A ponte é até onde vai o meu pensamento
Lenine (via eufemizador)
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A ponte é até onde vai o meu pensamento
Lenine (via eufemizador)
Why?
?
Percorre minha extensão com mãos delicadas e dedilha meus lábios que se compadecem junto aos teus olhos claros, ansiando por mais beijos a alma que desalenta o corpo e deixa mais frio o ar, envaidecendo as cobertas que se mantém mornas. Não as apague. Quero que tudo se consuma novamente. Faça bom proveito. O faço. O quero e sei que o mesmo se transcreve em tua boca seca. Sei que precisa de meu ar entrando nos teus pulmões e fazendo da tua respiração involuntária algo menos forçado. Vou te dar o que quer [e aquilo que necessito]. O meu ar, o meu breve sopro que há de ser teu agora. Faça bom uso desse último suspiro, o dê a alguém que você quer salvar desse triste fim ao qual chamam de adeus
Apoético
Desativado
Me sente e me pare no tempo. Me atormente como quem se perdeu no labirinto à procura do minotauro. Quando achar meu corpo sem vida, dê um sopro de alegria e sussurre uma última benção no meu ouvido esquerdo para quê minha alma desencarnada possa se acoplar no seu ventre oco, comendo suas entranhas por dentro e rasgado tua pele ao ser cuspido para fora nesse mundo banal. Torne meu caos mais limpo, meu corpo mais jovem, minha vida restaurada. Tudo isso só com um sopro de vida. Que ele não seja quente ou frio demais, o faça morno para que ericem-se os pelos de todos os cantos da extensão corpórea que incuba meu espírito de velho rabugento. Não reclamo dessa nova vida, afinal devo à tua existência a minha. Obrigado, bela amada, por acolher minha culpa confortavelmente no teu útero. Agora, se possível, me ponha de volta, não aguento mais as mesmas imposições dessa ditadura de vida. Desfaça meu parto, por favor, não mais me apetece ficar a mercê desses malditos seres a quem carinhosamente chamam de ”humanos”
Apoético
Me deixa ser seu erro, seus tormentos, qualquer desses sentimentos que tiram o seu sono, e vão tomar o lugar dos seus sonhos
Titãs
[...] Ele a vira pela última vez amarrada junto a uma pilastra de mármore. Foi quando sua loucura a havia dominado o bastante para não ser mais possível segurá-la com camisas de forças nem com toneladas de anti depressivos. Havia passado do estágio de coma. Estava pronta. Morta. Se decompondo na fissura de seus próprios pensamentos. E imaginar que há alguns anos amava essa pobre louca de cabelos brancos. Até a água de seus olhos azuis havia secado. A tal insanidade deve ter saciado sua sede nas enormes reservas azuis cercadas por árvores que transpiravam pelas encostras de duas órbitas sedutoras. Agora eram apenas buracos sem fundo. Sem vida. O pouco da beleza que tinha se cristalizou em uns dois ou três segundos felizes. Era o bastante para um sorriso. Matar a fome do sentimento. Era o suficiente para ele saciar sua vontade de ter de volta uma memória menos amarga daquela que havia sido sua amante durante longos dez anos. Parecia que tinha séculos desde que ele a abandonara depois da última crise [mostra as marcas de queimadura no braço] melhor não estragar esse momento com uma lembrança acinzentada. Mas era tarde. O seu relógio de pulso gritava. "Vire-se, vá embora antes que você se intoxique com a insensatez do ar''. Meia volta. De pernas bambas. Vou-me embora [vá] para onde não existem esses tresloucados amarrados em pilares e sangrando pelos olhos. Vou-me embora [vá], vejo você na próxima visita, daqui a quinze anos. Ele se foi, nem acenou, só ensaiou um adeus. Disse ao vento. "Te amo"
Apoético
Mais alguém acordou cedo?