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@cruzgreen
– Jessica Cruz in Green Lanterns Annual #1
cvlestials:
. ◞ ‧ * o desconforto alheio era deveras perceptível ao olhar atento de carol, que observava a interação alheia com certa curiosidade. jessica cruz era, sem dúvidas, uma figura singular que despertava o fascínio da danvers que prestou atenção nela desde a primeira a primeira vez que a viu e; embora detivessem ideias divergentes acerca de como prosseguir enquanto na realidade infinita, não podia deixar de cultivar afeto pela morena, tendo para com ela uma série de similaridades. ademais, desde a notícia de que hal jordan havia desaparecido durante o experimento primário, seu zelo fora intensificado ao que estava ciente de que a cruz e o outro piloto partilhavam de um elo cósmico, ambos fazendo parte da tropa dos lanternas verdes. carol gostava de hal, mas não o conhecia como jessica e queria estar por ela caso o fardo ficasse pesado demais para ser segurado sozinho. dessa forma, não tardou em finalmente interferir no diálogo, enlaçando o braço com o da morena com o intuito de livrá-la da indesejada companhia. ‘ ei, ouvi que o clark kent está te procurando e posso dizer que não é sábio deixar o superman esperando. ’ puxando-a para longe, carol seguiu com jessica para longe da terceira pessoa, divertindo-se com a reação da mesma.‘ você fica uma graça quando está nervosa, sabia ? ’ os dizeres acompanhados de um breve sorriso, a danvers observando-a com atenção. ‘ quero dizer, mais que o normal. ’ não escondia o afeto que sentia, afinal, privar-se de seus sentimentos acabou por ser um de seus maiores erros. ‘ mas, eu te entendo. tudo isso também me deixa nervosa. ’ era quase uma confissão, carol sempre tentando manter sua persona tão sólida de capitã intacta para a maioria. ‘ você está bem, cruz ? ’
era inegável o amparo que encontrava na figura da outra. a confidência silenciosa transpassada pelos olhos passeadores e as memórias repletas de momentos onde a via láctea presenciava o divertimento nas atividades lúdicas espaciais partilhadas além de suas obrigações. a leveza de sua presença lá, voando ao incerto e infinito do universo, era um suporte para aliviar os ombros pesados. portanto, a presença da capitã era reconfortante. mais que a necessidade de ficar só. porque a verdade é que a solidão não remediava a ansiedade, mas sim potencializava sua dependência desta, enquanto que carol, sendo ela, fazia jessica se arriscar além dos muros tão bem construídos desde seu trauma. ah, trauma. se fosse ser sincera consigo mesma, após o incidente com hal, vinha empurrando com a barriga a sensação fúnebre intoxicante que vivia ameaçando crescer. afinal, ele não era só um dos seus, mas também um amigo extremamente próximo. jamais esqueceria sua paciência e seus incentivos, tampouco as conversas partilhadas em segredo. mas era uma heroína. parte não apenas da tropa dos lanternas verdes como da liga da justiça. por isso internalizou de tal modo que precisava ser um símbolo de perseverança, que esqueceu do espaço que deveria deixar para a tristeza. de praxe de cruz com suas inconstâncias. que ficava triste ao ponto de se esconder por três anos no apartamento, ou ao ponto de não querer enfrentar sequer um resquício dessa mesma dor. ao menos diante de alguém que tanto gostava, continuaria a ignorar seus sentimentos, porque eles estavam focados na pessoa que lhe dirigia a palavra. ┺ 🌠 minha heroína. ┹ riu, dando tapinhas no braço enlaçado no seu com o que não estava ocupado. ah, e lá estava o flerte. típica carol. ┺ 🌠 e você fica uma graça dizendo que eu fico uma graça. ┹ com típica jess. porém, o risinho foi incapaz de ser escondido, e acabou sentindo a necessidade de olhar para o lado contrário ao dela. a frase seguinte foi