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Não dispersa que é tempo de agregar
AS JANELAS SÃO A PRIMAVERA DAS CASAS 1981
Poema do guarda-chuva aberto
CRISE HÍDRICA
Falta de água potável, secas mais intensas em algumas regiões, inundações e deslizamentos nas cidades, queda da biodiversidade, redução de áreas destinadas ao cultivo de arroz, trigo, milho e café, entre outros. Essas são as previsões para o futuro da América do Sul segundo relatório divulgado pelo Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas da Organização das Nações Unidas (conhecido como IPCC, da sigla em inglês). O Estudo avalia impactos da alteração climática adaptação e vulnerabilidade da Terra. Os resultados se baseiam em mais de 12 mil estudos científicos. O documento é considerado como o mais completo já elaborado sobre o tema. A conclusão é de que a capacidade de adaptação humana está se esgotando. É urgente, portanto, diminuir o aquecimento global e as praticas que o causam.
Aguá só na rua
Tempestades e inundações serão cada vez mais frequentes nas regiões tropicais da América do Sul, Africa e Asia. Em áreas urbanas vulneráveis, enchentes e deslizamentos serão ainda mais comuns. Em contraste, a água potável será um recurso casa vez mais escasso em regiões subtropicais secas. Como consequência, deve haver um aumento pelo controle de bacias hidrográficas. Segundo um estudo coordenado por Eduardo Amaral Haddad, professor titular do Departamento de Economia da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP), e feito por Eliane Teixeira dos Santos, mestrada em teoria econômica, e Estado de São Paulo perdeu cerda de R$300 milhões, somente em 2012, em função das inúmeras enchentes que afetara,, as cidades paulistanas. Para os pesquisadores da USP, em um período de cinco anos , o Brasil perdera aproximadamente R$1 bilhão em razão dos problemas causados pelas fortes chuvas.
Adeus, cafezinho
Algumas culturas como arroz, trigo e milho podem sofrer impacto negativo apenas com a elevação de apenas 1ºC na temperatura e as piores previsões indicam perdas de mais de 25% na produção desses grãos até 2050. Com o crescimento da população, uma menor produção de grãos pode levar a uma crise alimentar global. A alta nos termômetros também pode reduzir as áreas destinadas ao cultivo de café, principalmente, o da variedade arábica, que responde por 70% da demanda global. O Brasil como mais exportador do grão pode ter sua produção reduzida significativamente. Nos estados de São Paulo e Minas Gerais, com um aumento de 3ºC na temperatura global, o potencial de cultivo seria reduzido de 70-75% para 20-25% diz o IPCC.
Biodiversidade ameaçada
O documento também estima a queda da biodiversidade com a diminuição do numero de especies de plantas e animais. Alguns fatores responsáveis seriam a poluição, o desmatamento e o aumento de especies invasoras. Umas das únicas noticias consideradas positivas foi a redução da ameaça de savanização da floresta amazônica pelo aumento da temperatura entre 2ºC e 4ºC até 2100, conforme havia sido divulgado pelo próprio IPCC em 2007. No entanto, a preocupação persiste. O bioma pode sofrer graves consequências com fatores como mudanças no regime de chuva, desmatamento e queimadas. De acordo com integrantes do IPCC, os efeitos do aquecimento são sentidos até agora, principalmente na natureza, porem cada vez mais haverá um impacto sobre a humanidade. As mudanças climáticas irão atingir a saúde, a habitação. a alimentação e a segurança da população no planeta afirma o relatório.
O Papel da Pecuária em nossa Crise Hídrica
Mais do que um artigo na linha do “Eu tinha falado que a água ia faltar”, ou um artigo que pretenda tornar as pessoas vegetarianas para que assim economizemos mais água (economizar água deve ser um motivo subsidiário e adicional para a adoção do vegetarianismo, sendo a razão principal o respeito aos direitos animais), esse artigo se constitui em resposta a tantos desenganos e tantas desinformações publicadas pelos defensores da pecuária, tentando eximi-la de culpa frente a atual crise hídrica.
