Fuga.
Vivo em estado de escape. Às vezes de alguém, às vezes de algo, outras vezes de um vazio que nem sei nomear. Os cenários mudam, as sombras se disfarçam, mas a pressa é a mesma: o coração quilômetros à frente de um corpo que ainda nem saiu do lugar.
Meus sonhos são o eco do que eu silencio enquanto estou acordada. Talvez o perigo não esteja vindo atrás de mim; talvez esteja exatamente onde eu me recuso a olhar.
— Os fragmentos de Charlie.


















