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@as-luca
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♡ · sarang
quando as 𝒕𝒓𝒆̂𝒔 𝒕𝒖𝒓𝒎𝒂𝒔 decidiram reviver as olimpíadas dos drinking games em cada cantinho da casa lee, sarang achou uma ideia idiota. depois de dois drinks, parecia interessante, e assim que foi decretado que os times não podiam ser compostos por pessoas da mesma classe, a coreana sabia diretamente pra onde ir. luca e sarang podiam ser classificados, ao mínimo, como uma dupla dinâmica perfeita, a semelhança entre os dois seres fazia a relação amistosa dos estudantes correr de maneira fácil e aprazível. quem diria que ser fechada ajudaria a fazer amizades? que os dois alunos eram ótimos no quesito dupla de estudos não era uma duvida. o desafio porém era o quão incríveis seriam como uma dupla de indivíduos alcoolizados com uma alta de taxa de competitividade e atividade cerebral. então ali eles estavam, no primeiro jogo, um clássico ordenado por alguns estudantes da sala C onde a dupla mais rápida triunfaria para próxima rodada. a morena se encontrava de frente pro tailandês, tentando permanecer séria ao tentar adivinhar qual tipo de personagem o outro havia escrito no papelzinho colado na sua festa, diferentemente do perfeito Jesus Christ que via escrito na própria caligrafia no papel na testa de @as-luca, parecia apropriado. se mais rápidos que as outras, cada um descobriria o que estavam escrito em seu papel e seguiriam a outro jogo. o maior problema era o shot toda vez que errava um palpite. tinham que ter calma e clareza, algo que era difícil quando jurava que os olhos escuros de luca estavam mudando de cor. ‘ok, seeee a gente reduzir pra 10 questões cada, cada uma levando 3 segundos. a gente pode acabar isso aqui em menos de cinco minutos e ir pro jogo de verdade ’ disse baixo apenas ao outro, semicerrando os olhos de maneira dramática ‘ hm eu sou uma mulher ? ’ perguntou rápida, esperando a resposta, e logo, a pergunta do outro.
luca 𝒆𝒓𝒂 um fã imenso de jogos. principalmente pelo motivo de a chance de ganhar ser sempre altíssima, e o que ele mais gosta de fazer na vida é ganhar. um dos seus maiores prazeres é ter os olhares para si justamente para sorrir como o verdadeiro campeão que ama ser. uma realidade fantasiosa já que muitos não davam a mínima por ele sempre vencer; motivos óbvios de: era sempre ele. disputar contra seus amigos que era dose porque costumavam ser tão competitivos quanto, todavia, dava sempre seu máximo para vencer, mesmo que isso implicasse em um cansaço tremendo. ter sarang como sua dupla naquele jogo durante a festa era uma benção já que o tailandês sabia o quão competitiva a mesma era. os dois tinham tudo para dar certo. sua alta tolerância ao álcool também era de grande ajuda para que pudesse chegar ao final ainda com o pensamento ativo. ele assente quando escuta a fala da menina, sorrindo quando percebe que a tem em sua altura. ❛ sim. ❜ responde com agilidade encarando o pedaço de papel escrito julia roberts, uma das mulheres mais belas em sua opinião. ❛ eu sou famoso? ❜ devolve a pergunta dentro do tempo estipulado da companheira, a seriedade que levava aquele jogo era clara no seu tom de voz, que disfarçava o máximo os sinais de embriaguez.
♡ · yuno
Em eventos como aquele @as-luca era sempre o responsável por dar perdidos no grupo, estavam tão acostumados que sequer notavam o menino ir e vir, mas por algum motivo hoje Yuno sentia que precisava dele ali, talvez pela insegurança que estava sentindo devido aos recentes acontecimentos queria distrair sua cabeça com a ajuda de todos os outros quatro integrantes do grupo.
