Florença(Toscana), Itália. 03:00 p.m
Das montanhas mais altas da Itália, o sol raiava com intensidade. O centro de Florença tinha um ar pacífico e perfumado em minha humilde opinião. As pessoas eram totalmente educadas e calorosas, era ótimo adentrar em alguns estabelecimentos e ver o quanto as pessoas daquele lugar eram animadas com suas vidas mesmo que com seus próprios pesadelos internos. Eu valorizada a superação. As ruas de Florença tinham um aroma de pão recém feito que me deixava com água na boca, não é a toa que assim que cheguei, parei em uma padaria para degustar daquele alimento com um cheiro maravilhoso, junto de minha Lady Selene Beaumont:
— Jade, o que acha de uma passada nas lojinhas do sul de Florença? Ouvi dizer que chegaram novas coleções e algumas inspiradas em você. – Selene segurava minhas mãos demonstrando empolgação.
— Pode ir na frente, Sel. Eu tenho que resolver o quanto antes as pendências de minha mãe com Percy de Médici. – dei um suspiro alto enquanto me levantava do assento bege, já de barriga cheia. — Não se perca por aí, diga a Daniel que mandei lembranças. – dei um abraço rápido em Selene, enquanto caminhava em direção ao transporte. Hoje seria um longo dia.
A Casa dos ‘’de Médici’’ era bastante distante do Centro de Florença, para além da paisagem arborizada e bastante distante do urbano. Admito que gostava de lugares assim, mais isolados e sem tantas pessoas te olhando tanto como se fosse um objeto precioso. Meu estômago fazia barulhos estranhos, mas eu sabia que não era fome ou algo do tipo. Talvez ansiedade? Faz muito tempo desde que revi Percy de Médici. Nosso último encontro foi na Escócia, quando ele foi até o Palácio de Stirling e logo me convidou para um jantar, onde achei que minha mente ficaria relaxada. Tão inocente, Elizabeth Jade.
Flashback 07 de Setembro, 2015:
— E então, Lilyzinha. Andou meio desaparecida ultimamente, devo admitir que senti a sua falta. – ele esboçou um sorriso que eu considerei provocativo, logo, mordendo o lábio inferior em seguida.
— Já te disse, Percy. Minha vida está totalmente cheia, não tenho tempo nem para comer. – degustei um último gole do ponche que estava sendo servido.
— Por esse motivo anda tão magra, piccola.- ele me analisou em um tom divertido, percebi que apenas estava tirando uma com minha cara e revirei os olhos, esboçando um riso sarcástico em seguida. — Venha, vamos dançar um pouco. Sedentarismo não combina com a princesa mais selvagem que conheço. – ele esticou sua palma direita em minha direção, logo após puxar a minha cadeira.
— Adora me chamar de selvagem, é muito amor mesmo. – aceitei sua mão, me levantando em seguida e colocando a outra em seu ombro esquerdo.
— Você é realmente uma princesa selvagem, achei que já tinha aceitado isso. – ele colocou sua outra mão em minha cintura enquanto ‘’Never Tear Us Apart- Sleeping at Last’’ tocava. — No entanto, ainda não sei opinar em outros ‘’aspectos’’ – ele me puxou pela cintura para mais perto enquanto me guiava pela pequena pista solitária, eu gelei.
— E continuará a ficar sem opinar, engraçadinho. – virei meu rosto para o lado oposto, tentando esconder minha ruborização.
— Não se irrite comigo, amor. – ele me girou duas vezes ao refrão da lenta música, e logo em seguida, ‘’The Night We Meet – Lord Huron’’ começou a preencher o espaço. Aquela música certamente foi proposital, já que dançamos a mesma no último aniversário de Carlos e Caroline, onde muitos burburinhos passaram a surgir sobre nós.
— Não me chame de amor. É errado me chamar de ‘’amor’’ se não for o seu. – por um instante, olhei para o piso é logo me recompus. Ele me levantou pela cintura, dando mais um rodopio e me jogando para o seu lado direito, apoiando meu corpo com nossas mãos entrelaçadas. Um típico passo nobre.
