Vamos imaginar. Imaginar um mundo onde é proibido mentir
Lá fora o verão sente-se a acabar, a noite esfria
A nostalgia do Outono funde-se na alma
e o coração procura calma
Corre na pele um arrepio das lembranças do passado
Um amor nunca concretizado
Talvez uma ilusão devo de admitir
Na boca sempre a verdade exprimir
Das emoções e desejos pretendidos
Do tempo, carinho e entrega mesmo não havendo tréguas
Do teu não mas continuavas ali
O tempo passou e nenhum mentiu
Estou em paz contigo e comigo
Hoje sento-me lá fora de robe e cigarro na mão
Um conforto aconchegante para quem amanhã vai partir para a metropolitana
de fundo ouvindo Lana e penso " Que sou sortudo por estar embalado em noite e sossego"
A mudança tem de vir de dentro antes de ser trazida para o exterior
Não me tenho permitido ouvir, mais uma vez, devo de admitir.
Talvez este criar e imaginar me permita recomeçar a progredir
Tenho estado fora da zona de conforto, um desafio a que me propus ultrapassar
e tenho corrido bem, não deixei de saber amar.
Vamos deixar este assunto por inacabar
Este é o meio , a seguir trago o ínicio
O fim esse ainda não o tenho
Talvez um dia o traga comigo
de preferência numa dança que acabe em primeiro lugar