Por instantes con tu compañía, lo dejaría todo.
Spac21 (Epifanía).

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Por instantes con tu compañía, lo dejaría todo.
Spac21 (Epifanía).
Primeiro amor
De todos os primeiros amores, foi o mais marcante. Duas décadas que te conheci e ainda ronda meus pensamentos, sobre o que se foi e o que poderia vir a acontecer (daqui mais vinte anos), espero que sigas vivo em minhas memórias e pelo tempo que for possível ver-te. É um rapaz muito generoso, bonito e educado, e merece uma vida vitoriosa e muito prazerosa, que possa viver as mesmas felicidades que estar ao seu lado já tive, e que seus pais e sua irmã vivam muito, que sua avó tenha a paz merecida (ela era uma gracinha, penso ainda mais nela)... Mais dois mil e três anos de bênçãos e felicidades em sua trajetória. Considero que dos meus três-primeiro-amores é o primeiro principal oficial e nada me tira isso da cabeça. Seja o protagonista da sua vida, continue sendo belo e muito feliz com a sua atual namorada, se der errado, ainda sabe meu endereço.
Depravada
Não me prendo Nem me arrependo No que digo, me sustento Pior que a solidão É a prisão Presa em tabus Medos Eu não! Sigo escolhendo a liberdade Pode até ser maldade Tudo ou nada Talvez tudo por nada Alguns me chamam de depravada Até vagaba Não sirvo pra ser sua namorada Talvez até amada Por vezes, desligada Nunca, tapada Se quiser alegria Pele macia Posso oferecer-te Diversão Um pouco de paixão O melhor passatempo que conhecerá Jamais esquecerá Desejo primal Como uma tatuagem tribal Fora de moda mas jamais esquecida Marca registrada Sempre relembrada Se nivelar por baixo Posso ser muito inteligente Estarei sempre contente A te aporrinhar E perturbar Uma linda miserável Por muitos conhecida Poucos, admirável Por quem não pode, desejada Se me der trela Te puxo, mordo e assopro E quando me der no saco Te esqueço E nunca mais saberás de mim Me chame no diminutivo Fique na defensiva Guarde o segredo Segure a barra Isso passará Indecente Às vezes, decadente Venha e tente Jamais serei sua Nem de ninguém Nem vem Não quero casar Amigar Muito menos me juntar Quero o momento Infestar seu pensamento Fazer se duvidar Da sua moral Sempre do contra O preço que pago É o isolamento Até que vale a pena o sofrimento Da subversão Não largo mão A mocinha Calminha Educadinha E menininha Procure em outra Que cairá no seu papinho Capaz de sentir o mais terno amor Sem ser propriedade Nem cair na vaidade De querer-te puro e casto Velha Nova Rapariga Garotinha virginal Sem rótulos Caminharei Que continue a depravação A diversão Que te proteja a imensidão Do generoso e paciente amor Te afete Me tabefe Viagem que não te leva a nenhum lugar Uma mocinha tão vulgar Parece miragem Tamanha vadiagem
Limerência
Sei que é apenas fantasia Mas que alegria Anda trazendo Nesse momento tão ruim Você que está me animando Temos tão pouco tempo Para errar Venha, não tenha medo Não vou espalhar
Seria seu parquinho Seu rolinho Lancinho, como antigamente Entrego-me de corpo e alma Totalmente A forma específica que me olha Quase me mata do coração Será paixão? Tesão? Admiração Ou tudo junto, um combo de fascinação? Queria esse olhar O toque de suas mãos Manchadas Em mim Que o sorriso bobo Seja de malícia Na carícia Rindo da maldade Passeando pelo meu corpo
A hora é agora Não demora Que eu não desisto Nem à sua voz, resisto
Pensando em ti Silêncio absoluto Ansiando as horas passarem Os dias voarem E algo, finalmente, vir a acontecer
Duvido que alguém já tenha te fantasiado Como a idiota que escreve poemas aqui Não é comumente desejado Geralmente, desprezado Duvido muito Poderia vir e tirar meus questionamentos
Seja bonzinho Me faça um carinho E outros Até que estejamos sozinhos E, algo maravilhoso, faremos
Docinho Engraçadinho Não saio dessa limerência Objeto de afeto Tenha a decência De realizar essa vontade Mesmo que uma única vez E cada um, cada um Seremos um E era uma vez A vulgar decadência De dois imbecis
Não te amo Nem te quero pra sempre Só ser o de repente Desejo vindo do âmago
