Cultura da Mídia: Introdução
Não é a única que existe no mundo.
Mídia -> processo (o ocorrido entre a emissão-recepção de linguagens), plataformas (meio), linguagens.
Banalização de conceitos – senso comum -> distribuição de ideias, e não a criação.
Processo de banalização -> dar significados demais para uma palavra -> passa a não significar nada.
Porque não vimos as paraolimpíadas sendo noticiadas que nem vimos das olimpíadas?
Porque não gera audiência!
A mídia é um reflexo de nós, ela apenas nos oferece aquilo que queremos consumir, afinal, ela visa lucro. Segundo a teoria da indústria cultural, houve uma democratização da cultura nesse caso. Isso é, uma parcela foi priorizada no momento de escolher o que seria veiculado pela mídia. E quando uma parcela é priorizada, mesmo que seja a maior parcela, algumas outras pessoas são excluídas do processo. Por isso democratização.
A ideia de a mídia nos refletir está muito ligada ao que chamamos de Narcisismo Secundário. Isso é, eu deposito meu dinheiro e atenção na mídia esperando algo que me agrade em troca. Esse reflexo da mídia tem que ser o oferecimento para mim de um conteúdo que me agrade. Ou seja, reclamar com a mídia da falta de atenção para determinado conteúdo chega a ser hipocrisia. A mídia é o nosso reflexo.
Cultura. (Diversas definições)
Antropologia -> nasceu no século XIX pra estudar as culturas. Análise científica baseada em um método que abrange aspectos como o tempo, por exemplo. Edward B Taylor (“hábitos e aptidões adquiridos pelo homem como membro de uma sociedade”) e Lèvi-Strauss (“sistema simbólico criado pela mente humana”)
Sociologia -> Alfred Weber, Albion Small
Filosofia -> conjunto de manifestações humanas que contrastam com a natureza ou com o comportamento natural.
Cultura: sistema vivo que consiste no fluxo de significados/sentidos em determinada sociedade
- regulam toda informação presente no organismo
- exemplo: código genético. Atualiza o homem, seus talentos especiais, seus dons e defeitos
- as atividades têm códigos primários: percepção, emoção, vontade
- transmitem informações e não produzem signos
- não há intenção de atribuir significados
Código secundário: Linguagem
- técnicas para transmitir informações não relacionado à cultura, não há significação, não carrega signos por si só
- estrutural, sistemático
- ex: gatos possuem uma linguagem
Código terciário: Cultural
- interpretação de informações, produção e atribuição de significados -> exclusivo aos seres humanos
- todo signo tem significado, mas nem todo significado tem signo
- estrutura binária, cheia de dualidades, ou seja, diferenciações que resultam numa polarização e num consequente julgamento.
- baseia-se na troca/intercâmbio que acontece no mundo material
- vida-morte: a grande oposição (a maior das várias polarizações desse código. Mais exemplos: saúde/doença, prazer/desprazer, homem/mulher, céu/terra)
- se torna a sociedade de opressão: somos oprimidos o tempo todo para dar significado para a nossa existência. Não podemos ficar no meio termo, temos que selecionar um dos lados.
- Assimétricos. O polo negativo do significado é percebido muito mais fortemente do que o polo positivo.
Nossa visão de cultura -> cria, constrói e faz circular no mundo significados para significante através de um processo
Emissor –(info/mensagem)—> Receptor -–(produz e distribui para outros também)—>
- diferentes plataformas (desde jornais até smartphones)
Semiótica da Cultura -> Ivan Bystrina
Criamos a cultura como resposta a nossa incompreensão da nossa existência (queremos dar significado para a nossa existência)
Nas suas músicas, Taylor sempre teve uma característica específica de ser um tanto quanto pessoal nas letras. Ela escreve abertamente sobre os ex namorados, os quais na maioria das vezes também são famosos, e também estão na mídia constantemente. Em algumas letras, ela claramente categoriza os namorados como vilãos, pessoas do mal, deixando clara essa polarização do código terciário, em que sempre nas histórias que interessam tem um vilão e uma mocinha inocente. Um exemplo disso é Dear John, letra feita para o cantor John Mayer na qual ela cita o nome dele e praticamente canta a música inteira sobre o quão ruim ele era como pessoa e como namorado.