ojovivo
🩵 avery cochrane 🩵
Noah Kahan
Lint Roller? I Barely Know Her
EXPECTATIONS
Interview Vampire Daily
h
d e v o n
hello vonnie

PR's Tumblrdome
No title available

No title available
NASA

Discoholic 🪩
Cookie Run:Kingdom Official!

No title available
Fieri Frames

Jimmy Eat World
Not today Justin
No title available
seen from France

seen from Brazil
seen from Canada
seen from United States

seen from United States
seen from South Africa

seen from Brazil
seen from Kyrgyzstan
seen from United Kingdom
seen from China

seen from Hungary

seen from Italy
seen from United States
seen from Türkiye
seen from Japan
seen from United States
seen from United States

seen from United States
seen from United States

seen from United States
@adriandanight-blog
Não sei porque Brooke se preocupa. Já disse para ela. Eu e Summer? Just friends.
Secrets Of Blood - Knights
Os dias estavam se arrastando de uma forma que eu nunca pensei que poderiam se arrastar. Depois da briga horrível que eu tive com Summer, tudo que eu conseguia pensar tinha, de alguma forma, envolvimento com as palavras dela. Eu fiquei me perguntando quanto tempo ela vinha guardando aquelas coisas, guardando-as para dizê-las a mim. E o pior era perceber que além de toda uma pré-analise, havia também verdade de que ela realmente acreditava naquilo. Ironicamente aquela coisa sobre a qual tínhamos tanto orgulho de ter foi o que virou-se contra nós no final; o fato de nos conhecermos tão bem.
Eu lancei um olhar furtivo para ela em um canto da sala dos professores. Estávamos todos reunidos por alguma razão que eu nem havia me dado o trabalho de saber precisamente, tinha a ver com um aluno. Ela não estava olhando para mim, parecia pensativa. Desviei meus olhos dela quando o seu pseudo-namorado veio ficar ao seu lado. No canto da sala onde eu estava, próximo a mim, era Vincent quem parecia pensativo, estranhamente mais taciturno do que ele já era. Eu percebi que não era só eu quem vinha tendo uma semana ruim. Todos pareciam de alguma forma ter enlouquecido e colocado seus demônios para fora de uma vez só. Suspirei tentando me concentrar no que eu deveria estar fazendo. Foi bem ai, nesse momento, que tudo começou a desmoronar.
Houve uma batida na porta, e de repente a atenção de todos estava em quem se encontrava atrás dela. Alguém abriu a porta - não importava. Lá estava um homem alto em um sobretudo negro. Ele tinha cabelos grisalhos e sobrancelhas grossas que certamente haviam tido um tom profundo de castanho. Seus olhos tinham uma coloração indecifrável entre verde e avelã. O rosto aristocrático carregava uma dose de arrogância que as pessoas adquiriam quando passavam muito tempo no poder. Ele era uma presença imponente que havia estado em minha vida desde que eu conseguia me lembrar. Lá estava Dimitri. Meu pai.
As perguntas que passaram pela minha mente naquela hora eram as de praxe: o que ele estava fazendo ali? Aconteceu alguma coisa? Era grave? Eu comecei a caminhar para ele, puxado por essa ligação de sangue que eu tinha apenas com duas pessoas no mundo. Vincent me seguiu, como se tomado pelo mesmo sentimento que eu. Mas em um instante eu parei. Congelado pela imagem e pela voz de um outro garoto. Desconhecido. Intruso.
- Oi pai - ele disse. Pai. Pai. Pai. Havia alguma coisa muito errada ali. Eu havia ouvido muito bem, ele tinha acabado de chamar o meu pai, Dimitri Knight, de pai. Embora eu não acreditasse que isso fosse possível. Sabe, aquele pessoa que te dá genes, que as vezes está presente na sua criação, com quem você partilha de um laço de sangue eterno; o garoto havia acabado de cometer um tremendo erro, por que, nesse mundo, só haviam duas pessoas que poderiam chamar Dimitri por esse titulo. Um deles estava ao meu lado, seus olhos presos na cena iguais aos meus, e o outro era eu. Isso não poderia ser possível. O garoto, que eu reconheci agora sendo Daniel... Knight, estava olhando para o meu pai em expectativa enquanto os olhos dele estavam presos em Vincent e eu. Daniel Knight tinha que estar enganado. Não tinha? Não tinha?! Reparei nos cabelos castanhos do rapaz, os olhos escuros, aquele ar de arrogância que as vezes Vincent tinha. Ele mirou seus olhos na minha direção assim que percebeu que Dimitri não prestava atenção nele. Toda a sala se tornou silenciosa. A tensão passeava no ar como partículas invisíveis de poeira. O tempo havia parado para suspirar e o mundo esperou pelo quebra cabeças se montando em minha mente. Os dois homens de olhos escuros estavam em minha linha de visão e talvez eu pudesse reconhecer um padrão em suas feições. Talvez eu pudesse compará-las as do meu irmão mais novo. Eu só não podia ver semelhanças com a minha. Eu sempre fora diferente. Eu sempre havia sido mais da minha mãe do que de qualquer outra pessoa. Agora, o coração dela pulsava em meu peito através de batidas erráticas. A voz dela sussurrava em meus ouvidos canções de niná. Seu sorriso se desmanchava do jeito mais triste possível enquanto eu alcançava a compreensão. Nada se passava por minha mente e, ao mesmo tempo, tudo se desenrolava lá. Afinal foi a voz de Dimitri que me trouxe a confirmação.
