“Acredito que eu, então, seja um dos poucos a ver dificuldade nessa imitação.” Não sabia se por recordar de algumas memórias desagradáveis ou pela falta de vontade do próprio paladar, mas o gosto da bebida já não estava mais tão interessante. Baixou o copo, deixando que descansasse na parte livre e miúda do banco.
As pessoas ao redor sorriam politicamente umas para as outras, tão bem apresentadas quanto as decorações do evento. Ele conseguia avistar sua mãe interagindo, amistosa, com outros reis e rainhas e, de imediato, quis esconder de fato o copo, para não ter de ouvir nenhum discurso de filho exemplar versus realidade, caso ela resolvesse caminhar até eles.
“Não sei, Holly. Acho que eu sou um espírito livre demais para esses roteiros.” A prova viva de suas palavras poderia ser o próprio momento. Ficou sem ver a loira por certo tempo e os dois nunca foram lá muito próximos; ainda assim, Alfred se via confessando seus pensamentos mais profundos em uma 'simples' noite de sábado, como o bom ambivertido que era.
De supetão, uma ideia lhe ocorreu. Talvez para evitar seus pais — visto que o rei Adam havia se unido à esposa — ou para tratar o baile como um baile deve ser tratado, que lembrou-se da pista de dança. “Hey, Holly...por acaso seus pés tem energia sobrando para uma dança?"