"Talvez seja por que sorrir não está no dicionário da sua família" Começa, inclinando-se levemente enquanto comprime os lábios em linha para não rir ao recordar-se da sua avó reclamando que era difícil arrancar um sorriso, mesmo que fosse fingindo ou de negócios, de um Lestrange "O que, particularmente, acho engraçado e até problemático" Brinca levemente, em um tom mais provocativo que humorístico e em seguida, cerra os olhos ao notar o pequeno e misero sorriso no rosto dele "Está vendo? Esse sorrisinho ai poderia se transformar sorriso, mas seria estranho um Lestrange sorrir para uma Mckinnon" Pisca rapidamente, para então seguir o olhar dele pelo ambiente "Obrigada pela preocupação. Mas não estou doente, só estou…" Suspira, abaixando a cabeça antes de voltar a encara-lo "Decidindo adotar outra postura por hoje. Não acha que silenciosa combina comigo? Eu acho que fico bem sem falar tanto"
Rodolphus soltou um ruído baixo que poderia muito bem ser uma risada, embora discreta demais para merecer esse nome. Balançou a cabeça diante do comentário sobre sua família. “Acredito que sorrir exista, sim, no nosso dicionário. Só fica escondido em alguma página lá do meio que ninguém se dá ao trabalho de ler.” Á bem da verdade, não se lembrava de um dia ter visto os pais sorrir, mas Marlene não precisava saber disso. “E, pra sua informação, um Lestrange sorrindo para uma McKinnon seria considerado um escândalo. Ainda bem que consegui parar no meio do caminho.” Acompanhou o suspiro dela com mais atenção do que deixou transparecer. A resposta de Marlene não o convenceu completamente, mas também não esperava que ela fosse sincera com ele. “Silêncio combina com bibliotecas. Com você, parece mais um sinal de que alguma coisa está errada. Se essa nova postura for só por hoje, fico aliviado. O castelo já tem gente séria demais. Não vejo necessidade de aumentar a coleção.”
Hermione olhou para o braço da mais velha e depois para o rosto da mesma. Porque negaria? Talvez Cho poderia ser alguém que lhe aconcelha-se o que fazer para fugir daquele rodopio que é a sua vida. A morena levantou-se e aceitou o braço da Corvina, começando a caminhar ao seu lado para os corredores da escola "Obrigada pela ajuda Cho." Agradeceu, ela precisava de realmente alguém que lhe retira-se dali. Porém, outras palavras começaram a sair da sua boca influenciadas pelo alcool "Cho... Eu não me recordo de lhe ter dito. " Hermione parou por momentos e olhou para a garota "Mas peço imensas desculpas pelo que se passou com Cedrico." Em parte se sentia culpada, eles poderiam ter avisado o mais velho e provavelmente estaria vivo, mas claro que tudo é culpa de Voldemort no final da noite "E me desculpe por lhe fazer sair da festa." Começou a caminhar novamente, sem direção, sentindo que aquela noite ela apenas tinha que se desculpar por todos os seus erros... começando com Cho.
Cho desacelerou o passo assim que ouviu Hermione parar de andar. Seu olhar pousou sobre a garota por alguns segundos, e a menção ao nome de Cedrico fez seu peito apertar de um jeito já conhecido. Ainda doía. Talvez sempre fosse doer. Ela respirou fundo antes de responder, com um pequeno sorriso triste. “Não se preocupe com isso, Hermione... E nem se desculpe. Era uma situação fora do nosso controle. Foi algo difícil pra todo mundo.” Sua voz saiu serena, sem qualquer traço de ressentimentos, mas firme. Já tinha passado muito tempo pensando naquele assunto. Por um instante, seus olhos se perderam no corredor à frente. “E eu estou saindo da festa porque quero. Foi escolha minha quando percebi que você não estava muito confortável lá dentro. Também não precisa pedir desculpas por isso.” Apertou de leve sua mão em um gesto reconfortante. “Não sei o que está te incomodando, mas tenho certeza de que você não fez nada de errado. Só peço que você fique tranquila.”
"Quem disse qualquer coisa sobre elogiar a Sonserina? Poderia simplesmente estar tecendo elogios a mim nesse meio tempo." cruzando os braços em frente ao torso, Emma ergueu o olhar com uma ponta de sarcasmo. "Não excelente...?" com os lábios curvados em falsa admiração, Emma não pôde evitar que um sorriso convencido adornasse suas feições, "Vamos com calma, senhorita, nós duas sabemos que minha performance nunca desaponta. Mas se precisa de um pouco mais de apego, estarei feliz em colaborar..." e tensionou o próprio pescoço, dedicando-se ao plano de batalha para agradar Fraser. "Vejamos. Para minha próxima vitória, prefere que eu voe encantadoramente até sua arquibancada como um cavaleiro ou que eu beije meus músculos pra você como um metido a besta?"
