Vic e Teddy ressurgem rsrsrsrsrs
Teddy abriu seus olhos lentamente quando despertou, e passou a obervar o teto a fim de acostumar sua visão à claridade. As cortinas estavam fechadas, mas não impediam que a luz entrasse indiretamente por sua transparência. Era frio. O ambiente, seu espírito. Era Londres e, como comumente é, era frio, o que o fez sentir um leve arrepio sobre a pele nua. Mas isso não impediu que ele deixasse sua inércia e a coberta continuou cobrindo até o seu quadril apenas. Nunca soube quanto tempo ficou assim, imóvel, deitado de costas, olhando para cima, como se seus olhos pudessem atravessar aquele teto tingido de branco e visse muito além do céu. Mas sentiu-se obrigado a sair de seu torpor quando a mulher, que também era bruxa, ao seu lado se mexeu na cama. Ele a observou torcendo, inconscientemente, que ela não acordasse. Teddy continuou a observa-la, ela era muito bonita, com cabelos castanhos e enrolados, a pele alva e as bochechas um tanto rosadas, como muitas londrinas, sem contar a sua personalidade forte e seu jeito cheio de atitudes audaciosas. Fazia um tempo que eles se conheciam e que ficavam juntos. A noite havia sido boa, mas para Teddy poderia ser melhor… ele não estava apaixonado por ela. Ele gostava dela, gostava de estar com ela, mas não estava realmente apaixonado por ela. Tudo parecia bom para ambos no início, mas Teddy não se sentia mais tão bem em relação a isso. Conhecido como um romântico incorrigível, fazia um tempo que Teddy não se apaixonava de verdade por alguém. Ele tentou se apaixonar por aquela garota ao seu lado, tentou de verdade e um dia até pensou que conseguira, mas não parecia haver mais nada que pudesse existir entre eles que já não existisse agora. Mas Lupin não queria mais um relacionamento casual, como teve com todas as garotas que esteve nos últimos meses, ele procurava algo a mais…. e um vazio parecia começar a tomar seu âmago. Mas parecia que quanto mais procurava por um sentimento vivo dentro dele por alguém, mais iatingível aquilo parecia para ele. Quanto mais imóvel ficava, mais fria parecia a surperfície daquela cama. Ele precisava ir embora, precisava ficar sozinho. Lupin se sentou cuidosamente e passou a procurar por suas roupas… mas ele não conseguia ir embora dessa maneira, ainda assim aquela era uma amiga. Teddy se aproximou, apoiando um cotovelo na cama atrás dela, e afastou cuidadosamente os cachos de seu rosto. - Eu preciso ir embora. - sussurrou em seu ouvido. - O quê? - ela perguntou de modo sonolento e Teddy repetiu suas palavras. - Mas hoje é sábado. - Eu preciso resolver algumas coisas… - E tem aquela festa do seu padrinho, certo? Ele concordou e ela voltou a se acomodar entre as cobertas. Teddy então vestiu suas roupas e, no momento de ir embora, ficou em dúvida se a deixava voltar a dormir ou se despedia. Ele se aproximou e beijou seu rosto cuidadosamente.
Depois de comer alguma coisa e tomar um café em uma lanchonete trouxa, Teddy passou o resto da manhã sentado em uma das arquibancadas da Trafalgar Square, que não era nada longe do apartamento que acabara de sair, nem do seu próprio apartamento. Ficou a observar as pessoas caminhando por ali e a cidade como um todo vivo. Mas não era bem isso que ocupava sua mente. Aquela dura sensação de vazio e de solidão ainda não o deixara. Não que Lupin não soubesse lidar com uma breve e voluntária solidão, mas que ele realmente queria encontrar aquele alguém que finalmente lhe desse a sensação de completude. Será que tudo isso soava tão estúpido para ser real? Até que finalmente ele se levantou e começou a ir a pé para o seu apartamento. Quando chegou, descansou por um tempo até se lembrar novamente que os Potter e os Weasley preparavam uma festa de aniversário para Alvo n'A Toca. Já era de tarde quando ele se levantou e começou a se arrumar. Com os cabelos na cor azul um tanto claro (na intenção de tentar indicar a todos que seu estado de espírito era bom, apesar de nem tanto na verdade) ele aparatou no campo ao redor da famosa casa dos Weasley, carregando o presente que havia comprado no dia anterior, e a casa já parecia um tanto cheia. Primeiro, aparentemente, quase todos da família já estavam lá, até sua avó Andrômeda já estava ajudando na cozinha com a Sra. Weasley. E parecia que Alvo havia convidado alguns amigos também, era período de férias em Hogwarts. Ele se aproximou e cumprimentou todos os conhecidos que encontrava no caminho, inclusive uma Sra. Weasley dando bronca no seu neto Fred, e até a Gina servindo os convidados, uma música animada tocava ao fundo, mas Teddy não se deu o trabalho de tentar reconhecê-la. Cumprimentou os Potter, parabenizou Alvo e deixou o seu presente com todos os outros. Quando Harry entregou uma pequena garrafa de hidromel, Alvo o puxou para se sentar na sala de estar com o resto de seus primos e amigos. Lupin se sentou no lugar vago no sofá, onde estavam James sentado no meio e Victoire sentada na outra ponta. Teddy tomou um gole da bebida de sua garrafa, com a intenção de aproveitar aquela festa.