— Você não sabe de nada, Jade Grimaldi. – ele selou nossos lábios em um beijo lento, logo me puxando para mais perto. Sua mão direita foi até minha nuca, presa em meu cabelo, enquanto a esquerda continuava na minha cintura. Logo sentia seus lábios no meu pescoço, certamente aquilo ficaria marcado. Eu já tinha perdido as vezes do quanto eu sempre cedia aos beijos do Arquiduque de Toscana. Era tudo envolvente e diferente de tudo que já provei, não que eu tenha beijado muitas pessoas. Mas o meu interior sempre gritava por mais e ele parecia saber disso, pois logo pude sentir meu corpo preso em uma grade fria enquanto nosso contato ficava cada vez mais próximo. Perigo instantâneo. Meu consciente gritava para que eu desse um fim, mas meu coração implorava por mais. Em um ato impulsivo, segui o meu cérebro, me retirando as pressas do ambiente e deixando um Percy chamando pelo meu nome.
Após sair de meus devaneios, percebi que já estava parada a muito tempo ali. Olhei pela janela, ‘’The Noble Green Mansion’’ me aguardava. Desci do veículo, agradecendo ao motorista e logo vi uma figura conhecida a minha espera. Lyanna de Médici me recebeu com um abraço caloroso. Somente ela, Percy e Lorenzo habitavam a Mansão desde que Allegra foi presa, acusada pelo assassinato de Rosella de Médici. É claro que eu dei uma ‘’ajudinha’’ neste caso, Percy e eu passamos longos 4 meses a procura de provas concretas e encontramos elas ao Oeste da Itália, uma criada chamada ‘’Marjorie’’ que foi paga por Allegra para manter segredo. Após este episódio, Percy e eu ficamos cada vez mais próximos. Próximos até demais.
Lyanna me mostrava com um sorriso encantador cada um de seus quadros, era lindo a forma como ela tinha orgulho do trabalho que fazia e eu a achava incrível por toda essa determinação. Ela era uma das minhas melhores amigas, certamente:
— Então, Jade. O que acha deste aqui? – ela apontou para uma arte com cores do inverno. Diversos tons de azuis misturados em uma paisagem que lembrava e muito a Floresta do Leste em tempos de inverno. Mas Lyanna nunca esteve por lá no inverno, a não ser que... — Sei o que está pensando, e sim, foi o Percy que me contou sobre a Floresta. Fiz ele ficar sentado nesta poltrona por cerca de 1 hora e meia apenas para descrever cada detalhe possível. Mas cá entre nós, ele parecia descrever com mais clareza um certo cabelo ruiva que o lembra as chamas do fogo. – ela deu um sorrisinho e eu soube o que ela quis dizer após olhar mais afundo e logo ver uma figura que se destacava em meio a tanto azul e branco. Era uma mulher ruiva. Era eu.
— Ele é perfeito, Lya.- toquei na imagem da mulher com certa admiração, o que a jovem de Médici pareceu notar.
— Achei que iria gostar, piccola. – aquela maldita voz surgiu nas escadas, com um livro de cama vermelha em suas palmas. Levantei a minha cabeça em sua direção, tentando manter um semblante sério mas pude jurar que senti meus lábios formarem um rápido sorriso em questão de segundos.
— Percy. – o cumprimentei.
—Lilyzinha. – ele sorriu de uma forma carinhosa, logo me puxando para um abraço surpreso. Eu pude sentir seus músculos contrariados, como se tivesse colocando algo para fora, o quê parecia ser desesperador. Ele ainda me apertava com força e eu correspondi por um impulso desconhecido.
— Vou deixa-los discutirem seus ‘’negócios’’. – Lyanna pareceu ironizar sua última fala, se retirando da grande sala.
— Prefere ir até o escritório ou...- o encarei impaciente. — Certo, melhor o jardim, nem sei para que perguntei.
— Ainda bem que me conhece, Percyval. – alcancei uma maçã e rodopiei a fruta em minha mão, logo mordendo o alimento e caminhando para os portões do jardim com a outra mãe repleta de papéis.