- Olá, filho - ele disse. Naquele instante, a sala se apagou, as pessoas não estavam mais lá. Eu estava de volta a aquela noite sombria. Estava correndo novamente. Gritando pela noite coisas que eu não conseguia me fazer parar. Eu era o garotinho de cachinhos e olhos azuis celestes. Minhas pernas eram muito curtas para chegar até ela e meus braços eram muito frágeis para segurá-la. Eu a vi morrer. Eu a vi sofrer enquanto ia embora para sempre. Presenciei tudo preso nos braços do meu pai. Os meus gritos preencheram meus ouvidos e minhas lágrimas infantis de dor molharam meus lábios e turvaram meus olhos. Os próprios olhos dela, azuis como os meus, se apagaram assustadoramente até que ela já não estivesse mais lá.
Voltei ao presente e olhei novamente para o garoto ao lado do meu pai. Ele era visivelmente mais novo que qualquer um de nós. As resoluções vieram sozinhas a minha mente. Lembro de que eu pensei naquela noite horrível que não poderia chegar a odiar tanto meu pai quanto odiei ali,
eu estava errado.
Tive bons sonhos nessa noite.
Sorrindo para philummer.
You and I go hard at each other like we're going to war - @Thonight
Aquela era uma situação no mínimo constrangedora para Summer. Não que devesse algum tipo de explicação a Adrian, mas conhecia o amigo bem o suficiente para saber que ele estava julgando-a da pior forma possível. Thorne respirou fundo e afastou-se da porta indo em direção à mesa. Olhou na direção de Phil e percebeu que ele estava totalmente tranquilo com a situação. Sentiu vontade de rir daquilo, mas sabia que só serviria para irritar ainda mais Adrian. Finalmente fitou o amigo e perguntou-se o motivo dele parecer tão irritado com a presença de Phil. As atitudes de Adrian com o colega de trabalho não lhe pareciam lógicas, suas ações quase nunca faziam sentido para Summer. Perguntava-se o motivo de tamanha implicância era apenas porque Adrian sabia que ela havia tido uma espécie de paixonite por Phil em seus tempos de escola. Mas lhe parecia algo tão superficial. Afinal não se poderia esperar que um rapaz popular de 17 anos como era Phil na época, desse qualquer atenção a uma estudante desengonçada de apenas 12 anos. – Adrian você não pode entrar na minha sala e expulsar qualquer pessoa daqui. Eu não lhe dei esse direito e eu jamais faria o mesmo se a situação fosse ao contrario. – disse em tom de voz baixo. Por mais que a forma que Adrian estava agindo a incomodasse, Summer sabia que precisava conversar com ele e que quanto mais tempo Phil se mantivesse em sua sala, mais irritado Adrian ficaria. Respirou fundo e virou na direção de Ludwang. – Acho que seria melhor você sair Phil. Desculpe por isso. E muito obrigada pelo livro, eu realmente estava procurando por ele há muito tempo. – Colocou sua mão sobre a dele e aperto-a gentilmente. Virou-se novamente para Adrian e podia ver o ressentimento em seus olhos. Sabia que a conversa que teriam não seria das mais fáceis, mas talvez aquele fosse o momento adequado para esclarecer de uma vez tudo entre eles.
Eu não sabia - e não queria perder tempo para descobrir - se o fato de Summer estar visivelmente envolvida com o tal Phil era o que mais me fazia não ir com a cara dele, ou se isso era algo que cresceu com o tempo. Talvez fosse o fato de ele ter sido um imbecil nos tempos da escola ou essa expressão de cala-boca-criança-mal-criada que ele tinha sempre que olhava para mim, que lembrava absurdamente meu pai. Tinha de admirar alguém assim; que ignorava o fato de eu estar prestes a machucá-lo ou algo parecido, como se isso não significasse nada. Talvez não significasse para ele. Algumas pessoas são babacas a esse ponto, o que eu posso fazer? O cara tinha um dom. Poucas pessoas me tiravam do sério assim. Eu esperei enquanto ele falava todas aquelas coisas de quem queria garantir uma boa imagem para um eventual sexo casual quando não houvesse ninguém para empatar. Se mostrava civilizado e centrado agora para me fazer passar pelo infantil da questão, eu sabia tudo sobre isso. Já havia utilizado essa técnica centenas de vezes. Funcionou com Summer porque ela realmente estava acariciando a mão dele de um forma bem melosa. Muito tempo depois de ele já ter ido embora, eu ainda estava de pé ali, com os braços cruzados olhando para Summer. Só isso. Apenas olhando. Eu não tinha noção do que demonstrava ali em meus olhos, mas eu pensei que podia reconhecer algumas coisas por aqueles tons verdes hipnóticos que só os olhos dela tinham. Quando havíamos chegado até esse ponto? Onde eu estava absurdamente doente com a forma como ela seguia a sua vida. Quando ela havia se tornado a que fazia as coisas erradas? Eu estava feliz com esse cargo desde que ela sempre ficasse com as coisas boas. Summer parecia tão diferente para mim agora. E eu não deixei de culpar o idiota do pseudo-namorado dela. A culpa era dele por ter feito algum tipo de lavagem cerebral na minha garota que não era mais a minha garota. Eu realmente ainda sabia quem ela era? Quem nós éramos? Havíamos mudado tanto, os dois. Se isso era errado, eu não saberia dizer. Mas eu não gostava da sensação de desolação em meu peito, o abandono subido-me a garganta ou o gosto azedo do desespero. Eu não percebi que havia falado até ouvir o som da minha própria voz: - Eu sempre pensei que poderia dizer o que quer que fosse para você, - Disse. - não porquê você é a minha melhor amiga ou algo assim, mas porque você é a pessoa em quem eu mais confio na vida. - Suspirei. - Mas, justo agora, eu não sei o que dizer. Não, melhor, eu não tenho vontade de compartilhar nada com você. Eu quero que o silêncio continue e continue e continue até que ele diga a ambos o que nós deveríamos fazer. - Dei de ombros. - Mas como isso é meio impossível, só há essa coisa da qual eu estou pensando desde que eu vi você e esse... professor aqui na sua sala: O que você estava pensando? - Joguei minhas mãos para cima em exasperação. - Vocês são o quê agora? Namoradinhos? Sério, Summer, você podia arranjar coisa melhor. Eu te disse que eu não gostava desse cara. - Eu respirei fundo quando eu comecei a me irritar novamente. Não entendia o porque de tamanha frustração, mas eu estava sendo guiado por ela agora. Mas dessa vez eu apenas encarei Summer esperando por sua resposta. E eu sabia que ela viria. Só não sabia como.
