Caterina com as amigas em Washington DC.
KIROKAZE
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he wasn't even looking at me and he found me

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@cat-bianucci
Caterina com as amigas em Washington DC.
I'm the doctor || Jake & Caterina
Jake estava atento aos barulhos fora da sala e assim que os escutou mais próximos ainda, ergueu a cabeça, olhando em direção à porta. Foi necessário piscar algumas vezes, até se acostumar com a nova visão que, diga-se de passagem, o agradava bastante. A mulher entrava pela porta e antes que ele pudesse esboçar qualquer reação, ela já estava falando alguma coisa sobre precisar de ajuda, paciente e palito de madeira. Jake era do tipo que captava apenas algumas palavras-chaves quando estava diante de uma mulher tão bonita quanto aquela. Ele já tinha sim visto a moça pelos corredores, e ela já tinha chamado sua atenção antes. Mas não fazia ideia de quem era, nem mesmo sabia o seu nome.
E então sua pergunta o pegou de surpresa. Não era enfermeiro, muito menos médico e dificilmente poderia ajudá-la com o tal machucado. Primeiro não entendia nada de primeiros socorros, depois porque estava mais interessado em cuidar dela de outras formas que talvez não resolvessem o problema dela, e sim o seu. Tentando mandar todos os pensamentos impuros que lhe ocorriam embora, Blackburn se endireitou ao colocar-se de pé. Ele tinha duas opções: contar a verdade e fazer companhia para ela até que algum médico ou enfermeiro chegasse; ou também poderia mentir sobre sua função ali dentro.
Caminhando até ela ele resolve se pronunciar: — Aí é que está, senhorita…? — Ele não sabia o nome dela, apesar de ter escutado pessoas se referindo a ela como Cat. — Acho que sou tão versátil, que posso ser o que você desejar. — Abriu um meio sorriso pensando no que faria em seguida.
Tudo que Jake sabia sobre machucados era baseado nos cuidados que Chloe, a governanta de sua casa, tinha quando ele caía e machucava. Estes eram limpar o machucado e depois dar um beijinho para melhorar. Acreditava que apenas a primeira medida realmente surtia algum efeito, mas não se importaria se tivesse que beijar a morena para que ela melhorasse.
— Mas não se preocupe, eu vou dar um jeito nisso. — Olhou em volta, procurando por um kit de primeiros socorros, afinal, devia ter muitos por ali. Era uma enfermaria. — Os pacientes daqui estão cada vezes mais violentos… — Comentou depois de abrir alguns armários e finalmente encontrar o que procurava.
Cat ergueu uma sobrancelha, notando algo de estranho no homem. A dor latejante em seu ombro, porém, a distraiu de qualquer anomalia que o funcionário poderia apresentar e a morena logo respondeu a pergunta dele, já caminhando para uma cadeira do local a fim de se sentar.
-- Caterina Bianucci é meu nome. Ela contou, acomodando-se na cadeira. Vestia uma calça jeans justa e uma blusa branca de alças grossas, porém sem mangas. -- Sim, eles são muito violentos. Ontem mesmo vi um homem sendo carregado por dois enfermeiros enormes. Disseram que ele tinha invadido o quarto de uma paciente para fazer sei-lá-o-quê com ela... Ao ouvir o tal caso, Caterina pensou que manter um bando de loucos preso entre paredes devia ser um baita desafio. Como contê-los, caso quisessem fazer o que bem entendessem? Caso decidissem seguir seus mais loucos instintos? É nesses momentos que ela pensa que seu pai não havia feito uma escolha muito sábia ao enviá-la para um local como aquele.
Cat observou o kit de primeiros socorros na mão do homem e franziu um pouco as sobrancelhas. -- Será que vou precisar de pontos? Espero que não, porque nunca gostei muito de agulhas. Aliás, como é o seu nome, doutor? Questionou com seu habitual jeito feminino e toque de superioridade. Caterina sempre foi uma menina mimada e fazia o que lhe dava na telha, sem procurar disfarçar nada disso. Notou que o homem à sua frente era um tanto quanto atraente, e que era bem sexy o fato de ele ser um médico - foi o que ela deduziu automaticamente pelo comportamento dele ali na enfermaria. Um momento histórico, já que inocência não é algo que costuma ser visto em Caterina. Mas, enfim ela sentia dor, então não fez muita coisa além de reparar que ele era bonito.