Nos sentamos em pequenas cadeiras brancas, de frente para o outro. Percy já estava com canetas em sua mão, enquanto eu organizava os arquivos na mesa. Ele começou a fazer um barulho estranho com a boca, o que estava me irritando:
— O que foi? —virou-me para o garoto e revirei os olhos, disfarçadamente. Aquele lugar já estava deixando-a impaciente e farta, porém, forçou um sorriso. — Quero dizer, como posso ajudá-lo, querido amiguinho?
Indaguei impaciente, o tom de deboche era bem presente na minha voz, mas mascarado por ironia e uma boa quantidade de mistério, imparcialidade, nos afiados olhos verdes azulados que deixavam a incógnita se estava sendo maldosa ou não.
— Sim, adiantando esse processo. – ele se encostou na cadeira, me olhando com uma certa impaciência. Passamos cerca de uma hora discutindo sobre propostas de outros nobres na Itália, em especial, Toscana. Alguns queriam criações de departamentos logísticos, outros queriam ONG e alguns apenas queriam o poder direcionado aos de Médici.
— Certo, seria ótimo um centro de apoio para essa ONG criada pela Aurora, muito inteligente por sinal. – ele passava os olhos sobre os documentos, parecendo gostar dos projetos.
— Claro, duas cabeças funcionam melhor que uma. – disse enquanto cruzava meus braços.
— Você não cansa de se gabar, não é mesmo Lilyzinha? – ele apoiou os cotovelos na mesa, ficando um pouco mais próximo de mim.
— As vezes o meu ego fala mais alto. Sabe como é, todo mundo tem seus defeitos. – atirei os outros papéis sob a mesa, já com a mente cheia de tantas palavras.
— Você está excepcionalmente genial hoje, minha querida. – ele colocou uma mecha do meu cabelo atrás da minha orelha, o que me tirou do foco dos papéis.
— Eu não sou sua querida, preciso dizer isso quantas vezes? – o encarei impaciente.
— Eu ainda não entendo porquê é tão carrancuda com esse apelido, Jade. – ele me encarou sério pela primeira vez no dia, parecia realmente com dúvida.
— Você chama todas de sua querida? – perguntei e logo ele deu um aceno com a cabeça, afirmando. — É exatamente por isso que eu não gosto. – me levantei da cadeira, após recolher os papéis em ordem e assinados por nós dois.
— Oras, Hanna gostava de ser chamada assim que eu me lembre. Ela ficava feliz e considerava algo carinhoso e amoroso de minha parte. – ele falou rápido, mas logo percebeu que falou mais que devia.
— E você esqueceu que não sou a sua ‘’ex-namoradinha’’ que fez o favor de te largar assim que as coisas se complicaram para você e te trocando por outro com menos problemas que você! – esbravejei furiosa, atirando os papéis em seu tórax. Agora, eu acabei falando mais do que devia. Percy absorveu uma expressão séria e que eu sabia que no fundo, representava mágoa. Ele deixou os papéis na mesa e caminhou para dentro da Mansão, ignorando meu único chamado. Eu era oficialmente uma burra e egoísta princesa.
Florença(Toscana), Itália. 00:10 a.m
O resto do dia se passou em um grande silêncio. Percy sumiu no jantar e apesar de procurar em todos os lugares possíveis que ele geralmente se escondia, não conseguia encontrar o Arquiduque. Eu precisava pedir desculpas mesmo que não fosse boa nisso. Após uma procura cansativa, acabei por ir tentar repousar, o que não foi agradável. Acordei de um pesadelo horrível, onde sentia estar em um ambiente em chamas e eu estava sendo engolida lentamente, com o coração palpitando e minhas mãos estavam trêmulas; a sudorese estava quase encharcando o travesseiro em que eu estava deitada. Eu me sentia sufocada mesmo que em um rápido movimento, já havia aberto a janela. Mas aquilo não passava de jeito nenhum. Aquilo nunca acabava.