reconfortante, porque ao menos não se sentia sozinha. ┺ 🌠 tudo isso aqui é tão estranho, eu me pergunto por qual motivo eu resolvi aparecer. ┹ de fato, a súbita coragem agora parecia apenas um passo sem planejamento vindo de sua parte. ┺ 🌠 no fim, é o chão firme. ┹ brincou, apesar de ter um fundo de verdade. ┺ 🌠 voar por aí por tanto feito acabou me lembrando que eu tenho certos problemas com readaptação. no espaço não existem anfitriões misteriosos que convidam pessoas para bailes. quer dizer... talvez? ┹ tornou casual, apesar de simplesmente querer dizer que estava com medo da multidão. ┺ 🌠 mas, somos duas aqui. uma moeda pelos seus pensamentos? ┹
bzyond:
terry já tinha tomado sua justa parte de champanhe quando topou com a garota ao voltar do banheiro, apesar de tudo no seu corpo alertar que aquela noite não estava normal, continuava a aproveitar a festa até que não pudesse mais. afinal, agir normalmente também era uma estratégia. ❝ não, a culpa foi toda minha. justificou-se ❝ bom, agora que você falou… parou para considerar a própria fome, e seu estômago certamente reclamava um tanto. ❝ valeu, a sua também. agradeceu apesar de achar sua roupa comum. não havia nada de especial naquele terno. ❝ alguma coisa? certificou-se tentando olhar naquela direção, ser atraído para longe do grande público nunca acabava bem, mas se tinha a chance de descobrir alguma coisa talvez devesse tentar, sabia se defender de qualquer forma. ❝ certo, vamos lá.
cogitou beber. era um ambiente social, no fim das contas. e para ela, sempre sendo perseguida pela frequência desesperadora de pensamentos desorganizados, tornava-se uma saída muito atraente para seus problemas. até, claro, o dia seguinte. quando ela sentia um imenso desejo de ser levada pela morte. gostava de pensar que era algum tipo de piada para o universo que ela, de todas as pessoas, tivesse preservado perfeitamente memórias que não deveria lembrar nem na hipótese mais comum de todas, como por exemplo, ter atirado john stewart contra um cometa quando inventaram de beber dentro da barreira protetora de seus respectivos anéis. sua fuga perfeita não existia, era, no fim das contas, indefesa quando o assunto era lidar com seus problemas -- os que não eram grandiosos como darkseid por exemplo. as vezes, se surpreendia também com o modo como suas fugas de situações constrangedoras apenas lhe jogavam em novas situações constrangedoras. provavelmente ficou bons segundos parada, estática, tentando pensar no que raios ela diria quando chegassem no topo da escada, e fosse um lugar perfeitamente comum. ┺ 🌠 vamos! vamos sim. agora mesmo. ┹ se recuperou, tentando sorrir do modo mais casual e menos desesperado possível. ┺ 🌠 depois de você. hum, se bem que eu que chamei, acho que... é, okay, depois de mim. ┹ e começou a andar. respirou fundo, as mãos desamarrotando as imperfeições imaginárias do vestido. quando chegou onde havia apontado, olhou para as laterais muito rápido. não tinha ninguém. e era reconfortante não estar sob o olhar de tantas pessoas ao mesmo tempo. em contramão, tinha uma pessoa. ┺ 🌠 não vi nada de diferente agora, vendo assim de perto. ┹ “também não vi de longe, e isso não tem a ver com meus problemas oculares” completou mentalmente. ┺ 🌠 se... quiser voltar... acho que tudo bem. ┹ falou, mas, ao contrário do que indicou, acabou sentando no chão, sem mais nem menos. “certo, agora ele vai voltar e você vai ficar sozinha”, pensou consigo, antes de seguir para a sua segunda fala impulsiva da noite. ┺ 🌠 a não ser que a gente veja o lado de fora também! nunca é ruim se precaver, né? ┹
babcsg:
Não era segredo que o mistério do convite era o único motivo pelo qual Barbara resolvera comparecer ao evento. Curiosa por natureza a mulher não conseguiria dormir sem descobrir do que tudo aquilo se tratava, mesmo que envolvesse colocar-se numa situação completamente fora de seu controle. Nada ali lhe parecia familiar, exceto por alguns rostos amigos, não tinha como prever o quê aconteceria e por isso mantinha-se alerta à todo instante. Carregando uma taça de champanhe, circulava a mesa de aperitivos, não estava com fome mas pensava que dar uma mordida ajudaria a adiar os efeitos do álcool. Entre uma linha de pensamentos bobos, demorou para perceber a garota com a qual quase colidiu, sorrindo como desculpa. “ —- Não precisa se desculpar, acontece —- ” notava os sinais de nervosismo na morena, não sabia o porquê, mas procurou dizer aquilo da maneira mais gentil possível. “ —- Obrigada, a sua também é muito bonita! —- ” podia parecer que devolvera o elogio por educação, mas seus dizeres eram genuínos, a mulher estava belíssima na roupa. “ —- O que? —- ”antes de aceita o convite virou a cabeça para observar o lugar indicado, retornando a atenção para menor pouco depois. “ —- Vamos! —- ”
por mais que tivesse feito boas conexões com a liga, mentiria se dissesse que sentia-se confortável estando tão fixa na terra. se não fosse a obrigação em ficar, provavelmente teria sumido rumo a missões estelares que lhe distraíssem a cabeça das coisas mais mundanas possíveis. chegava a ser engraçado, já que havia sido tão difícil aceitar seu chamado, justamente por nunca sentir que era capaz o bastante para tal. agora, uma heroína feita, sentia que não era capaz de ser só jessica cruz. ser só jessica cruz exigia bem mais força de vontade. ali, naquele cenário, o objetivo principal era não sair correndo. barbara havia sido gentil, provavelmente por notar seu nervosismo. a mente rapidamente criou uma desculpa para que não lhe sobrasse apenas a alternativa de confessar o medo de interagir fora de sua zona de conforto. podia dizer que era algum sintoma físico! ou um mero mau presságio. mas, como a segunda parecia muito mais misteriosa e sombria do que sua personalidade lhe permitia arriscar, caso fosse necessário bastava culpar a comida, por mais bonita e chique que ela parecesse. foi um elogio em troca de um sorriso. jessica pensou se uma moça tão simpática já estava cansada de lidar com sua postura. aí, sacudiu a cabeça. era mais um daqueles pensamentos automáticos que vinha tentando corrigir, havia lido sobre isso não fazia tanto tempo na internet. ┺ 🌠 você aceitou mesmo, uau! eu já estava me preparando para algum fora educado. ┹ confessou, tentando se soltar mais. conforme os passos iam na direção da escada, pela primeira vez desde o começo frustrado de uma de suas crises ansiosas, percebeu que tinha mesmo alguma coisa ali. e ia se afastando pela parte pouco iluminada da festa brilhante. ┺ 🌠 quem diria que 0,75 de miopia em um olho e 0,50 de astigmatismo no outro fariam essa diferença absurda. ┹ murmurou, forçando as vistas. as malditas lentes que esqueceu em casa ao sair com pressa, ugh. ┺ 🌠 pelo menos eu sei que estava se movendo. você viu uma coisa escura se movendo também, não viu? ┹
bztson:
evitava ficar no mesmo lugar por muito tempo pois começariam as perguntas: ‘o que um menino está fazendo sozinho’ ‘qual sua idade’ ‘cadê seus pais’. sempre mentia que a mãe estava do outro lado do salão, então tratava de fugir. estava em uma dessas fugas quando esbarrou em um morena. ❝ tô cem porcento contigo nessa. daria meu braço por um hamburgão com fritas. olhou para a própria camisa, uma listrada em preto e branco que encontrou no armário, com toda certeza estava bem menos arrumado que qualquer um naquela salão. ❝ achou mesmo? dope. comentou com um sorriso largo nos lábios, era um tanto sem jeito a maneira que a mulher se portava, mas tudo bem por ele. ❝ você soou agora como qualquer sequestrador de criancinha. mas eu gosto de pagar pra ver, vamo’ lá.