Well, it's been a long time since I've seen you smile @Aducy
Ali estávamos eu e meu professor de feitiços no canto mais afastado da biblioteca conversando sobre algo que nada tinha haver com o local onde nos encontrávamos. Evidentemente Adrian era bem mais que apenas meu professor favorito, a relação que possuíamos a muito havia ultrapassado os limites do que seria adequado entre professor e aluno. Eu simplesmente o adorava e o considerava como um irmão mais velho, o irmão que eu gostaria de ter. Pressionei levemente a mão dele para demonstrar que eu estava prestando atenção a absolutamente tudo e que eu conseguia compreendê-lo. – Eu entendo você. – sussurrei, enquanto fitava os olhos incrivelmente azuis dele. – Adrian, eu sempre repeli as pessoas da minha vida, por que eu sempre tive medo de que ao deixa-las entrar de alguma forma e em algum momento elas iriam me magoar. – suspirei brevemente. - Mas isso nunca me fez bem algum, repelir as pessoas não impede que alguém venha e magoe você seja lá por qual motivo. Eu entendo que você tenha receio de trazer a Brooke de volta pra sua vida e que por algum motivo ela decida ir embora de novo. E provavelmente seus motivos são corretos, claro que em teoria. Na prática mesmo que você esteja evitando-a, você consegue se magoar todos os dias, já que o sentimento não muda você sente a falta dela e vai continuar sentindo não importa o quanto tempo passe. Vale a pena viver assim? – desprendi suavemente uma das minhas mãos da dele. Afaguei rapidamente sua bochecha. – O que eu sei é que a Brooke ama você e que ela está mal com tudo que aconteceu. Ela está arrependida de ter ido embora, foi um erro da parte dela, talvez até mesmo um erro imperdoável. Mas pessoas erram o tempo todo e todos tem direito a uma segunda chance. Eu duvido muito que ela erre outra vez com você, pelo menos não dessa maneira. E quanto vir a odia-la, isso pode acontecer, mas vocês também podem ficar bem juntos e serem felizes. Você vai arriscar perder uma possível felicidade por medo de que tudo isso possa virar algo ruim? – dei um sorriso contrariado para ele. – Desculpa, mas eu acho que você está tendo essa conversa com a pessoa errada. Eu mal consigo equilibrar a minha vida e eu provavelmente estou em uma sucessão de erros com o seu irmão. Como posso tentar te aconselhar? – sorri um pouco mais. – Parece que realmente somos uma boa dupla de transtornados não é?
Ela acabou arrancando mais uma gargalhada minha naquele dia. Eu pensava que só Summer e Brooke conseguiam fazer isso, mas eu estava descobrindo que Lucy havia conseguido um lugar em minha vida também. Quando isso havia acontecido? Eu não sei. Mas eu realmente riria da cara de quem me dissesse que haveria uma namorada do meu irmão a qual eu não tivesse vontade de conhecer. Enfim, eu percebi que Lucy tinha estado olhando para Brooke e eu mais do que qualquer outro nos olhava. Ela tinha aquele famoso "olhar de fora" e eu prometi a mim mesmo que levaria as palavras dela em conta e tentaria organizar meus pensamentos através delas mais tarde. - Acho que concordo com você em tudo. - Eu sorri para ela. - E qual é essa coisa com o meu irmão? - Perguntei. - Alias, eu te avisei sobre isso. Você deveria ouvir meus conselhos já que eu sou seu sábio professor e você é apenas uma garota inocente. - Olhei em volta quando o eco das nossas risadas chegou até mim. O bom de tudo é que estávamos livres para rir quão alto quiséssemos, não havia ninguém a vista para fazer qualquer tipo de julgamento. Não que eu me importasse. O negocio sobre se importar com qualquer tipo de coisa que envolvesse "manter as aparências" havia ficado para Vince. Eu fiquei imaginando que tipo de problemas Lucy poderia ter arranjando com Vincent. Meu irmão caçula era do tipo "príncipe encantado" e eu sempre estava esperando que ele arranjasse um "felizes para sempre". Lucy parecia ser a que iria levá-lo para esse caminho. Na verdade, eu pensei que os dois já estivessem escolhendo o nome do terceiro bisneto. Eu me inclinei para Lucy e baixei minha voz como se estivesse contando um segredo. - Problemas no paraíso? - Perguntei. Notando que a proximidade me remetia a um momento há muito passado, onde eu e Lucy tínhamos estado próximos assim também. Aquilo ainda me fazia rir. - Você não está com problemas porque, você sabe, - apontei para mim e depois para ela. - nós nos beijamos, está? - Lucy olhou para mim com os olhos azuis arregalados e eu comecei a gargalhar novamente. - Esqueci que isso era um segredo. - Disse. Esbocei uma expressão falsamente arrependida. - Oops!
