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@biamrqs
He won.
im happy for him
He got sixth place actually
these two months of 2024 have been five years respectively
no tags and 200 notes in 1 hr we are fucking going through it this year huh
Weed gummy should cost 50¢ and be sold out of vending machines and at corner stores
Hi, yes, question?
What about children?
I'm sure the kids can scrounge up 50¢
he gets me. he fucking gets me
This deserves a reblog!
I learned these the hard way many years ago, so I'm hoping by reblogging them someone doesn't have to learn them the hard way.
I will now be looking at this everyday.
Being a writer...
De: Fernando Sabino
Para: Clarice Lispector
Nova York, 10 de junho de 1946
Clarice,
Esta é a quarta carta que inicio para responder a sua. Ainda ontem me lembrei muito de você, porque um americano me perguntou se o meu relógio era suíço. A Suíça existe mesmo? Daqui de Nova York não posso te contar nada além do que você calcula. Tenho sentido muita falta de seu livro que deixei no Brasil, para plagiar uns pedaços quando vou escrever o meu. Tenho tido muitas dores de cabeça. Tenho tido muitos pesadelos. Tenho tido muito pouco dinheiro. Tenho tido muitas oportunidades de ficar calado. Tenho tido muita decepção com os Correios. Tenho tido cansaço, saudade e calma. Tenho bebido muito, muito, muito. Tenho lido os suplementos dominicais. Tenho tido vontade de voltar. Tenho xingado muito o Getúlio. Tenho tido muito medo de morrer. Tenho tido muita pena de Helena ter se casado comigo. Tenho tido muita vontade de voltar a brincar. Clarice, estou perdido no meio de tantos particípios passados. Estou com vontade de fumar e o meu cigarro acabou, estou com vontade de namorar de tarde numa pracinha cheia de árvores. Só de pensar que você estará lendo esta carta muitos dias depois de ter sido escrita me dá vontade de não mandar, mas mando. Me escreva, que responderei imediatamente. Como vai indo o seu livro? O que é que você faz às três horas da tarde? Quero saber tudo, tudo. Me escreva uma carta de sete páginas, Clarice.
Fernando.
eu tenho medo. hoje, pela primeira vez, confessei pra mim mesma em voz alta o meu medo. e não é dos outros, é de mim. eu tenho medo de mim. eu tenho medo do que posso me tornar. eu tenho medo até do que, em parte, já me tornei. e é um medo como um fogueira em que o fogo começa pequeninho e vai crescendo, subindo, consumindo tudo em volta - destruindo talvez seja a palavra certa. “mas você é tão boa”, me dizem. mas eu não sei, retruco - só em pensamento. até hoje eu encaro as fotografias de quando era criança sem entender bem quem é que está ali. logo me reconheço. me olho no espelho e vejo o traço que nunca mudou: os olhos. o vazio dos olhos. lá está ele. incansável. interminável. insone. eu tenho medo desse buraco negro, medo de abrir a “caixa de pandora” e descobrir que só pássaros negros e mortos vivem ali. “mas você é calma”, me dizem. mas eu não sei, retruco de novo - só em pensamento, de novo. eu tenho medo desse fantasma que fica à espreita só aguardando eu fraquejar pra colocar porta abaixo e me vencer de novo. eu nunca fui boa em vencer. eu tenho medo de descobrirem que eu não sou nada do que pensaram que eu fosse. eu tenho medo desse gelo que cresce de dentro pra fora e não de fora pra dentro. eu tenho medo de que os psicólogos cansem, de que os psiquiatras esgotem as receitas de remédios, de que as pessoas sangrem nos meus estilhaços sem controle. eu tenho medo de o mundo desistir de mim antes de eu desistir dele. “mas você passa tanto amor”, me dizem.
mas eu não sei. eu não sei.
e eu nem retruco.
hate bluetooth headphones that talk. you are a machine you may NOT speak to me
i want to be a vampire so bad. it would open up a whole new world of procrastination. puts off finishing a novel for 100 years. i don’t do the dishes for 20. oh wait i don’t have dishes because i suck blood. another fucking win