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@des-manual
21/10/20
Tema: recursos estilísticos envolvidos na criação de uma poesia e de um poema.
Objetivo: apresentar ao aluno diferentes mecanismos artísticos que podem ser utilizados no processo de criação poética, para que, assim, ele explore algumas dessas ferramentas e experimente inseri-las em seu próprio processo.
Conteúdo: poesia visual, poesia concreta, poema processo – características e marcas estilísticas.
Metodologia/Estratégia: Ilustração de exemplos das estruturas poéticas abordadas em aula trazidas pelos próprios estudantes, previamente orientados a pesquisar sobre o tema em casa, e trazer uma obra de sua escolha – aqui, eles ensinarão a seus colegas sobre o que aprenderam – modelo de sala de aula invertida.
Recursos: Ao final de uma aula, os alunos serão divididos em grupos e designados a uma categoria: poesia visual, poesia concreta ou poema processo. Mais tarde, se reunirão e irão pesquisar sobre o tema escolhido, e irão montar um breve seminário para compartilhar com os colegas na aula seguinte. Ao final de cada apresentação, os alunos deverão escolher o processo que mais os agrada e produzir sua própria obra, utilizando os mecanismos aos quais foram apresentados.
Avaliação: produção artística utilizando os recursos apresentados pelos colegas.
Referências: AMORA, Antônio Soares. Introdução à Teoria da Literatura. São Paulo: Cultrix, 1994.
Comentário crítico: Ao utilizar o modelo de “sala de aula invertida”, o professor busca incentivar o aluno a buscar conhecimento de forma mais independente, já que aqui, ele interpretará o papel de professor. Se bem executada, essa metodologia desenvolve não somente a autonomia intelectual do estudante, mas também melhora a relação aluno-professor, pois oferece uma dinâmica divertida que possibilita a interação das crianças e a troca de experiências durante o processo de pesquisa, bem como uma nova perspectiva do papel do docente na sala de aula.
07/10/2020
Tema: linguagem poética e metalinguagem.
Série: qualquer nível de ensino que esteja trabalhando as figuras de linguagem, adequando a dificuldade/desafios ao ano correspondente (Fund. I/II ou Médio).
Introdução: apresentar aos alunos a importância da linguagem conotativa e suas características. Jogo de palavras: Onde podemos encontrar a função conotativa da linguagem? (textos, músicas, poemas... poesia; ao encontrarem o tópico poesia, o estudo avança para a linguagem poética.
Linguagem poética:
Criar com os alunos as definições de linguagem poética, através da própria poesia improvisada.
Perceber a constante presença das figuras de linguagem e focar na metalinguagem, em como a poesia explica a si mesma.
Com perguntas pontuadas, (a poesia tem linguagem?; como nasce a poesia?; que palavra é mais poética?) ir elaborando um caminho que responda ao questionamento “o que é linguagem poética?”
Poema: “Ou isto ou aquilo” de Cecilia Meireles para exemplificar a presença da linguagem poética em coisas banais do cotidiano e do pensamento.
Metalinguagem: Na pratica, os alunos devem encontrar metalinguagens em sua escola/sala de aula/biblioteca.
Baseando-se nas ironias e sutilezas das metalinguagens encontradas, propor a criação de uma meta poesia, onde cada um possa explicar através da construção de uma poesia, a própria poesia. Não abstendo-se em poemas, podendo trabalhar com fotografia, desenhos, colagens, toda e qualquer maneira em que a linguagem poética esteja presente.
Exercício de escrita criativa (não prendendo-se a escrita) Para a prática primeiro os alunos farão um aquecimento: Escrever tópicos/versos de um “algo” falando de sim mesmo (ex.: Uma cadeira sobre uma cadeira; um humano sobre um humano; um ator sobre um ator; um giz sobre um giz.)
Para a segunda parte e produção "oficial” encontrar metalinguagens pelo ambiente em que vivem (físico ou mental), após terem vivenciado uma metalinguagem escrita, é hora de instigar a curiosidade e a criatividade.
Por último, inspirados pelas metalinguagens encontradas, elaborar uma poesia que fale sobre poesia, em qualquer forma de linguagem poética.
Referências: AMORA, Antônio Soares. Introdução à Teoria da Literatura. São Paulo: Cultrix, 1994.
Comentário Crítico: aqui, ao fazer o aluno “pôr a mão na massa”, estamos o incentivando a conhecer outro lado da Literatura; que as provas e apostilas podem fazer com que o aluno nunca conheça de verdade: seu aspecto artístico. Antes de saber como fazer métricas ou contar sílabas, os estudantes precisam conhecer o ímpeto da criação artística.
16/09/20
Tema: Poesia épica.
Objetivos: Conhecer e aprofundar os conhecimentos sobre o gênero épico da poesia, suas origens e características.
Conteúdo: A História da poesia épica, temas retratados e sua estrutura, Homero: A Ilíada e a A Odisseia.
Metodologia/Estratégia: Exposição dos conceitos por meio de aula dialogada, ilustrada por exemplos de obras do gênero, tais como A Ilíada e a A Odisseia.
Recursos: A partir de um trecho compartilhado pela professora, elaborar uma história, em prosa, dentro de 15 minutos. Em seguida, compartilhar essa história com um colega, no máximo em 5 minutos, e então ouvir a história desse colega. Agora, num período de 20 minutos, o aluno deverá transformar a história que lhe foi contada em versos, usando de metáforas e sensações.
Avaliação: Construção de plano de aula para o Des-Manual.
Referências: AMORA, Antônio Soares. Introdução à Teoria da Literatura. São Paulo: Cultrix, 1994.