"Elogiar sua performance mais que impecável significa elogiar a performance da Sonserina por tabela. Mas reconheço que você está tornando meu trabalho de hater bem difícil." Revirou seus olhos de forma teatral, dedicando a sua atenção a brincar com as pontinhas de seu cabelo como se nem se importasse com o que falava. Quando Emma apresentou as opções para a próxima vitória, Rosmerta apoiou o queixo na mão, fingindo ponderar com toda a seriedade do mundo. "Ah, não, beijar os músculos não! Você é muito melhor do que aqueles idiotas convencidos." A pausa seguinte foi milimetricamente calculada: "Mas eu aceito uma demonstração privada depois." O canto dos lábios se ergueu em um sorriso travesso. "Voar encantadoramente até onde eu estou me parece ótimo. Se você me mandar um beijo lá do ar fica melhor ainda! Está anotando?"
Confiante no que os próprios olhos haviam presenciado, Seaphyre assentiu com veemência. ── Isso mesmo que você ouviu! ── O entusiasmo demonstrado antes agora dava espaço para a lamentação, pois não podia evitar colocar-se no lugar da pobre garota traída e se compadecer do sofrimento que enfrentava. Ainda assim, os comentários de Fraser conseguiram arrancar dela uma risada curta pela maneira como se expressava, tropeçando nas próprias palavras. ── Sabe, eu sempre acreditei que o que importa é a beleza interior, o caráter e o carisma da pessoa. Mas, ando revendo os meus conceitos com o comportamento que venho observando nos rapazes daqui. ── Nada a convenceria a cometer o desrespeito de julgar uma pessoa pela aparência, tampouco deixava de censurar os garotos de beleza duvidosa que ainda demonstravam a audácia de trair uma bela e adorável companheira. ── Talvez o segredo seja permanecer sozinha mesmo. Se divertir sem desenvolver sentimentos por ninguém. ── Com um suspiro pesaroso, se voltou para a grifana. ── Se preserve, Rosminha. ── Gentilmente a aconselhou, emendando seu relato da traição. ── Foi flagra! Quando eu vi, a Adora já tava gritando com ele enquanto a loira se encolhia no canto do corredor. ── Resumiu, sem entrar em detalhes. ── Foi uma cena lamentável de se ver, de verdade. Cortou o meu coração. Mas acho que todo mundo merece saber que aquele trasgo do Peter é infiel. Só lamento pela Adora. ── A parte ruim daquela história se difundir pelo castelo, era o risco que a garota corria de ter sua reputação manchada. Nunca eram os homens — os culpados pela traição — que sofriam com as consequências de seus atos.
"Minha mãe sempre fala pra ter um pé atrás com homens bonitos. Eles podem ser convencidos demais. Mas no caso de homens feios, não sei bem qual seria o motivo pra tanta audácia. Talvez o problema seja só ser homem." Por mais que parecesse estar só brincando, pausou por um momento para refletir, seus olhos vasculhando o grande salão em busca dos colegas presentes como se cada um tivesse seus segredos estampados na testa. "Não precisa dizer duas vezes! Se preserve também, Seaph. Não acho que a gente tem que esperar pelo príncipe encantado em cima do cavalo branco, mas tem que tomar cuidado." Adorava uma boa fofoca; o seu humor, porém, se desfez um pouco quando Seaphyre voltou a falar de Adora. Tantos homens de comportamento terrível naquele castelo, mas não conseguia se lembrar de algum sendo perseguido por isso! "Coitadinha. Esse é um dos problemas de todo mundo se conhecer e por tanto tempo: ninguém vai deixar ela esquecer isso e ela também não vai poder fingir. Pelo menos agora a Adora tá livre pra realmente ficar com alguém legal, né? O livramento foi dela."
"Faça!" ela motivou assim que ouviu Cho falando sobre a detenção, e por mais que tentasse esconder, a curva do sorriso tentando se formar em seus lábios entregava sua diversão com a possibilidade. "Pense comigo, Cho, se der uma detenção a eles agora, nós duas podemos roubar o posto deles na mesa de música." disse ao se inclinar sutilmente em direção da corvina, pra que só ela pudesse ouvir a sugestão, e agora sequer fazia questão de esconder o sorriso. O riso também veio antes que ela pudesse impedir, porque aquela era uma observação muito específica da cena na frente delas, o casal parecia mais se desentender na pista que qualquer outra coisa, e a coitada da menina já tinha as sobrancelhas unidas em pura frustração. "Eu aposto que você escolheria uma música melhor que essa," comentou, voltando a olhar para a amiga daquela vez, a cabeça inclinando brevemente para o lado assim que a ideia surgiu em sua mente. "aliás, qual você escolheria?" perguntou, enquanto a mente já maquinava uma resposta quando Cho voltasse a pergunta para ela. "O meu pombinho?" repetiu rindo, "provavelmente por aí com Ron. Ele precisa dividir a atenção com dois ruivos agora, coitado."
