21:00 - Stalking x Felipe Otaño
avisos: reader!modelo, nerd!pipe, dubcon, stalking, mini dark romance, masturbação masculina, pipe sendo patético não ironicamente.
nota: recomendo escutarem persiana americana do soda estereo🫶 óbvio que eu não compactuo com nada disso, tudo em prol da ficção.
Não era a culpa dele que tinham tantas coincidências, não mesmo. Ele repetia como uma oração na própria mente os motivos de não ser esquisito ele saber quase tudo sobre você enquanto provavelmente você nem o reconheceria na rua.
Você veio diretamente de um sonho molhado. Era perfeita em todos os sentidos e diferente de todas as modelos mimadas e fúteis. Você era inteligente, engraçada, gentil e acima de tudo isso, era incrivelmente linda. Linda de uma forma que quase não parecia real. Os cabelos sedosos livres ao vento, complementando seu rosto angelical com feições marcantes e corpo escultural que ele tinha vontade de fazer coisas que o deixavam extremamente corado. Mas a sua característica que mais o encantava e o prendia eram os seus olhos. Brilhantes, inocentes e contraditoriamente transmitiam uma áurea de mistério, quase como um ser mitológico que o deixava inquieto para ser o único a desvendar todos os seus segredos.
Te viu pela primeira em um anúncio que era seu primeiro trabalho com a revista que ele era um mero design de web. Ainda se lembra do arrepio que sentiu ao ver seu corpo perfeito em uma lingerie delicada. Desde então ficou completamente fascinado pela sua existência, buscando em todas as fontes possíveis quaquer informação sua e descobriu muitas coisas até fatos sobre de você onde era e todo o histórico da sua escolaridade. Ele não chamaria de obsessão. Ele estava interessado em você e, logo, não conseguia conter os instintos protetores que vinham junto com a paixão.
Ah, como ele fantasiava com o dia que você finalmente notasse que ele era o homem perfeito para ti. Todos os dias Pipe te seguia até sua casa e onde quer que fosse para ter certeza que estaria segura, ele nunca aguentaria viver em um mundo sem você. E foi em uma dessas perseguições que ele descobriu algo maravilhoso: você morava no prédio em frente ao dele alguns andares abaixo, o que permitia o argentino ter a visão perfeita de tudo que você fazia.
Ele não podia evitar a possessividade crescendo dentro dele ao mesmo tempo que o tesão. Você era tão ingênua e distraída, muitas vezes chegava em casa e não fechava as cortinas, expondo momentos íntimos que Pipe não era capaz de processar. Na primeira noite que viu você só de calcinha e com uma regata colada andando pelo apartamento, gozou nas calças imediatamente. A vergonha o consumiu quando com um aperto na cabecinha por cima dos shorts de dormir, o fez se derramar todinho, causando uma bagunça no tecido, mas prontamente voltando a ficar acalorado com a imagem da cena picante da pele da sua bunda suja com o esperma branquinho e as marcas dos tapas que ele deixaria. Pipe podia não ser muito experiente, no entanto, aprenderia e tentaria de tudo para te dar prazer.
Embora seus horários fossem uma loucura, você era uma pessoa de rotina. Não importa a hora que chegasse, quase sempre seguia o mesmo ritual. Descansava um pouco no sofá, depois ia se trocar vestindo a mínima quantidade de roupas possível e então ia para a cozinha ou sentar na bancada com um computador.
Felipe poderia passar o restos dos dias te vendo apenas existir.
Óbvio que haviam dias que você fugia um pouco da rotina, as vezes caindo no sono no sofá ou prontamente já ia fazer suas outras tarefas caseiras sem nem descansar. Entretanto, os dias favoritos dele eram os que você chegava agitada de uma maneira diferente.
Ele achava adorável e sexy como você já parecia agoniada assim que passa pela porta, quase se despindo só de pensar erroneamente que estava em um momento particular.
E hoje era um desses dias.
Andou pela casa com uma lingerie que não deixava nem um sangue na cabeça de cima e ficava se tocando como se fosse outro alguém o dono daquelas mãos.
Era estranho mas parecia tão performático ou talvez fosse a neurose de Pipe em crer que tudo que você fazia era para ele.
O seu rosto em êxtase enquanto apertava seus seios e remexia os dedos no meio das pernas era hipnotizante.
Felipe já estava com o pau de fora, emitindo gemidos trêmulos ao subir e descer o punho cada vez mais rápido ao te observar se perder no próprio prazer.
Ele se imaginava de joelhos na sua frente, beijjando suas coxas ao te provocar com os lábios quentes até chegar onde você mais desejava. Te devoraria com avidez, lambendo cada centímetro da sua buceta até poder se afogar no seu gosto.
Ou te imaginava sentando na cara dele enquanto assumia o controle de tudo, se esfregando no rosto dele e usando-o como se existisse só para o seu prazer.
Vários cenários passavam pelos olhos de Pipe conforme os movimentos da mão dele se tornavam mais frenéticos, querendo chegar mais perto ainda daquele orgasmo que faziam as pernas dele fraquejarem.
Apertando os dedos ao redor da glande, subindo e descendo lentamente, fantasiando que aquele seria o jeito que você o tocaria pela primeira vez. Calma e carinhosa enquanto lambe o comprimento como se fosse um pirulito, olhando-o nos olhos com um olhar cheio de amor e desejo, transmitindo o quanto o venereva, retribuindo todo o carinho e zelo que ele tem por ti.
Ele goza no momento que imagina sua voz doce dizendo que o ama, revirando os olhos com força na medida que o líquido branco vaza dos dedos dele até pingar no chão.
Recuperando o fôlego, ele olha pela janela, te procurando entre as vidraças e suspira relaxado quando vê sua figura encantadora.
A sua visão era algo surreal, nunca se acostumaria com sua beleza e áurea angelical. Mas conforme sobe o olhar pelas suas pernas torneadas até chegar no seu rosto, dá um passo para trás junto com um arfar assustado ao encontrar seus olhos encarando fixamente o prédio dele, quase como se encarasse ele diretamente. As pernas vacilam quando você exibi um sorriso convencido e pisca um olho para ele, em seguida se virando e retirando a única peça de roupa ficando completamente nua enquanto começa a desfilar até sumir do campo de visão dele.
O argentino leva a mão ao coração que acelereva intensamente. Você sabia de tudo.
Do outro lada da rua, a uns andares abaixo, um sorriso satisfeito crescia no seu rosto. Não podia acreditar como seu plano deu certo em todas as etapas, recontando desde o dia que o viu te observando pelos corredores da firma até o dia que ele finalmente descobriu onde você morava. Sentia uma vontade de rodopiar e gargalhar ao recordar como o argentino ficou tão afetado pela sua presença, como ele te venerava com o olhar e ficava ofegante sem nem te tocar.
Não podia resistir quando recebia atenção. Sua vida girava em torno disso, de ser admirada pelos olhos alheios com luxúria, paixão e até mesmo inveja. Qualquer atenção era um combustível para sua carreira e nunca se cansaria de ter todos esses olhos em cima de ti. Ainda mais quando o dono era um gostoso como o seu vizinho.
Não podia mentir, ele era realmente dedicado. Quem sabe você não ficaria de vez com esse?