SĂŁo Paulo Ă© um buquĂȘ
BuquĂȘs sĂŁo flores mortas Num lindo arranjo Arranjo lindo feito pra vocĂȘ.
Fai_Ryy
Game of Thrones Daily
untitled
đ©” avery cochrane đ©”
todays bird

oozey mess
wallacepolsom
he wasn't even looking at me and he found me
ojovivo
we're not kids anymore.

pixel skylines
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sheepfilms
PUT YOUR BEARD IN MY MOUTH
d e v o n
noise dept.
KIROKAZE

blake kathryn
Sweet Seals For You, Always
Keni

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@akipoete-se
SĂŁo Paulo Ă© um buquĂȘ
BuquĂȘs sĂŁo flores mortas Num lindo arranjo Arranjo lindo feito pra vocĂȘ.
ââŠcom cheiro de morango e champagneâ
Eu te pareço louca? Eu te pareço pura? Eu te pareço moça?
Ou Ă© mesmo verdade Que nunca me soubeste?
hilda hilst
SĂŁo Paulo Ă© um buquĂȘ
BuquĂȘs sĂŁo flores mortas Num lindo arranjo Arranjo lindo feito pra vocĂȘ.
dona dos meus olhos Ă© vocĂȘ,
aviĂŁo no arâŠÂ
As paixÔes, meu amor, são tontas são tantas.
Minha avĂł diz que quando vocĂȘ sonha com alguĂ©m
Ă porque a pessoa estĂĄ pensando em vocĂȘ. Queria saber se vocĂȘ pensa em mim tantas noites assim.
Sonya Sklaroff - Rainbow Flag, 2017
âAcho impressionante a forma que vocĂȘ consegue arrancar os meus sorrisos mais sinceros.â
â Love will remember me? Â
âDesculpa, eu nĂŁo quero ser vontade, coisa que dĂĄ e passa. Quero ser o tudo de alguĂ©m.â
â Morena Â
Eventualmente todos encontramos o nosso tesouro e nos deparamos sempre com o quase tesouro. NĂŁo desanime ou pense em desistir ou ache que ficarĂĄ sozinho o resto da vida. As pessoas aparecem quando tem que aparecer. Fique sem medo, o que Ă© pra ser, serĂĄ.
How I Met Your Mother (via convalescida)
os amantes literaÌrios que me perdoem, mas romeu e julieta nunca foi uma histoÌria de amor.
julieta sacrifica-se apoÌs descobrir que romeu tirou a proÌpria vida bebendo um veneno mortal, ela faz isso porque certamente achava que naÌo conseguiria viver sem ele. o que ningueÌm tem coragem de falar, eÌ que essa atitude moÌrbida que era para ser a mais generosa e romaÌntica do seÌculo, eÌ o ato mais pateÌtico da literatura. romeu envenena-se porque julieta estaÌ (supostamente) morta, mas quando ela acorda do falso luto se depara com romeu sem vida, acaba naÌo suportando e suicida-se com um punhal no peito. entende? naÌo faz sentido nenhum essa ordem cronoloÌgica. eles deixaram de viver uma infinidade de coisas porque amaram outra carne antes de amarem a si mesmos. poderiam ter aprendido a viver sem sentir a necessidade de ter algueÌm. naÌo tiveram a oportunidade de se apaixonar pela proÌpria companhia, e saber como eÌ extraordinaÌrio se sentir completo mesmo estando sozinho. fizeram a burrice de tirar o que tinham de mais valioso; a vida. e nunca mais viram uma tarde de domingo ensolarada no campo, nem sentiram a brisa leve de um vento no rosto, junto ao agradaÌvel canto doce dos paÌssaros. se privaram de sensaçoÌes utoÌpicas porque um se matou pelo outro e no fim ningueÌm ficou com ningueÌm. foi como trocar seis por meia duÌzia. eles escolheram morrer soÌ porque naÌo podiam viver uma relaçaÌo proibida. por isso romeu e julieta naÌo eÌ uma histoÌria de amor. Ă© de sacrifiÌcio. e a morte de ambos comprova isso.
pedro pinheiro.
âQue o verbo viver se conjuga no seu sorriso. E que o amar, se versa no contorno de suas rugas. E esses olhos de girassĂłis sĂŁo tudo o que eu tenho, que as lĂĄgrimas que jĂĄ caĂram daĂ faz o Jequitinhonha tĂŁo imenso a margear minha saudade. Saudade que foi embora porque vocĂȘ chegou, e essa risada ora rouca, ora muda, cantarola pelos cantos dessa casa deixando o seu eco de saudade, da sua saudade. Do sertĂŁo, do mato e da terra seca, de um senhorzinho sisudo e pensador que nĂŁo sabe falar de amor, mas que vocĂȘ ama, caboclo da roça, que carrega atrĂĄs da orelha o mundo e um cigarro de palha. E que amar sĂł faz sentido pra mim quando eu digo âeu te amoâ e vocĂȘ diz âobrigadaâ. Porque se a vida te negou o amor por tantos anos, agora vocĂȘ recebe com gratidĂŁo e um sorriso acanhado de quem nĂŁo tem intimidade com o carinho. Mas eu te amo, porque essas mĂŁos inquietas, grossas e indelicadas construĂram meu mundo. Porque de tanto cortar lenha e ir de frente pro sol, em 18 anos a lembrança mais linda que eu tenho da vida Ă© a profundeza de suas rugas. E te amar nĂŁo Ă© pouco, porque Ă© tĂŁo imenso quanto o mar quando encontra o cĂ©u. Por isso meu Ă mar Ă© (s)cĂ©u e vocĂȘ Ă© o meu maior infinito.â
