Tried up, I’m tried up, un-try for me?
Peter Solarz
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@censurarte
Tried up, I’m tried up, un-try for me?
Kaleido - Nell Kerr , 2024
British , b. ?
Oil on canvas board , 12 x 10 in.
“A possibilidade infinita, a integridade ilimitada e incondicional do ser que não está comprometido, não reage, não foi entalhado: o ser que, não sendo nada além de si mesmo, é tudo.”
— A curva do sonho - Ursula K. Le Guin
“Encontraram-se à margem dos seus deslocamentos, duas figuras capazes de existir e morrer. Ali, somados ao lugar que os inventou, foram peremptórios em reconhecer a falência da realidade, o que só os tornou ainda mais coesos. Sobrepunham-se de tal forma que os trâmites da experiência se viam instituídos pelos seus próprios olhos. Um tocou o outro, a sensação de se propagarem como âncoras debaixo de água. Tudo assim lento, confirmado pela respiração. Se ainda houvesse ruas, julgaríamos que era de noite, que chuviscava, que tinham roupa um para o outro. Sentiam-se emergir de um equívoco, alçados pelo lucro do desejo. Cruzariam a própria sombra para jurarem isso mesmo: que existiam, que haveriam de morrer. Que se tinham encontrado.”
— Vasco Gato
Casiotone MT-30
Palavras, calas, nada fiz Estou tão infeliz Falasses, desses, visses, não Imensa solidão Eu sou um rei que não tem fim E brilhas dentro aqui Guitarras, salas, vento, chão Que dor no coração Cidades, mares, povo, rio Ninguém me tem amor Cigarras, camas, colos, ninhos Um pouco de calor Eu sou um homem tão sozinho Mas brilhas no que sou E o meu caminho e o teu caminho É um nem vais nem vou Meninos, ondas, becos, mãe E, só por que não estás És para mim e nada mais Na boca das manhãs Sou triste, quase um bicho triste E brilhas mesmo assim Eu canto, grito, corro, rio E nunca chego a ti.
andrea abreu, panza de burro
“cuando ya llegué a donde estaban los surcos de papas y miré hacia detrás el sol se estaba agachando por detrás del lomo de el amparo. las nubes se abrían para dejar pasar la luz y ya todo era naranja, los pinos, las matas de las papas, la tierra, el mar que me decía dónde se acababa el mundo, a esa hora de la tarde”
“llovía como si fuese el fin del mundo. allá abajo, en el mar negro y grande los relámpagos rompían las nubes”
“Neighbours with the moon” Gagarine (2020) dir. Fanny Liatard, Jérémy Trouilh
"Severino, retirante, deixe agora que lhe diga: eu não sei bem a resposta da pergunta que fazia, se não vale mais saltar fora da ponte e da vida; nem conheço essa resposta, se quer mesmo que lhe diga é difícil defender, só com palavras, a vida, ainda mais quando ela é esta que vê, Severina mas se responder não pude à pergunta que fazia, ela, a vida, a respondeu com sua presença viva. E não há melhor resposta que o espetáculo da vida: vê-la desfiar seu fio, que também se chama vida, ver a fábrica que ela mesma, teimosamente, se fabrica, vê-la brotar como há pouco em nova vida explodida; mesmo quando é assim pequena a explosão, como a ocorrida; como a de há pouco, franzina; mesmo quando é a explosão de uma vida Severina"
Se você quiser, eu danço com você
Meu nome é nuvem, pó, poeira, movimento
O meu nome é nuvem, ventania, flor de vento
Eu danço com você o que você dançar
Se você deixar o coração bater sem medo
Milton Nascimento - Nuvem Cigana
Manhãs de Setembro | dir. Luis Pinheiro & Dainara Toffoli (2022)
“Através dos microscópios e das lunetas, o que eu via eram meus próprios olhos; era somente permanecendo visíveis e tangíveis que as coisas se punham a existir, para nós, comportadamente situadas no espaço e no tempo entre as demais coisas; mesmo se subíssemos à Lua, se decêssemos ao fundo dos oceanos, permaneceríamos homens no coração de um mundo humano. Quanto às misteriosas realidades que escapavam aos nossos sentidos: as forças, os planetas, as moléculas, as ondas, não eram senão o imenso vazio cavado por nossa ignorância e que escondíamos com palavras. Nunca a natureza nos mostraria seus segredos; ela não tinha segredos; nós é que inventávamos perguntas e fabricávamos respostas a seguir: e nunca descobríamos no fundo de nossas retortas senão os nossos próprios pensamentos; estes podiam, no curso de séculos, multiplicar-se, complicar-se, formar sistemas cada vez mais amplos e sutis, nunca me arrancariam para fora de mim mesmo. Apliquei ao olho ao microscópio: aquilo sempre passaria por meus olhos, por meu pensamento, nunca nada seria outro, nunca eu seria outro.”
— Todos os Homens são Mortais, Simone de Beauvoir. Tradução de Sérgio Milliet
There is nothing new under the sun by Kata Geibl
Precious Adams in La Sylphide (English National Ballet)
Palais de Tokyo
Paris, France
Cabaret-Macabre-Necrodancer
arquivopoeticoRespira a impotência Mesmo que impermanente Ela marcha um tango rancoroso Contra teu estômago de papel A vida suspira diálogos a frente: O futuro é violento, refletindo o passado O presente lamenta erros e promete ambos O feitiço foi atrelado à ossos e garfos Eu deixei o texto e fiz a poesia Eu me despi para a prosa Enquanto, me declamava À previsíveis ensaios Devore relógios de horas borradas Coagule o atraso em sua fala apressada Reze aos pés de uma farmácia Confessando a balconista teu rancor ao óleo de coco Olá, você me escuta no meio de turbilhão? Taxa? Tenho riquezas e moedas de vidro para os olhos Não? E se eu ofertar a desfortuna do meu sexo Expectorando um buquê deposto? A memória e o revolver A tentação e a pólvora A porta e o vendedor A velha e natureza morta Beba o sulco castanho Que meus olhos cospem Feito chuvas torrenciais A bonança é o estereótipo Eis o êxtase, tal desenterro, tal torso impróprio Esvaziado para fora da tua língua origami Escorrem assombrações dentro de fantasias carnavalescas Ditando o oposto da pregação: Por favor, encerre essa valsa
― João Guimarães Rosa, Gran Serton: Veredas