A primeira vez que tive um ataque de pânico estava na casa de Selene, e achei que a casa estivesse pegando fogo. Informaram rapidamente ao Palácio e minha mãe veio as pressas me buscar. Nos três anos seguintes, os ataques não pararam. Eu ia para a enfermaria (da escola) e ficar torcendo as mãos. Pedia para minha mãe me dizer como seria o dia exatamente, e 30 segundos depois perguntava de novo. Só precisava saber que ninguém ia morrer e que nada iria mudar. ‘’ Acho que estou morrendo’’ aquelas vozes na minha mente me perturbavam enquanto eu me contorcia pelo chão dos corredores. ‘’Respire’’ era isso que sempre me diziam, mas eu simplesmente não sei como. Aflita, eu sabia que precisava de calma. Mas eu não sei como. Todas aquelas vozes tão altas, mas ainda não podem abafar o som de mim sabendo que é tudo minha culpa. Ainda sou tão jovem, mas é muito para aguentar. Eu disse a mim mesma que poderia ser forte, e onde está a minha força?
Desci desesperadamente as escadas, enquanto segurava minha garganta. Eu sentia a sensação de que algo me sufocava ou talvez era eu mesma. Corri cambaleando pelo jardim, enquanto lágrimas escorriam pelo meu rosto e eu não sabia para onde estava indo. Andando sem uma direção, rodando como um peão. Eu estava desnorteada e não sabia o que fazer. Meu corpo estava indo ao encontro do chão, mas pude sentir braços fortes me segurando antes que eu chegasse ao gramado. Minhas mãos estavam grudadas no meu cabelo enquanto uma alça da minha camisola já havia descido de tanto desespero. ‘’ Você não irá se recuperar da perca do seu pai’’, ‘’ Nunca será o orgulho que ele sempre quis que fosse’’, ‘’ Será uma péssima monarca se continuar com essas crises’’, ‘’Faculdade? Acha mesmo que irá sobreviver para um diploma’’, ‘’ Você verá todos que ama morrer e morrerá sozinha, pois nenhum deles irá te suportar’’. Esses pensamentos ecoavam pela minha mente enquanto eu senti o perfume de Percy e tentei focar em suas palavras:
— Jade! Jade, ei, olhe para mim. Olhe para mim! – ele segurava meus pulsos enquanto eu chorava desesperadamente. — Shh, está tudo bem ma lune, está tudo bem. – ele segurava meu rosto enquanto eu ainda chorava.
— Não está tudo bem Percy, eu irei morrer. Eu estou sozinha, sempre estive. – dizia baixinho enquanto soluçava. Ele me abraçou com força e voltou a me olhar.
— Shh, Jade, olhe para mim agora! – ele pediu quase em desespero e voltei meu olhar para ele. — Você não vai morrer, eu não vou deixar que ninguém te machuque eu prometo.
— Você não pode me prote...
— Não diga isso, eu posso e irei protege-la. – ele me interrompeu minha fala. — Você não está sozinha, ma lune. Eu nunca vou te deixar sozinha. Eu sei que não está fácil a forma como vive, mas vai passar. Isso tudo vai passar, amor. Eu não irei deixa-la sozinha nunca. Pense positivo junto comigo, olhe para mim. Diga ‘’pare’’ para todos esses seus pensamentos, eu estou aqui e agora com você. Eu prometo. Olhe para mim Jade, você vai ficar bem. – ele segurou meu rosto enquanto eu parava de chorar. Percy rapidamente uniu nossas bocas em um beijo sem muita movimentação, logo, nos separando por conta da respiração acelerada.
— Por que fez isso? – indaguei, emotiva.
— Eu li em algum lugar que ajuda a distrair os pensamentos da outra pessoa quando está sofrendo um ataque de pânico. – ele respondia, um pouco perdido, enquanto esfregava seus lábios.
— Só me tire daqui, pelo amor de Deus, Percy. Me leve para outro lugar, por favor. – me agarrei ao seu pescoço, enquanto ele voltava a me abraçar forte e dando um beijo em meu cabelo.
— Vem, vamos acampar. – eu iria abrir a minha boca para reclamar de minhas vestes mas ele foi mais rápido. — Não discuta, eu já tenho coisas prontas.