â Ă vĂł, H.Conrado
eu tava hĂĄ tanto tempo sem sentir alguĂ©m tĂŁo dentro que eu tive medo do meu corpo nĂŁo saber como chegar lĂĄ e entrar em desespero imagina a cena: a gente no motel sem saber o que fazer eu tendo um ataque de pĂąnico e vocĂȘ enlouquecido olhando e dizendo pausadamente: nĂŁo, vocĂȘ nĂŁo vai morrer nĂŁo pelo motivo de agora nĂŁo com meu pau dentro de vocĂȘ eu imaginava e ria, sabe? Ă© bem a minha cara entrar em colapso de quatro numa cama Ă© bem a minha cara mas aĂ vocĂȘ me tocou com a calma que eu nĂŁo tive e me beijou com a força que sempre me faltara aĂ vocĂȘ me sussurrou coisas que eu nĂŁo quero contar pra ninguĂ©m e eu te recebi como se nĂŁo fosse nenhuma novidade te ter aqui, como se nenhuma catĂĄstrofe fosse acontecer no mundo. nĂŁo hoje nunca mais. e quando a gente se olhou e eu fiquei confusa sobre o que te dizer, vocĂȘ fechou meus olhos com um beijo e aĂ eu soube que estava mesmo fodida nĂŁo, nĂŁo por vocĂȘ por mim e eu suspirei: de novo nĂŁo
vocĂȘ riu. âtĂŁo ruim assim?â te beijei e foi como se tudo fosse bom pela primeira vez
AD/DV.
Depois de vocĂȘ olhos azuis se tornaram cinzas; os verdes sĂŁo olhos qualquer.
Se ofenda quem quiser, pois hoje encontro poesia em olhos castanhos, que em outros tempos, bem estranhos, eu mal percebia.
Teu cheiro em toda esquina estĂĄ, perfume que nĂŁo importa quantos banhos me tomam por dia empreguina na pele, e me embreaga a alma.
Depois de vocĂȘ troquei sĂ©ries por livros de poesia.
Depois de vocĂȘ, desejei saber desenhar, sĂł para rabiscar o seu rosto por aĂ.
Depois de vocĂȘ eu ouço Anavitoria
e entendo as histĂłrias de amor.
Antes de vocĂȘ eu era minha, agora sou tua.
Hoje, olhos e sorrisos sĂŁo belas frasesâŠ
Mas vocĂȘ Ă© um livro inteiro do Neruda.
(@demimenezes).
âestou esperando minha mĂŁe dormir pra fumar meu baseado. ela sabe, mas fingimos que nĂŁo. tenho me sentido borboleta com as asas cortadas desde que voltei a morar com ela. nĂŁo tenho o que reclamar, Ă© isso ou rua, mas dĂłi sabe? dĂłi depender quando vocĂȘ jĂĄ experimentou o fruto maduro da independĂȘncia, cravou os dentes lambuzando mĂŁos e punhos. agora sinto ser apenas um pĂĄssaro fadado a cantar qualquer canção que me coloquem no prato, a piar entre as paredes que foram construĂdas ao meu redor. eu nĂŁo quero ser uma ingrata, mas famĂlia gasta a gente; suga na mesma proporção em que acrescenta e fico sem saber se ganho mais que perco, se sobro mais que falto, se doo mais que peço. e eu realmente nĂŁo quero ser ingrata, mas liberdade chama, entende? ainda mais Ă mim, com essa alma de pĂĄssaro selvagem que nĂŁo lida bem com gaiolas. mas elas sempre surgem. seja ao me privar da naturalidade de ter nos dedos um cigarro de maconha, ou em nĂŁo me expressar como me convĂ©m - afinal, ela sempre implica com a maneira que falo e atĂ© com o som da minha voz. a sensação que tenho Ă© que, para estar debaixo de suas asas, devo permitir que ela arranque o maior nĂșmero possĂvel de penas que constituem as minhas. e cada uma delas Ă© parte de minha identidade e do meu eu que ficam jogadas por aĂ. vou me perdendo para caber em seu mundo, caber em seus braços e nĂŁo viver Ă mercĂȘ da sarjeta. nĂŁo que lĂĄ na esquina minhas penas sejam melhores aceitas, nĂŁo mesmo; cada canto que vou tem alguĂ©m de alicate pronto Ă me mutilar, me desfazer. e vou existindo assim, me enfiando onde nĂŁo caibo atĂ© poder viver por mim.â
â cĂ©u e brito
porque o universo tĂĄ o tempo todo tentando destruir a ordem e porque nĂłs somos uma de suas consequĂȘncias pra disseminar o caos porque o amor Ă© ritual e mesmo assim nĂŁo pode nunca ser o mesmo porque eu plantei uma semente no peito porque tudo isso aconteceu agora enquanto sĂłis tentam se livrar da gravidade eu te digo:
nĂŁo hĂĄ violĂȘncia maior do que a que me fiz durante todos esses anos ao tentar ser uma coisa que agrada o homem e por eu saber disso agora, nada foi mais fĂĄcil sĂŁo tantos detalhes cĂŽmodos: quantas vezes eu preciso me perguntar âeu gosto disso?â pela primeira vez na vida sobre algo que eu jĂĄ faço hĂĄ dĂ©cadas desafiar-me Ă© como trabalho a favor do universo e contra a ordem
por isso dĂłi tanto a paz Ă s vezes, ela nĂŁo Ă© milimetricamente construĂda ela Ă© cruel e selvagem como tudo que eles nos ensinaram a matar