Zona de Conforto
Denominamos Zona de Conforto, um conjunto de contingências ambientais e comportamentos com os quais uma pessoa sente-se confortável, sem criar qualquer tipo de risco. Grosso modo, poderíamos descrever a personalidade de alguém de acordo com o sem alcance: pessoas bem-sucedidas, em quaisquer campos de atuação, precisam continuamente sair de sua zona de conforto. Imagine um sujeito que está desempregado e sem perspectivas de mudar essa situação. Ainda que a condição de desemprego seja um tanto quanto prejudicial para sua vida, deixá-la exige uma enorme quantidade de mudanças: buscar novas qualificações, estudar para algum concurso público, distribuir currículos por toda a cidade, usar estratégias de marketing jurídico dentre outras. Assim, para que o sujeito abandone a situação de desempregado, ele precisaria deixar a zona de conforto e ir em direção a novas soluções para seu problema.
Você se lembra da Lei da Inércia? Segundo ela, um corpo parado tende a ficar parado e um corpo em movimento tende a continuar em movimento. Esta lei pode ser comparada à zona de conforto. Assim como na inércia, uma pessoa que se estabilizou em sua zona de conforto tenderá a permanecer ali, sem ao menos colocar “um pé” para fora dessa situação.
Mas como sair dela? Para atingir este objetivo, a pessoa precisa experimentar comportamentos completamente novos e, consequentemente, obter resultados totalmente diferentes dos que vem obtendo. Vamos a um exemplo: imagine que você está completamente insatisfeito com seu trabalho. Ainda que o deteste, ele traz uma sensação de segurança que lhe impede de pedir demissão e buscar outro emprego.
Assim, a zona de conforto surge como um dos obstáculos para se desenvolver a criatividade de sua equipe. Certamente, alguns de seus companheiros dirão: “para quê treinar nossa criatividade? Já somos bons o suficiente!”. Nesse caso, caberá a você esclarecer a importância de abandoná-la e sair em busca de novas possibilidades.
Antigamente, em meus workshops, eu costumava dizer a seguinte frase: “se você continuar fazendo aquilo que você sempre tem feito, acabará por conseguir os resultados que você sempre obteve”. Com o passar dos anos, percebi que isso não é completamente verdadeiro: ao repetir as ações passadas, a tendência não é que os resultados deixem de melhorar! Na verdade, eles começam a piorar. Ainda que suas ações permaneçam as mesmas, o ambiente em que você está inserido está em constante mudança. Assim, a tendência é que seus resultados apenas piorem. A seguir, selecionei uma pequena fábula que mostra isso com bastante clareza.