Sr e Sra Legrand em um futuro muito, muito distante.
Dimitri Knight. Genevieve (Eve) Legrand Knight. Adrian Legrand Knight. Vincent Legrand Knight. Daniel Knight.
Obs: As fotos de Dimitri e Eve Knight não correspondem ao estado atual dos mesmos. Ela já deve ter virado anjinho do sem or e duvido muito que ele ainda esteja tão jovem assim. Mas eu gostaria de que vocês imaginassem o Dimitri assim.
Ps: Face quadrada de Dimitri, Vincent e Daniel. RISUS.
Secrets Of Blood - Knights (Dimitri Knight POV)
Prezado Senhor Knight,
Venho por meio desta convocá-lo a comparecer a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts. O motivo seria para tratar do mau comportamento do seu filho, Daniel Knight. Pela terceira vez em pouco menos de dois meses Daniel desrespeitou os regulamentos da escola e pelas normas estabelecidas por essa entidade de ensino a sua presença aqui é necessária. Perdoe-nos pelo incomodo, mas como disse anteriormente, essa é uma situação necessária.
Tenha uma boa semana,
Summer Thorne.
Dimitri Knight segurou a carta em suas mãos e leu mais uma vez todo o conteúdo dela. As letras estavam ali, a mensagem havia sido repassada, mas para ele tudo ainda era muito impossível. Dimitri não costumava sonhar, isso era algo que lhe tinha sido tirado como tantas outras coisas, mas quando o fazia, seus sonhos sempre eram daqueles impossíveis. Do tipo onde mortos voltavam a vida, onde o tempo era parado para sempre, onde ele conseguia sorrir. Era assim que ele se sentia agora, como se estivesse dentro de um sonho, ou melhor, dentro de um pesadelo.
A primeira coisa que pensou foi em simplesmente não ir ao Castelo, mas segundos depois seus olhos pousaram no nome ao fim da carta: Summer Thorne. A pequena herdeira dos Thorne, a qual deveria ser uma mulher agora. A melhor amiga de seu filho mais velho. Estava ai o que o impedia de não ir até lá: Summer era uma via direta até Adrian, e se ela sabia, logo ele saberia. E por consequência isso não demoraria muito a se propagar. Em breve todos saberiam. Tudo que o que Dimitri evitou por tanto tempo. Amaldiçoou o dia em que havia sido irresponsável o suficiente para ter sido tão imprudente. Daniel era provavelmente seu castigo, a carga que teria de carregar por toda uma vida. O garoto era um irresponsável, tão diferente de Vincent nesse aspecto. Lembrava um pouco Adrian em sua rebeldia, embora seu filho mais velho tivesse sido promissor, seu pecado foi ter feito tudo o que Dimitri dizia para ele não fazer. Seus três filhos eram como água, vinho e óleo.
Deixou a maldita carta em cima da mesa e caminhou até o seu bem abastecido estoque de bebidas. Escolheu uma bebida forte. Tinha certeza de que essa havia sido presente de Vincent. Adrian não havia herdado esse tipo de bom gosto dele, aliás, Dimitri pensou ao franzir os lábios em reprovação, Adrian não havia herdado muitas coisas boas. Ele era quase todo a sua mãe, Genevieve, e isso não era um elogio. A personalidade de Eve era um encaixe perfeito somente quando se tratava dela. Em Adrian só fazia com que ele parecesse um tolo, previsível e irresponsável. Vincent era seu orgulho, seu menino de ouro, embora deixasse se levar pela emoção do irmão mais velho, sempre conseguia se redimir depois. No fim das contas, Vincent fazia jus a sua ordem de nascimento: o filho do meio. O equilíbrio entre as duas pontas: Adrian e Daniel. Lembrar disso fazia Dimitri feliz, mas não ocultava sua irritação. O garoto imprudente havia posto tudo a perder outra vez, ele sempre fazia isso. Dimitri tomou um gole de sua bebida, sentindo a queimação intrínseca deste tipo de liquido descer por sua garganta. Talvez ele conseguisse consertar toda essa bagunça que seu filho irresponsável fez sem alardear ninguém. Ele era influente e discreto, poderia fazer tudo sem trazer o seu segredo ao sol. Depois disso iria ensinar de uma vez por todas ao garoto o que significava ser um Knight, já que a mãe dele visivelmente não fez um bom trabalho. Por Merlin! O garoto tinha a tendencia a se tornar pior do que Adrian e, dessa vez, talvez Dimitri pudesse evitar o total desastre que seria mais um filho desobediente na família.
Ele levou o copo mais uma vez aos lábios, olhando para a paisagem lá fora, já havia tomado a sua decisão. Dimitri Knight estava indo à Hogwarts.
