͜͝♡⠀⠀࣪ㅤThe phantom of the opera 🥀
⠀͜⠀͜⠀⠀ׄplot jikook + moodboard ⠀⠀⠀⊹⠀
Há segredos que repousam sob a terra, outros sob pedra, e há ainda aqueles que se aninham entre as colunas douradas e os lustres cintilantes de uma ópera antiga. Que o digam os corredores da Ópera de Paris, onde ainda hoje, segundo dizem os mais sensíveis aos rumores, ouvem-se notas que não pertencem a nenhum ensaio, passos que não pertencem a nenhum corpo visível.
Foi nesse cenário de mármores frios e cortinas de veludo pesado que cresceu Park Jimin, um jovem de feições tão suaves quanto os sons que fazia emergir de sua garganta angelical. Órfão de pai desde a mais tenra idade, Jimin encontrou abrigo e sustento entre os artistas e costureiras do teatro, onde se tornou, com o passar dos anos, uma das vozes mais queridas pelo público parisiense.
Mas o que o público não sabia — o que ninguém sabia — é que, certa noite, enquanto se despia dos figurinos de cena, Jimin ouviu uma voz.
Não era a voz de um homem comum, tampouco a de um espírito piedoso. Era uma voz singular, de um timbre tão fascinante que lhe gelou os ossos e acendeu algo em seu peito, uma chama ao mesmo tempo doce e terrível. A voz vinha do espelho. Não, do outro lado do espelho, e com ela, a aparição de um homem mascarado.
Assim conheceu seu Anjo da Música.
Durante muitas noites, aquele ser cuja existência se confundia entre o rumor e o delírio, vinha a ele. Ensinava-lhe técnicas que superavam os limites da arte conhecida, cativava-lhe os sentidos, enredava-lhe os pensamentos, até que Jimin já não distinguia onde terminava a música e começava o encanto. A devoção do fantasma crescia, tornava-se algo ardente e possessivo. Seu amor não era humano, era algo mais antigo, mais sombrio.
Não era a voz de um homem comum, tampouco a de um espírito piedoso. Era uma voz singular, de um timbre tão fascinante que lhe gelou os ossos e acendeu algo em seu peito, uma chama ao mesmo tempo doce e terrível. A voz vinha do espelho. Não, do outro lado do espelho, e com ela, a aparição de um homem mascarado.
Mas eis que, como um raio atravessando as nuvens, o passado retornou à vida de Jimin.
O Marquês Kim, Taehyung, seu antigo companheiro de infância e a única alma a quem dera o coração antes da música, voltou dos salões aristocráticos para buscar aquilo que um dia foi seu: o afeto mais puro de Jimin. E então, o fantasma, não mais apenas voz ou sombra, desceu das galerias e revelou-se carne, desejo e ameaça.
O que se seguiu foi uma batalha que não se travou apenas com palavras ou gestos, mas com música, medo e amor. Um triângulo impossível, onde a beleza se fez tragédia, e a voz de Jimin, outrora instrumento de admiração, tornou-se o eco mais profundo de sua própria prisão.
E assim lhes pergunto, leitores: quando o canto de um anjo encontra o ciúme de um espectro, quem poderá apagar as cicatrizes deixadas no palco?