Tentativas de eximir a pecuária de culpa Recordo-me, em um primeiro momento, de opinião publicada anos atrás no Estadão pelo então Secretario do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, Xico Graziano, onde ele defendia que a agropecuária não consumia recursos hídricos, pois a água que as plantas absorviam por intermédio de suas raízes voltava ao meio ambiente na forma de evapotranspiração, e a água que o boi bebia ao longo de 3 anos de vida (32.850 Litros de água) retornaria para o meio ambiente sob a forma de urina e transpiração (cabe informar que antes de Secretário do Meio Ambiente, o referido senhor tem formação em engenharia agrônoma e exercia cargos políticos sempre ligados à agropecuária).
Em seu artigo, ironiza o agrônomo: “Acontece que a urina dos animais, do homem inclusive, participa do ciclo da água na natureza, matéria elementar lecionada na quarta série do ensino fundamental.” Por outro lado, expõe o ex-secretário, a água utilizada nos processos fabris, no resfriamento de reatores, ou a “água virtual” que é exportada pelo Brasil para outros países sob a forma de matérias primas, sim, representariam um desperdício.
De forma semelhante, o Dr. Eduardo Pires Castanho Júnior, também engenheiro agrônomo, escreve em seu recente artigo “Aquonegócio”:
Quem lê aqueles artigos, sem prestar-lhes muita atenção, acaba “vendo” a água sendo consumida pela agropecuária e “desaparecendo” nas “regas” da soja ou na sede inigualável dos bovinos. A soja não é “regada”, a água da chuva “passa” pela planta, onde 18% dela fica retida nos grãos na hora da colheita. O restante retorna ao ciclo novamente. Assim, apenas cerca de 640 litros ficam embutidos na produção anual de soja, ou 0,00005%!
O mesmo se passa com o gado. A pecuária bovina em São Paulo, a mais evoluída do país, é a atividade que mais produz água para a população paulista. Ouve-se muito que para se produzir carne bovina se gasta muita água. É verdade. Para produzir um quilograma de carne, são consumidos cerca de 8 mil litros de água, que, entretanto, é continuamente reciclada. Não fosse assim, o boi teria no abate cerca de 2 mil toneladas! Pelo mesmo raciocínio, um ser humano, adulto aos 15 anos, pesaria 16 toneladas. Ao considerar a água para a sua sobrevivência, ele pesaria 600 toneladas. Mas, como nas terras paulistas se produzem, em média, 120 quilogramas de carne (com 70% de água) bovina por hectare por ano, a pecuária acaba sendo a atividade de menor extração de água da agropecuária paulista.
Além desses, é possível encontrar outros artigos nessa linha. Mas me questiono se esses respeitáveis senhores, técnicos, especialistas em suas áreas de formação, realmente acreditam naquilo que colocam de forma tão contundente, fazendo a questão parecer tão óbvia que mereça ser considerado um enganador quem diz em contrário.
O fato de que há um ciclo da água não significa que não exista desperdício Se vamos pensar simplisticamente em termos de ciclo d’água, que como muito bem colocado, todos deveriam conhecer desde a 4º série, nenhuma atividade do planeta “desperdiça” água, pois a água do planeta é a mesma desde a formação da Terra. Assim, seguindo esse raciocínio torto, exceto pelas viagens espaciais, que tiram alguns milhares de litros de água do planeta para levar às estações espaciais, nenhuma atividade humana desperdiça água.
Curioso que, se fossemos levar a sério isso, não apenas as excreções animais, a transpiração e a evaporação estariam isentas da possibilidade de comparação, mas também outras modalidades de uso de água que os autores condenam como desperdício. Por exemplo, a água que é adicionada nos refrigerantes (que um dia voltará ao ambiente sob a forma de urina humana), a água utilizada para resfriar reatores nucleares (que em determinado momento evaporará ou resfriará e voltará para o ciclo), ou a água que usamos para o banho ou para lavar a calçada (que depois de lavar escorre toda ela pelo ralo e de alguma forma vai parar em uma estação de tratamento de esgotos ou em um curso d’água).