Give her wings when she wants to fly @Philummer + Adrian
Se Summer pudesse ler seus pensamentos talvez não dissesse com tanta certeza serem as mesmas suas. E caso fossem, Phil teria de admitir que ela tinha uma mente extremamente interessante, pois as ideias que lhe percorriam a mente no momento ultrapassavam as barrerias do apropriado. Sorriu misteriosamente, oferecendo a ela seu melhor olhar sarcástico, como se tivesse a intenção capciosa de usar o silêncio para dizer a ela exatamente que vontades lhe tomavam naquele momento.
“Claro, uma bebida parece ótimo.” Ficou de pé, esperando pelo retorno dela, seu olhar sempre compenetrado e seguro, perscrutava o corpo de Summer sem soar indecente, apenas deixando claro para a mesma o quanto ela despertava seu interesse, não apenas nos passos teatrais de suas longas pernas, como também com a elegância de seu sorriso, tão neutro e misterioso quanto se fosse possível ser. Ela era de uma beleza incomparável, envolvente na medida certa e atraente a níveis incalculáveis. Aceitou o copo de whisky, do qual provou apenas um gole, o suficiente para sentir o calor do álcool deslizar por sua garganta, acompanhado de um arrepio bem-vindo pela coluna.
Deixou o copo sobre a mesa, erguendo sua mão na direção do de Summer, dando a ele o mesmo destino do outro. Deu um único passo na direção da jovem à sua frente e sem desviar seu olhar do dela tocou-lhe a cintura com ambas as mãos, e impulsionando uma força calculada apenas para erguê-la por um instante, a fez sentar na mesa, posicionando em seguida seu corpo entre os joelhos de Summer. Seu sorriso denotava um misto de curiosidade e ousadia. Não eram dois adolescentes e não parecia haver espaço para momentos de estranheza e timidez entre ambos. “Se considerar minhas ideias muito exageradas, sugiro que me pare agora, caso contrário, eu não me responsabilizo pelos meus atos.” O arco que se formara em sua sobrancelha, sugestivo como o diabo, escondia intenções que dispensavam o álcool no sangue, mas extravasava adrenalina que percorria as veias em correntes elétricas impossíveis de ignorar.
Summer mal havia tocado em sua bebida quando colocou o copo sobre a mesa a sua frente. Podia perceber pela forma que Phil a olhava que possuíam a mesma vontade naquele momento. Thorne a muito não era mais uma garota, portanto não possuía inibições e nem ilusões quanto ao sexo. Se tivesse vontade de praticar o ato com alguém ela assim o faria. E era exatamente assim que se sentia quanto a Phil. Havia algo nele que atraia mais do que qualquer outro homem naquela escola. Sorriu para ele e aproximou-se um pouco mais, uma espécie de corrente elétrica guiando-a até ele, em momento algum ela desviou seu olhar do dele. Não demorou muito até que ele mesmo encurtasse de vez a distância entre eles. Phil segurou em sua cintura, seu aperto era forte e Summer apreciava aquilo mais do que seria capaz de admitir. Sentou-se sobre a mesa e colocou suas pernas em volta da cintura dele. O pequeno sorriso em seus lábios alargando-se conforme ele ia falando. - Considero suas ideias totalmente plausíveis e aceitáveis. - Colocou uma de suas mãos sobre o queixo dele puxando gentilmente o rosto para mais próximo do seu. Seus lábios roçaram-se aos dele de forma lenta e sensual. Summer estava totalmente envolvida pelo momento, tanto que não notou as leves batidas a porta. “Summie eu sei que você está aí, abre a porta, precisamos conversar.” Reconheceu a voz de Adrian quase imediatamente e aquilo foi o suficiente para que se afastasse de Phil. – Droga. – sussurrou, desprendeu-se relutantemente do homem, sabia que Adrian iria odiar vê-lo ali. Desceu da mesa e caminhou até a porta entreabrindo apenas o suficiente para que pudesse olhar para o melhor amigo. – O que você quer Adrian? – Sabia que precisava conversar com o Knight, mas aquele era um péssimo momento para o amigo aparecer.