Ele estendeu a mão para que eu segurasse e fomos até o estábulo, onde ele já estava com uma mochila enorme pronta. Provavelmente ele já iria acampar antes mesmo de me encontrar naquele estado deplorável. Cavalgamos em um cavalo até o norte da sua casa, pelo caminho das florestas de Florença. Ele me ajudou a descer do cavalo e logo começamos a montar a pequena barraca. Fui acender uma fogueira e comecei a encarar o fogo, paralisando por um minuto:
— Já fez demais por hoje. – ele percebeu o meu efeito. — Venha, vamos para dentro.- sussurrou enquanto me levava com as mãos cobrindo meus ombros. Sentamos nos colchões e eu comecei a encara-lo, enquanto ele estava com uma laranja em sua mão. — Onde foi que eu enfiei...- Levantei a saia da minha camisola, logo puxando uma faca presa e estendendo para Percy. — A faca. Você é surpreendente, não se cansa disso? – ele disse, enquanto parecia me admirar.
— Sim, você não? – perguntei mesmo sem querer saber a resposta.
— Nunca. – ele começou a descascar a fruta, me oferecendo um pedaço. Recusei.
— Percy...- sua atenção voltou para mim. — Eu quero que me perdoe, eu não deveria ter dito aquelas coisas. Fui idiota e egoísta, eu não muito boa com essas coisas então irei adiantar o processo. Pode me desculpar?
— O que eu ganho com isso? – ele ergueu uma sobrancelha. — Estou brincando, ma lune. Não me leve tão a sério. – ele riu.
— ‘’Minha lua’’...- sussurrei.
— É. Achei que seria melhor que ‘’querida’’. – eu sorri, afirmando em resposta. — Me perdoe por ter dito sobre a Hanna também, sei que não tem uma boa relação com ela. – ele me encarava enquanto estralava os dedos.
— Você não me deve nada, Percy. Não tenho nada a ver com vocês. – disse um pouco seca e com mágoa em minha voz.
— Quando vai entender que não existe mais ‘’Hanna’’ em minha vida, Elizabeth? – ele me encarou sério pela segunda vez no dia. — Será que é tão difícil assim para que você perceba as coisas? Parece um jogo que vivemos, eu tento te segurar mas você parece que nunca vai ficar ou voltar, Jade. Mas eu ainda tento. Porque eu tenho sentimentos por você e eu ajo como se eu não ligasse, como se eles não estivessem ali. Provavelmente eu sou apenas um tolo por você e talvez você seja boa demais para mim. Você trouxe o melhor de mim, pegou a minha alma e a purificou ao mesmo tempo que a sucumbiu ao perigo. Uma parte de mim que eu nunca tinha visto. – ele dizia sem parar, colocando coisas que parecia que o sufocavam a muito tempo. Eu me aproximei, um pouco relutante dele.
— Me diga. – comecei a dizer enquanto alisava o seu rosto. — Me diga que você me quer e eu serei sua completamente. Seja melhor ou pior. – disse baixinho, enquanto o encarava com os meus olhos inchados.
— Eu quero. É óbvio que eu a quero. – ele puxou o meu rosto e uniu nossas bocas em um beijo desesperado e ao mesmo tempo lento, onde sentimentos eram colocador para fora através desses movimentos.
O beijo ficou mais intenso. Estava composto de toques e sorrisos. Nossas línguas travavam uma batalha que se comparava a uma dança sincronizada, enquanto. Ele distribuía beijos pelo meus pescoço enquanto já estávamos deitados e eu movimentava meus dedos em sua nuca, alisando seu cabelo sedoso. Ele me puxava cada vez mais perto de si e meu corpo respondia com arrepios. Paramos o beijo por falta de ar e me aconcheguei em seus braços. Percy retirou a sua blusa e colocou em mim, pois meus braços estavam desnudos e fazia um frio imenso naquele local. Observei rapidamente o seu porte físico antes de voltar para seus braços. E ali, adormecemos ao som da Floresta de Toscana. Eu estava em paz, e não mudaria nada naquele momento. Talvez seria perigoso. Mas eu não quero me privar das sensações e oportunidades que a vida me trás, então eu estava li, escolhendo o sentimento e o perigo.
— Elizabeth Jade L. M. Grimaldi