Aleksander “Skender” Avramoska. 26 anos. Ex-Durmstrang. Half-Blood.
“More and more, it feels like I’m doing a really bad impersonation of myself.”
Contrariando as raízes inglesas da família Hookum, Yllka, a única filha de Kaltrina e Flamur, nasceu em terras albanesas. De sangue puro e distante dos limites de terra do Reino Unido, Yllka cresceu como uma garota bastante agitada e de pulso firme, uma vez que era determinada quando possuía objetivos em mente, gerando orgulho para seus pais que levavam a vida no Norte da Albânia, porém mantendo contatos com demais regiões importantes que pudessem ajudar nos negócios mágicos da família.
Tais conexões foram de extrema importância para Yllka, já que, pouco tempo após completar a idade bruxa e ter seus poderes irrompendo de suas veias, a garota recebeu a proposta dos pais de estudar em Durmstrang. Alheia à maneira como os ingleses eram ensinados em sua terra, e, portanto, sem desejos de frequentar Hogwarts pelo lado britânico da família, a primogênita dos Hookum escolheu a escola famosa pelo ensinos de magia negra e ingressou assim que a idade favorável chegou.
Em seus anos em Durmstrang, Yllka aprendeu sobre diversas propriedades de feitiços e até mesmo recebeu noções sobre magia negra, mas a grande essência da bruxa floresceu no campo de poções, onde tornou-se uma exímia mestra. Tamanho fora seu sucesso naquela matéria que não houveram duvidas quanto a seu destino: Se formaria aos dezoito anos e abriria um apotecário somente seu. A terra de escolha fora a Romênia, com suas infinitas lendas de criaturas mágicas e terreno para prática de bruxaria e artes ocultas.
Irrevogável em seus planos, Yllka apenas comunicou seus pais e aguardou que o dia esperado chegasse. Assim que recebeu o certificado de graduação e sua carta livre para se mudar, juntou suas malas e viajou para a Romênia. A terra onde todas suas propostas foram por água abaixo.
Logo em seus primeiros dias no novo lugar, Yllka conheceu Horatiu Avramoska, um famoso relojoeiro do mercano romeno. A atração que surgiu naquele momento fora quase ridícula, de tão imediata. Yllka ia ao mercado todos os dias atrás de ervas para suas poções, porém sempre acabava perdendo todo seu tempo na ironia da loja de relógios do rapaz. Horatiu era cinco anos mais velho e acreditava em magia, uma vez que viver na Romênia significava viver em meio à lendas de vampiros e acontecimentos inexplicáveis. Aquele detalhe colocava novas perspectivas sobre todas as conversas que Yllka tinha com Horatiu, de modo que não fora surpresa quando ela lhe confessou que era uma bruxa. E tampouco quando ele confessou de volta que havia caído nos feitiços dela.
Perdida nas novidades de apaixonar-se por alguém, Yllka largou seus sonhos antigos e aceitou casar-se com Horatius pouco tempo após começarem a namorar, deixando seu sobrenome para trás e tornando-se uma Avramoska. Da união do casal, apenas um ano após a data oficial do matrimônio, nasceu Aleksander.
O único filho dos Avramoska veio ao mundo completamente semelhante à sua mãe. Cheio de sonhos, criatividades e determinações; porém ainda com traços fortes que herdara do pai, como a pré-disposição para acreditar no impossível e a humanidade gigantesca. Aquilo lhe rendera uma infância festiva, repleta de episódios enérgicos onde Aleksander se desenvolvia como um garoto esperto e inventivo. Não fora nenhuma surpresa para o casal quando, aos sete anos, o primogênito provou ter puxado ainda mais à Yllka, com a magia manifestando-se em seu pequeno ser. Sem a menor dúvida quanto ao futuro próspero do filho, a bruxa matriculou Alek em Dumstrang e a simples ideia de estudar em uma escola bruxa fazia o menino perder noites de sono com tamanha ansiedade. Apesar de ter se casado com um trouxa, Yllka frequentemente planejava viagens da família para a Albânia e até mesmo Londres, onde Aleksander conhecera seus primos de segundo grau, filhos de Andrew Hookum, o primo favorito de sua mãe, e com eles dividiu histórias da Romênia e das escolas que estudariam em breve; caracterizando aquele período do menino como uma série de aventuras animadas e uma espera quase insuportável para começar aquele novo episódio.
