when a tornado meets a volcano || flashback
rxysabxs:
Para a sorte de Royal, as vendas pareciam melhorar naquele canto; mais próximo da porta, e possivelmente mais lotado, ali estavam todas as pessoas que ainda não haviam tido a oportunidade de provar nenhum tipo de viagem louca naquela noite, dando para o próprio Royal a oportunidade de faturar o suficiente para que ele próprio pudesse usufruir mais daquela noite: querendo ou não, o tráfico se esgueirava como uma teia de aranha, e, infelizmente, não era tão grande ao ponto de ser a própria predadora. Portanto, sabendo o quanto deveria para seus fornecedores, era necessário vender sempre um pouco mais para poder contar com algo para si, e ali, havia faturado o suficiente para aquela semana – se fosse louco, não apareceria por nenhum lugar na noite seguinte.
Decidiu, por fim, dar uma pausa. O frenesi dentro da boate não era seu local favorito, apesar de ser o melhor para seu trabalho, e portanto, não tardou a caminhar para o lado de fora, onde poderia, em paz, fumar sua própria erva, de preferência, a melhor que tinha. Uma indica pura e bem crescida. Os passos eram lentos, como se tentasse se fundir à multidão, mas duvidava que alguém sequer prestava atenção em si: um novo DJ já subia para tocar um novo set de músicas cafonas e irritantes, além de uma briga ter começado próxima aos banheiros. Sabia, portanto, que ninguém o incomodaria em um local mais tranquilo.
Atingindo um ponto onde a música não fazia seus ouvidos doerem e fazendo com que sua estranha vontade de se misturar ali passasse, não demorou a sacar o beck já preparado anteriormente, acendendo-o sem muita hesitação, o primeiro trago fazendo com que o corpo do traficante relaxasse aos poucos. Deixou que os olhos vagassem, sem se importar muito com o tempo que levava para o novo trago, antes de finalmente puxar assunto com alguém que parecia próximo o suficiente para isso. “O som daqui é sempre esse?”
Enquanto a nicotina adentrava seu corpo, fazendo-a sentir-se menos ansiosa, notou que alguém se aproximava e, pelo cheiro que emanava do suposto rapaz, presumiu que ele fosse pedir por seu isqueiro para reacender o baseado, portanto já colocara a mão perto do bolso para pegar o objeto. Enganou-se no momento em que o ouviu falar sobre a música que tocava por ali. Terminou de tragar seu cigarro e o encarou por um instante antes de respondê-lo, a fim de reconhecer sua face, a qual Willa admitiu ser a mais atraente da boate, o que não era muito difícil visto o resto dos frequentadores. “Aparentemente sim, é a segunda vez que toco por aqui e não suporto o estereótipo do pessoal, mas a gente faz o que pode pra sobreviver, não?” Respondeu alheia, agora observando a fumaça branca que saía de sua boca se misturando à escuridão do céu.