A morena segurava seu ombro como se ele fosse despregar do corpo, caso ela o liberasse. Ela nunca lidou muito bem com sangue, feridas e com a dor. Cat era mais do tipo sensação, que gostava mais do prazer do que da parte amarga da vida. Era Alexandra a Bianucci que conseguia lidar com esse tipo de coisa.
I'm the doctor || Jake & Caterina
Jacob não sabia muito bem como tinha ido parar na enfermaria havia acordado ali e uma das enfermeiras - uma que não era bonita o suficiente para ser vítima de seus flertes - lhe dissera que ele deveria ficar ali em observação por algum tempo. O mais estranho de tudo era que quando tentava se lembrar do que fizera na noite anterior, a partir de um dado momento, tudo o que o ocorria era um branco. Não se lembrava de absolutamente nada depois de ter ingerido certa quantidade de vodka. Aquilo não podia ser normal, estava acostumado a beber e nunca tinha acontecido algo parecido antes. Mas agora estava, aparentemente bem, e já havia sido liberado, contudo ainda se encontrava na enfermaria. Há alguns minutos ele estava morrendo para ir embora, e agora estava fazendo hora para sair dali.
Tudo porque a saída da enfermeira que estava tomando conta dele antes indicava que uma nova enfermeira ficaria em seu lugar. E Jake estava apenas esperando para ver se a tal enfermeira era a tal senhorita Coulais. Não se importaria de ficar ali na enfermaria durante o turno dela, nem um pouquinho. Mas fosse quem estivesse vindo substituir a outra, estava bem atrasado. Tão atrasado que Jake se deu a liberdade de se sentar a mesa no canto da sala. Não conseguindo ficar ali, parado, passou a organizar as coisas que estavam em cima da mesa, desde que chegara em Waverly Hills, Jake tinha um certo problema com organização e tantas outras manias.
Uma delas é não pisar em qualquer tipo de linha enquanto anda, fazer a maioria das coisas três vezes, pular os degraus pares na escada e muitas outras que foram surgindo com o tempo. Todas somavam mais um motivo para estar ali: o Transtorno Obsessivo Compulsivo. De todos os problemas que tinha, aquele era o que Jacob mais detestava. Talvez por ter desenvolvido a doença depois que já estava em Waverly Hills.
De qualquer forma o homem colocava as canetas enfileiradas sobre a mesa quando escutou o barulho de passos se aproximando no corredor. Mas isso não impediu com que ele continuasse sentado ali, afinal, não podiam xingá-lo por estar na enfermaria, podiam? Teoricamente ele ainda estava em observação, por mais que tivessem largado o rapaz ali.
Caterina não sabia muito bem como é que foi ferida daquela forma. Em um momento, estava trabalhando com o grupo de artes, que era coordenado por uma terapeuta ocupacional, e no outro tinha um pedaço de palito de madeira cravado em seu ombro. Fora um paciente psicótico, que não deveria estar fora de seu quarto naquele estado, mas que tinha sido liberado por algum funcionário incompetente. Ele estava agitado durante todo o tempo, dizendo coisas persecutórias, como se todos no mundo quisessem vê-lo morto ou algo pior. Em determinado momento, sem que ninguém percebesse, chegou por trás de Caterina e, gritando ofensas a ela, fez o que fez, usando o material que estava disponibilizado sobre a mesa naquele grupo terapêutico.
Era um absurdo terem deixado o homem participar do grupo de artes em pleno surto. Agora Cat estava machucada graças a irresponsabilidade de alguém. A mulher não entendia como é que aquele sanatório funcionava com tantas irregularidades. Também não entendia por que sua irmã gostava tanto de trabalhar ali.
Levantando-se, depois de amaldiçoar o paciente em tom contido, Cat se afastou do grupo e removeu o pedaço de madeira do ombro, ignorando o grito da terapeuta atrás de si, para que voltasse. O machucado não era muito profundo, mas foi o suficiente para provocar uma sangria chata e também, além disso, parecia haver pedaços de ferpa lá dentro. Era melhor procurar a enfermaria. Cat nunca foi fã de dor e não era do tipo que dispensava medicamentos por causa de princípios. Não mesmo. Se existir um remédio para facilitar sua vida, ela toma rapidinho.
