Nós Dois Sozinhos no Éter- Olivie Blake (+18 anos)
Charlotte Regan, mais conhecida como apenas Regan, é uma falsificadora de arte bipolar entediada e mentirosa, e talvez uma artista, que vive em picos de mania e de depressão, mesmo que tenha sido condenada pelo tribunal a frequentar uma terapeuta e tomar seus remédios. Ela facilmente se cansa de rotina, trabalho e pessoas num geral.
Enquanto isso Aldo é um matemático teórico que está tentando terminar seu doutorado. É um péssimo professor, obcecado por abelhas e tenta resolver o mistério do tempo para ocupar sua mente.
Ela tem problemas com a mãe supercontroladora que critica absolutamente todos os aspectos da sua vida e cresceu gastando o dinheiro do pai. Ele tem apenas o pai, Masso, o chefe de cozinha, já que sua mãe o abandonou ainda bebê, mas ele é seu melhor amigo.
A vida dos dois parecia estar estagnada. Até que se encontram na galeria de arte em que Regan trabalha voluntariamente e Aldo costuma frequentar para conseguir pensar.
E em seis conversas, como as seis pontas de um hexágono, eles ficam obcecados um pela mente do outro.
Eles são um casal explosivo de opostos com personalidades completamente diferentes (e eu ainda tenho quase 100% de certeza de Rinaldo é autista) e entram de cabeça em um relacionamento em chamas.
Eu queria ter gostado mais desse livro, e apesar de ter odiado o paradoxo de Atlas, dei mais uma chance à autora, que de fato me conquistou nas primeiras partes do livro. Só que no final tudo se tornou cansativo e redundante. Era meio óbvio o rumo que a história tinha tomado, mas os protagonistas são realmente fascinantes e cativantes. A escrita é poética e um pouco cansativa, mas talvez vc consiga ficar obcecado por todo o enredo (eu fiquei por alguns dias).
É uma leitura que eu pretendo revisitar mais pra frente, porque acho que minha opinião sobre ele pode se modificar.
