Não demorou muito para encontrá-lo encostado na mureta que servia de bar brincando de misturar um montão de coisas em um copo só, sabia que era inconsequente mas não aquele ponto… Considerou até chamar sua atenção, mas tinha outras coisas para se preocupar e Luca também, provavelmente. — Lulu! — Era como gostava de chamá-lo em tom de brincadeira. — O que está fazendo aqui? Que isso que você tá tomando? — Questionou abraçando o pequeno menino por trás.
a 𝒄𝒐𝒏𝒄𝒆𝒏𝒕𝒓𝒂𝒄̧𝒂̃𝒐 de luca quando o assunto era álcool era uma coisa incrível. ele estava fielmente prestando atenção nos sabores que vinham a mente e nas misturas maravilhosas que poderiam dar. estava pouco se importando se levaria alguém a um suposto coma alcoólico, não era culpa sua se talvez ficassem maybe a little too strong. a sorte de muitos era tem uma caixinha repleta de bombons ali do lado, para comer após ingerir a mistura de líquidos, assim o coma viria com maior dificuldade. a voz conhecida surge atrás e luca imediatamente reproduz um sorriso enquanto finalmente coloca uma dose da última garrafa a sua frente. ❛ brincando de bartender. ❜ responde se curvando levemente para dar uma golada na bebida que inventara sem sair do abraço do amigo. ❛ eu vou dar o nome dela de... ❜ ele para e pensa por alguns segundos. ❛ sexo. de tão gostosa. ❜ termina com um sorrisão orgulhoso no rosto e oferece ao amigo. ❛ quer provar o meu sexo? ❜ brinca com o duplo sentido da frase, erguendo o copo na direção dele.
♡ · sewon
sewon sequer percebera ter expresso seus pensamentos, e se assustou ao reconheceu a voz de quem respondera à eles. a verdade é que não sabia como agir perto do garoto, e um misto de emoções tomava conta de si toda vez que o via. era impossível não lembrar do que ocorrera semanas atrás, o que havia tentado fazer quando estava fora de si em um desespero estúpido. vergonha? culpa? ambos apertavam seu coração ao fazer mesmo algo pequeno como olhar de relance para ele no corredor. mas também, gratidão. porque naquele momento de fraqueza que tentou estupidamente chantagear o garoto, não tinha se tocado de quem ele era. quer dizer, sabia quem ele era, mas nunca havia dado muita importância e nunca tinha prestado tanta atenção assim. depois daquele encontro, passou a perceber como ele e os amigos se portavam pelos corredores da escola. e sim, se encheu de gratidão, porque não só decidiu aceitar o pedido bobo de sewon e ajudá-lo, como também aparentava não ter falado nada para a gangue com quem andava. além disso, estava melhorando em seus estudos. não sabia o quanto de empenho o outro realmente estava colocando naquilo, mas como fosse, sewon já conseguia perceber diferença. e por tudo aquilo, era grato. quis recuar quando sentiu o corpo atrás do seu, mas acabou se forçando a ficar parado. não que ele não gostasse de contato físico, ou fosse fácil a ponto de receber de quem quer que fosse, nenhum dos dois extremos. só não sabia exatamente como reagir naquela situação. mas teve que dar uma risada arejada com a clara insinuação de luca. tinha se tornado quase acostumado à elas – bem, não é que diria acostumado, mas certamente não lhe pegavam tão desprevenido como antes. “sei. bem longe da presença das pessoas, né? claro, não poderia ter mais ninguém?”, retrucou. sentiu alguns cabelos da nuca arrepiarem com a fala próxima ao ouvido, e dessa vez seguiu seu instinto de fuga e recuou, deixando um espaço entre eles e virando para encarar o tailandês. “o que faz aqui? não pensei que fosse seu tipo de festa.”
luca 𝒄𝒐𝒎 toda a certeza tinha segundas intenções pregadas em sua fala. ter sewon como um alvo era um desafio e tanto. dar aulas para ele já era uma luta e tanta por ter que levar foras o tempo todo. não que jittatad deixasse explícito o que queria, mas tudo que fazia dava a entender que se sewon o desse um sinal positivo, ele avançaria sem delongas. aquele desejo encubado o sufocava, tamanha vontade era de se trancar com o coreano dentro de algum cômodo e finalmente tirar aquela onda de ansiedade que batia toda vez que imaginava como seria ter o rapaz em suas mãos. e a parte mais curiosa era que luca sabia que era atraente, inteligente, rico... só não era muito simpático, mas isso nunca foi critério para alguém lhe dizer não. ninguém jamais havia fugido de suas cantadas. por que sewon era diferente? sentir o pescoço tão próximo o deixa estático. sewon não havia recuado? mas que benção! o sorriso ladino toma conta dos lábios do tailandês que quando vai avançar para deixar um beijo é encarado pelo ar vazio. sewon havia se afastado. ele fecha os olhos deixando um bufar insatisfeito, mas logo se recompõe para fitar o coreano a sua frente. ❛ não sewon, não poderia ter ninguém porque essa é a graça das coisas. ❜ responde com sutil impaciência, levando a garrafa até a boca para dar outro farto gole.