Uma história para o caixão Confidência em leito de morte Vontade desse porte Não deveria ser em vão
Tire essa monotonia Dê a mordomia De criar teia Nessa tentação
Espero sempre lembrar Desse bem estar Por você, proporcionado Seja meu amado Só agora Esqueça-se de mim Só me diga um generoso sim Meu estado de limerência Pura indecência Estar assim
Marta
Marta, sinto sua falta Queria ter-te atendido Ter visto Sem ser no caixão Voltaria esse mês Mas, o destino não tem vez Se foi Não voltará Jamais Irreconhecível Antes de virar pó Não pude ver seus pés Eram tão magrinhos Bonitinhos Sua fina voz Espero sempre recordar As perninhas fininhas Toda fofinha, lindinha Queria tanto viver E não permitiram O futuro planejava Agora é pó incinerado Poderia conhecer o querido Aposto que teria gostado Rever seus colegas Que uniram-se no cemitério Seu paquera foi lá Não o vi, mas me contaram Que estava arrasado E muito sentido Queria que tivessem dado certo Gostaria de ver seus futuros passos Que jamais ocorrerão Agora está numa urna de pó Velada num caixão Será sempre lembrada Por sua voz, jeito e fofura Nunca foi relaxada Só um poço de ternura
Alguém para amar
Monotonia monocromática Essa vida errática Posso estar sendo dramática Até básica
Queria alguma emoção Paixão, tesão Amolecer o coração Um objeto de devoção Nada faz sentido Nem graça Para uma poeta Que não sabe ficar quieta Estou morta Ninguém me interessa Porque o meu alguém Tem outro alguém Isso me estressa Quero esquecer-te Sumir Sair por aí A procurar outras Outros Independente Uma motivação Faria bem Pode ser bom ou mau Sem pensamento Passo mal Quero pegar na sua mão Anseio falar besteira Pode até ser mentirinha Me faça de otária Só me acelere o coração Envelhecendo Não vivendo Apenas existindo Sem uma gracinha Nem bitoquinha
Um dia há de vir Alguém para amar Motivo para sorrir Venha me salvar Tocar Beijar
Imploro sentimento De qualquer cidadão Disponível Inteligente Galante Confiante Espera sofrível
Si vamos a jugar con la literatura consideramos empezar por las figuras retóricas y no por pretender ser figuras públicas.
Casa/Lar
Não quero estar em casa, prefiro ficar na rua. Esperando alguma presença, talvez a sua. Não o encontro, nem esperanças para seguir aqui. Tudo é feito para tirar minha paz, não te ter e o não saber. Gritaria do cacete, insuportável resistir.
Quando vejo-lhe, os problemas desaparecem, minha casa vira um lar, só por saber e reparar que gostas muito de mim (ou dissimula muito bem), mas aí a magia acaba e tudo volta a ser infernal, fatal. Estou na rua até altas horas, volto pra casa e penso em churrascamento, que tormento! Ninguém me entende, o tempo não passa e tudo segue igual ao passado, fadado ao fracasso. Não tenho casa, nem lar, e queria amar-te.
Machão
Deus me livre de um machão Não quero, não Aquele que escarra no chão Cultiva nos dedos do pé um puta unhão Garotão fanfarrão Todo galante Achando-se elegante Que infame Não sabe conversar Malemá, pensar Não digam que irei pagar com a língua Pois nem beijar de língua Me apetece por esses homens Todos iguais Malvados, cruéis Esses que querem body count Saber até quem foi o seu primeiro Mas ai de mim Perguntar sobre seu paradeiro Burrice performada Atenção sempre conquistada Nunca podem esperar Quem dirá, te aceitar Machões que enchem a boca Pra falar besteira Ameaçar veladamente De forma eloquente Até que não tenhas pra onde fugir Não haja motivos pra seguir Impossível terminar Devido ao imenso ego Maior do que tudo em seu corpo Só páreo para seus gritos Seus chiliques aceitos
Te obrigando indiretamente Ceder aos seus instintos Agindo feito bicho Bicho do mato Não entende uma recusa Já faz um show Seus pêlos corporais saltando E na internet reclamando De perna peluda Axila cabeluda Suas costas parecem a de um lobisomem Mas, claro, só eles podem O amor, deles, é livre O de sua amada, prisioneira Ai dela caso queira Viver outro amor Nananinanão! De pernas abertas no ônibus Eu, encolhidinha do lado Mas, coitado Não aprendeu a se portar
De vocês o que me interessa É o que me convém A validação Só para a vida ter um pouco de emoção
Pecaminosa