Se você tem uma melhor amiga por muito tempo, é normal que hajam algumas situações onde você fique constrangido, ou que te deixem sem saber como agir. Embora eu tivesse passado por uma ou duas situações assim com Summer, eu sempre tinha sido o "flagrado" e não "o que flagrou". E agora olhando para dentro daquele cômodo onde imaginei ver Summer fazendo algo que não envolvia a língua daquele imbecil do Phil da poota na garganta dela, desejei saber se o sentimento que experimentava estava correto. Era mais raiva do que constrangimento em si. Sentia-me arrependido por ter me dado ao trabalho de vir até aqui "ajeitar as coisas" com Summer, quando ela obviamente não estava nem ai para o que estava bagunçado. Repassei todos os meus passos dentro da minha mente. Desde o momento em que sai de meu escritório, passando diretamente por aquele pensamento equivocado que a falta de respostas as minhas batidas seria causado pelo fato de ela não querer falar comigo, até àquela pergunta ríspida quando ela abriu a porta: O que você quer Adrian? Ela estava tão nervosa que eu nem precisava recorrer a qualquer analise mais profunda sobre o que estaria acontecendo. Mesmo se eu ignorasse os lábios vermelhos e as roupas amarrotadas, seus olhos admitiam tudo, como se eu tivesse pedido por uma confissão. Eu tinha colocado uma de minhas mãos na porta e afastado Summer levemente com a outra. Ainda pude ouvir o baque surdo quando a porta se encontrou com a parede. O que a porta aberta me revelou foi o que eu já suspeitava, embora ainda tenha lançado um olhar magoado à Summer. Lembrei da primeira vez que ela tinha me falado dele, como ela parecia diferente. Não é como se ver garotas apaixonadas por idiotas populares fosse uma coisa incomum, - essa tinha sido a minha vida na Corvinal. Eu fui um idiota popular. - mas aquela era Summer! A garota inteligente demais, bonita demais, incrível demais para qualquer um garoto naquela escola, quanto mais para um indigno presunçoso como o Phil. Ela não parecia mais com ela mesma, e eu perdi as contas de quantas vezes fiquei me perguntando o que ela via nele. E o que mais me dava raiva dentre todas as coisas: era nítido a forma como Summer estava apaixonada, e era mais aparente ainda o fato de que Phil não dava a minima. Alias, eu me surpreenderia se soubesse que ele se importava com alguma coisa além de seu próprio traseiro imundo. O que você quer Adrian? A pergunta ressonou na minha mente. Eu estava com os punhos cerrados, um feitiço na ponta da língua e podia dizer o lugar exato onde a minha varinha estava. O que você quer Adrian? Por Merlin, ela realmente, realmente não iria gostar de saber o que eu queria. Pois envolvia muito mais do que dizer o que eu vim fazer aqui; era sobre gritos de dor e dentes quebrados. Os dele. Respirei fundo uma, duas, três vezes, quebrando a intensidade do contato visual que eu tinha mantido com ele todo esse tempo. - Dê o fora daqui. - eu disse entre meus dentes cerrados.
Well, it's been a long time since I've seen you smile @Aducy
- E eu adoraria dizer que não preciso estudar, mas infelizmente preciso. – revirei os olhos e soltei um leve suspiro em seguida. Deixe que ele envolvesse minhas mãos nas suas que eram grandes e relativamente macias. A pressão que ele fazia sobre minhas mãos era suave. Os olhos dele que sempre haviam me despertado certo tipo de encanto estavam taciturnos. Estava mais do que claro que algo lhe preocupava. E quando ele finalmente falou o que era, percebi que eu já sábia muito antes dele falar qualquer coisa. Suspirei brevemente e apertei suas mãos como forma de conforta-lo. – Ela está tão bem como alguém que senti culpa pode estar. – pressionei os lábios por alguns segundos. Havia várias coisas que gostaria de dizer a Adrian, mas apesar da nossa amizade ele ainda era meu professor e às vezes eu tinha que tomar cuidado com o que tinha vontade de falar.
Adrian possuía uma capacidade limitada em perdoar, nisso ele era tão impressionantemente parecido comigo que chegava a me assustar. Mas enquanto eu consegui perdoar Brooke por ter ido embora, para ele isso ainda era difícil. Eu podia ver no semblante dele o quanto aquela distância entre os dois o perturbava, o quanto ele sentia a falta dela. Mesmo assim ele preferia mantê-la longe. – Adrian até quando você pretende continuar com isso? – sussurrei e em seguida olhei ao redor para ver o quanto estávamos distantes de outros estudantes. – Eu sei que você está magoado e que não é fácil perdoar e esquecer que ela te abandonou. Mas ela voltou e vocês se amam, por que dificultar tanto as coisas? – Era no mínimo estranho que eu estivesse dando conselhos amorosos para o meu professor quando eu mesma não conseguia desfazer as bagunças da minha vida. – Sei que vai ser difícil perdoar…. mas não custa nada. E se isso trouxer de volta aquele sorriso irônico aos seus lábios, eu já irei ficar feliz.
Senti meus lábios se repuxarem automaticamente em um sorriso. Aqui estávamos eu e uma garota de 15 anos que me dava conselhos amorosos. Não consegui deixar de ri um pouco da situação. Como eu queria ter aquela visão simples dela; tão despreocupada e inocente. Do tipo que nenhuma tormenta seria o suficientemente forte, nenhum medo tão assustador assim e nenhum erro tão impossível de se perdoar. Eu tinha sido assim alguma vez? Qual era a sensação de não estar sempre carregando esse tipo tão pesado de escuridão em mim? Será que algum dia eu havia olhado para alguém e não procurado algo de ruim? Porque eu tinha sempre uma má opinião sobre as pessoas até que elas me contradissessem. Se isso não acontecesse, elas sempre estariam no lado ruim dos meus conceitos. Alguns poucos conseguiam passar longe desse pré-julgamento, mas só porque me pareciam inocentes demais para qualquer crime. Fiquei me perguntando se esse ar de confiança fácil nos olhos de Lucy se perderia com o tempo, ou se ela conseguiria mantê-lo. Eu queria poder protegê-la dos monstros maus lá fora, e não só dos que se podia ver, mas daqueles mais perigosos: os que a gente só tinha noção depois do ataque.
