A gente se fecha porque… Todo dia vemos o desinteresse estampado na cara das pessoas, gente fazendo o mínimo e esperando que o outro faça o máximo. A gente se fecha, pois dar o melhor é cansativo também.

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@uma-dose-d-e-desapego
A gente se fecha porque… Todo dia vemos o desinteresse estampado na cara das pessoas, gente fazendo o mínimo e esperando que o outro faça o máximo. A gente se fecha, pois dar o melhor é cansativo também.
Às vezes eu sinto que as pessoas não gostam de nada em mim, não gostam do meu jeito, não gostam da minha aparência, não gostam dos meus sentimentos, não gostam da minha presença... Sinto que sempre tenho que me moldar de acordo com o que elas gostam e querem, só para não ser abandonado e ser tratado bem. Sei lá, sinto que não tenho nada de especial, nada de único e cativante, parece que sempre que me mostro de verdade e sem minhas armaduras, acabo desagradando e causando uma certa aversão nas pessoas. Ninguém nunca repara nas minhas coisas boas, mas sempre procuram erros e defeitos para apontar, para quererem mudar e reclamar. Eu só queria poder ser eu mesmo, sem ser julgado ou criticado por isso, só queria ser eu mesmo sem ter que me desfazer e me refazer, como um projeto não terminado ou um boneco de massinha. Eu só queria ser amado e acolhido por ser quem sou e não por uma pessoa idealizada pelas preferências dos outros.
— O meu nome é solidão, D. Quebraram.
É um fato incontestável, depois que você passa por algumas situações, você nunca mais será o mesmo.
Lapsus Scribendi.
“A gente alonga a história, nem que seja para dizer que chorou. Porque terminá-la, colocar um ponto definitivo, é duro demais. A gente vira dor para não virar fim.”
— Tati Bernardi.
carta aberta para quem sabe abraçar
é muito bom ter alguém para conversar, falar sobre qualquer assunto, incluindo aqueles que causam dor. é reconfortante ser acolhido, compreendido sem julgamentos. isso tudo é questão de pertencimento, e pertencer é ter um lar fixo no abraço de alguém, é sentir no calor do ato um esvaziar de todo peso causado pela ansiedade. é incrível encontrar a paz nas palavras de conforto que, mesmo sendo um pouco duras ao conter boas verdades que preciso ouvir, mas que não quero. a empatia está nesses detalhes. uma pessoa empática é aquela que além de se pôr no lugar dos outros; se preocupar e doar o ombro e o peito como escudo; sabe que isso não é motivo para mérito algum, pois é o mínimo de demonstração de humildade. isso é o mínimo que todos deveriam fazer, mas não fazem. infelizmente para alguns o mínimo é um máximo inalcançável.
— cartasnoabismo
“Engole teu coração e se ama por dentro.”
— Caio Fernando Abreu.
“Eu não aguento mais isso, entende? Quero poder colocar tudo pra fora o que tá guardado, o que tá me sufocando. Águas passadas, sentimentos guardados, medos , sonhos que não sao realizados, as verdades nunca faladas, e tanta outras coisas, mas não consigo me libertar. E a cada dia que passa uma parte minha vai indo embora, pouco a pouco. Já não me importo mais com quase nada, já não sinto mais quase nada, já não espero mais quase nada, já não quero mais quase nada, já não sonho mais com quase nada. Já não me magoo mais com quase nada. Prestem atenção, quase, ainda resta um pouco de humanidade em mim. O quase se baseia em tudo que faço agora. Esse mundo no qual finjo que vivo, está acabando comigo aos poucos. Eu não consigo entender, não consigo conhecer e acho que não quero entender e nem conhecer a imensidão das coisas e das pessoas, porquer é da natureza humana magoar uns aos outros. E não quero ser alvo mais disso.”
— Chrislayne Lima, Quoteografa em Palavras escolhidas.
Estou em casa e sinto um frio percorrer o meu corpo. Um arrepio na espinha, uma dor que se eu pudesse descrever, diria que é a dor da alma sendo cortada ao meio. Decepção é tudo que fica em cada canto dessa casa. De repente não reconheço mais o meu corpo, porque está cheio de marcas, mas nada tão feio quanto o meu interior completamente dilacerado. Me sinto insegura, desprotegida, vulnerável, pequena demais no auge dos meus 1,80m. Sinto vergonha de mim mesma, vergonha de quem sou, vergonha do que eu poderia ter sido e já não me reconheço mais. A mulher forte, determinada, que jogou um relacionamento morno fora como um grito pela própria liberdade, pela autoestima, por achar que merece mais, hoje se vê enclausurada em um outro relacionamento quente demais, com faísca e fogo demais, onde tudo acontece em excesso desde o começo, fogo, paixão, ciúme, amor, ódio, sempre lado a lado esperando o momento certo de se mostrar. Eu que sempre quis viver intensamente, hoje só queria o sossego de um momento simples, de uma discussão simples, de problemas simples demais, de coisas que podem ser conversadas no momento certo. Hoje entendo que estou pagando o preço pelo erro que cometi no passado. A dor física não compete com a sensação de impotência, sensação de que as coisas nunca serão diferentes, porque no final eu sei que não serão. O ser humano em sua essência é o que é e nunca vai mudar e cabe somente a mim decidir pelo que estou disposta a permanecer. Qual motivo me prende? Qual motivo me impede de me libertar novamente? Não sei dizer, preciso me lembrar do que sou e do que estou fazendo aqui. A vida é apenas um ticket para algum lugar onde eu preciso escolher o ônibus.
e não era.
eu queria que fosse você,
a me entender e me acalmar,
quem me conhecesse mais do que ninguém,
ou que soubesse só pelo olhar.
torci demais pra ser você,
queria que você fosse a minha pessoa,
que você me quisesse mais do que qualquer outra,
ou que ao menos fosse uma coisa muito boa.
eu quis tanto que fosse você,
que acabei me esquecendo,
que você não queria que fosse eu,
e que não seria mesmo querendo.
— saciada.
samantha silvany
"Devo a mim mesmo o maior pedido de desculpas por tolerar o que não merecia."
Desconhecido
É meio triste sentir que com o tempo você vai perdendo aquela sua personalidade de uma pessoa alegre.