Cho levou a mão à boca numa tentativa completamente inútil de esconder a risada, mais uma vez lançando um olhar para os colegas na mesa de música, fingindo ponderar seriamente a proposta. "Ginny!" A repreensão saiu em um sussurro indignado, embora o sorriso divertido em seus lábios deixasse claro que não existia nenhuma intenção de censura ali. "Você não pode simplesmente me envolver em um golpe de Estado dos monitores desse jeito. Quer dizer… até pode. Mas pelo menos espera cinco minutos pra eu fingir que fui coagida a aceitar!” A risada escapou antes que conseguisse manter a pose séria por mais tempo. "Dependendo da próxima música, eu vou ter que colocar essa ideia em prática. Mas eu acho que colocaria alguma animada d'As Esquisitonas. Não tem erro! Quase todo mundo conhece e gosta. E se pedissem uma música trouxa..." Parou por um momento, genuinamente pensando no assunto. Já não era mais tão seguro falar sobre assuntos trouxas com qualquer um, mas era fato conhecido que com Ginny as coisas eram diferentes. "Eu pediria Mamma Mia, do ABBA, já ouviu falar? A música é antiguinha, mas é super divertida. Qual você escolheria?" A menção a Ron fez com que sorrise, arqueando uma sobrancelha. "Dois ruivos? Eu diria pobre Harry, mas pensando bem, acho que ele não gostaria que fosse diferente. Isso é muito legal, na verdade."
" logo o campeonato estará de volta e vocês terão mais oportunidades. " assentiu para ela, não era fã mais assídua do mundo, mas acompanhava os jogos pelos amigos e entendia o mínimo para não acabar entediada. " você é sempre brilhante em campo Cho. " e Astoria também sabia reconhecer talentos quando os encontrava, e Cho era definitivamente alguém que se destacava, " acho que não, ou talvez a parte interessante da festa que não tenha interesse em me encontrar. " brincou dando uma leve risada, se aproximando da outra para conseguisse escutar melhor e prestar atenção no que ela estava prestes a lhe contar. " movimento do relacionamento aberto? " ergueu uma sobrancelha, aquilo parecia um ótimo caminho para se encontrar problemas. " sinto que teremos muita coisa acontecendo amanha, espero que as pessoas não se arrependam, se bem que isso explica o porque ouvi tantas pessoas dizendo só se vive uma vez e seguindo em frente com uma expressão determinada. " disse ponderando por um momento sobre as pessoas com quem tinha se encontrado até então. " a combinação de vinho contrabandeado e euforia pós jogos é algo muito perigoso." assentiu com certo divertimento, as pessoas vinham precisando se divertir depois das recentes descobertas com a barreira, Astoria só esperava que não acabassem passando dos limites. " eu? sim, acho que depois do baile de inverno, o homecoming sempre foi meu evento favorito. e você, como tem estado até então? "
Cho sorriu, um pouco sem jeito, diante do elogio. Tinha uma pequena parte do cérebro dela que insistia em rever cada erro da partida, mas ouvir aquilo de alguém que não tinha obrigação alguma de confortá-la ajudava mais do que imaginava. "Obrigada, Astoria. De verdade. Acho que eu sou minha crítica mais severa, então é bom ouvir alguém dizer o contrário." Respirou fundo, sentindo a tensão nos ombros diminuir um pouco. Uma postura mais brincalhona surgiu em seguida: "Se a próxima partida não for contra a Sonserina e eu pegar o pomo, vou dedicar a vitória a você!" Pensou um pouco melhor e ergueu uma sobrancelha, divertida. "Mas se for contra a Sonserina, vou ter que fingir que nunca te prometi isso. Tenho uma reputação a manter e agora é algo meio pessoal." A menção ao "movimento do relacionamento aberto" fez com que soltasse uma risada, rapidamente se animando novamente sobre as fofocas que tinha ouvido. "Eu juro que ouvi exatamente essa expressão! Não faço ideia de quem começou esse boato, mas parece que metade do castelo resolveu encarar a festa como uma oportunidade pra... curtir novas experiências! Depois de tudo o que aconteceu nas últimas semanas, acho que todo mundo quer tentar esquecer um pouco sobre a barreira e as obrigações. Nem que seja por uma noite." Quando Astoria perguntou como ela estava, Cho hesitou por um instante. Poderia responder com o costumeiro estou bem, mas devia uma resposta sincera à amiga. "Estou... melhor do que estive há algum tempo. Nem todo dia é fácil. Mas hoje eu decidi que não queria passar a noite pensando nos problemas. Mas vou indo."
