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@cami-garcia
Ficar em silêncio pode valer mais a pena do que tentar explicar o que sente.
Com ardor, John
jp
Às vezes escrever é o primeiro passo para começar a se libertar.
Abstract
@sobmeuolhar
!!!!!
Espiritualidade é descer, não fugir!
Tem gente que acha que espiritualidade é escapar.
É subir, flutuar, esquecer da dor, negar a raiva, fingir luz o tempo todo.
Mas pra mim, espiritualidade é o contrário.
É descer.
É encarar.
É sentir.
É estar.
Ser espiritual não é virar anjo.
É aceitar que sou humana.
Com sombra, com dúvida, com ferida aberta.
É olhar pra tudo isso sem medo — e com amor.
Não adianta acender incenso se você não quer encarar o que o fogo queima.
Não adianta meditar se você não ouve a própria alma quando ela chora.
Não adianta falar em luz se você rejeita a própria escuridão.
Espiritualidade é presença.
É estar inteira — até nos dias quebrada.
É ter consciência, não ilusão.
É transformar, não esconder.
Se for pra subir, que seja depois de descer até o fundo da alma.
Porque é lá que mora a verdade.
— Camila 🌌
Sinto Como Se não Tivesse Pele
Tem dias em que tudo me atravessa. Uma palavra torta. Um olhar vazio. Um som alto. Sinto como se não tivesse pele. Como se a alma estivesse exposta, sem nenhuma camada pra proteger.
Não é drama. É intensidade. É uma sensibilidade que não veio por escolha — veio com a missão.
Quem sente demais vive em um mundo que nem sempre sabe lidar com profundidade. A gente escuta mais do que é dito. Sente o que o outro não fala. Percebe dores disfarçadas de força. E carrega silêncios que nem são nossos.
Sim, dói. Dói ver o que ninguém vê. Dói não conseguir ser superficial. Dói não conseguir fingir que está tudo bem quando não está.
Mas sabe… Mesmo sentindo demais, eu sigo aqui. E talvez esse seja o maior poder: continuar amando o mundo, mesmo quando ele fere. Continuar sentindo, mesmo quando tudo manda calar.
Porque sentir demais é viver por inteiro. E eu não nasci pra ser pela metade.
— Camila 🌌
Falo Baixo Porque Minha Alma Grita
Vivemos num mundo ensurdecedor. Todo mundo quer ter razão. Todo mundo fala ao mesmo tempo. Todo mundo posta, opina, grita, reage. Mas quase ninguém escuta. Ninguém sente de verdade.
Nesse caos, eu escolhi o silêncio. Não porque eu não tenha nada a dizer, mas porque as minhas palavras estão cheias demais para serem desperdiçadas. Eu falo baixo porque minha alma grita. Grita por verdade. Por presença. Por conexão real.
O silêncio, pra mim, não é ausência. É espaço. Espaço pra respirar. Pra lembrar quem sou. Pra ouvir a voz que vem de dentro — aquela que nunca erra, mas que o barulho do mundo tenta calar.
Eu sou feita de pausas. E nas pausas, eu me reencontro. Porque tem coisas que só o silêncio revela. E tem dores que só a alma entende.
— Camila 🌌
Sinto demais — e isso é meu poder
Me ensinaram a não sentir. A segurar o choro. A engolir o nó. A disfarçar a raiva com um sorriso e a transformar dor em piada. Como se sentir fosse errado. Como se ser sensível fosse fracassar.
Mas eu cansei. Cansei de fingir que não sinto quando tudo em mim pulsa. Cansei de pedir desculpas por ser intensa, por me importar demais, por mergulhar onde outros só molham os pés.
Ser sensível é ver o que outros não veem. É escutar o que não foi dito. É perceber o invisível. E mesmo que isso doa às vezes… é também isso que me conecta com o sagrado.
A sensibilidade não me enfraquece. Ela me atravessa, me molda, me revela. Ela me guia. Me cura. Me devolve pra mim.
Sinto demais, sim. E nesse mundo tão endurecido… isso é meu superpoder.
— Camila 🌌
Meu altar é feito de céu, café e silêncio
Domingo tem gosto de pausa. Enquanto o mundo corre atrás do tempo, eu me sento com uma xícara de café quente e deixo que o tempo corra por mim. Olho o céu. Escuto o vento. E silencio.
Não preciso de incensos acesos ou cantos sagrados — meu ritual acontece dentro. Meu altar é invisível, mas real: ele se ergue entre as estrelas que me lembram que sou poeira cósmica… e entre os goles lentos que aquecem a alma.
Esse é o meu templo. Não tem paredes, nem regras. Só presença. É ali que converso com o invisível, que recebo respostas sem palavras e que me reconecto com o que sou antes de ser.
Porque às vezes, tudo o que a gente precisa é de um pouco de céu, um pouco de café… e muito silêncio.
— Camila 🌌
A alma se cura no escuro
Falar sobre cura é bonito. Viver a cura… é outra história. Ninguém te conta que, antes da luz, vem a queda. E que o fundo do poço às vezes não tem chão — tem espelho. A alma não se cura em retiros iluminados. A alma se cura quando você está deitada no chão do banheiro, em silêncio, ouvindo seus próprios gritos internos. Quando ninguém te responde. Quando nada mais faz sentido. Quando até o universo parece quieto demais. A cura vem quando você desiste… e, mesmo assim, continua. Ela aparece no meio da madrugada, no nó da garganta, no texto que você escreve pra não enlouquecer. Cura é atravessar. É morrer em vida e renascer sem aplausos. É encarar seus monstros, seus traumas, sua criança ferida, seus desejos proibidos e seus sonhos partidos — e não virar o rosto. A alma se cura no escuro porque é ali que a gente para de fingir. É no escuro que a verdade aparece nua. É no escuro que você encontra você. E acredite… não há nada mais sagrado do que isso. — Camila 🌌
Pensamentos de Uma Viajante Cósmica
🪐 Primeira Parada: Por que estou aqui?
Se você chegou até aqui, talvez algo em mim tenha falado com algo em você.
Criei esse espaço para expressar o que o mundo cala, para colocar em palavras aquilo que muitos sentem, mas poucos conseguem dizer. Sou uma viajante cósmica — não porque viajo entre planetas (ainda), mas porque caminho entre dimensões internas, emoções profundas e perguntas que o tempo insiste em esconder.
Neste blog, você vai encontrar textos que incomodam e acolhem, desabafos que misturam dor e lucidez, e reflexões que talvez abram portas na sua mente — ou fechem algumas que já não servem mais.
Escrevo porque preciso. Escrevo porque sinto demais. Escrevo porque tem algo em mim que acredita que palavras, quando são verdadeiras, podem acordar consciências adormecidas.
Seja bem-vinde. A viagem só está começando.
— Camila 🌌