com 𝒖𝒎 dar de ombros, ele responde a pergunta alheia. ❛ daeshim me convenceu de última hora... até porque eu imaginei que você viria, não poderia deixar de passar a oportunidade de te vigiar. vai que você resolve fazer besteira, isso influencia nos seus estudos e eu como seu tutor, devo ficar de olho. ❜ responde com o sorriso de um cretino descarado. a incógnita do momento era descobrir se o que falava era verdade ou não. ❛ eu estou de olho em você, sewon. ❜ diz quando dá um passo a frente se aproximando do rosto alheio. ❛ e eu falo sério. ❜ umedece os lábios quando deixa como um sussurro enquanto fita os lábios cheinhos e convidativos do rapaz. ele realmente falava sério, agora era com sewon a forma que interpretaria. como em todas as vezes, luca dá espaço e chance para o coreano escapar, mesmo que fosse contra a vontade do tailandês, o que aconteceria, dependia única e exclusivamente do outro.
♡ · gunmin.
as sobrancelhas se arquearam em surpresa. tentou ignorar o fato de que a presença ali ao seu lado já era conhecida, mas ele já parecia estar se divertindo, então não valeria à pena uma discussão naquele momento; talvez ela nem fizesse sentido. — com esse tanto de adolescente cheio de álcool o que pode acontecer é explorarem os cantos sem luz mesmo… mas pra outros fins. — riu, pigarreando ao sentir sua risada falhar, mas contente por ter conseguido terminar uma frase completa diante da ansiedade que ainda corria por suas veias. precisava relaxar e diante da visão embriagada de luca, só fez-se provar que álcool era a solução para aquele momento. — me diz onde você conseguiu bebida… tô querendo.
luca 𝒊𝒏𝒄𝒍𝒊𝒏𝒂 o corpo que estava jogado para trás no sofá e vira o rosto para fitar o outro de mais perto. ❛ então essa também é a sua intenção? hm, não pensei que você fosse tão pra frente assim.. ❜ não segura o riso com a clara implicância. quando luca não estava sendo um idiota sem coração com as pessoas ele era implicante. com a pergunta implícita o moreno dá de ombros. ❛ alguém passou me oferecendo. ❜ vira-se para trás para tirar do seu lado outra garrafa igual a sua, ainda fechada. ❛ mas como eu sou esperto, salvei outra para quando acabasse. ❜ diz estendendo na direção do outro, oferecendo-o silenciosamente.
♡ · woosu
Observava Luca com uma sobrancelha erguida, apenas para balançar a cabeça negativamente e soltar um tsc com a boca. ❝— Tá fazendo tudo errado.❞ Reclamou, agora abrindo os armários e geladeira em busca de sal e limão, assim como um copinho de shot, que não encheu completamente com a tequila. ❝— Hold this for me, babe?❞ Perguntou, levando o pedaço de limão cortado até a boca de Luca, e o sal foi parar no pescoço alheio. Woosu não demorou para varrer todo o sal com a língua, e despejar a bebida sobre o peito semi desnudo do rapaz, abaixando-se para poder tomar todo o álcool antes que parasse nas roupas de Luca, o gosto da tequila misturada com o da pele do rapaz deixando Woosu um tanto animado e com certeza querendo mais. Por fim, tomou o limão com a boca, fazendo questão de raspar os lábios aos de Luca, e sorriu de lado para ele. ❝— Pronto, agora acabei por aqui.❞ Assim, pegou a cerveja que tinha deixado na pia um bom tempo atrás e apontou com a cabeça para a porta da cozinha, esperando ser seguido por Luca.