"E não é que falou certo" comentou com um sorriso com o bico dela, apertando suas bochechas amistosamente. Cho era talvez uma de suas amigas mais gentis e achava bonito sua forma de enxergar o mundo, mesmo com o que havia passado. Era um sentimento de admiração que não poupava esforços para mostrar, sua função no mundo era exaltar mulheres e ainda mais aquelas que gostava. "Dependendo de como essa bebida vai bater, quem sabe não invadimos a cozinha. Os elfos com certeza vão gostar da nossa companhia numa noite agitada como essa" a última parte foi dita baixinho, refletindo sobre a sobrecarga que seus amigos poderiam estar passando em um baile com tanta abundância de comida. Mordiscou o lábio inferior com o pensamento preocupado, tomando notas mentais de depois passar para ve-los. Esperou que Cho preenchesse os copos e quando o pegou ergueu o suficiente para um brinde. "Um brinde a nós, porque merecemos!" repetiu as palavras dela, aproximando os copos para o tilintar caracteristico. "Então no três viramos de uma vez?" sugeriu antes de iniciar a contagem, no número dois cruzando o braço com o dela para trocarem os copos como em um casamento. "GO!" a incentivou com entusiasmo antes de levar a bebida a boca sorvendo o sabor marcante da fermentação de trigo. Fechou os olhos em uma careta, não exatamente por ser ruim, mas por ser uma bebida mais forte do que estava acostumada. "Acho que vamos ter que parar no dois mesmo, caso contrário você vai me levar arrastada pro dormitório"
"Já estou pronta pra aprender português?" Cho sorriu quando sentiu as bochechas serem apertadas, revirando os olhos em fingido protesto. A ideia de invadir a cozinha arrancou dela uma risada genuína, mas era favorável ao pensamento. Ao ouvir a menção aos elfos domésticos, porém, seu sorriso suavizou. "Eles com certeza estão trabalhando mais do que qualquer um aqui. Acho que uma visita nossa seria mais agradável do que mais um pedido de bandeja cheia." Ergueu o copo para acompanhar o brinde de Juma, seu olhar agora sem os toques de tristeza ou preocupação que vinha carregando tão costumeiramente. parecendo um pouco mais leve do que estivera durante toda a noite. O tilintar ecoou entre as duas com o bater dos copos, e quando Juma cruzou seu braço com o dela, Cho arregalou os olhos por um instante antes de cair na risada. "Três..." Acompanhou a brincadeira sem hesitar: "Dois... um..." No go, virou um bom gole da bebida, sentindo o gosto intenso descer pela garganta. Assim que terminou, fez uma careta quase idêntica à da amiga, apertando os olhos por um instante até conseguir aceitar melhor o gosto. "Tem razão. Se chegarmos ao terceiro copo, vamos terminar a noite chamando a McGonagall pra dançar."
"Horrível?" Crispou o meio da testa ao unir as sobrancelhas por pura dúvida de com o quê ela se referia. É claro que por não concordar, não entendia bem, afinal todos deram seu melhor mesmo depois de muito tempo sem jogarem. "Se você considera que foi horrível jogando, imagine se colocassem uma vassoura nas minhas mãos e me botassem pra jogar. Isso, sim, seria horrível!" Nunca foi o melhor com palavras para acolher, mas certamente era o melhor em usar da própria desgraça para fazer os outros rirem ou se sentirem minimamente bem. O caso com a Chang ali parecia muito mais enraizado por outro motivo do que pela perda em si. "Com próximo desafio se refere ao baile?" Estreitou os olhos, curioso com o olhar da jovem sobre o evento em si. Muita gente sempre se cobrava além do necessário, aparentemente não se permitindo ter a liberdade que justamente tinham. "Chill, Chang! Não é como se fosse um mata-mata pra ver quem dança melhor no salão também. Além do mais, eu sei um feitiço especial pra encantar os pés e te fazer dançar perfeitamente bem. Tão bem que a Minerva vai te elogiar pelo resto do ano."
"Não fala assim! Pelo menos você teria a desculpa de nunca ter treinado. Nós, não." Ela deu de ombros, tentando minimizar as palavras que tinha acabado de proferir, agora um sorriso discreto surgindo em rosto. Quando Joshua mencionou o baile, Cho confirmou com um aceno rápido de cabeça. "É, o baile. Não estou preocupada exatamente com a dança... é mais..." teve que se interromper por um momento, procurando as palavras. Vinha se sentindo tão chorona ultimamente e não queria jogar aquelas emoções em cima do garoto. "Ás vezes parece tão difícil se divertir, sabe? Tipo... ok. Diversão." Forçou uma expressão desinteressada para ilustrar o que falava, mais uma vez dando de ombros para completar a mímica. Não conseguiu evitar dar uma breve risada de si mesma, seu olhar desviando brevemente para o chão antes de voltar para Joshua. A ameaça do feitiço arrancou dela uma risada mais genuína. "Um feitiço para dançar perfeitamente? Isso existe mesmo ou você acabou de inventar?" Cho cruzou os braços, um brilho divertido finalmente aparecendo em seu olhar. "Isso também significa que você acha que não sou capaz de dançar bem sozinha?"
