Reavaliação/instrospecção/confusão
Eu tenho me sentido tão emocional... Cercado de pessoas, mas tão sozinho... Qual foi a última vez que uma pessoa desejou conhecer você? Mas eu digo... realmente conhecer. Genuinamente, entende? Eu me dei conta de que faz tempo que isso não acontece comigo E, claro, fico tentando encontrar uma razão O caminho mais fácil é a autoculpabilização “O que tem de errado comigo? Será que tenho dado abertura para as pessoas me conhecerem? Será que fecho numa concha? Será que realmente levanto paredes para me proteger? Será que tenho ouvido, de fato, as pessoas? Será que tenho deixado transparecer o meu “verdadeiro eu”? - se é que isso existe. Será que tenho aparentado ser da forma que eu me vejo? Ou da forma que eu gostaria que me vissem? Às vezes posso ser tão egoísta... Enfio a minha cabeça no cu e não tiro mais dali. Fica atolada. “Será... será... será?” Outro caminho fácil é apontar o dedo para os outros para a sociedade Que, de fato, tem sua baita parcela de culpa O clichê é válido - nunca estivemos tão conectados, mas ao mesmo tempo, tão distantes Será que outras pessoas se sentem sozinhas dessa forma? Às vezes parece que não, sabe? Cada um segue sua vida, se apaixona, cria conexões... e eu sigo parado no tempo Mas será que eu sou tão sem sorte assim? A grama do vizinho sempre é mais verde, ok, mas... de fato, eu vejo que tenho fugido a algumas regras “A misfit, all over again” Às vezes, eu me pergunto se essa postura questionadora é boa para mim Enfim... qual seria o ponto certo entre se adaptar e ser autêntico? Acho que nunca encontrei essa resposta Às vezes, parece que ainda não me conheço o suficiente De fato, a vida é uma jornada de autoconhecimento E a cada descoberta, acende um pequeno fascínio sobre mim mesmo Mas não quero que isso me prejudique Eu estou cansado de me prejudicar, me autosabotar Eu só quero ser feliz











