Saiu resultado da pesquisa eleitoral feita pelo IBOPE, divulgado no dia 20/08 pelo instituto e veiculada pelo portal de notícias G1.
Sobre os dados estatísticos detalhados, pode-se perceber que, primeiro, cai aquele mito de que os maiores apoiadores de Bolsonaro são os jovens ou os “tiozões do zap-zap”.
Segundo, fica evidenciado que o perfil do eleitor de Bolsonaro são pessoas instruídas, com ensino médio completo ou ensino superior completo, com boas condições financeiras e professam as religiões católica ou evangélica. Poderíamos também incluir a questão da cor da pele, porém ela é ainda muito atrelada à condição social do brasileiro e não ficaria claro.
Interessa então procurar entender o fenômeno que separa esses grupos e porque o grupo que hoje enxerga em Bolsonaro o candidato ideal tem um perfil muito semelhante aos tradicionais eleitores do PSDB.
Um dos aspectos a ser considerado é o fracasso da política de expansão do ensino superior, iniciada pelo PSDB e bem aprofundada pelo PT durante seus respectivos governos, como meio de transformação e disseminação de conhecimento. A dicotomia entre duas figuras extremamente populistas, midiáticas e com perfis messiânicos, sem que se apresente um projeto de país, ou mesmo tenham condições de fazê-lo (especialmente por parte de Bolsonaro, que sequer consegue falar sobre seu programa de governo) dá uma clara indicação de que as escolhas, por ambos os candidatos, continuam sendo influenciadas por aspectos que desconsideram a análise crítica e o mínimo de racionalidade.
Além da questão da escolaridade, é importante notar que, a estratégia do governo petista em estimular o consumo interno, sem um claro projeto de desenvolvimento, apesar de ter possibilitado o acesso a novos e modernos eletrodomésticos, carros, casa própria, criou um novo sentimento de “apego” ao conforto, criando uma nova classe média que apenas quer continuar mantendo seu status conquistado durante o governo Lula e exige que o estado apenas reforce o policiamento para proteger seu patrimônio recém conquistado.
E, claro, não podemos esquecer do papel do PSDB e seu envolvimento em escândalos milionários, culminando com os indiciamentos de tucanos do alto escalão e os telefonemas suspeitos, pra dizer o mínimo, do candidato derrotado da elite Aécio Neves para seus “aliados”, seja pedindo dinheiro à JBS pra pagar advogado, seja para conversar com o Ministro Gilmar Mendes, juiz de seus processos no STF. Tudo isso, sem dúvidas, contribuiu para empurrar parte desse eleitorado nos braços de Bolsonaro, com a parca desculpa de que seu futuro ministro da fazenda é um homem capaz e preparado, desconsiderando completamente que o cargo de ministro é demissionário e as diretrizes econômicas não podem ficar a mercê de apenas um homem.
Outro ponto interessante da pesquisa é que o Nordeste é a única região onde Bolsonaro não vence em nenhum cenário (com ou sem Lula) e que ainda fica em terceiro lugar, num cenário sem Lula como candidato.
Não podemos também deixar de mencionar o fraco desempenho do candidato Fernando Haddad, que coloca em suspeição a eficácia da estratégia montada pelo PT, que pode colocar em risco todas as candidaturas progressistas.
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Margem de erro: dois pontos percentuais para mais ou para menos
Quem foi ouvido: 2002 eleitores em 142 municípios
Quando a pesquisa foi feita: de 17 a 19 de agosto
Registro no TSE: protocolo nº BR‐01665/2018
O nível de confiança utilizado é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem o atual momento eleitoral, considerando a margem de erro;
0% significa que o candidato não atingiu 1%; traço significa que o candidato não foi citado por nenhum entrevistado.
Fonte: https://goo.gl/JmwJJv
O que nos diz a última Pesquisa Ibope sobre o cenário das Eleições para Presidente em 2018? Saiu resultado da pesquisa eleitoral feita pelo IBOPE, divulgado no dia 20/08 pelo instituto e veiculada pelo portal de notícias G1.