Todavia, como era de se esperar de uma vida de longas positividades, o destino segurava reviravoltas para os Avramoska, e a maior dela aconteceu exatamente um ano antes de Aleksander ingressar em Durmstrang.
Com seu trabalho no mercado, Horatiu possuía contato com as mais diversas pessoas e criaturas – ainda que desconhecesse a natureza de muitas destas. Um pequeno detalhe que teria lhe salvado a vida, se apenas soubesse que a gangue malfeitora que se recusara à atender um dia era composta de lobisomens. Irritados com a recusa do homem, a gangue atacou a casa dos Avramoska em uma noite de lua-cheia, destruindo tudo o que viram pela frente. Horatiu fora arrastado para fora de sua residência, e nem mesmo os feitiços estuporadores de Yllka conseguiram deter as criaturas de retalharem seu marido até a morte. Diante daquela cena, a mulher caíra em desgraça ao lado do corpo de Horatiu, descuidando por um segundo de Alek que jazia à porta da casa, observando a cena. Antes que Yllka pudesse sequer pensar em como evitar aquilo, a desgraça se desenrolou rapidamente. Os lobos, em uma ação premeditada, atacaram o menino, contudo, não da mesma forma como fizeram com o pai – apenas o suficiente para certificarem-se de que Aleksander viveria, porém sob a mesma maldição da lua cheia.
Inconsolável, Yllka imediatamente levou o garoto para os curandeiros mais próximos de onde morava, procurando formas de revertar aquilo, mas tudo o que ouvia foi a verdade irrefutável: Alek viveria de fato, mas seria um lobisomem a partir daquele momento.
Na manhã seguinte, ao voltar para casar com um filho extremamente machucado e o coração arrancado de seu próprio peito, Yllka encontrou uma adaga de prata na porta. Não preciara sequer ler o bilhete para saber do que se tratava: A última peripécia da gangue; deixando nas mãos da bruxa a escolha de poupar o filho da maldição ou deixá-lo viver com aquilo. Mesmo sabendo da dor terrível que acompanharia o primogênito, Yllka não teve coragem de empunhar o cabo de prata em Aleksander, e apenas jurou à si mesma que faria o possível para transformar o futuro do filho em algo suportável.
Com o passar do ano e após diversas cartas para o diretor de Durmstrang, um antigo colega da família, a mulher conseguiu que o ingresso de Aleksander não fosse completamente adiado a despeito da escolha em atrasar sua entrada em um ano, e assim, querendo que o filho não fosse privado de uma vida normal, deixou que ele finalmente entrasse para a escola.
Em Durmstrang, a vida de Alek sofreu outra reviravolta. As transformações eram dolorosas e sua nova realidade doía mais do que a maneira como seu corpo parecia se quebrar todas as noites de lua cheia para nascer de outro modo. Com a nova condição do filho, Yllka usava sua exímia habilidade em poções para reparar o acônito para Alek, não poupando o esforço de ensiná-lo desde cedo como preparar a solução para jamais depender de outras pessoas. O segredo do garoto fora mantido somente pela mãe, o diretor de Durmstrang na época, e o próprio Aleksander, e, assim, apesar de todo seu doloroso trajeto, o rapaz crescera e fora tornando-se um estudante deveras inteligente, recebendo um foco especial em Oclumência para aprender a proteger seus segredos de qualquer pessoa em que não confiasse; uma exigência de Yllka. Suas notas em poções eram tão boas quanto as da mãe, e realmente parecia que conseguiria gerar algum orgulho para ela quando se formasse e conseguisse uma carreira de renome naquele campo, porém, com o passar dos anos e toda a dor acumulada pela perda do marido, Yllka acabou adoecendo e faleceu quando Aleksander fez dezesseis anos.