ele 𝒎𝒂𝒏𝒕𝒆́𝒎 os olhos presos no rapaz que andava pelo cômodo, quem era ele para dizer que luca estava fazendo algo de errado? ele sempre fazia tudo certo. sem que percebesse, uma feição emburrada toma conta de sua face, até mesmo quando tem o limão na boca. poderia ter se afastado? com certeza. mas algo no tailandês fez com que ele se mantivesse imóvel ( como sempre quando se trata de woosu ), já imaginando o que estava por vir. seu corpo melecado era uma coisa que não gostava, mas naquele momento, a sensação da bebida escorrendo era algo... interessante. quando sente a língua alheia entrar em contato com sua pele quente as coisas mudam completamente o rumo. os olhos fecham-se por impulso enquanto uma sensação prazerosa toma conta de seu interior. que diabos era aquilo? woosu atiçando o moreno no meio da cozinha e para completar ainda o beija indiretamente quando rouba para si o limão. luca nesse momento mantém os olhos semicerrados enquanto presta atenção na proximidade e faz questão de continuar fitando os lábios alheios. o jittatad abre a boca por alguns segundos para dizer algo mas nada saía, mas que droga. ele a fecha novamente e fita os olhos do rapaz a sua frente. com um leve bufar, sai andando na frente para sair daquele ambiente. luca anda direto pelas pessoas e mesmo sem olhar para trás imagina que o outro o segue, e assim ele vai parar em um canto que estava praticamente sem nenhuma presença, sem delongas ele puxa o outro pelo colarinho da camisa e o joga contra a parede. ❛ quem te deu o direito de me chamar de babe? ❜ questiona com uma agressividade contida, os olhos já entregando certo desejo. não é preciso nem dizer o quão próximo luca se põe pressionando o corpo alheio, o culpado da cena toda sendo o álcool correndo vivo em seu sangue. os lábios quase tocando os que tanto desejava tocar naquele momento, mas precisava colocar um pouco de ordem em si mesmo, afinal, ser feito de submisso era uma das coisas que menos gostava, e o woosu era o único que conseguia o colocar naquela bendita posição.
♡ · eonna
“Eu sei que aqui dá um pouco de medo, mas mesmo assim, a noite tá tão bonita, tá todo mundo se divertindo, e o céu tá tão lindo, olha! Uma estrela cadente, faz um pedido!” Eonna estava lá pendurada o muro acabado da imensa varanda da casa abandonada, olhando para o céu, e quando viu a estrela, abriu um sorriso e fechou os olhos com força, desejando uma vaga na Nacional e até mesmo um amor pra chamar de seu. “ E aí? O que pediu?” Os olhos brilhantes encontraram os alheios, já curiosos para saber.
na 𝒓𝒆𝒂𝒍𝒊𝒅𝒂𝒅𝒆, luca não achava aquele lugar nem um pouquinho assustador. não parecia sequer ser uma casa assombrada, apenas abandonada. ninguém sequer tentara fazer um ritual para chamar a falecida diretora. era onde a graça deveria estar naquela comemoração toda. ele achava bobo essa coisa de desejar para as estrelas, todavia não queria estragar a felicidade alheia por motivos desconhecidos. apenas se contagiara pelo brilho dos olhos e fingira que havia feito algum pedido apensa para não magoá-la. ❛ e qual seria a graça se eu te contasse? parece que não entende de estrelas... ❜ fala como se chamasse atenção dela de forma sutil, mas claro que apenas em brincadeira. ❛ você acredita fielmente nessas coisas? ❜ acaba por perguntar, os olhos fitando-a intensamente. o motivo de continuar ali querendo conversar com aquela pessoa? álcool. de certa forma, ele deixava luca muito mais social.