a tensão foi se esvaindo lentamente, embora ainda estivesse nervosa pelos arredores tumultuados. o fato era que a mexicana se dava melhor com adolescentes do que com os de sua idade por conseguir se expressar sem as preocupações e mazelas de comedimento exigidas em um convívio social mais maduro, por assim dizer. ┺ 🌠 nossa, por que eu te sequestraria? se eu fosse sequestrar alguém, seria com o dobro do seu tamanho e pré-disposição pra fazer afazeres domésticos, o que eu estou apostando que você não tem. ┹ acabou rindo, mudando o traço do caminho para a direção que apontou tão subitamente e por impulso. por mais leve e descontraída que fosse a conversa atual, ainda não se sentia exatamente confortável. e essa era uma constante. ┺ 🌠 mas, vamos supor que eu seja perigosa e vá te sequestrar: por que você tá me seguindo? você ia conseguir se defender de mim tão fácil assim? ┹ colocou as mãos na cintura parando quando precisou levantar um pouco a barra do vestido para não cair. estava ali um dos tantos sintomas de sua ansiedade exacerbada, já que todo e qualquer movimento era um motivo para passar vergonha esperando para acontecer. quando finalmente concretizou seu pedido, sentiu uma pontada de pânico acelerar o coração. cogitou dizer que não tinha nada ali, mas a consciência plena de seus vinte e quatro anos lhe impedia. droga, ser adulta era uma chatice mesmo. então, obviamente, a saída era continuar fingindo que tinha visto algo relevante. se desejasse do fundo do coração, talvez tivesse. ┺ 🌠 vamos vasculhar pela sala toda, seja lá o que for, se escondeu. ┹
se importar tanto com olhares alheios significava ficar o dobro atenta nos arredores. jessica odiava a importância que certos detalhes tinham quando estava reprimindo sua vontade de se esconder. ah, seria tão mais fácil se não estivesse se sentindo ainda mais pressionada após a tragédia envolvendo hal jordan. sentia falta dele agora. e de simon. e de todos os amigos que não conseguia ver no meio daquelas inúmeras pessoas pomposas. talvez ninguém fosse notar se simplesmente colocasse seu anel e sumisse no meio da galáxia. e, para se defender da ansiedade, resolveu se entupir de comida. “vamos jessica, tente pelo menos puxar um assunto com alguém.”, pensou, enquanto os passos ficavam mais apressados, acabando por desviar por pouco de uma outra pessoa vindo na direção oposta. respirou fundo. “heh, bom começo, lanterna verde.” ┺ 🌠 desculpa, eu… ┹ parou. “tente não soar tão coitadinha.”, se repreendeu. ┺ 🌠 sabe como é, né? a fome deixa as pessoas desesperadas. ┹ “uh, isso não soou muito melhor que se desculpar.” tentou novamente. ┺ 🌠 roupa legal. ┹ houve uma pausa, pequena, mas o bastante para que sentisse algo entre vertigem e náusea. droga. precisava de um tempo da multidão para recarregar a bateria social, porém, seria falta de educação deixar a pessoa ali depois de ter começado um assunto. “haja como uma pessoa legal haja como uma pessoa legal haja-”┺ 🌠 olha só, acho que tem alguma coisa ali perto do topo das escadas! vamos lá olhar? ┹ tsc.
𝐏𝐀𝐑𝐀 𝐉𝐄𝐒𝐒𝐈𝐂𝐀 𝐂𝐑𝐔𝐙 o baile era um desafio. sair do conforto de sua casa para atender a uma festa? estava, decerto, louca. os limites da própria condição colocavam ideias demais na cabecinha, portanto, foi por isso que resolveu apenas... ir. afinal, mesmo com medo, não costumava deixar seus temores ficarem no caminho do que queria por muito tempo, era uma lanterna verde! e além do mais, se achava em uma melhor forma que em todos os outros bailes atendidos ao longo da vida, seria um desperdício não aproveitar a chance. nervosa? muito. mas qualquer coisa, haveria sempre uma grande mesa no fundo do salão para se esconder embaixo.
“You look like a star.”
┺ 🌠 well as someone who had been awfully close to a real star i can't say if that's a good compliment or not but i get the spirit! you look like uh, like a fabulous nebulosa. you know, a beautiful and colorful dust. haha okay that sounded better in my head. ┹
✦ ✧ Mental Health Month ✧ ✦
Green Lanterns are chosen for their ability to overcome great fear. Earth’s latest Green Lantern, a Mexican-American woman named Jessica Cruz, embodies this by fueling her power ring with the willpower it takes to live and cope with her anxiety. Throughout the series, she has panic attacks – hampering her ability to make constructs – and handles them through her coping routines like breathing, positive thoughts, meditation, exercise, and support from her Lantern partner and sister.
Read about Jessica in Green Lanterns, written by Sam Humphries (who also has anxiety).
#avoiding your responsibilities like