Seus longos ombros Os sorrisos bobos Aquele abraço tão esperado Depois de tantos anos Voltei a senti-lo
Muito tempo só melhorou Aquele que já era maravilhoso Rugas de sabedoria Charme e aparente alegria Toques e mãos dadas Finalmente, dadas respostas Pecado é lhe deixar de molho Contigo queria ter um filho Viver tudo aquilo que é possível Escutar seu sarcasmo incrível Ser a múmia lover Mesmo que já esteja over Já te vi em noventa e quatro E nunca na porta do meu quarto Estive contigo em dois mil e onze Apenas vi sua pose Diante de outra Agora, casada
Há dezesseis anos atrás Dava as caras Na minha mísera existência Daí, tudo virou tremor Paixão e pavor
Muso italiano Visto como puritano Fazendo-me pecar De desejo, arfar Pêlos arrepiados No nosso breve contato
O quanto esperarei Sentimentos correspondidos? Por ti, aguardarei O que for preciso Sua presença muda tudo Todos
Alma pecaminosa Que chora copiosa Por sua atenção Um sim, um não Já ajudariam muito Esse pobre coração
Camarada
Por favor, camarada Dê atenção a sua amada Não precisa disso É uma situação tão desconfortável Que se torna palpável Se esconde seus sentimentos Seja mais discreto Assim, me coloca numa sinuca de bico Me desespero Como pôde ser tão cínico? Essa ânsia de esconder Te dedura como ninguém Vejo além Todo esse desprezo, não é gratuito É o medo de perder Perder quem? Você já tem alguém
Seja feliz Que também serei Esqueça-se de mim Faça esse favor Cale esse ressentido amor Acabe com essa dor O sentimento é recíproco Mas não pode se materializar
Deixe pra lá o nosso passado Deixe-me livre com meu amado Não se preocupe Não morreu nada dentro de mim Só não viverei sofrendo por ti Isso passará Sempre passa
Não a faça sofrer Não queira me podar Estando em outra Não nos faça de trouxas Pelo seu imenso ego E dúbio apego
Me desvio, corres atrás Por que isso faz? Que amolação Ficar agourando paixão
Não quero atrapalhar seu relacionamento Acabar seu casamento Quem acabará, no fim, você Com esse reprimido sentimento Sem saber o que fazer
Conspiração
Atrapalhando namoros alheios Enchendo os caretas de medos Ali está, a conspiração Tudo de mal no mundo Sua culpa é, acredite
Dona dos olhares Que a devoram Perdição, a conspiração Tentação, essa maldição
Homens e mulheres Jovens e velhos Todos se perguntam Por que ela é assim?
Só diz besteiras inapropriadas Trazendo todos os olhares Alguns com ternura, outros não A atração turística desse bairro Aberração imoral
No fim, após se aproveitarem, todos a largam E a culpam Por suas próprias falhas A conspiração é, claramente, a culpada!
A terra plana da região O mal da nação Como pode, tão bonitinha mas tão má? Após se divertirem, todos se vão
Quando ousou reagir às ofensas Quem ela pensa que é? Virou inimiga do povo Terror do pessoal Odiada por geral
Pobre conspiração.
Matriz
Rever-te trouxe reflexões Todas minhas paixões Tem um “quê” seu Uma memória, gestos Todos sendo retalhos Seus, sonho meu
Andas como um Sorri como outro Até a altura Tentei encontrar Em outro alguém Para esquecer-te Quem? É a matriz Tudo que eu sempre quis E irei querer Será sempre o maioral Não importa qual Ouse comparar Seguirá sendo o tal Tem a aparência ideal Sorriso real Mão perfeitaNão faça desfeita Dessa paixão que aguarda Senta e espera Um tanto teatral Sempre leal
É aquilo de mais belo já visto Sempre bem quisto Nesse pobre coração Ardendo de paixão Que por ti, até reza Ser contemplada em alguma esfera De ser sua amante Amiga Qualquer uma Qualquer uma, sua
Os outros que vieram depois Muitos no desespero A maioria sem perceber Fazem reparar Sempre esteve em todos os lugares Quase duas décadas Nada é igual É acima do bem e do mal
Esperarei o tempo que for preciso Para ter seu abrigo Até para que seja meu amigo As suas cópias desapareceriam E o sentido voltaria
Afogue
Quero que se afogue Na sua culpa total Não durma bem e não saiba porquê Tudo vai mal Apenas está pagando E se inundando Com o seu mal