♡ · woosu
Os comentários indiferentes de Luca podiam até não incomodar Woosu, mas o silêncio com certeza o fazia, por isso quando chegaram na cozinha e voltaram a conversar, foi quase um alívio. Deixou as sacolas no chão e começou a pegar as garrafas e latinhas para colocar em algum espaço vazio da geladeira. Deu de ombros. ❝— Tem cerveja, soju, saquê, vodka..❞ Parou o que estava fazendo para dar uma olhada em qual garrafa Luca segurava. ❝— Isso aí? Tequila barata que vai fazer geral passar mal daqui umas horas. Quer experimentar?❞ Levantou a sobrancelha, terminando pouco depois o trabalho de guardar tudo, e depois passou a procurar alguma coisa gelada, puxando duas latas de cerveja e entregando uma para Luca.
luca 𝒂𝒃𝒓𝒆 a garrafa em mãos enquanto o ouve falar, o cheiro que sente quando a leva próximo ao nariz sendo o motivo de um sorriso discretamente satisfeito. ele sabia que bebida era aquela, só não reconhecera a garrafa. ❛ good old tequila. ❜ diz levando até a boca e dando um bom e único gole. ❛ wah, sensacional ! ❜ exclama quando a sensação ardente toma conta de seu interior. ❛ um gole está de bom tamanho, não quero sair daqui sendo carregado. ❜ comenta baixinho quando a fecha novamente, largando-a sobre o suporte mais próximo. a atenção volta para woosu que lhe oferece a bebida, e quem era luca para rejeitar? estende a mão e captura a lata, abrindo-a em seguida. ❛ acabou por aqui? ❜ questiona ao dar um gole, a intenção era receber uma resposta positiva e sem desculpas poder sair daquele cômodo.
♡ · sewon
olhou ao redor do cômodo com um pequeno sorriso adornando os lábios. a festa não estava nem perto de morrer, – de morgar – mas sewon já estava pensando em o que faria quando isso acontecesse. não que ele não quisesse estar ali, nada disso. mas não sabia se era por causa das histórias, ou simplesmente pelo sentimento que o ambiente tinha mesmo com tantas pessoas amontoadas, mas o rapaz estava esperançoso. “é estranho que eu esteja esperando a hora que o pessoal vai começar a ir embora, para reunir uma galera e fazer uma rodinha para contar história de terror?”, pensou em voz alta, a voz marcada com animação pouco costumeira.
luca 𝒑𝒓𝒆𝒄𝒊𝒔𝒐𝒖 encarar o rapaz para ter certeza que ele estava falando consigo mesmo. havia acabado de chegar no cômodo e antes que pudesse falar algo fora surpreendido. por estar atrás do indivíduo, sabia que não era para ele, mas não se importa. ele não segura o riso fraco saindo pelas narinas e dá outro gole na garrafa de cerveja antes de responder fazendo questão de inclinar o corpo por trás do outro. ❛ histórias de terror hm? eu sei uma que pode te arrepiar até o último fio de cabelo. mas ela deve ser contada num cômodo vazio da casa, longe da presença das pessoas e com a música não ensurdecedora. ❜ diz em tom baixo próximo ao ouvido alheio, o sorriso embriagado entrega o humor atual de luca. brincalhão. ❛ eu duvido você aguentar... ❜
TEN — (Regular)’ MV Teaser
♡ · woosu
Divertia-se com o jeito de Luca de uma maneira que não devia. Lembrava-se de ser assim mesmo uns anos atrás, a forma que ele era - ou fingia ser - indiferente sempre despertou certo interesse em Woosu, que com certeza achava Luca um dos melhores alvos para suas provocações, só porque queria explorar até onde o garoto se segurava. ❝— Exatamente o que você tá fazendo agora me faz pensar que você faria algo para mim.❞ Sorriu largo, passando algumas sacolas para ele com cuidado, porque só pelo tom de voz alheio era notável que ele não estava assim tão sóbrio. ❝— Sei, esse é o único motivo, né?❞ Passou a língua pelo lábio inferior, rindo pouco depois e começando a andar até a cozinha do lugar conhecido.