Vic acordou mais cedo do que pretendia. O sol entrou com tudo no quarto, batendo bem no seu rosto. Ela tentou cobrir com a coberta, mas nada adiantou, seu cérebro já tinha despertado. Esticou os braços e bateu em alguma coisa que não deveria estar na cabeceira de sua cama. Era um armário... – Como? – ela perguntou a si mesma um pouco confusa. Então a jovem se sentou, coçou os olhos e olhou ao redor. Ela não estava em seu quarto. Então ela se lembrou, estava no antigo quarto de sua tia Gina, haviam chegado bem tarde na noite anterior e não aparataram por causa de Louis, fizeram um enorme e cansativa viagem de trem da França. Vic só se lembrava de beijar a avó e subir direto para o quarto. Dom dormia ao seu lado na cama e parecia que não iria acordar tão cedo. Tinham viajado para passarem o resto das férias na casa de sua avó, Molly. Victoire gostava de ficar n’A Toca. A casa de sua avó na França era ótima e elas saiam todos os dias, passeavam pelo mundo bruxo e cada dia a loira conhecia uma coisa nova. Mas ela também gostava de estar com seus tios, primos, rindo das brincadeiras dos gêmeos, e não tinha que aturar o mal humor de Dominique sempre – se bem que o mau humor da irmã parecia diminuir quando estavam na casa dos avós.
Vic se lembrou também que era aniversário de Alvo, o que significava dizer que a Toca teria um dia cheio e uma noite longa. Ela sorriu com esse pensamento. Jogou as cobertas para o lado e se levantou da cama; ouviu apenas um resmungo de Dominique. Ela tomou um banho, se arrumou e desceu na intenção de poder ajudar nos preparativos da festa. A casa já estava cheia. Seus tios, Harry e Gina, estavam lá, assim como James, LIly e Alvo, que veio correndo na direção da loira e praticamente pulou nela em um abraço apertado. Vic retribuiu o abraço e disse que o presente dele estava na mala dela e que depois eles poderiam buscar. Na verdade, ela iria perguntar a seu tio se poderia dar o “presente” que comprou para Alvo, mas faria isso mais tarde.
Seu tio George estava lá, Angelina, Rose também estava, seu tio Ron, Hermione, Rose... A casa já estava cheia a festa nem havia começado ainda; Vic ajudou a arrumar alguns doces e as mesas, apenas poucas coisas que faltavam. Quando a festa começou, Vic estava se sentindo com 10 anos de novo. Algumas crianças brincavam do lado de fora, mas a maioria de seus primos encontravam-se dentro de casa. Ela estava sentada num sofá, com James ao seu lado. Seu primo contava a ela sobre ter estourado bombinhas na cama de Alvo de madrugada, como presente de aniversário para o irmão. Vic dava risada das expressões do primo e do ênfase que ele dava ao narrar a história. – Eai, a mamãe entrou no quarto irada! De varinha na mão e tudo! – Vic riu mais uma vez. E então ela observou que Teddy sentou ao lado de James, no mesmo sofá que eles. A sua risada cessou e Vic sentiu seu corpo retesar naquele instante. “Teddy estava ali!” seu cérebro praticamente gritava essa informação. Ela tentava manter seu olhar em James, mas discretamente observava Teddy do outro lado. Ele estava lindo, como sempre. Seus cabelos estavam azuis, da cor que Vic gostava. Na verdade, era sua cor preferida. Todos diziam que Teddy era primo dela, mas ele não era. Ele era afilhado de seu tio Harry e filho de amigos da família, logo, nenhum parentesco e ela poderia – e deveria – acha-lo lindo. Pena que nunca seria mais que isso. Teddy era mais velho, um homem. Apenas em seus sonhos mais loucos, ele olharia pra ela do jeito que ela sempre olhou pra ele.
Victoire não conseguia ver seu rosto por completo, via apenas parcialmente. Mas, diferente do normal, Teddy estava calado. O que a deixou intrigada. Será que algo aconteceu? Ela cutucou James e apontou discretamente para Teddy, indicando que James deveria dizer algo. O avoado do seu primo olhou então para ao rapaz ao seu lado e até ele pareceu perceber que algo não estava como de costume. – Olha só quem temos aqui... Uma garrafa de Hidromel e você já está derrubado, Teddy? Achei que você fosse mais forte que isso. – ele comentou de brincadeira e Vic sorriu. Um sorriso sem graça. Ela deveria sorrir? Quer dizer, foi engraçado, certo? Ela iria sorrir. – O que há e errado com você, cara? A Vic acha que você tá estranho. – Nesse momento, Victoire deu uma cotovelada bem forte no seu primo. O que ele estava pensando?! – James resmungou, mas nada disse, apenas se levantou e olhou para a prima com um olhar desafiador. – Por Que não conta pra Vic o que aconteceu, hum? – e então ele saiu. A peste do James Potter disse uma coisa dessas e saiu. Vic sentiu seu rosto pegar fogo. Sentiu vontade de ir atrás do primo e mata-lo, mas não conseguia se mexer, ela nem sequer olhava pra o lado.
Não sabia o que era pior, se o que seu primo havia feito, ou o fato de estar lá parada como uma idiota. O que ela deveria fazer? A loira reuniu todas as suas forças e olhou para o rapaz ao seu lado. – Hum.. Ér... Ignore ele. – foi tudo que ela conseguiu dizer. Queria se enfiar num buraco e nunca mais sair, ela a melhor decisão a tomar! Mas, infelizmente, ela não conseguia se mexer.