"i love it when you say that," edmund deixou a cabeça cair para trás em uma risada. "don't be such an american! meu sotaque de boston também é sacaneado por lá, sabia? estamos todos no mesmo barco, gracinha." apesar das piadas, edmund adorava as estranhezas que encontrava durante sua jornada no velho mundo. todos as sociedades bruxas tinham suas peculiaridades quando comparadas às trouxas, ele tinha que admitir, mas ele se apegou à britânica como sua nova casa. certas vezes, durante as férias em massachusetts, ele sentia-se um pouco deslocado—um estrangeiro em seu próprio lar. "engraçado você dizer isso, na verdade, enquanto despreza a américa com afinco," ele implicou de novo, divertindo-se imensamente. edmund tragou o seu cigarro e arqueou as sobrancelhas na direção de rosmerta, prevendo estar cavando a sua própria cova. "tudo bem, tudo bem, vamos concordar em discordar. que tal? if you hate soccer that much, what do you think of quidditch?" edmund inclinou o rosto, como quem fazia uma provocação. "c'mon, it's a silly name when you think about it."
Rosmerta soltou uma risada pelo nariz ao ouvi-lo insistir na provocação. Balançou a cabeça em negativa, cruzando os braços enquanto o sorriso permanecia estampado em seu rosto. "Desprezar é uma palavra muito forte! Eu adoro várias coisas americanas. Filmes, bandas... Mas tenho que exaltar o meu lado, não é o certo? Meu problema é com americanos irritantes, como algumas pessoas que conheço..." Fez uma pausa calculada, olhando Edmund de cima a baixo com um falso ar afetado, de quem lhe analisava. A menção ao quadribol, entretanto, lhe tirou do eixo. "No, no, no, come on! Quidditch has personality! We invented the language, you gotta find something better to say." Aproximou-se dele um passo, estreitando os olhos em provocação. "Além disso, vocês tiveram a audácia de pegar um esporte chamado football e inventar outro chamado football que quase não usa os pés. Honestamente, eu não aceito críticas linguísticas de americanos."
(teen!rosmerta): Rosmerta nasceu em Hogsmeade numa noite de nevasca tão intensa que o vilarejo ficou isolado por dois dias. Seu pai era o dono do pub Três Vassouras, um homem carismático, conhecido por lembrar o pedido de cada cliente antes mesmo que ele abrisse a boca. Já sua mãe era uma trouxa; o romance entre os dois foi rápido, intenso e difícil. A mãe de Rosmerta nunca se adaptou completamente ao mundo bruxo, e nem mesmo a garota de oito anos se surpreendeu quando os pais se separam. Desde então, Rosmerta passou a viver entre dois mundos: durante o ano letivo, ela estudava em Hogwarts, e nas férias de verão, era enviada para o mundo trouxa, onde sua mãe morava num pequeno apartamento cheio de discos de vinil, cigarros pela metade no cinzeiro e música tocando até tarde.
Apesar de adorar o mundo mágico, Rosmerta nunca se sentiu totalmente parte dele. Em Hogwarts, era uma mestiça em meio a famílias antigas que carregavam seus sobrenomes como títulos de nobreza; no mundo trouxa, era a garota estranha que desaparecia todo setembro. O fato de quase ter reprovado algumas vezes não lhe ajudou muito: a questão nunca foi burrice, mas falta de interesse, especialmente em matérias que exigiam estudo constante. Só passava porque, de vez em quando, resolvia se importar e mostrava lampejos de talento ou se afundava nos livros sem descanso. Agora no último ano, tenta se consolar pensando que falta pouco para sua tão sonhada liberdade. Enquanto o pai espera que um dia ela assuma o Três Vassouras, Rosmerta ainda não sabe se quer construir uma vida em Hogsmeade ou fugir para algo maior. Tudo o que sabe é que não quer ser definida pelas expectativas de ninguém.
(adult!rosmerta): Com a guerra e a própria convivência com o pai, Rosmerta acabou descobrindo que amadurecer não significava escolher um único mundo, mas finalmente parar de enxergar sua existência como uma divisão entre dois lados irreconciliáveis. A inquietude da juventude foi dando lugar a uma compreensão mais serena de si mesma. Na vida adulta, Rosmerta finalmente fez as pazes com a ideia de raízes, desde que fossem escolhidas por ela. Talvez nunca tenha deixado de sonhar com outras realidades, mas os frequentadores mais assíduos do Três Vassouras sabem que é garantia de que pelo menos uma vez por ano ela vai deixar o pub na mão dos funcionários e sair viajando. O pub acabou se tornando um reflexo dela: acolhedor sem muita artificialidade.
Mas é claro, os amigos mais próximos e os frequentadores mais assíduos sabem que a vida de Rosmerta não estava completa até surgir a peça central: Aurora. Rosmerta precisou tomar uma decisão que mudaria irrevogavelmente a vida de ambas, mas que era a única que lhe parecia correta: adotar a menina, órfã de mãe e sem qualquer outro familiar conhecido na Grã-Bretanha, e cuidar dela. O fato da garota ter seu próprio nome como nome do meio foi um lampejo da rebeldia da Rosmerta adolescente, como se quisesse marcar, desde o início, que aquela criança agora pertencia à sua história tanto quanto ela pertenceria à dela. Criar Aurora transformou Rosmerta de maneiras sutis, mas profundas. A mulher que passou anos resistindo à ideia de pertencer descobriu, na maternidade, uma nova relação. Aurora não apenas se tornou sua filha, mas também a peça que faltava para que Rosmerta finalmente entendesse que construir um lar por escolha nunca significou abrir mão da própria liberdade.
