resumo um estudo em vermelho - arthur conan doyle
Começamos o livro sendo apresentados a Watson, que acaba de voltar de um período como médico do exército. Com marcas da guerra, após alguns meses de muitos gastos em um hotel em Londres, o médico está atrás de um lugar barato, onde ele possa se acomodar. Em um encontro de sorte com um velho amigo do Afeganistão, Watson é levado a conhecer um homem que está em uma busca de um companheiro para dividir o aluguel. Este homem é nada mais nada menos que Sherlock Holmes. Começando sua estadia na Baker Street 221B, Watson começa a observar que seu companheiro é um tanto peculiar: não parecia ter feito nenhum curso regular, porém, tinha um conhecimento tão extraordinariamente vasto e minucioso que deixava qualquer um abismado. Apesar disso, não possuía quase nenhum conhecimento sobre literatura, filosofia e política. Com certa regularidade recebia visitas da mais diversa categoria de pessoas, além da visita de um homem chamado Lestrade. Segundo ele, essas pessoas eram clientes. Watson não tinha a mínima ideia do que Sherlock fazia da vida até o dia em que, abismado com um artigo de jornal que havia lido falando sobre a capacidade de deduzir o trabalho de um homem apenas pela sua roupa, Holmes se revela como autor da publicação. Watson, a princípio, não coloca muita fé na ideia de que Holmes possa resolver um caso sem mesmo sair de casa. Porém, ele muda de ideia ao ver que Holmes conseguiu adivinhar que certo homem que o visitava era sargento da marinha, sem ter nada visível que pudesse dizer isso. É então nesse momento que Watson passa a acompanhar seu primeiro caso. Lauriston Gardens manda um informe a Sherlock falando sobre um novo homicídio. Um policial encontrou um corpo em uma casa vazia, as duas horas da manhã. Sherlock e Watson vão em direção ao endereço, onde Holmes faz uma detalhada inspeção. Lá eles encontram Lestrade e Lauriston. Além do corpo, só há um anel, a palavra rache escrita na parede, em sangue (palavra que Lestrade acredita fielmente significar Rachel) e alguns itens do bolso. Em suas observações, Sherlock chega à conclusão que o assassino foi um homem, alto, com unhas grandes, e matou o homem com veneno. E por fim, a palavra rache na verdade significa vingança em alemão. Porém, Shelock sabe, pela forma como foi escrito, que não se trata de um alemão, mas de um imitador. Ao ouvir o depoimento do policial, Sherlock descobre que o assassino voltou a cena do crime, se passando por um bêbado. Holmes chega a conclusão então que o anel era algo valioso, e ele voltou com a intenção de acha-lo. Na ideia de conseguir contatar o assassino, Sherlock anuncia nos achados e perdidos o anel. Porém, diferente do que imaginado, quem vem atrás do anel é uma senhora, alegando que o anel pertence a filha. Desconfiado, Sherlock a segue. Qual não é a surpresa quando Sherlock percebe, chegando no destino, que senhora havia saltado do carro em movimento, deixando Holmes perdido. A senhora, segundo ele, na verdade era um homem, ágil e excelente ator. Um disfarce perfeito. Paralelamente, Gregson estava fazendo sua investigação, e chega a Baker Street 221B com a notícia que havia preso o assassino, Arthur Charpentier. O detetive conta que chegou a essa conclusão após ir ao endereço da loja que vendia a cartola que o morto estava usando. Chegando lá, descobriu que o falecido era hospede da Madame Charpentier. Ao questiona-la sobre o rapaz, descobriu que ele não estava sozinho, mas sim com um secretário, Joseph Stangerson, e que tinha uma conduta muito questionável. Havia tratado sua filha com uma excessiva intimidade, o que acabou levando a Madame Charpentier a expulsa-lo. Porém, o rapaz voltou a estadia, e foi expulso novamente, agora pelo filho da Madame Charpentier, Arthur. Levando em conta que o rapaz seguiu Drebber e não voltou para casa cedo, foi tido como o assassino por Gregson. Porém, o momento de glória do detetive logo acabou com a visita de Lestrade, que informou a morte de Joseph Stangerson em um quarto de hotel. O assassino estava então solto. Lestrade informa que Stangerson foi morto a punhalada, mas junto ao seu corpo, haviam duas pílulas (também entradas na primeira cena do crime), além de um telegrama escrito “J.H. está na Europa”. Sherlock faz então um experimento com as pílulas, e vê que uma não tem efeito nenhum, enquanto a outra mata instantaneamente um cachorro de rua moribundo. Desvendando um ponto importante do crime, Sherlock desce em direção a rua Baker Street, chamando um cocheiro. Ninguém faz ideia de pra onde ele vai, mas a surpresa é ainda