division: OWLS
thefuckingluke:
soldier-bailey:
Ele não tinha o que fazer ou dizer naquele momento de repreensão feita por Luke, apenas assentir. Reconhecia claramente que tinha uma grande parcela de culpa pela maratona por suas vidas. — Sim, senhor. — concordou em tom sério e olhou de canto para Caleb que parecia achar graça naquilo. Sua criança birrenta interna teve vontade de fazer algum tipo de careta para o amigo, mas não se atreveu já que ainda sentia o olhar do sargente sobre si. Mas no instante que o grandão se virou para verificar a porta, Kael virou para o doutor e fez um gesto desagradável para o mesmo.
Bailey preferiu enterrar a cena passada e seguir em frente. Tentando evitar qualquer tipo de tragédia. Se ele estava lá, é porque August confiava em suas habilidades para fazer aquilo dar certo. Concordou sobre irem ao telhado e procurarem algum sinal da outra equipe, e depois, pensarem em algum jeito de sair do prédio rodeado por zumbis e cães sedentos por carne humana. Ele preparou a sua besta, deixando uma flecha engatilhada. Seguiu atrás de Caleb, atento ao local. Caos. Era assim que poderiam definir o estado daquele edifício, assim como todo o resto da cidade. A frase cuspida pelo o doutor fez com que apontasse a flecha em direção ao ocorrido, mas, felizmente, o mesmo tinha sido rápido e se livrou do infectado que agarrou-lhe a canela. — Bom tiro, doutor. — disse, seguido de um tapa leve no ombro esquerdo. Bailey pareceu reparar no andar de cima ao ouvir a suspeita do homem ao seu lado. Pés se arrastando e gemidos vagos revelava o que teriam que enfrentar mais cedo ou mais tarde. — Acho melhor limparmos o segundo antes. — sugeriu e procurou a Luke para saber da opinião do outro também.
Pelo jeito, o soldado Bailey havia absorvido o recado. Ótimo. Virou-se, então, para certificar que as tralhas colocadas em frente a porta segurariam os monstros lá fora por tempo suficiente. A madeira parecia querer ceder com os choques dos corpos dos infectados contra a porta e os cães arranhavam a mesma como estivessem tentando criar um buraco na porta. Luke respirou fundo. Nunca esteve em situação parecida. Nesse momento preferiu estar lidando com terrorista ou malucos psicopatas.
Atrás de si, os dois soldados se preparavam para subirem as escadas. Olhou pela a última vez a porta antes de seguir atrás dos outros. Sua escopeta em mãos e sua guarda alta. Escutava a conversa a frente, seguido do tiro e depois mais conversa. Luke quis advertir para que fossem mais cuidadosos, mas a questão era outra no momento. Estavam em um prédio recheado com zumbis. — Vamos limpar o segundo andar. — disse, decisivo. — Vamos subir e limpar cada andar. — explicou, fazendo gestos. — Se algo der errado e tivermos que evacuar área, não quero correr o risco de dar de cara com umas dessas coisas.
O general, então, passou a frente dos outros dois. — Fiquem juntos. — sugeriu. Então, fez sinal para que fizessem silêncio e para que o acompanhassem. Da bainha presa ao cinto de sua calça, ele sacou uma faca. Com passos cautelosos, aproximou-se do infectado que arranhava com certo desespero a porta que dava para o segundo andar, que nem se deu conta dos humanos atrás de si. A lâmina fora fincada bem na parietal do crânio daquilo que já foi humano algum dia. O corpo do infectado desmontou sobre o chão em um baque surdo. Os olhos de Luke acompanharam o movimento até o chão. Limpou com frieza a lâmina da faca na barra de sua blusa. — Menos um. — disse com um leve erguer de sobrancelhas. — Fiquem a postos. Vou abrir a porta, se precisarem, atirem. — e assim, liberou a passagem para que os dois entrassem no corredor. Deu apenas uma olhada para dentro do local, observando alguns zumbis espalhados que atraídos pelo o barulho, começaram a mover-se em direção a entrada. — Vão, vão, vão.
-- Tudo certo então, Capitão. -- respondeu e deixou que ele tomasse a frente, encarando Bailey por alguns segundos. -- Ainda sei usar uma pistola pelo jeito. -- brincou. Era óbvio que sabia, mas ainda assim não era uma coisa muito esperada de um mero médico. Logo em seguida ouviu o pedido de silêncio de Luke e a ordem muda para que o acompanhassem, obedeceu e assistiu ele deixando definitivamente morto o zumbi que impediam sua entrada para o segundo andar. -- Estou pronto. -- comentou e então balançou a cabeça para os lados, num gesto de falso aquecimento, levantando a arma apontada para a porta e, quando esta foi aberta, para além dela. Caleb conseguiu ver um zumbi e apontou rapidamente para ele, disparando. À nova ordem de Luke, Caleb correu para o corredor e passou a atirar nos zumbis mais distantes, com a mão livre tratou de tirar uma adaga do cós da calça e acertar os zumbis mais próximos entre um ou outro disparo.
Depois de cinco dos zumbis serem levados ao chão, Caleb tratou de lançar um olhar para o soldado Bailey. -- Kael! -- gritou para o amigo assim que notou a aproximação de um zumbi por suas costas, até mirou a pistola, mas devido a distância, temeu acertar o amigo. -- Atrás! -- deu a segunda instrução, ajudando o parceiro. Depois lançou um olhar para Luke e para o resto do corredor. -- Isso aqui tá realmente infestado! -- apontou para todos aqueles zumbis e atirou em mais alguns. Ao fim do nono tiro, a arma deu seu sinal de descarga. -- Vou avançar contra os mais longe! -- avisou, mas aquilo era quase um pedido para poder finalmente agir.