A morte da progenitora foi um golpe doloroso. Perdido e ainda menor de idade, Alek teve que aprender a se virar. Contando somente com o auxílio do diretor de Durmstrang, juntou todas as economias do testamento de Yllka, mais os ganhos dos negócios antigos de Horatiu, e mudou-se para a Transilvânia até se formar. Na nova terra, ainda dentro do território da Romênia, arranjou um emprego em um museu local e passou a escrever histórias inspiradas nas lendas que corriam pelas terras romenas, assim como também escreveu inúmeras correspondências que trocava com uma de suas primas da parte dos Hookum – sendo ela, Grace, a única parente consanguínea com quem Alek decidiu dividir o segredo de suas transformações.
Aos vinte anos, finalmente terminou seu projeto inicial, uma história de um lobisomem em sua trajetória pessoal, aliada à um caso de amor que acabou em sangue. É claro que Alek jamais dissera aquilo aos editores bruxos, mas a história era inspirada nos próprios acontecimentos de sua vida. A única forma de tirar aquilo do peito fora mascarar na forma de parágrafos, o que lhe rendeu uma narrativa tão cheia de detalhes que frequentemente era abordado por jornalistas que desejavam saber como um rapaz normal podia saber tanto sobre aquelas criaturas. Mesmo com o sucesso local do livro e seu próprio reconhecimento de talento na escrita, não esperava mais do que algumas cópias vendidas, razão pela qual fora tomado pela surpresa quando seu livro passou a vender exemplares e mais exemplares fora da Romênia, conquistando até mesmo o público não-mágico.
Em pouco tempo, Aleksander, que escrevia sob o pseudônimo Skender, tornou-se um escritor renomado de histórias de terror. A perspectiva de colocar sua vida nos trilhos novamente parecia real e maravilhosa, o suficiente para que, uma vez na história, o romeno pudesse comemorar. Assim, em uma noite agitada, saiu com os amigos e bebeu tanto que, ao chegar em casa e correr para preparar a poção que tomava toda véspera de lua cheia, não notou que esquera um ingrediente crucial; resultando na total anulação do efeito da poção.
A noite seguinte marcou a volta da desgraça à sua vida. Sem controle de si mesmo, Avramoska transformou-se e escapou para um vilarejo próximo de sua moradia; onde destruiu plantações, galinheiros e embrenhou-se em uma casa. Com a luta da família diante do monstro, seu instinto assassino irrompeu e o rapaz acabou ferindo uma criança. Após tantos anos e transformações sob controle da poção, a primeira experiência mais nua quanto ao sangue de lobo em suas veias resultara numa agressividade sem controle. O pequeno garoto não tivera a mesma sorte de Alek quando era criança, e a ausência de sangue mágico em suas veias apenas o tornou mais frágil, ao ponto de morrer.
De manhã, ao finalmente acordar perdido em uma floresta da Transilvânia, Aleksander entendeu o que fizera. Voltando para casa, os rumores de um lobisomem nos arredores lhe atingiram de modo insuportável. Sem poder fazer nada pela família do garoto morto, e sem conseguir viver confiando em si mesmo depois daquele episódio, o romeno demitiu-se de seu emprego e, com a desculpa de querer fazer pesquisas pra um novo livro, mudou-se para o Reino Unido.
Morando em Londres e vivendo o sucesso de suas obras nas terras inglesas, Aleksander tentou recomeçar sua vida mais uma vez após todos os episódios que deram errado. A proximidade com a família permitiu que agora pudesse rever seus primos de segundo grau com mais facilidade, todavia, apesar de todas as cartas que trocara com Grace ao longo dos anos, jamais fora capaz de contar à mais nova sobre o ocorrido que lhe fizera deixar a Romênia. Sua falta de confiança em si mesmo havia feito a habilidade em poções basicamente desaparecer, e fora em uma visita ao St. Mungus que conheceu Ronan Thurkell, um healer que lhe ajudou com sua história e, prometendo guardar segredo, tornou-se um de seus melhores amigos e a única pessoa a quem Alek confiava o preparo da poção de acônito.
