O argumento de Dunbar Ă© que os cĂ©rebros evoluem - crescem - para lidar com as complexidades de grupos sociais maiores. Se vocĂŞ pertence a um grupo de cinco pessoas, terá que acompanhar 10 relacionamentos separados: os que vocĂŞ mantĂ©m com as outras quatro pessoas daquele cĂrculo e os seis que elas estabelecem entre si. Isso Ă© o que significa conhecer todos ali (...). Os humanos se socializam em grupos maiores do que todos os outros primatas porque somos os Ăşnicos animais com cĂ©rebro grande o suficiente para lidar com as complexidades dessa estrutura social. Dunbar desenvolveu uma equação, que funciona com a maioria dos primatas, na qual ele insere o que chama de coeficiente do neocĂłrtex de determinada espĂ©cie (o tamanho do neocĂłrtex em relação ao tamanho do cĂ©rebro) para obter o tamanho máximo esperado para o grupo do animal. Se empregarmos o coeficiente do neocĂłrtex do Homo sapiens, teremos um grupo estimado de 147,8 ou quase 150 indivĂduos. "O nĂşmero 150 parece representar a quantidade máxima de pessoas com quem podemos ter um autĂŞntico relacionamento social, o que significa saber quem elas sĂŁo e como se relacionam conosco. Explicando melhor, Ă© o nĂşmero de indivĂduos com os quais vocĂŞ nĂŁo se sentiria constrangido se fosse tomar um drinque no bar sem ser convidado".
The Tipping Point. GLADWELL, Malcolm.Â