ele 𝒓𝒆𝒔𝒐𝒍𝒗𝒆 por não responder aquela provocação. o silêncio era melhor do que falar besteiras sem sentido. e é assim também que ele segue o outro até o cômodo onde as bebidas estavam alojadas. luca mal se lembrava o caminho da mesma já que sempre alguém passava enchendo o copo dele. um pouco desajeitado ele deixa as sacolas no espaço que parece vazio num canto e volta a fitar o outro. ❛ o que você trouxe aí? ❜ pergunta em tom baixo e se aproxima dele por trás, os olhos na sacola querendo ver se tinha algo que gostava de beber. sem demora ele enfia a mão puxando uma garrafa e inclina o corpo suavemente para frente tentando ler sem suas lentes de contato. ❛ isso é...? ❜
♡ ·woosu
O comentário, ao invés de deixar Woosu chateado ou qualquer outra coisa nesse gênero, apenas fez com que o tatuador soltasse uma risadinha fraca, porém divertida com o que ouviu. O sorriso inabalável continuava em seu rosto ao que ele passava todas as sacolas para uma única mão e se aproximava de Luca, o puxando pela cintura e deixando um beijo bem perto da boca dele. ❝— Também senti a sua.❞ Afastou-se, piscando para ele. ❝— Me acompanha até a cozinha para eu deixar isso lá?❞
a 𝒄𝒂𝒓𝒆𝒕𝒂 que faz quando sente a garganta queimar é inevitável, todavia aquela sensação era das mais maravilhosas em sua opinião. a surpresa é escondida com a expressão de desinteresse quando recebe o beijo próximo a boca. ❛ o que te faz pensar que eu faria algo para você? ❜ teima, a voz já dando sinais de embriaguez. o revirar de olhos vem com a fala e ele desce as mãos sutilmente para pegar algumas sacolas da mão alheia. estava curioso com várias coisas, mas não perguntaria. não estava bêbado o suficiente. o tailandês fita o outro esperando que ele finalmente andasse para que pudesse segui-lo até a cozinha e era melhor não questionar a ação completamente contrária a fala. ❛ você é fraco, pode deixar cair e quebrar as garrafas, não é bom perder álcool. ❜ explica.
estava sentado em um sofá velho e o allstar vermelho de gunmin batia no chão com certa força, produto de sua ansiedade em estar em um local tão pouco ventilado, com praticamente todas as turmas do ensino médio, incluindo os trogloditas que zombavam do cantor. tentou ignorá-los, focando nas bebidas e na música - que não era lá exatamente do tipo que gostava mas poderia lidar com isso. era tempo de tentar ser social e simpático, então usufruiu de sua única gota de coragem para puxar o assunto. — achei que isso aqui era mais assustador, mas acho que tenho mais medo de gente viva que de morta. — riu suave, apoiando seus cotovelos sobre os joelhos ao deixar o queixo sobre as costas das mãos.
dizer 𝒒𝒖𝒆 luca estava ruim era pouco. não era nem metade da festa e ele já estava completamente bêbado. não do estilo que deixava as pessoas caindo, mas na voz dele conseguia distinguir o sem vida para algo melodioso e preguiçoso. ele para de fitar o teto para finalmente se dar conta de que tinha alguém sentado ao seu lado no sofá. ❛ com esse tanto de adolescente fazendo idiotice e cheios de álcool você acha mesmo que vai ter algo assustador? ❜ responde piscando os olhos lentamente e volta a fitar o teto. ❛ quero ver alguém explorar os cantos que não tem ninguém nem luz... ❜ ri com leveza e leva a garrafa até a boca para dar mais alguns goles. luca precisava parar com o álcool.
♡ · woosu
Bom, Woosu não estava mais no colégio, mas não significava que ele não tinha mais contato lá dentro e que não tinha um convite. E perder uma festa na casa mal assombrada? Nunca. Por isso saiu um pouco mais cedo para comprar bebidas e chegou no local segurando sacolas cheias de álcool. “Sentiram minha falta?”
luca 𝒋𝒂́ havia se perdido de daeshim fazia umas duas horas. o tanto de álcool que havia ingerido em casa e ainda mais ali sendo responsável pelo olhar brilhoso e desatento. ele não deixa de virar o rosto na direção da voz que não ouvia fazia um bom tempinho. ❛ not much... ❜ responde quase para si mesmo do que para o dono da pergunta. woosu ali? o tailandês continua o observando de longe com uma interrogação clara na cabeça. o que ele fazia ali se nem no colégio estava mais? puft, tanto faz —— não é como se fossem amigos para que ele tivesse que falar alguma coisa, pensa e logo volta a concentrar no próprio copo que entorna o líquido forte goela abaixo.
