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@afogueis
Tem coisa que incomoda e a gente só finge que não.
“Hoje eu tive uma crise de ansiedade, já tive em outros momentos só a ansiedade, nunca tinha tido uma crise proporcionada dela, uma dor na boca do estomago, uma agonia misturada com aflição, as pernas tremiam, sabe a sensação quando você se apaixona pela primeira vez? Foi parecido com aquele frio na barriga, a diferença é que quando você se apaixona por alguém você tem a opção de se declarar pra pessoa e obter uma resposta, agora uma crise de ansiedade em relação ao futuro, não existe opções além de ter paciência e aguardar o tempo, mas ninguém diz que é um tempo dentro desse incomodo, nessa infecção viral no meio das suas escolhas, parece que todas elas vão sendo inflamadas pela dúvida e insegurança, você começa a repensar que não fez as coisas certas, uma zona de desconforto tão imensa e profunda que você começa a perde o ar, dá vontade de gritar, mas gritar pra quem? dá vontade de chorar, mas chorar pelo que? Você permanece como uma criança que sente dor, mas não sabe descrever onde dói, O medo começa a predominar, e não existe medo pior do que o que não se pode ver, do que não se pode evitar, talvez eu deveria ter me acalmado, mas quando percebi as unhas dos dedos já estavam cravadas na palma das mãos, foi uma tentativa frustrada de se segurar, segurar escolhas invisíveis sobre as mãos na possibilidade de não ter feito elas, suspirei, e alguém me aconselhou a tomar um banho, senti os pingos do chuveiro estalar meus ossos, não melhorou, me enxuguei e a toalha tinha peso de erros passado, deitei, e não dormi, refleti sobre porquê de algumas pessoas quererem se isolar em uma ilha deserta, tinha lido em algum canto uma vez, em um teste comum que 65% das pessoas já pensaram em morar em uma ilha deserta, talvez por paz e sossego, talvez era por isso, não por nossa própria paz e sossego, mas pra manter a paz e o sossego de alguns animais que moravam em nós, acabei dormindo.”
— Coturnos on antibodies.
Talvez eu nem faça falta..
“Eu não sumi e nem me afastei, só parei de correr atrás de quem nunca se contentou em andar ao meu lado, em segurar a minha mão. Só estou respeitando o espaço que você mesmo colocou entre nós.”
— Caren B.
Eu estou sempre me desculpando. Se esbarrei em alguém: desculpe. Se me atravessei com as palavras: desculpe. Ate mesmo sem ter feito nada, eu peço desculpas. Eu vivo pedindo desculpas, até mesmo por erros que não são meus. E assim eu vivo os meus dias, me culpando por tudo de ruim que existe ao meu redor.
Cansei.
Cansei de correr atrás, cansei de estar sempre disponível pra quem não está nem aí pra mim. Se quiser, sabe onde me encontrar.
eu estou destruída demais para tentar me auto destruir novamente.
a gente se apaixonou por causa dos detalhes
e nos perdemos por causa deles também.
Toda essa pressão de ter que ser alguém me machuca, helena.
“Se quer meu lado amoroso, busque por ele. Se quer minha amizade, conquiste-a. Eu sou durona mas sei ser amiga, amorosa e carinhosa, só que também sei agir com indiferença e nunca duvide da minha capacidade de ser fria mesmo queimando por dentro. Cada um tem de mim exatamente o que cativa.”
— Caren B.
um dia você vai acordar e não vai doer mais
só que antes vai doer muito. você vai sentir o peito apertar. você vai se questionar se a dor não vai embora nunca. mas vai, só que antes ela vai te fazer sentir como se não existisse dor maior do que essa (mas existirá).
Mas o problema sempre foi a minha insegurança, ou você nunca reparou o quanto é difícil pra eu me expôr? Ou o quanto eu preciso pelo menos de uma opinião antes de sair com tal roupa ou postar algo? Ou que preciso verificar dez vezes que fechei o portão de casa? Eu sou insegura! Mas eu nunca escondi isso de você, e nem de ninguém. Então não venha com sua sinceridade que machuca, agindo como se eu quisesse ser assim: eu não quero. O problema é que eu passei anos com todos a minha volta me fazendo acreditar nisso e provavelmente vou precisar de mais alguns subindo na mesa e tentando enxergar algo diferente, algo melhor. Na tentativa de um dia, não deixar minha insegurança ser maior que eu. E eu sei que você não tem nada a ver com isso, só que eu também não tenho.
Cadê seu Romeu, Julieta?
Fico mascarando minha dor dizendo que estou bem, na esperança de um dia realmente ficar bem.
Difícil é ter que seguir em frente como se nada tivesse acontecido. Como se nada fosse diferente. Como se tudo estivesse bem.