maior quando ele anuncia o assassino, ali mesmo, na frente de todos: o cocheiro, Jefferson Hope. Terminada essa primeira parte, somos levados a 20 anos antes, para conhecer o início dessa história. Na região central do grande continente norte-americano estende-se um deserto árido e inóspito. Nesse deserto, caminham um homem, e uma pequena menina, de cinco anos - os únicos sobreviventes de um grupo de andarilhos. Vendo a morte se aproximar pela falta de água, o homem apenas consola a pequena criança, que acredita que verá a mãe logo logo. Porém, não estava tudo perdido. No meio da poeira, surge uma enorme caravana, com umas 10 mil pessoas, que se elegem filhos de Deus, e acreditam estarem sendo guiados por eles. Uma caravana de mórmons. Diante daquela situação, o homem promete aceitar e viver de acordo com as crenças do grupo, para que sejam salvos dali. A menina, que não é sua filha, é agora adotada por ele. São John e Lucy Ferrier. Os anos passam, e a comunidade está fixada em um vale. Ali, criam divisões de terras e famílias. John parecia estar se saindo bem, tirando apenas a parte que não aceita fazer um harém, como todos os outros companheiros. Porém, além disso, ficava cada vez mais rico. Lucy, por sua parte, estava cada vez mais habilidosa e bonita, o que chamava a atenção dos rapazes a volta. Certo dia, a caminho da cidade, Lucy acabou ficando presa no meio de uma manada, e teve sua vida e seu cavalo salvos por um jovem chamado Jefferson Hope. Após esse contato, a jovem e o rapaz ficaram cada vez mais próximos, e o próprio pai de Lucy desenvolveu um grande afeto por Hope. Por fim, Lucy foi prometida a Hope. Após uma viagem de dois meses, Hope voltaria para buscar sua amada. Porém, John foi visitado por Brigham Young e questionado sobre a posição da moça. Havia uma escassez de mulheres na comunidade, o próprio John não tinha uma mulher. Ter Lucy aceitado se casar com um rapaz de fora foi um insultado, e segundo eles, isso ia contra seu regulamento. Young deixou claro que restava pouco tempo para que John tomasse uma providencia. Era sabido que aqueles que não cumpriam com as ordens da seita acabavam mortos ou desaparecidos misteriosamente. A situação piorou ainda mais quando eles receberam a visita de dois jovens mórmons, chamados Drebber e Joseph Stargerson. Os dois queriam a mão da jovem, e deixariam na mão dela decidir. Mesmo sob pressão, John mostrou-se firme na decisão de não deixar sua filha se casar com um daqueles jovens. A partir daí, misteriosamente os dias eram contados, avisando que estava cada vez mais perto o seu fim. Começou com um bilhete em sua casa escrito “29 dias”, e a cada dia, os números iam aparecendo em um lugar diferente da casa. John já havia perdido as esperanças, quando um antes da sua sentença, Hope apareceu, se arrastando pelo chão e entrando na casa sorrateiramente. Disse que a casa estava cercada, e eles teriam de ser rápidos ao escapar. Inicialmente a fuga foi bem sucedida, e John, Lucy e Hope haviam conseguido andar por alguns dias, no meio do deserto, sem serem pegos. Porém, as provisões começaram a acabar, e Hope saiu em busca de comida, deixando sua amada e seu sogro no acampamento. Ao voltar, Hope se deu conta do pior: John havia sido morto e Lucy levada. Soube, pouco tempo depois, que a jovem havia se casado com Drebber, e morrido de amargura um mês depois. Hope decidiu então: viveria para vingança. Os anos iam se passando, e Drebber e Stargerson começaram a notar alguns atentados a sua vida. Passaram a viver uma vida fugindo de Hope. Chegaram a conseguir prendê-lo uma vez, mas nada o deteve. Após 20 anos de perseguição, Hope os encontrou em Londres. Trabalhando como cocheiro, teve a oportunidade de ter Drebber como cliente. Após ser expulso de sua hospedaria, morto de bêbado, entrou no cabriole de Hope, que o levou até a casa abandonada. Não demorou muito até que Drebber percebesse que sua vida estava por um fio. Hope deu então a ele o poder de escolha: ele escolheria uma pílula, e Hope tomaria a outra. No fim, Drebber morreu vendo Hope segurar a aliança de sua amada na sua frente. Já no caso de Stargerson, havia descoberto o seu hotel por meio de Drebber. Entrou pela escada externa, acordou o rapaz, mas foi atacado. Vendo sua vida em risco, deu-lhe uma apunhalada no peito. Mas como Sherlock desvendou isso? A aliança, a pista principal. Sabia que havia uma mulher envolvida. Ligou para polícia de Cleveland para saber detalhes sobre a vida de Drebber, e acabou por ter o nome de Hope em suas mãos: uma solicitação de proteção feita por Drebber contra Hope.