Um filete de sangue escorria por seu ombro quando ela entrou pela porta da enfermaria. Com seu jeito direto, ao ver o homem sentado na mesa no canto da sala, ela já disse: -- Preciso de ajuda com essa coisa aqui. Um dos pacientes de vocês enfiou a porcaria de um palito de madeira no meu braço durante o grupo de artes. A morena deu uma olhada em volta e viu que ele estava sozinho. Melhor assim. Poderia cuidar dela com exclusividade. -- Você é um médico ou enfermeiro? Questionou.
Devia ter colocado outro vestido.
Não, não vai. Daniel não é um brinquedo, Cat. Eu não vou permitir que você minta para ele. Já basta essa história de você ser viciada.
História que não inventei e não concordo. Por mim contava para todo mundo a verdade. E, pode parar, Alexandra. Você não tem que permitir nada... Ninguém te promoveu ao cargo de minha dona.
Devia ter colocado outro vestido.
Eu acho essa uma péssima ideia.
Claro que você acha. Todas as minhas ideias são péssimas para você. Mas esta é uma muito boa, sis. Tão boa que vou começar a colocar em prática. Vou no consultório dele e direi que me machuquei durante a recreação... Aí ele vai cuidar de mim...
Devia ter colocado outro vestido.
Se envolver com os médicos não uma boa, certo? Deixe eles de lado… quanto aos outros, acho que, para diversão, esse Jake serve. Considerando a doença dele, é capaz de ele ser bom de cama.
É justamente por não ser uma boa que é legal, Alex. Bom, eu estou pretendendo mesmo ir atrás do Danny. Ele continua sendo meu favorito e, fala sério, brincar de médico e paciente deve ser bem excitante... Sem mencionar que eu pressinto que ele também é bom de cama.
Devia ter colocado outro vestido.
Sério mesmo? Você quer arranjar vítimas aqui? Aliás, nem sei por que estou perguntando isso… é melhor mesmo você arrumar uma distração, Cat.
Eu também não sei por que você está perguntando. Mas, vamos lá, eu tenho, deixa eu ver... Cinco pessoas na lista.
Aquele bonitinho, porém caladinho, Seth. O bonitão do Dr. Steel, com quem eu nunca conversei, mas enfim... Isso não é problema para mim. O residente bonzinho que me levou para sair, o Frank. Aquele danadinho, pelo que ouvi dizer por aí, que chama Jake Black-alguma-coisa. E, claro, meu favorito: o gostoso do Danny. Ele totalmente me seduz. E então? Me dê sua opinião...
Devia ter colocado outro vestido.
Mesmo se essa fosse minha intenção, você sabe muito bem que isso seria impossível.
Ah, acho mesmo muito bom que não seja. Você sabe que eu sou muito apegada a ele.
Poxa, Alex, por falar em ser piriguete, você não quer me ajudar a decidir quem será minha próxima vítima? Tenho alguns nomes aí e sua opinião pode vir a calhar...
Mas que graça a vida teria se existissem pessoas com a mesma personalidade? Acho que isso é o que te faz única, certo? Ser “menos controlada” é algo positivo nesse caso.
Tenho sim, um irmão. Mas nunca tive contato com ele… na verdade não me contaram que eu tinha um irmão, acho que ficaram com medo de que eu ficasse mais revoltado do que já era. Depois que meus pais separaram ele teve mais um filho.
Você não poderia estar mais correto. Até porque, com meu "menor controle", acabo me divertindo muito mais. É como dizem: carpe diem.
Então você era revoltado? É, dá para ter uma ideia pelas tatuagens... Bom, de toda forma, acho que você levou vantagem por ser sozinho. Irmãos podem ser bem irritantes...
Cat, para seu amante, o Senador Addams:
"Não sei por que esse medo todo da sua esposa, meu bem. Ela nem é muito inteligente. Nunca vai descobrir."
Over the moon by midnight || Caterina & Alois
Não era de se admirar que justo aquela paciente estivesse ali. Alois havia ouvido bastante a respeito da jovem. Que era um dos ”problemas” que o hospital enfrentava. Pacientes não eram um problema, embora gostassem de causá-los o tempo inteiro. Isso fê-lo rir internamente. Já havia tido uma boa conversa com Caterina antes. Instrutiva, como diria sua mãe. E admitia a si mesmo que estava bastante curioso. Grande culpa disso é sua profissão. Aliais, psicanálise é o estudo da mente. O comportamento do subconsciente. Ás vezes, somente uma boa conversa possa ser um bilhete dourado para uma viagem interessante. E Alois tinha conseguido o seu bilhete com Caterina. Por algum motivo havia gostado da companhia da garota. Talvez por sua personalidade rebelde e o incrível ato de questionar o tempo inteiro. Realmente não sabia o motivo. E mesmo assim, era tentador.