𝕙𝕒𝕦𝕟𝕥𝕖𝕕 𝕙𝕠𝕦𝕤𝕖 𝕡𝕒𝕣𝕥𝕪 !
THE RULES ARE:
· have fun.
· use drogs.
· say no to fights.
· drink as much as u CAN’T.
· no means no, bros.
and try not to D I E. (lets make our parents proud dudes.)
estava impacientemente arrumando os livros em seu armário, livros estes que não pareciam ser feitos para caberem no maldito cubículo de metal, ou vice-e-versa. jogou o último caderno para dentro para então finalmente fechá-lo com força desmedida, claramente fora de seu humor normal, já que sua boca ainda estava dolorida do soco de horas atrás, e não havia nada que gunmin pudesse fazer para se livrar dos idiotas que mais uma vez tentaram afrontá-lo. no auge dos seus 18 anos, o que menos queria agora era ter que chorar para a diretora da escola sobre homofóbicos, assunto que tampouco ela daria atenção. foi assim que fechou a porta do armário que deu de cara com @as-luca ali, que por algum motivo desconhecido desviou de seu caminho. — que foi? veio me bater também? — bufou, revirando os olhos intensamente. não era como se não tivesse medo, mas estava protegido por aquela casca de valentia criada por ele mesmo durante os anos que se passaram.
ao 𝒍𝒐𝒏𝒈𝒆 luca observa o rapaz descontar sua raiva no armário. não sabia o que fazia ali o observando já que não tinha pena e nem culpa do que havia acontecido. os amigos eram seus mas não estava envolvido. nunca estava para ser sincero. ele caminha com tranquilidade e quando praticamente para na frente do outro ele recebe a fúria das palavras alheias. a expressão não muda e as mãos permanecem no bolso dando um ar tranquilo para o tailandês. ele permanece fitando a boca machucada do aluno e sobe para os olhos quando finalmente responde. ❛ eu não faço esse tipo de coisa e você sabe. ❜ todos sabiam. apenas faria alguma coisa se fossem para cima dele, mas nunca iam. a mão segue caminho até o queixo do rapaz e ele o força delicadamente para o lado para que pudesse observar de mais perto a gravidade da situação. ❛ qual foi o motivo? ❜ acaba por questionar. é anormal que luca vá atrás das pessoas que se metem nessas confusões e mais anormal ainda perguntar sobre, mas algo na figura a sua frente o fazia se identificar. eles eram completamente diferentes, mas esse sentimento não deixava de incomodar o tailandês.
♡ · woosu
𝕤𝕙𝕒𝕣𝕚𝕟𝕘 𝕠𝕦𝕣 𝕤𝕖𝕔𝕣𝕖𝕥𝕤 𝕚𝕟 𝕒 𝕕𝕚𝕗𝕗 𝕨𝕒𝕪.
Pisar naquela escola já não era mais confortável para Woosu fazia um tempo. Toda a pressão ficava tão clara quando dentro de sua casa, e isso o incomodava. Estava doutrinado a ser assim, sentar na primeira carteira, tiras as melhores notas e se sentir um lixo quando tirava um 9,8 ao invés de 10. Um lado de Woo sabia que ele deveria parar de se cobrar tanto, sabia que aquele tipo de pensamento era errado, e que ele deveria curtir mais, e Woosu estava dando mais ouvido para ele lado ultimamente, só que mesmo assim, algumas coisas não eram tão fáceis de deixar. Nessa época, Woosu já estava começando a ligar o foda-se para tudo, tanto que naquele dia, estava cruzando os corredores após chegar muito atrasado na escola, e passar na diretoria para pegar uma advertência que ele nunca entregaria aos pais; Talvez jogaria fora, talvez iria fazer uma assinatura falsa… Quem se importava com isso, afinal? Faria diferença o final das contas? De uma forma ou de outra, o desejo de deixar o colégio crescia cada vez mais em si, então uma advertência a mais ou a menos não mudaria em nada na sua vida.