Tudo foi tão injusto A que custo Me puseram tão pra baixo Tudo isso por macho Que infelizmente ainda me admira Volte para mim Ou suma para sempre Quem sabe, de repente Se arrepende E volte, enfim Pra mim, num alto e intenso, sim Não a conhecia direito Contigo, fiquei desnuda Fui frágil, sincera Me devolveste com desprezo Um dia há de voltar Até poderá achar Quem sabe te perdoar Felizmente não sou seu travesseiro Nem seu coração
No momento, não me encontrará Não adianta se esforçar Nem tem o direito Seu plano perfeito Só te corroerá Pouco a pouco Ficará muito louco
Mistério
Curiosidade da década Como vive? Quem conversa? Como se expressa? Alguma sortuda por ele é tocada? De uma paixão antiga Tenho conhecimento Fez carta, teve sentimento Há doze anos atrás Não tem nenhuma “amiga”? Maior pânico da vida Estar ao seu lado De pequena o olhava e já sofria Como pode ser tão belo? Sempre quis beijá-lo Tão alto, tão misterioso Bastante gracioso Já o abracei Duas vezes Lembro perfeitamente Queria ter quatorze anos novamente
Aprender com suas palavras difíceis Observá-lo pedaço por pedaço Felicidade hormonal Pedaço de pecado fatal Me divertindo por sua causa
Sentimento mais duradouro Que o tempo que não te conhecia Pudera, quem dera, por favor Um dia amar-te Tocar e beijar-te
O sorriso que me deu Provavelmente reconheceu O olhar desesperado Que te via E não mudou Charme celestial Corpo escultural Sortudas as que o tocaram E privilegiadas te tocarão Nesses quinze anos Alguma conhecida chegou até o final?
O encontrando em filmes medievais Tentando descobrir o que falou, com quem vais Múmia deliciosa Alma bondosa
Não sei nada Sei tudo Quero saber o resto Almejo ser alguém que não odeie Se é que lembra de mim Se me diria um sonoro sim Ou me ofenderia, como os outros?
Ofensa real Não a boa ofensa Essa, com certeza, aceitaria Até sorria Minha fama chegou aos seus ouvidos? A boa ou a má? Sane essa dúvida, te imploro
Gosto do mistério que te envolve Mesmo querendo muito que seja meu Meu amigo Meu amante Meu namorado Independente Sejamos algo
Almoço e Janto
Desejo atemporal Uma vida nessa Você é inocente Eu, indecente Não precisa ter pressa Por você esperarei Até onde for possível De tudo farei Ontem era impossível Então, te instigarei
Antiguidade Bem demais pra idade Dá pro gasto Podendo te ter Almoço e janto Sorrindo pra mim Não faça assim É impossível resistir Me comendo com os olhos Observando-me toda Fingindo não perceber Dissimulando o querer Procurando saber se sou tudo isso Que chegou ao seu ouvido Sorte ou azar? É aquela de antigamente? Saca só, que situação Um pudico e uma devassa Quem será que cairá primeiro? Sucumbirá ao tesão Quando as máscaras caírem Nunca mais será livre Ficarei sempre ao seu redor Como uma súcuboDeixe-me te tocar, por favor
Ajoelharia no milho Beberia o mar de canudinho Faria promessa Para poder sentir seus lábios Nos meus Bem coladinhos
Faz de conta que sou a primeira Que eu finjo igual Não sou a puta, nem a freira Nem é o mal É esse seu olhar fatal Que me deixa animal
Ainda vou ganhar Por cima ficar Nem o Rei Arthur irá separar Nossos corpos colados Extasiados, suados
Resto
De todos, sou o resto Será que eu presto? Creio que devo ser horrenda Espero que um dia se arrependa De ser tão grosseira Por besteira
O perfeitinho, não ajuda em nada Mas é o foda! Seu gosto musical, maravilhoso O cultural, nem se fala
Estamos juntas e o assunto é o outro Como será que ele está agora? O preferido O tão querido Que não dá uma foda pra nenhum dos dois
A fumante Porca Sem educação É aquela que sempre os dá a mão Para o que precisar Nada faltar
Adulta na infância Um bebê na juventude Questionando as atitudes O tempo todo Sem cansar
O tanto que querem me socar Não tenho medo Podem me matar Seria uma alegria tremenda Sem respeito
Se dizendo minha amiga Melhor amiga Sempre aberta a briga A crítica Nunca a compreensão
Não posso contar com nenhum de vocês Todos os três Apenas me suportam Provavelmente imploram Pra que não mais exista
Realizei breve seus sonhos Só esperando a hora certa Sou esperta Não me amedrontam Sequer importam
Permissivos Com o que? Ser recebida a gritos Por que usei um termo errado Dizendo mijado
Permissão Sem perdão Incompreensão Deve ser do caralho De fora Por debaixo dos panos Depressão Ideação