"O jogo não foi roubado, Romy. Precisamos todos saber perder, não é?" Emma havia firmado um compromisso consigo mesma de não levar amistosos tão a sério, mas sabia que caso o resultado houvesse sido diferente, estaria coberta da própria frustração. Felizmente, tudo com o que precisava lidar no momento era o delicioso sabor de uma merecida vitória. Ganhar é ganhar, afinal de contas. "O fracasso alheio também é um pouco nosso mérito," um dar de ombros foi seu ponto final, enfim podendo dar voz à leve soberba que acompanha o próprio sucesso. "Amistosos não têm premiação. Consegue pensar em algo que deixaria minha noite com mais cara de uma vitória?"
"Eu sou filosoficamente contra falar qualquer palavra a favor da Sonserina em público, então continuarei com a narrativa de fraude, mas..." Rosmerta fez uma pausa calculada, estreitando os olhos como se proferir a frase seguinte lhe causasse genuíno desconforto. Não era como se tivesse passado o jogo inteiro gritando o nome de Emma, de qualquer forma! Quem poderia provar isso? Soltou um suspiro dramático, levando a mão ao peito. "Em nome do espírito esportivo, provavelmente devo admitir que vocês jogaram bem. Não excelente. Mas deu pro gasto." Abriu o sorriso mais largo que conseguia para a Vanity, inclinando a cabeça para analisar a garota por um instante antes de deixar escapar uma risada curta. "Você quer que eu massageie seu ego ainda mais em uma noite só? Não seja tão ambiciosa! Vai precisar de mais que isso."
Mal conseguia mensurar o esforço exigido dos atletas durante os últimos amistosos, não apenas fisicamente depois de algumas semanas sem acesso ao campo de quadribol, como mentalmente após o desgaste emocional causado por todo o mistério envolvendo os castelos e a barreira. Os admirava, mas reconhecia que o esporte também funcionava como válvula de escape para muitos deles. ── Uma boa noite de sono vai ajudar a assentar toda essa adrenalina e restaurar a energia para um novo dia. ── Sugeriu com otimismo e um sorriso nos lábios, sem soar invasiva demais ao determinar a melhor maneira de Cho lidar com o próprio cansaço. A pausa curta entre sua pergunta e a resposta foi o suficiente para revelar mais do que qualquer palavra que a outra pudesse dizer. Ainda assim, uma risada baixa e pesarosa desprendeu de seus lábios enquanto a escutava. ── É tão absurdo que cobrem foco e dedicação a tarefas como essa, enquanto do lado de fora o caos parece estar dominando o mundo. ── Meneou a cabeça em negativa. Qual era o valor de uma tarefa de runas quando nem sequer sabiam se havia um mundo para retornarem no futuro? Aquele podia ser um cenário um tanto dramático e pessimista, mas que ainda era plausível. Colocando sua atenção na garota, mais uma vez tentou guiá-la a uma caminho menos penoso para os próximos dias. ── Acho que colocar um pouco de perspectiva sobre os problemas, e decidir com qual deles vale à pena nos desgastarmos mais, também ajuda.
"Ah, isso com certeza! Mal posso esperar..." Parte da mente de Cho já estava longe, pensando em seus lençóis na cama quente do dormitório e no alívio que o sono traria, quando as palavras seguintes de Nymeria lhe trouxeram de volta, absorvendo-as com mais atenção do que devia transparecer. Sua expressão suavizou enquanto processava cada frase, e por um instante permaneceu em silêncio, pensando em como responder sem parecer boba. "Eu acho que nunca tinha pensado exatamente dessa forma," admitiu em voz baixa, mas de forma honesta. Era quase um sacrilégio para um estudante da Corvinal admitir que não tinha visualizado certa perspectiva, e mesmo que Cho soubesse que era impossível saber de tudo, admitir isso para alguém sempre carregava um leve constrangimento. "Você está certa, no entanto. Nem todo problema merece ocupar o mesmo espaço dentro da nossa cabeça… mesmo que, no momento, todos pareçam igualmente sufocantes." Deixou escapar uma risada baixa. "Mas, sobre essa parte de foco e dedicação, acho que fazem isso de propósito justamente para nos manterem ocupados. Não temos como pensar no que está acontecendo lá fora se ainda precisamos cumprir as obrigações para nos formarmos. Mesmo que um dever de runas seja só um dever de runas."