- Eu não sei, - disse. - eu acho que eu só estou... eu não sei. Eu não consigo sujeitar nós dois a passar por isso novamente. - Corri as pontas dos dedos pela pele clara de Lucy. Minha voz estava baixa, como se eu não quisesse que ela me ouvisse, e ainda sim, que o segredo fosse um peso entre nós. - Sabe quando você quer manter a unica coisa boa na sua vida sem a mácula da decepção? - Suspirei pensando se Lucy iria conseguir entender onde eu queria chegar. - Quero dizer, ela me magoou, eu sei. Mas o que eu sinto por ela permaneceu intocado. E eu... sinto que se passarmos por isso mais uma vez, tudo o que um dia foi puro vai se tornar outra coisa. - Fitei os olhos azuis límpidos da ruiva a minha frente. - Sabe Lucy, quando você ama alguém, é como se você estivesse andando em uma corda bamba; a corda é o amor e o que há lá em baixo é o que ele pode vir a se tornar. Se por um acaso ventar muito forte, é muito provável que você caia, e você nunca sabe o que pode estar te esperando lá em baixo. As vezes é muito pior do que você jamais imaginou. - Tomei ar tentando explicar o que eu mesmo não entendia. - Havia uma pessoa a quem eu amava muito. Ele era o cara mais legal do mundo, o melhor. E isso tudo mudou tão rápido que eu fiquei em duvida se ao menos havia se passado o tempo de um suspiro. Hoje eu não consigo me lembrar de como era a sensação de não odiá-lo. - Mordi os lábios, notando que Lucy me ouvia com total atenção. Seus olhos azuis estavam fixos em mim. - Eu sempre digo que era a minha mãe quem eu amava mais do que tudo, mas era ele. Ele era o meu herói, - deixei um riso sem humor escapar dos meus lábios. - mas quando eu precisei que ele salvasse o dia, ele fez dele o pior da minha vida. E tão rápido quanto aquele sentimento era forte, ele se transformou em outra coisa. Não necessariamente muito boa. - Fiquei em silêncio por um segundo. - Eu só quero que você entenda, Lucy, que eu tenho receio de voltar a toda aquela intensidade só para Brooke me deixar novamente. Eu não quero odiá-la. Acho que você pode entender isso, não pode? Você namora o meu irmão afinal. - Meus lábios desenharam o sorriso que ela tanto queria ver.
50 Shades Of AKE.
Eu na dash de vocês.
Well, it's been a long time since I've seen you smile @Aducy
Já estava na biblioteca há um pouco mais de uma hora. O pergaminho com o trabalho de Runas Antigas que estava escrevendo já tinha cerca de trinta centímetros. Era um trabalho longo e chato, mas eu precisava fazê-lo de forma correta. A data dos N.O.M.S estava cada vez mais próxima e Runas era uma das matérias que eu pretendia continuar cursando no próximo ano. Por isso eu precisava de no mínimo um “excede as expectativas” na matéria. Descansei a pena ao lado do pergaminho e esfreguei meus olhos. Se aquele fosse o ultimo dever do dia seria ótimo, mas ainda havia uma redação para poções e praticar alguns dos encantamentos aprendidos na ultima aula de feitiços. Dei um longo suspiro, o quinto ano estava sendo mil vezes mais trabalhoso do que eu poderia acreditar.
Estava preste a pegar a pena e voltar ao trabalho quando percebi que havia alguém me observando. Um pequeno sorriso apareceu em meus lábios ao perceber quem era. – Ora se não é o meu professor favorito. – sussurrei, arrancando assim um sorriso de Adrian. Ele caminhou displicentemente até a cadeira a minha frente e sentou-se. Apesar do semblante despreocupado dele, eu podia perceber que havia algo o incomodando. – Está tudo bem, Adrian?– arqueei levemente uma das sobrancelhas. Apesar da nossa diferença de idade e dele ser meu professor, Adrian e eu possuíamos uma relação fraternal forte e me sentia totalmente a vontade para conversar com ele sobre qualquer assunto.
Ver Lucy estudando com tanto afinco me fez lembrar dos meus tempos de escola. Sempre tinha sido meio nerd, principalmente depois de decidir que queria ser um auror. Em épocas assim costumava me trancar nesse meio termo entre o mundo real e o que eu almejava. Sorri um pouco quando ela notou minha presença; Lucy gostava de dizer que eu era seu professor favorito. E eu sabia que era. Nós tínhamos aquele nosso relacionamento - que para alguns podia parecer estranho - único, do qual eu fazia questão de manter firme por uma ou muitas razões. Mesmo que, por agora, nós estivéssemos um pouco distantes e não nos encontrássemos tão frequentemente quanto antes. Sabia que sempre podia vir a ela quando precisasse. Como agora.
Respirei fundo e brinquei com minhas mãos de forma contida. - Eu poderia começar perguntando como vai a sua vida e essas coisas, mas eu estou vendo que você precisa estudar. - dei de ombros, encarando os bonitos olhos azuis de Lucy, lembravam os de uma outra garota bonita a quem eu conheci. - Então vamos ser diretos e breves, - segurei suas mãos nas minhas e observei o contraste entre os tamanhos e formas. A delicadeza das dela e o poder mortal das minhas. Fiquei me perguntando quantos feitos maravilhosos ainda seriam realizados por aquelas pequenas mãos. Encarei seus olhos mais uma vez. - Eu queria que você me dissesse como ela anda. Sabe, eu não tenho falado com ela a um tempo. - Disse. Eu sabia que não teria de dizer a quem eu me referia. Lucy sabia. Instintivamente. Assim como ela sabia de muitas coisas. Por isso eu gostava tanto dela; Lucy era inteligente. Havia coisas que ela só... sabia.
Porque ela disse que estava com sdds. Quem? Lucy, prfv.