Comentário Crítico: Utilizando recursos como a escrita criativa e o storytelling, o educador pode transformar a experiência de aprendizado do estudante. Deixando de ser o ouvinte e transformando-se no criador de suas próprias histórias, o aluno foi capaz de apreender as características do gênero apresentado, desenvolvendo-os de forma criativa, para então compreender os desafios que sua estrutura estilística apresenta. Ao abrir mão por alguns instantes de seu papel central durante a aula, e então deixar que os estudantes exercitem suas mentes, o professor promove a real aprendizagem, pois os alunos apropriam-se do conhecimento e transformam o aprendizado em algo bem mais pessoal e enriquecedor.
09/09/20
Tema: Poesia na Grécia Antiga.
Objetivos: Introduzir os conceitos inicias de poesia, conhecer mais sobre suas origens e ler algumas de suas primeiras manifestações, explorando elementos da cultura grega antiga e sua mitologia.
Conteúdo: O panteão grego; o teatro grego; a Poética de Aristóteles; os gêneros teatrais.
Metodologia/Estratégia: Exposição de conceitos iniciais por meio da leitura em grupo dos mitos de origem, em seguida ilustrados por exemplos de poesias escritas durante esse período.
Recursos: Formação de grupos para debate e leitura crítica, onde cada membro buscará um mito ou poesia que o agrade para então compartilhar com os colegas e comentar sobre.
Avaliação: Com o grupo já previamente formado, os alunos deverão eleger a poesia que mais os agrada, e em seguida montar uma breve encenação que a expresse e então justificar sua escolha.
Referências: CARA, Salete de Almeida. A poesia lírica. São Paulo: Ática, 1986
(Esse des-manual não possui comentário crítico pois a aula foi bem longa e, por isso, a senhora disse que não seria necessário).
26/08/2020 - Rascunho 1 - (des)fazendo poesia
Tema: POESIA
- Entre colchetes comentários pessoais sobre o assunto e desenvolvimento do des-manual.
Poesia: Materialização da metafísica em signos. Texto literário que busca comover a emoção/sentimentos do leitor e da experiência de escrita do autor. A Poesia é com frequência considerada apenas gênero textual e não a forma de arte pura da literatura. Ensinar a poesia no ensino regular em todos os seus níveis é parte fundamental da construção e sensibilização da formação do caráter do aluno como ser social. É fundamental também expor que poemas podem sim ser poesia e são a principal forma de sua representação na literatura, todavia não sua única representação no mundo (incluindo outras linguagens como música, fotografia, performance, pintura, prosa, etc.) [conceitos e definições retirados da aula].
Como se faz: Buscando planos de aula prontos, modelos para serem seguidos, Como se desfaz: [Vi alguns planos, mas não tive tempo de analisá-los, a internet estava travando, então parti para a criação da aula].
REFAZENDO (esboço):
Criando o entendimento do o que é poesia através da experimentação de sensações trazidas pelas poesias [gancho para trabalho com figuras de linguagem, principalmente a sinestesia].
1 – Leitura de um poema por parte do professor, “O Vaso Chinês” de Alberto de Oliveira. Questionar aos alunos quais foram as sensações causadas pela leitura do poema e se eles entendem “O Vaso Chinês” como poesia. Depois da leitura do poema, ler uma poesia de escolha do professor, buscar uma poesia em que o aluno consiga se identificar com facilidade, “Autopsicografia” de Fernando Pessoa. Novamente levantar aos alunos qual foi a sensação causada com a leitura desse poema e comparar aos outros.
2 – Feita a primeira comparação superficial, trabalhar com uma poesia de outro idioma (áudio) ou música, de modo que o que seja entendido agora é a movimentação que a poesia causa aos alunos; sugerir abaixar as luzes da sala de aula, ou fecharem os olhos; aos que preferirem, registar em palavras o que forem sentindo e pensando durante a escuta da poesia (conteúdo pessoal, não será entregue). É importante para a cativação dos alunos com a poesia deixar claro a liberdade de tal objeto de estudo. L’Eternitè – Arthur Rimbaud - https://www.youtube.com/watch? v=MIZ2Hxt1m9o
Discutir com a sala quais foram os efeitos sentidos por eles nos três exemplos e quais suas diferenças. Adentrar então na definição teórica de poesia.
3 – Pergunta: apenas poetas escrevem poesia? Sendo poesia uma representação artística dos sentidos, porque não escrever? Com o provável questionamento da sala, apresentar então um poema de “quarto do desterro” de Carolina Maria de Jesus. “Muitas fugiam ao me ver… “ contar então um pouco sobre a autora e incentivar o processo de criação dos alunos.
4 – Escrita Criativa: Oferecer aos alunos uma breve oficina de escrita criativa, sendo elaborada de acordo com o visto em aula e aplicando os conhecimentos adquiridos. Sendo a oficina composta por: Relaxamento, Técnica de rápida, Escrita com mote de Carolina de Jesus e produção livre com música de fundo.
Referências: Referências: AMORA, Antônio Soares. Introdução à Teoria da Literatura. São Paulo: Cultrix, 1994.
Comentário crítico: ao propor um exercício subversivo, como é o caso do Des-manual, o professor encoraja o aluno a pensar de maneira menos convencional. Às vezes, o cotidiano escolar pode se tornar um ambiente de repetição e execução, onde o estudante passa a realizar todas as suas atividades no “piloto automático”.
Propostas como essas são extremamente importantes durante o processo de aprendizagem, pois estimulam a criatividade e independência do aluno, fazendo com que sua mente seja muito mais estimulada do que seria em um exercício comum.