"O que está querendo dizer, que eu sou o problema agora?" Perguntou em um tom ofendido que era puramente fingimento. "Caramba, sempre vem de quem a gente menos espera..." Continuou sua brincadeira ao colocar a mão no peito, com uma expressão de lamento. A cena durou pouco, logo desfeita pelo riso que Potter não podia conter. Era daquela leveza que sentia falta, gostava de conversar com Cho. Ela sempre seria a garota linda, carismática e inteligente por quem tinha se apaixonado. Seus sentimentos mudarem não significava que não pudesse admirá-la. "Com certeza nunca foram perseguidos por balaço errante enquanto tentavam capturar um pomo! Como esperam que eu aguente até o fim da noite? Já estou lutando contra o sono." Respondeu com bom humor, apesar de ainda estar com o ego ferido por não ter capturado o pomo. "Tudo ótimo, na verdade." Pelo o que parecia a primeira vez em muito tempo. "Quer ir pegar uma bebida ou, sei lá, dançar? Como amigos." Harry tinha sido um péssimo namorado e estava ciente. Talvez pudesse ser um amigo melhor.
“Eu nunca diria isso! Mas talvez eu sugeriria…” Cho ergueu uma sobrancelha, sustentando a expressão inocente por apenas um segundo antes que um sorriso traísse a própria brincadeira. O comentário sobre os balaços arrancou dela um riso mais espontâneo: a própria Cho tinha sido atingida por um enquanto procurava o bendito pomo. Ossos do ofício no ar. “Vamos tomar um bebida primeiro. Se eu aceitar dançar antes, você pode muito bem usar a desculpa do cansaço do quadribol pra pisar no meu pé a noite inteira, e eu já sofri demais por hoje!” Ela balançou a cabeça, divertida, e começou a caminhar em direção à mesa de bebidas. “Mas me diga, como está se sentindo por não pegar o pomo? Sei que vocês dois vivem um relacionamento bem sério. Achei que ia precisar organizar um velório quando o jogo terminasse.”
Pega desprevenida pelo argumento da garota, Seaphyre entreabriu os lábios em choque. ── Ai, que horror! ── Exclamou, mais em relação à virgindade de seus colegas do que o possível apocalipse que viviam. Mas Rosmerta estava coerente ao imaginar que aquela seria uma prioridade entre os alunos diante de uma destruição iminente. Eram jovens e os hormônios de todos estavam à flor da pele. ── Mas você tem um um ponto. ── Reconheceu, por fim. Depois de um gole de água para lubrificar as cordas vocais, se voltou para a garota com o olhar carregado de malícia. ── Bem, você sabia que o Peter Barow havia terminado o namoro de três anos? ── Arqueou as sobrancelhas ao indagar, mas sem realmente esperar por uma resposta. ── Pois, bem... Nem a namorada dele estava sabendo, mas isso não o impediu de beijar outra loira à caminho do banheiro dos monitores. ── Aquela era apenas uma das história que tinha para compartilhar, mas possivelmente a melhor delas.
“Ele fez o quê?!” A expressão de Rosmerta imediatamente assumiu um tom teatral: seus olhos arregalados e a boca escancarada em reação de surpresa ao que tinha acabado de escutar. Se lhe perguntassem, diria que sempre tivera a desconfiança de que Peter Barrow era um idiota, mesmo que não lembrasse da existência dele até um minuto atrás. “Ai, eu sempre disse que a Adora Coonan era areia demais pro caminhãozinho dele! Tá vendo o que acontece quando a gente faz caridade com um feio?” Balançou a cabeça em reprovação, com a convicção de quem acompanhava aquele relacionamento desde o primeiro encontro. “Não, espera, isso foi meio ofensivo com os feios. Tem muito feio de bom caráter no mundo. Como ela descobriu? Foi no flagra? Acho que isso dá direito a ela de, sei lá, queimar todas as roupas dele!”
Era ainda difícil para Neville falar com a Cho, mas quando ela se aproximou, tudo o que ele fez foi obedecer imediatamente ao gesto, inclinando a cabeça como se estivesse realmente analisando a situação. As batidas mudaram de ritmo de forma quase agressiva e ele fez uma pequena careta antes de voltar a olhar para Cho. " Tudo bem, você tem razão, a música não ajuda. " Concordou, soltando uma risada baixa. Levou o copo até os lábios antes de completar: " É, talvez o problema não seja eu. " Fez uma pausa curta e logo balançou a cabeça. " Não, isso parece improvável demais. " O sorriso aumentou um pouco enquanto observava algumas pessoas tentando acompanhar a música no centro do salão. Ele voltou a olhar para ela com uma expressão curiosa. " Você, pelo menos, parece alguém que sabe do que está falando. Então, existe algum segredo para dançar ou as pessoas simplesmente entram lá e esperam que o corpo resolva sozinho? "
“Bem, algumas pessoas fazem aula de dança.” Ponderou, talvez mais seriamente do que o assunto pedia. Cho acompanhou o olhar de Neville até o centro do salão, onde algumas pessoas tentavam contornar a batida esquisita e dançar mesmo assim. Voltou a encará-lo, um sorriso discreto surgindo no canto dos lábios. “Mas, sinceramente? A maioria só finge que sabe o que está fazendo. Não precisa saber dançar. Basta querer.” Deu um pequeno gole na sua bebida antes de continuar, observando um casal que claramente improvisava passos sem parecer se importar. “Acho que o seu problema pra dançar é que você pensa demais. Você fica aqui…” deu duas batidinhas leve na têmpora dele com os dedos, “ao invés de aqui!” apontou para o meio do peito de Neville, sinalizando o coração.