{Flashback} Once upon a time... - AKE
Todas as minhas memórias sobre ela sempre haviam sido nítidas, como se Brooke fosse algum tipo de tatuagem em meus pensamentos. O esquecimento proposital só vinha depois de muito esforço, uma série de coisas que eu me forçava a colocar em mente. Só assim ela se afastava. Não foi diferente naquele dia, quando eu deixei que meus pensamentos vagueassem por ai. Lá estávamos nós dois. Ainda estranhos. Ainda tão absurdamente separados que eu nem conseguia imaginar como era isso. Eu queria poder prever o que viria a seguir daquele dia, como minha mãe costumava fazer. Naquela data solitária que nunca iria voltar, e de certa forma sempre a teríamos novamente. O dia em que nos conhecemos.
Incrível como em momentos como esses, os corredores sempre estão vazios; é como se Hogwarts pressentisse tudo e nos presenteasse com um minuto propicio. Eu era um professor novo que estava andando por ai, havia acabado de beijar uma aluna porque ela parecia com uma outra garota de quem eu gostei... não tem preço. Agora, estávamos nos encarando (ela com mais raiva do que nostalgia. Alias, eu era o único nostálgico em questão.) e eu não sabia o que dizer ou fazer, ainda iria descobrir que esse seria um padrão daqui para frente.
- Desculpe, - eu disse suavemente, quebrando o silêncio pesado entre nós. - é que você realmente parece com alguém que eu conheço.
Os lábios da garota se tornaram ainda mais emburrados. Parecia que algo que eu disse havia irritado-a um pouco mais. - E você sai por ai beijando na boca todo mundo que você conhece?
Eu corri os dedos pelos cabelos e baixei um pouco o rosto para que ela não me visse sorrindo, talvez ela se tornasse ainda mais zangada se percebesse minha diversão. Não tinha percebido em um primeiro momento, mas agora, enquanto lhe jogava uma segunda olhada, percebi que ela estava corada. Seus cabelos castanhos não eram totalmente lisos como eu tinha confundindo anteriormente, ele terminava em cachos grandes e brilhantes. Ela tinha o cabelo mais castanho escuro do que o castanho em si. E ainda haviam aqueles olhos escuros, os cílios sonolentos que diziam algo sobre como ela seria linda ao acordar. Franzi as sobrancelhas com o desvio de meus pensamentos e tratei de responder aquela pergunta irônica. - Não. Na realidade eu não faço isso sempre. - Ela cruzou os braços. Parecia imperiosa; uma daquelas princesas que exalavam algum tipo de convite proibido aos meros plebeus e que ainda sim eles arriscavam uma olhada. - Me desculpe mais uma vez... eu, enfim, eu me confundi e acabei...
- ... me beijando. - a garota completou com um tom que transbordava desgosto. Eu deixei de achar a situação engraçada e comecei a ficar irritado. Quem aquela garota pensava que era? Ela tinha o quê, 15 anos? E de todo jeito, me beijar não poderia ter sido tão ruim assim. Eu tinha varias propostas de alunas e ainda estava no meu primeiro dia! Quem ela pensava que era?
Joguei minhas mãos para o alto em exasperação. - O que você quer que eu diga? Eu já te pedi desculpas. - Disse. - Alias, quem é você?
A garota abriu a boca em um pequeno "o" surpreso. Ela riu sem humor e acabou por se aproximar de mim para apontar seu dedo atrevido em direção ao meu peito. - O sr, professor, vem aqui do nada - porque o sr apareceu do nada - e me beija. Eu nunca pedi para que me beijasse, tá legal? E você nem sabe o meu nome...
- Olha eu não sou obrigado a decorar o nome de todos os meus alunos, srta...
- ... e o pior, todos esses boatos quando você nem ao menos beija bem! - Ela me interrompeu.
Agora eu é quem estava surpreso. Estava repetindo aquele mantra em minha mente milhares de vezes: Quem ela pensava que era? Quem ela pensava que era?
Soltei um riso sem humor. - Você ao menos já beijou alguém?
Ela cruzou os braços sobre os seios novamente. Seu olhar pousou em mim com aquele ar de desafio que eu estava começando a odiar. Nenhuma mulher havia me olhado assim, (exceto Summer, mas ela não contava porque era minha melhor amiga desde que eu descobri o que o termo "melhor amiga" significava.), muito menos uma garota. Ela costumavam ficar muito encantadas comigo para que esboçassem outra reação que não fosse um sorriso. Mas essa garota, ela apenas... não havia me direcionado um sorriso sequer desde que eu conheci. Qual era o problema com ela?
- Ao contrario de certas pessoas, eu não costumo sair por ai beijando todos que conheço. - Ela disse. - Mas eu sei quando alguém beija bem e você definitivamente não é esse alguém.
Eu respirei fundo, repetindo em minha mente que essa garota deveria ter algum tipo de problema. Que eu teria de ter paciência. Mas eu ainda me sentia, enquanto isso, caminhar para ela fechando seu caminho de fuga as minhas costas e encurralando-a em entre meu corpo e uma parede próxima a nós. - Qual é o seu nome? - Eu perguntei bem próximo aos lábios dela. Sorri quando percebi que os cílios dela tremularam, mas tudo isso estava esquecido por momento quando foquei nos lábios dela.
- Brooke Anderson. - A garota disse resfolegando. Eu sorri mais uma vez.
Segurei o queixo da garota de olhos escuros, Brooke, e levantei seu rosto em minha direção. - Srta Anderson, - eu disse. - Permita-me me retratar. - Foi então que eu a beijei. A garota, Brooke Anderson, minha aluna.