O neurologista limitou-se a sorrir para a garota assim que esta o encarou, após um resmungo que Alois pode ouvir bem. ”Ahn… Não.” Por um breve momento, imaginou que ela estivesse sóbria por ter puxado bruscamente o pulso, livrando-se de suas mãos. O que ela estaria pensando? Talvez fosse somente impressão. A garota estava realmente bastante sóbria e isto o equivocou.
-Eu sou, é? -Perguntou, soltando uma risadinha. Alois de fato poderia considerar-se assim para a garota. Afinal, fora ele quem a impedira de ”dar um passeio” fora do sanatório. Sabia que o intuito dela era fugir e não permitiria acontecer. Pelo menos não se pudesse impedir. -Pensei que eu fosse seu médico predileto. -Limitou-se a provocá-la, algo que poderia ver como um erro mais tarde. Mas sua dor de cabeça não o permitia descobrir qual personalidade estava no comando desta vez. No intuito de ajudar a jovem, estendeu as mãos na direção dela. pretendia erguê-la do chão ou simplesmente mantê-la em pé. -Venha, vamos… Vou levá-la para o seu quarto.
-- Sim, você é. Cat respondeu em tom de desafio, com os olhos claros semicerrados para a silhueta do médico; parecia uma adolescente rebelde. Estava escuro lá fora e acabava que ela conseguia ver mais as sombras do rosto e corpo de Alois do que os contornos reais. -- Meu médico predileto? Eu bebo e você é quem fica ébrio? Caterina revirou os olhos. Estava irritada com ele e com o jeito desafiador que tem. Veja bem, Caterina está acostumada a ser a pessoa que desafia. Nunca, jamais, em hipótese nenhuma ela é a pessoa desafiada. Contrariar essa ordem do destino é um absurdo. E era isso que Alois estava fazendo com sua atitude: bagunçando a ordem de tudo.
Da segunda vez, porém, quando o homem estendeu suas mãos, Cat aceitou. Era estranho, mas a morena preferiu se levantar dali, porque pensou que devia estar bem patética naquela posição; segurando aquela garrafa daquele jeito, como se fosse o bem mais precioso da terra. -- Eu sei o caminho do quarto, não preciso que você me leve, doutor chatinho. Ela disse as palavras de um jeito embolado e totalmente de bêbado.
De pé e ainda abraçada com a garrafa, desviou de Alois e, sem se dar conta do que fazia, foi para a direção oposta, isto é, ao invés de caminhar para dentro do sanatório, Caterina entrou pelo jardim afora. Sua mente estava confusa demais para notar o erro.
Gold Digger || Caterina & Frank
Ficou olhando de rabo de olho observando a garota se maquiar. – Você não precisava se maquiar, é bonita o suficiente sem ela. – Virou de vez o rosto para olhar ela se maquiar. Esperou ela se maquiar e depois pegou o estojo de maquiagens das mãos da garota. Retirou de lá um pincel de cerdas peludo. Ficou olhando para o objeto, com o cenho franzindo. Estava perguntando o que diabos aquilo era. Guardou o pincel de volta no lugar. – Barzinho, Cat ?! Você vai ficar só no refrigerante. Só se for refrigerante misturado com outra bebida, imagino. – Fez uma careta fofa ao terminar de dizer. Resolveu concordar com a ideia do barzinho, mas resolveu que ficaria de olho no que a garota bebia. Numa cidade perto dali tinha um ótimo bar que tocava músicas de rock antigo. Se chamava Old Rock Bar. – Podemos ate ir, mas eu escolho o lugar onde vamos. Certo ? – Olhou para ela com a mão esticada, esperava que ela pegasse a mão dela em sinal de concordância. – Vamos num bar de um amigo de infância. – O dono do bar era um amigo antigo do loiro. Era umas das poucas pessoas que ele realmente podia confiar. E por isso tinha a intenção de pedir ajuda do seu amigo para ficar na garota. – E por favor, não conte o que eu estou fazendo para sua irmã. Se ela contar para a direção, eu vou ser demitido do meu estágio. Eu só estou fazendo isso, porque que incrível que pareça não te acho a das mais loucas. – Deu uma risada nasalada depois de dizer.