A vantagem de trinta pontos deixou de existir no instante em que a Corvinal atravessou os aros da Sonserina com a goles em mãos, mas Regulus sequer acompanhou a comemoração das arquibancadas. O jogo continuava acontecendo abaixo dele, rápido, caótico e barulhento, mas naquele instante tudo parecia distante demais para importar. Porque Rodolphus estava certo sobre uma coisa: era exatamente assim que funcionava, o trabalho dele era manter a Sonserina viva na partida até que Regulus terminasse com ela. O brilho dourado surgiu apenas por um instante entre o reflexo do sol e as arquibancadas, pequeno o suficiente para que praticamente ninguém percebesse. Ninguém além dele. O corpo se inclinou automaticamente sobre a vassoura antes mesmo de ter tempo para pensar, o vento batendo contra o rosto enquanto disparava pelo campo, a velocidade transformando jogadores e torcedores em borrões nas extremidades da sua visão. Não ouviu o grito de Rodolphus atrás de si, mas não precisava ouvir, conhecia aquela voz bem o suficiente para saber exatamente o que significava.
O pomo mudou de direção abruptamente próximo às arquibancadas da Lufa-Lufa, obrigando Regulus a puxar a vassoura para cima em um movimento brusco que provavelmente arrancou protestos dos professores responsáveis pela supervisão da partida. Não importava, nada importava. Só o brilho dourado, alguns metros à frente, a distância diminuindo, a sensação familiar de que, por alguns segundos, o mundo inteiro se reduzia à velocidade, ao vento e à perseguição. Foi apenas quando percebeu um jogador da Corvinal mudando de trajetória em sua direção que entendeu o que Rodolphus fazia alguns metros abaixo. A interceptação ocorreu antes mesmo da tentativa do adversário, forçando-o a abandonar completamente a linha de perseguição, com um pequeno sorriso surgindo nos lábios de Regulus. A mão avançou no exato instante em que o pomo tentou mergulhar novamente em direção ao campo e então seus dedos se fecharam ao redor da pequena esfera dourada. O mundo voltou de uma vez só: os gritos das arquibancadas, o apito que encerra a partida, o peso do pomo se debatendo inutilmente contra a palma fechada. Regulus ergueu a mão no ar enquanto diminuía a velocidade da vassoura e procurava automaticamente a figura de Rodolphus lá embaixo antes de qualquer outra coisa. Porque a vitória podia pertencer ao time, mas aquela captura também era dele.
“Que merda!” Não conseguiu evitar gritar ao ver o passe da Corvinal, sabendo que, lá de onde estava, o comentarista certamente encontraria uma forma de transformar aquilo em mais um comentário idiota. Rodolphus já não tinha o hábito de admitir quando errava, mas a situação se tornava ainda pior porque, minutos antes, discutira justamente sobre isso com Regulus. O rugido das arquibancadas cresceu quando a Corvinal diminuiu a diferença no placar, mas ele mal lançou um olhar para os aros atrás de si para confirmar o que já sabia. Àquela altura, a pontuação deixara de ser sua maior preocupação. Procurou Regulus, agora apenas alguns metros acima do restante dos jogadores, atento de um jeito que Rodolphus aprendera a reconhecer com o tempo, uma quietude que sempre antecedia uma explosão. Bastava uma pequena mudança na postura, o corpo inclinando-se quase imperceptivelmente sobre a vassoura.
Girou a vassoura sem hesitar, abandonando qualquer preocupação com os aros. Existiam outros dois artilheiros da Sonserina em campo, e sabia que eles fariam seu trabalho. Agora só existia uma prioridade, e era garantir que ninguém atrapalhasse o Black. Quando viu um dos jogadores adversários mudar a trajetória, afundou a própria vassoura em um mergulho agressivo, calculando o ponto de encontro quase por instinto. Não precisava atingir o adversário em cheio; bastava aparecer onde ele pretendia passar. O choque veio um segundo depois, ombro contra ombro, forte o suficiente para tirar o outro jogador da linha de perseguição. Nem olhou para trás, sabendo que, pelo barulho da torcida, seu trabalho estava feito. Soltou o ar em uma breve risada, finalmente permitindo que a tensão deixasse seus ombros.
Quando procurou Regulus, encontrou-o alguns metros acima, o pomo de ouro preso firmemente na mão erguida. Rodolphus assobiou como elogio e ergueu o punho em um gesto curto de comemoração. “Seu idiota!” Regulus não tinha como escutar, mas adivinharia bem o que ele estava falando. Era o suficiente.