is it too much | adam x belinda.
O garoto sorriu ao ouvir a voz de Belinda. Era como se aquela fosse outra prova de que ela, de fato, existia. Já havia a visto, e a escutado. Só faltava a tocar. Mas essa ação estava fora de seus limites. Tentou relaxar sua face, mas corou ainda mais. Tudo bem, aquilo estava começando a ficar constrangedor. A risada da garota não lhe auxiliou a diminuir sua vergonha. D-desculpa. Virou o rosto para o lado oposto de Belinda, tentando esconder sua timidez no travesseiro. A encarou novamente quando a mesma falou sobre sua fotografia. É sim, obrigado. Pegou o papel e o guardou no bolso. Seus olhos passeavam por Belinda sem nem ao menos perceber, observando com atenção o cabelo da garota, seus olhos, sua boca, seus seios. Adam corou novamente. Droga, ele tinha esquecido por um momento que garotas vinham com seios. E outra coisa também. O garoto respirou fundo, tentando acalmar o rubor em sua face. Oh, you did not call my mother, did you? Ela está na Sibéria e odiaria trazer ela aqui por nada.
Adam era um péssimo filho e sabia disso. Não que sua mãe já tivesse lhe dito algo desse gênero, mas era óbvio. Seu nascimento causou o divórcio dos pais, e agora, perto de se tornar um adulto, ainda arranjava problemas. Nesses momentos, ele se pergunta o que Kitty faria. Mas ao seu lado, está somente a garota que ele quer pedir para sair mas não tem coragem para isso. De alguma forma, a presença de Belinda já era o suficiente para fazer o garoto ficar nervoso. Após quase cinco minutos sem dizer uma palavra, ele senta na cama, ficando no mesmo nível que Belinda. A serve com seu melhor sorriso, sem desgrudar os olhos da morena. Que péssimo primeiro encontro, não? Deu uma leve risada.
A forma com que o garoto agia, fazia com que uma pequena admiração, sobre o garoto, desperta-se nela. Ele era diferente, Belinda, gostava disso e não deixaria que uma peça valiosa como aquela fosse embora sem mais ou menos. A morena, estava pronta para jogar e ganhar, como de costume. Virou-se para a parede, por uns instantes, na tentativa de pensar em algo referente aquela situação. “Cuidado, Belinda, não vamos assustar o pobre menino logo de primeira, seja cuidadosa... Como a relação de uma serpente e sua pressa, quando ele menos esperar, você ataca.” Esse pensamento interior, fez com que, um sorriso travesso estampasse seus lábios e volta-se sua atenção ao garoto. “Ah, não, tudo bem... Ei, não precisa corar, acalme-se.” Falou-a, aproximando-se do rapaz com um sorriso no rosto. “Sim, eu liguei, mas já expliquei tudo a ela... Logo, ela apenas pediu que eu cuidasse de você em sua ausência, bem, o pedido dela é uma ordem, certo?” Afirmou, encarando o rapaz e chegando, finalmente, perto da cama onde ele estava.
Belinda, perdeu-se por alguns míseros segundos em seus pensamentos... Por mais que um lado seu gritasse para jogar o mesmo jogo que ela jogava com todos, outra parte implorava para ela dar uma chance para Adam, talvez fosse a hora... Afinal, ela não iria suportar aquela máscara de vadia da escola para sempre, uma hora esse posto iria embora, assim como tudo em sua vida. Inspirou e expirou por um segundo, na tentativa de trazer sua mente a realidade que tanto lutava para não lembrar. Ela nunca tinha encontrado alguém que a fizesse bem, por qual motivo isso aconteceria agora? Não fazia sentindo na cabeça da jovem. A única coisa que isso representava, era o fato de que ela não iria ter ninguém, ela nunca teve, não iria ter razão para ter agora. Mesmo perdida em seus pensamentos, a garota voltou seus olhos para o jovem e abaixou a cabeça. “Oh, não fale assim! Foi o melhor primeiro encontro que eu já tive, com bastante adrenalina e correria.” Brincou a jovem, levantando a cabeça e encarando o jovem. “Hum, posso sentar ai perto?” Questionou-a, apontando para cama.