Woosu até usava o uniforme completo, mas de uma forma muito mais despojada do que deveria, as mangas arregaçadas deixavam a mostra as poucas tatuagens que tinha até o momento, e os fones de ouvido tocavam uma música tão alta que Woosu não ouvia mais nada ao redor. Não queria ouvir, não queria prestar atenção. Oras, era claro que os comentários que vinha ouvindo eram sempre os mesmos, sobre como ele era perfeito e de repente estava virando alguém indecente e irresponsável. Sobre como suas notas despencaram e agora ele parecia um criminoso graças aos desenhos em seus braços, o cabelo comprido e eventualmente o cheiro de cigarro. Woosu estava farto de ouvir as comparações com seu eu de até um ou dois anos atrás, porque ele preferia sua nova versão, e porque os comentários podiam ser doloridos as vezes.
Enfim, andava tão distraído que não notou exatamente Luca vindo em sua direção. Quer dizer, até reparou que ele estava se aproximando, mas não achou que iriam interagir de alguma forma, muito menos que seria puxado para dentro de uma sala escura e vazia. Arrancou os fones dos ouvidos, o volume da música somado ao silêncio da sala fazendo ser possível que ouvissem uma música do The Killers tocando por eles. Um pouco confuso e com a sobrancelha arqueada, Woosu olhou pela janela também, porém o corredor vazio não lhe deu muitas respostas. ❝— Olha, se você queria ficar trancado comigo numa sala escura era só pedir. Não precisava desse sequestro todo.❞ Falou com seu tom brincalhão habitual, passando os dedos pelos cabelos para jogá-los para trás. ❝— É um beijo que você quer, sweetie?❞ Ainda que meio provocativo, Woosu não estava exatamente falando sério - apesar de que não ia negar se Luca quisesse, de fato, beijá-lo -, estava mais curioso para saber os motivos do mais velho do que qualquer outra coisa.
devia 𝒖𝒎𝒂 explicação? devia. queria dá-la? nem pensar. primeiro que o rapaz nunca fora de dar explicações para alguém e segundo que não tinha nem o que falar. eram pensamentos inúteis mas que contavam para o tailandês. ele não precisava de ninguém, não tinha medo de ninguém, como compartilhar com outra pessoas sobre suas desconfianças? aquilo não iria acontecer de maneira alguma. os olhos finalmente deixam a porta para encarar o outro a sua frente falando, as mãos sutilmente saindo da blusa alheia para que pudesse pigarrear e fingir indiferença com tamanha proximidade e provocação. ❛ vai sonhando... ❜ é o que consegue responder, os olhos evitando descer para os lábios alheios. aquele clima estava começando a sufocar o interior de luca que se revirava todo. o motivo? não sabia como sair dali. ele poderia muito bem afastar o outro, abrir a porta e sair como se nada tivesse acontecido porque para os dois não faria diferença alguma. sabia que woosu não era alguém bisbilhoteiro e poucas vezes queria saber da vida dos outros, exatamente como luca. então o que o impedia de sair dali e seguir o dia? atração sexual talvez fosse a resposta ( ? ) matava o tailandês não conseguir simplesmente se livrar daquilo.
woosu 𝒆𝒓𝒂 alguém atraente para luca. essa nova versão fora a que chamara a atenção do moreno. aquelas tatuagens e a forma como ele parecia não dar a mínima para nada chamavam a atenção do jittatad de uma forma esquisita. obviamente que jamais deixaria claro a forma que via o outro, mas tirar uma casquinha em algumas situações não fazia mal. era na realidade mais uma tensão sexual do que algo sentimental, até porque nada conheciam um do outro. e era de luca jittatad que estamos nos referindo, o que nunca se deixaria levar por sentimento algum. mais uma vez este se encontra perdido naquele silêncio gritante. a mente com pensamentos aos montes não conseguem concentrar para que ele não desse um passo para frente. quando nota, o ofego volta pelo pequeno susto de estar levando o corpo para próximo do alheio mesmo dizendo que não queria nada, quando na verdade os sinais que seu corpo dava eram completamente ao contrário. que diabos?! —— pensa parando no mesmo momento para fitar os olhos alheios em busca de algo. ❛ hm, você está na frente da porta. ❜ diz em um sussurro, a voz suave como o soar de um sino. com aquela frase ele deixa claro que deseja sair dali e não dar explicações. sunan sequer tinha calculado se woosu estava realmente na frente da porta. he was a lost cause. a mess.