Percebemos, portanto, o quão falho esse raciocínio é, porque também serve para eximir de culpa uma pessoa que toma um banho de 2 horas. Se for comparada a uma pessoa que toma um banho de 2 minutos ela poderá argumentar: “Mas eu não estou desperdiçando a água, pois não estou sumindo com ela. Depois que sai de meu chuveiro a água bate em meu corpo, escorre e vai pelo ralo; do ralo ela escorre pelo encanamento e atinge o esgoto; do esgoto ela segue pelas galerias até uma estação de tratamento de esgotos e depois cai no rio. Essa água assim não sumiu do sistema, ela apenas está fluindo em seu ciclo.”
Seria uma maravilha se isso fosse verdade, mas não é assim que devemos pensar.
O Ciclo da Água não é tudo Quando pensamos em desperdício de água não estamos nos referindo, de forma alguma, a água deixando de existir no planeta, mas sim em água utilizável deixando de ser utilizada para uma finalidade que consideremos nobre.
É claro que se as vacas e os bois estão consumindo água que falta aos seres humanos, essa água está sendo desperdiçada, não importando que posteriormente o gado bovino venha a urinar a maior parte dela, porque a urina não é água utilizável por seres humanos (se assim o fosse, o conceito de “poluição de águas superficiais” perderia todo o sentido).
De toda a água presente no planeta, 97,3% está sob a forma de água salgada, nos oceanos. Sim, ela ainda é água e ainda faz parte do ciclo, mas a menos que sofra um dispendioso processo de dessalinização, ela não pode ser considerada água utilizável por seres humanos. É por isso que, mesmo cercada pelo Mar Vermelho, pelo Golfo Pérsico e pelo Oceano Índico, a Península Arábica permanece um local desértico, impróprio para a agricultura. E é por isso também que uma pessoa pode morrer de sede se estiver à deriva em um bote inflável no meio do oceano.
Os restantes 2,7% da água do planeta estão sob a forma de água doce, mas a maior parte desta se encontra sob a forma de gelo e neve (68,9%) ou como água subterrânea (29,9%). Só uma fração muito pequena de toda a água doce do mundo está diretamente disponível ao homem e aos outros organismos, sob a forma de lagos e rios (0,3%), ou como umidade presente no solo, na atmosfera e como componente dos mais diversos organismos (0,9%).
Trata-se, portanto, de um recurso abundante se formos considerar que há mais superfície coberta por água do que por terra no planeta, mas ao mesmo tempo trata-se de um recurso raro se considerarmos sua disponibilidade para utilização e distribuição irregular ao longo da superfície do planeta.
Se há relativamente tão pouca água doce no planeta e menos ainda são águas que se encontram para pronta utilização por seres humanos, se constitui em um desperdício, de fato, que 92% de toda a água doce utilizável seja destinada à agricultura, especialmente quando essa agricultura é praticada em sua maior parte para alimentar não diretamente pessoas, mas animais que alimentarão pessoas em outros continentes – a chamada água virtual.
Não há duvida de que a pecuária seja a vilã do desperdício de água, não entendo como que pessoas técnicas possam argumentar de forma diferente.
Casa de Permacultura - Maria do Espírito Santo ✿
O Projeto:
A casa de Permacultura tem como objetivo disseminar a permacultura vegana na cidade de São Paulo, no bairro da Penha e região. Com um sede fixa (okupada) há mais de 30 dias a casa vem sofrendo repressão por parte de órgãos privados (ADEL-Especulação Imobiliaria).
A Casa:
A casa conta com seis cômodos nos quais serão instituídas uma biblioteca livre, uma cozinha compartilhada, uma sala aberta a abertas ou fechadas e uma estufa (viveiro) para a criação e manutenção de plantas.
O Nome:
"Já me falta o ar pra falar das florestas." ✿ Maria e José.
Em maio de 2011, na cidade de Nova Ipixuna, no sudeste do Pará, foram assassinad@s a tiros Maria do Espírito Santo da Silva e José Cláudio Ribeiro da Silva.
