Depravada
Não me prendo Nem me arrependo No que digo, me sustento Pior que a solidão É a prisão Presa em tabus Medos Eu não! Sigo escolhendo a liberdade Pode até ser maldade Tudo ou nada Talvez tudo por nada Alguns me chamam de depravada Até vagaba Não sirvo pra ser sua namorada Talvez até amada Por vezes, desligada Nunca, tapada Se quiser alegria Pele macia Posso oferecer-te Diversão Um pouco de paixão O melhor passatempo que conhecerá Jamais esquecerá Desejo primal Como uma tatuagem tribal Fora de moda mas jamais esquecida Marca registrada Sempre relembrada Se nivelar por baixo Posso ser muito inteligente Estarei sempre contente A te aporrinhar E perturbar Uma linda miserável Por muitos conhecida Poucos, admirável Por quem não pode, desejada Se me der trela Te puxo, mordo e assopro E quando me der no saco Te esqueço E nunca mais saberás de mim Me chame no diminutivo Fique na defensiva Guarde o segredo Segure a barra Isso passará Indecente Às vezes, decadente Venha e tente Jamais serei sua Nem de ninguém Nem vem Não quero casar Amigar Muito menos me juntar Quero o momento Infestar seu pensamento Fazer se duvidar Da sua moral Sempre do contra O preço que pago É o isolamento Até que vale a pena o sofrimento Da subversão Não largo mão A mocinha Calminha Educadinha E menininha Procure em outra Que cairá no seu papinho Capaz de sentir o mais terno amor Sem ser propriedade Nem cair na vaidade De querer-te puro e casto Velha Nova Rapariga Garotinha virginal Sem rótulos Caminharei Que continue a depravação A diversão Que te proteja a imensidão Do generoso e paciente amor Te afete Me tabefe Viagem que não te leva a nenhum lugar Uma mocinha tão vulgar Parece miragem Tamanha vadiagem













