Xuebing Du

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@universoscilante
“Depois de ter me dado o beijo de despedida já no portão lá de casa, ao vê-lo indo embora, eu ficava pensando: “Meu Deus, tudo isso é meu, mesmo?” e quando ele olhava pra mim de novo - pra garantir que eu ainda o amava distante - e sorria, eu percebia que meu coração sorria pra ele de volta.”
— iliterata/poeticências
eu tentava
fazer parecer
que era fome
dor
calor
ansiedade
estômago
qualquer coisa
pra não aceitar
que podia ser saudade
e continuar fugindo
e indo
e indo
e indo
até esquecer
até não me lembrar mais de você.
iliterata
sou de uma longa linhagem de matriarcas. de abandonadas ou não pelos seus maridos, que se impuseram, que fizeram da própria voz a única a ser ouvida. de mulheres que, entre um gole de café ou um copo de requeijão de cerveja, te ensinam não sobre força, mas sobre resistência.
você vai entender, se é que já não sabe, elas não são sinônimos.
mulheres que me embalaram além dos braços, que pagaram meu ônibus até a faculdade, parcelaram meu primeiro notebook, oraram por mim, puseram seus joelhos no chão, entregaram suas cabeças ao santo em sacrifício. mulheres que fizeram de tudo, de um tudo, pra que eu estivesse aqui. vivendo. sem muito alarde, sem muito espetáculo, só vivendo. só lutando pelas coisas que acreditavam serem minhas. correndo pros braços do meu destino, como elas tantas vezes fizeram, como nunca se negaram a fazer.
mulheres que assumiram tantas vezes as consequências dos seus atos, que carregaram mais peso do que deveriam, mas que sustentaram a própria narrativa.
porque parte da coragem está em sustentar a própria narrativa. sem desvios, nem pausas. na frequência conturbada da vida. no movimento onde hoje eu danço. foram elas que me ensinaram a dançar. elas me vestiram, calçaram, alimentaram, cederam, cuidaram, ouviram, orientaram e mandaram.
e onde estou tem o passo delas.
na casa das mulheres em que fui criada não se deve nada,
a gente agradece crescendo-mantendo-espalhando
eu agradeço, então, aos meus orixás que me mantiveram de pé
eu agradeço, então, a mim
que decidi correr
e por fim, voar
(pra te encontrar, vó, onde quer que você esteja. porque eu te amo. obrigada)
Me encanta la gente que tiene cosas para enseñarme, que me ayuda a pensar diferente, a cuestionar, a sentir.
“La luz al final del túnel, a menudo, es un abrazo.”
— M. Sierra Villanueva (via ideasviajando)
Love on the Left Eye by Nobuyoshi Araki
“It is awful to want to go away and to want to go nowhere.”
— Sylvia Plath, The Journals of Sylvia Plath (via theunrequitedlover)