onze de março de dois mil e quatorze
eu poderia te ver num espaço vago desmatado e choraria tanto pelas araucárias em extinção como pelos seus olhos que desbotam feito minha blusa preferida minha mãe deu um sumiço nela então eu sofro, porque você também se esconde eu poderia te encontrar no meio da ibovespa quando a inflação quebrasse de vez o brasil e não teríamos o que comer eu faria fotossíntese com toda a sua luz como eu posso gostar dos seus dentes separados e quebrados, quando você cospe todos eles? espero nascer as permanências no céu da sua boca porque eu teria estrelas imodificáveis e você nunca poderia ir embora, sarah g.f.c.