Conheça a história completa do casal extrativista que dá nome a Casa em: http://migre.me/ov9Sr
@s Companheir@s:
Convidamos os coletivos periféricos e centrais para fortalecer culturalmente com o espaço.
Abraços Libertários!
"A pior coisa do ser humano é a omissão."
Em maio de 2011, na cidade de Nova Ipixuna, no sudeste do Pará, foram assassinad@s a tiros Maria do Espírito Santo da Silva e José Cláudio Ribeiro da Silva. O casal, extrativista na região, viviam da extração sustentável das castanhas e outras frutas e frequentemente denunciavam as atitudes destrutivas por parte de madeireiros, carvoeiros, grileiros e pecuaristas; Maria do Espírito Santo e Zé da Castanha, assim como era chamado o ambientalista José Cláudio, chegaram a realizar junt@s diversas denúncias, aonde conseguiram que pelo menos 10 serrarias fossem fechadas, cinco delas em Nova Ipixuna. Segundo José, viver da floresta, ser agroextrativista é diferente de ser do agronegócio, pois não se pode firmar contrato nenhum de quantidade de produto, visto que tudo é retirado de acordo com a demanda da floresta e não do homem. A andiroba é disputada com os animais da floresta, os papagaios e araras, comem ela lá em cima, ao cair no chão, eu disputo com outros animais, sem contar os que ficam perdidos na folhagem, ao todo acabo aproveitando 30% da árvore, retirando apenas o que ela dá. A universidade local tinha um programa, o Lasat, que era coordenado pelo francês Emanoel Vanberg e mostrava que a agricultura ecológica é viável e uma alternativa sustentável, diferente da economia do carvão vegetal e o pasto de gado. Em apresentação realizada no TEDxAmazônia (uma conferência sobre Tecnologia, Entretenimento e Design), Zé da Castanha, afirmou: “A mesma coisa que fizeram no Acre com Chico Mendes, querem fazer comigo. A mesma coisa que fizeram com a irmã Dorothy, querem fazer comigo. Eu posso estar hoje aqui conversando com vocês, daqui a um mês vocês podem saber a notícia que eu desapareci”. Vídeo: http://migre.me/mfsql *A emboscada No dia 24 de maio de 2011, Maria e José acordaram cedo como de costume, passaram na casa da vizinha Laísa Santos (irmã de Maria) e se dirigiram a cidade, José foi pilotando a moto com a companheira na garupa. Ao passarem por uma ponte que levava à cidade foram cercados por pistoleiros (Lindonjonson e Alberto) que logo “atearam fogo” acertando um primeiro tiro de escopeta, que atravessou a mão de Maria e o lado esquerdo do abdome de José, e outros tiros foram disparados até a morte do casal, Zé da Castanha ainda teve sua orelha arrancada enquanto estava vivo, o que representa sinal de “serviço” feito no coronelismo. Justiça (?) Em abril de 2013, os três acusados envolvidos no crime do casal ambientalista foram a Júri popular, dois deles foram indiciados pelo crime e o pecuarista José Rodrigues Moreira, que foi acusado de ser o mandante foi absolvido. Segundo os jurados que estavam sob o olhar da comunidade internacional, o motivo da absolvição do pecuarista é a falta de provas que o ligavam ao crime, apesar da existência de um capuz encontrado próximo a cena do crime com o DNA dos irmãos pecuaristas Lindonjonson Silva e José Rodrigues. Os capangas Alberto Nascimento e Lindonjonson S. Rocha foram acusados de serem executores do duplo homicídio, Alberto ainda teve um agravante a mais pelo ato de ter arrancado a orelha direita de José Cláudio, e ambos vão cumprir pena em regime fechado, 45 e 42 anos, respectivamente, e o período de 18 meses em que permaneceram presos será descontado da pena. *Meio Ambiente Segundo o Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia), os últimos meses tiveram um grande crescimento em destruição das florestas — com uma alta de 500% no Mato Grosso em abril e 72% na Amazônia em maio. Recentemente, neste mês de