As coisas ainda eram dolorosas para o rapaz, todavia, com a nova tentativa de vida e a mudança para uma máscara mais despreocupada de sua personalidade real, o filho dos Avramoska aprendeu a afogar seus demônios em histórias, aumentando o sucesso de seu nome e reaprendendo, daquele modo, a viver com a dualidade de sua vida enquanto lobisomem – porém ainda precisando de muita experiência para aceitar a ideia de confiar plenamente nas pessoas e, sobretudo, conceber o pensamento de um dia chegar a entregar-se à alguém. Dado que, após o ocorrido na Romênia e seu passado turbulento, seu medo de descontrolar-se e machucar quem lhe é querido segue maior do que qualquer coisa, até mesmo do que suas mentiras.
Aleksander é um rapaz extremamente reservado e, apesar de ter pessoas em quem confia, nem sempre conta tudo o que se passa em sua vida para elas, escolhendo mentir ou desconversar qualquer assunto mais pessoal. Devido à sua condição lupina, é extremamente suscetível à episódios de agressividade e mudanças de humor, porém busca controlar estes com uma calmaria que veio treinando há anos; além de uma faceta desencanada que aprendeu a carregar por dias a fio para mascarar toda a onda diária de paranoias e preocupações, assim deixando-se passar por um rapaz boêmio quando não está sendo sério. Extremamente metódico, tem diversos aspectos de sua vida controlados e levados à risca, razão pela qual perde um pouco da postura quando as coisas não acontecem como o esperado. O sarcasmo é um traço negativo que herdou de Yllka, mas a humanidade em seu ser ainda é suprema, portanto, costuma doar boa parte de seus ganhos para o St. Mungus e entidades da Romênia, mostrando-se um bom rapaz na íntegra.
Por vezes um tanto aluado, sobretudo em dias próximos da lua cheia, acaba não tendo plena noção dos sentimentos do interlocutor, por isso pode acabar soando rude, sobretudo quando se atrapalha com o inglês, no entanto, como um rapaz que tende a formar laços extremamente fortes e significativos quando tal ponte é criada, procura compensar seus deslizes de personalidade com uma faceta mais atenciosa.
Embora tenha um péssimo histórico de relações fixas, Alek ainda acredita na ideologia do amor, só não aceita relacionar-se de maneira duradoura por temer colocar em risco a vida da outra pessoa, tal como a própria liberdade com a qual não consegue mais viver sem. Prefere manter as coisas provisórias, e não sabe se conseguiria lidar com grandes mudanças fora de suas mãos, uma vez que sequer descobriu ainda a compensar a sensação esmagadora de que sempre existirá algo em sua vida que continuará faltando.
A despeito de seu idioma dominante ser a língua romena, Aleksander aprendeu a falar inglês com sua mãe, o que facilitou sua mudança para a Inglaterra. Mesmo conhecendo a língua e sabendo expressar-se verbal e oralmente, ainda não conseguiu livrar-se do forte sotaque e acaba cometendo alguns erros em determinadas situações; como quando suas emoções são expostas.
Jamais conseguiu esquecer o que fez com o garoto no vilarejo da Transilvânia e vive tendo pesadelos com o ocorrido, causando noites de insônia seguidas que procura transformar em novos contos.
Possui o relógio de bolso que foi de seu pai e é a única relíquia que sobrou da antiga loja do mesmo; uma vez que fora um presente de Horatiu para Yllka logo quando o casal se afirmara. Leva-o para todos os cantos e, se tivesse um filho, numa situação extremamente hipotética já que tenta aceitar a impossibilidade da ideia devido à sua condição, guardaria o objeto para a criança. Como não pode fazê-lo, mantém o relógio consigo e tem como uma meta de vida vivenciar a chegada do dia em que poderá dá-lo para alguém que virá a amar e confiar plenamente, como acontecera com seus pais em sua época, por mais que não acredite que algo do tipo seja possível em sua vida.
Local de Nascimento: Palilula, Dolj Country, Romania.
Pais: Horatiu Avramoska e Yllka Avramoska (née Hookum).
Primos: Daisy Hookum, Grace Hookum, Harold Hookum, Leonard Hookum.
Aleksander é escritor. Seu FC é o Hugh Dancy e sua player a Mandy.