- puxou ela para o sofá, deixando que ela caĂsse ao seu lado. -- Que Ă© isso que vocĂŞ ta lendo agora?Â
— Sonhe. — A mulher pegou um livro, sem conseguir evitar um sorriso. Meia hora depois já se encontrava praticamente deitada na poltrona, distraĂda. Com o livro arrancado de suas mĂŁos, virou-se para o ladrĂŁo. — Meu livro! — Mas a pose a fez levantar uma sobrancelha. — Como eu poderei saber se esse banho foi bem tomado? — Era brincadeira, mas Klaus nĂŁo precisava saber disso.
Ele passou teatralmente a mão no topete. Raro momento em que penteava o cabelo -- Olha pra isso. -- apontou para os fios em ordem -- É a prova. Mereço o abraço.
— É bom tomar mesmo, ou então nada de intimidades. — Elphie riu do nome que costumava usar seriamente para explicar que não poderiam ter um relacionamento e balançou a cabeça negativamente para confirmar o que dizia.
— Ah, não. Você já me ouviu cantar uma vez, já está bom pelo resto de sua vida.
-- Que? Quando tivermos filhos e vocĂŞ for cantar pra eles eu vou ouvir, ok? -- ele disse entrando no banheiro.
Depois de quase uma hora saiu sĂł de bermuda e foi atĂ© onde a esposa estava sentada lendo. Arrancou o livro da mĂŁo dela rapidamente, colocou na mesa e fez uma pose.Â
A bruxa riu, balançando a cabeça negativamente. — Você. Está. Sujo. E o penteado se chama calor. —  Ela colocou a mão boa na cintura. Klaus sempre Klaus. Foi até ele e lhe deu um beijo na bochecha. — Isso está menos nojento que um abraço no momento.
-- Nome engraçado. -- sorriu quando ela o beijou -- Corajosa vocĂŞ. Mas nĂŁo se preocupe, vou tomar um banho igual um morador das Upplands ou da Capital.Â
-- Vou até cantar. Glinda disse que você canta, vamos cantar nós dois depois.