Alexei sentia o mundo inteiro se reduzir àquele canto esquecido do arquivo litúrgico, onde a escuridão parecia conspirar a favor deles, envolvendo-os em um véu de segredo e urgência. O calor do corpo de Grigori contra o seu, a pressão firme das mãos que o mantinham contra a parede, fazia seu coração disparar de um jeito que ele não sabia se era mais desejo ou rendição. Cada toque, cada roçar da pele, era como uma faísca que incendiava algo mais profundo, algo que ele nem sempre ousava nomear, mas que agora se derramava sem controle.
“Grisha…” O nome escapou em um sussurro rouco, quase um gemido, enquanto Alexei jogava a cabeça para trás, o impacto contra a parede fria apenas intensificando a onda de calor que o atravessava. Seus dedos se cravaram nos ombros do outro, buscando algo para se ancorar enquanto o prazer o fazia perder o chão. “Caralho…” Murmurou, a voz entrecortada por um riso baixo, carregado de uma vulnerabilidade que ele raramente deixava à mostra.
Os olhos de Alexei encontraram os de Grigori, e havia algo neles que misturava desafio e entrega, como se ele estivesse ao mesmo tempo implorando e exigindo mais. A forma como Grigori o tocava, com aquela lentidão torturante, fazia seu corpo tremer, cada movimento da língua e das mãos arrancando dele sons que ele mal reconhecia como seus. “Porra, Grigori…” Começou, mas as palavras se perderam em um suspiro pesado quando Grigori aprofundou o gesto, a boca quente e precisa o levando a um limite que ele não queria e ao mesmo tempo desesperava alcançar tão cedo. As mãos de Alexei desceram, uma delas se enredando nos cabelos de Grigori, puxando de leve, não para guiar, mas para sentir, para se conectar ainda mais àquele momento. Os olhos semicerrados enquanto tentava manter o controle, mesmo sabendo que já estava perdido. O espaço ao redor parecia pulsar com a energia deles, o silêncio do arquivo litúrgico quebrado apenas pelos sons abafados de sua respiração e gemido contido.
Ele inclinou o corpo para frente, como se quisesse devolver um pouco do que recebia, mas a verdade era que estava à mercê de Grigori, com um movimento decidido, Alexei segurou os ombros de Grigori, os dedos firmes, mas com um toque que carregava uma ternura bruta. Ele o puxou para cima com uma força controlada, levantando-o do chão frio. “Vem cá.” Sussurrou, a voz baixa enquanto girava Grigori com um movimento rápido, porém cuidadoso, prensando-o de costas contra a parede. O impacto foi firme, mas seus olhos brilhavam com uma mistura de provocação e carinho, como se quisesse dizer que, mesmo na urgência, cada toque era por ele. As mãos de Alexei desceram pelo corpo de Grigori, uma delas segurando seu quadril com força, enquanto a outra traçava um caminho lento e deliberado, explorando a pele quente sob o tecido. “Você acha que só você sabe jogar esse jogo, uh?” Murmurou, o tom entre brincalhão e possessivo, enquanto seus dedos encontravam o caminho para dar prazer, movendo-se com uma precisão que era ao mesmo tempo bruta e reverente.
Ele pressionou o corpo contra o de Grigori, o calor dos dois se misturando, o quadril encaixando de forma provocativa enquanto ele mantinha o amigo preso ali, sob seu controle, mas com um cuidado que traía o quanto ele se importava. “Olha pra mim.” Disse, a voz firme, mas suavizada por um sorriso que não conseguia esconder a devoção que sentia. Seus movimentos eram intensos, quase exigentes, mas cada aperto, cada carícia, carregava uma promessa silenciosa de que ele estava ali por inteiro. Alexei inclinou-se, os lábios roçando o pescoço de Grigori antes de morder de leve. “Você me deixa maluco, sabia?” Confessou entre um beijo e outro, a mão livre subindo para segurar o rosto de Grigori, forçando-o a encará-lo enquanto continuava a tocá-lo, o ritmo firme, mas cheio de uma paixão que não escondia o afeto. Ele queria ver Grigori se desfazer, mas também queria que ele soubesse que isso era mútuo.