maio, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) apreendeu mais de 370 toneladas de soja produzidas em fazendas já embargadas por desmatamentos ilegais, apesar do alarme a cerca do cada vez mais frequente e crescente desmatamento do Pará, o estado ainda possui 55% do seu território “protegido” por estar designado como Áreas Protegidas (Terras Indígenas e Unidades de Conservação), e a soja apreendida não será mais utilizada para o gado e foi destinada a projetos de combate à fome. Link vídeo: http://migre.me/mfsyn *Atualidade Laísa Santos, filha de castanheiros, irmã de Maria do Espírito Santo, e Claudelice Silva também filha de agroextrativistas e irmã de José Cláudio se uniram e continuam a luta do casal, defendendo as florestas e a comunidade. Link vídeo: http://migre.me/mfsyn*FatosNo dia da morte do casal a bancada ruralista-pecuarista vaia e zomba do acontecido na Câmara dos Deputados em Brasília.Zé da Castanha era descendente de indígenas, nasceu e viveu no mato, teve o extrativismo como origem de sua raiz familiar.*Frases“Essa é a Majestade. A mãe de todas as outras castanheiras por aqui.” – Zé da Castanha“A pior coisa do ser humano é a omissão.” – Maria do Espírito Santo“Essas árvores da Amazônia, são minhas irmãs, eu sou filho da floresta.” – Zé da Castanha“Não tem como um ambientalista ter diálogo com um grupo de agronegócio-fazendeiro, a água não se mistura com o óleo, e o ecologista é a água.” – Maria do Espírito Santo“Como é que um sujeito pode vender uma árvore que ele não plantou, não aguou, não cuidou, não gastou um centavo para fazer?” – Zé da Castanha*O Código e o SangueAs árvores, protegidas por lei, têm sido insistentemente derrubadas por madeireiros e carvoeiros para produção de madeira e carvão vegetal. Serrarias já foram autuadas pelo Ibama por beneficiar madeira retirada ilegalmente do assentamento Praia Alta da Piranheira, onde ele morava.Código Florestal e outros crimesO duplo assassinato aconteceu no mesmo dia (24/05/2011) em que ocorreu a votação no Congresso do destaque 164 do Código Florestal proposto pelo PMDB ao texto do relator do Código, Aldo Rebelo (PCdoB-SP) que anistia quem desmatou mata nativa em Áreas de Proteção Permanente (APPs) até o ano de 2008.*Onda de mortesAlguns dias após a morte dos extrativistas, o lavrador Eremilton Pereira dos Santos, 25, que morava no mesmo assentamento do casal, foi encontrado morto. No dia 1º de junho, um lavrador de 33 anos foi assassinado em Eldorado dos Carajás.Inicialmente, a polícia afirmou que não havia relação entre as mortes, mas depois disse que a sequência de assassinatos seria uma estratégia dos responsáveis pelos crimes para atrapalhar a investigação policial.Para conter a onda de violência, o governo federal decidiu enviar a Força Nacional de Segurança, além do Exército e Polícia Federal, para o sudeste do Pará e para o oeste de Rondônia, onde Adelino Ramos, liderança do Movimento Camponês Corumbiara (MCC), foi assassinado enquanto vendia verduras em Vista Alegre do Abunã, distrito de Porto Velho (RO), em 27 de maio do ano passado –na época, o principal suspeito pelo crime foi preso.Na véspera da chegada das tropas, em 9 de junho, o camponês Obede Loyla Souza, 31, foi morto no acampamento Esperança, em Pacajá (PA).Os conflitos de terra entre comunidades, como a do Assentamento Agroextrativista Praialta-Piranheira, população indígena e fazendeiros pecuaristas é intenso no país e é cada vez mais agravado pela alta demanda por produtos de origem animal que é boa parte financiada pela região sudeste do Brasil.O não consumo de tais produtos animalizados se faz urgente e necessário tanto por motivação de cunho ético em relação as espécies animais exploradas, mas também pelo impacto social e ambiental que essa triste demanda gera.- CamaleãoTexto e vídeos via @Camaleão