Olhou para a janela do carro e observou que já estavam chegando no lugar. Como havia feito mais cedo, saiu do veículo e abriu a porta para ela sair. Depois pagou a corrida para o taxista. O bar tinha um ar meio rústico e estava repleto de pessoas de diversos tipos. Podiam ouvir ao fundo do bar uma música dos Rolling Stones tocando. Enquanto estavam na filha do estabelecimento, começou a cantar e a acompanhar a música. Num tom nem muito alto, nem muito baixo. Sem se importar se as pessoas estava escutando ele cantar ou não. Frank tinha uma voz bem falha e roca e muita bonita. Olhou para a garota que estava o seu lado, iria fazer uma pergunta. Mas esqueceu o que ia falar, ficou perdido nos olhos da garota. Não sabia se eles eram verdes ou azuis, mas eram uma cor muito bonita. – Cat, quando entrar e falar seu nome para entrar no bar, não fale o seu nome de verdade. Ok ? – Quando estava chegando a vez deles, Frank cumprimentou o segurança. E logo entraram. – Não precisa ficar do meu lado, vou te poupar da minha companhia chata. Só preciso que fique no alcance dos meus olhos. Se você sumir, te levo de volta para o sanatório. – Disse num tom mais severo. Olhou para os lados e viu que a cada minuto aquele lugar ficava mais cheio de pessoas. Estava começando a se arrepender de levar a garota para lá. Esperava que ela não o decepcionasse fazendo coisa indevidas por lá.
-- Awn, obrigada, querido. Caterina respondeu com um biquinho e uma olhadinha para Frank, uma vez que ele a elogiou. -- E sim, relaxa, vou ficar só no refrigerante... Juro juradinho. Sorriu mais largo e fez que sim com a cabeça para reforçar suas palavras. O que Frank não sabia, porém, era que Cat nunca deu a mínima bola para juramentos ou promessas. -- Um amigo de infância, é? Você cresceu por aqui? Essa pergunta veio acompanhada de um franzir de nariz, já que Cat não imaginava como alguém poderia ser feliz vivendo em um lugar como aquele. Cidades de interior sempre desanimavam Caterina; ela gosta mesmo é de agitação.
-- Não vou dizer nada não. Relaxa. Mas, olha só, então quer dizer que você me acha normal, é? Posso considerar isso um diagnóstico seu? Cat virou seu corpo para ele dentro do taxi a fim de escutar sua resposta. Ela agora estava guardando as maquiagens dentro da bolsa novamente.
Algum tempo depois, Cat mirou o lado de fora da janela e viu o tal bar do amigo de infância de Frank. Sem dúvida Caterina já frequentou lugares muito melhores, mas ao olhar o clima e as pessoas, ela se sentiu feliz. Estava ansiando por uma diversão desde que toda a briga com seus pais se conflagrou lá em Washington. Eles a prenderam e a proibiram de sair até chegarem a alguma decisão quanto ao que fariam com ela. O que fizeram? Bom, isso nós já sabemos: eles a enviaram para Waverly Hills.
Enquanto estavam na fila, uma música podia ser ouvida e Frank começou a cantar junto com ela. Cat disfarçou, mas passou a prestar atenção na voz que o rapaz tinha e ficou intrigada em como era agradável. Todavia, diferentemente do que costuma fazer, ela guardou um comentário para si e ficou calada.
Na porta, Cat escutou a recomendação do residente e balançou a cabeça concordando. Ela disse outro nome qualquer que não era o seu e entraram. Lá dentro, porém, para a surpresa da morena, Frank a notificou que não ficaria por perto, apesar de ainda ficar de olho nela. Ela franziu as sobrancelhas por alguns segundos, estranhando. Pensou que o loiro aproveitaria a companhia dela, já que tinha dito que ela era bonita e tal. -- Se eu sumir, Frank, como é que você vai me levar de volta, hein? Sorriu com sua piada e logo emendou encolhendo os ombros e jogando seu jogo habitual: -- Relaxa... E, sabe, você pode ficar por perto. Não me importo de ter sua companhia... Especialmente agora que sei que você tem uma bela voz...