Vocês viram E. ASTER BUNNYMUND, de A ORIGEM DOS GUARDIÕES, pelas ruas da cidade? Nem me lembrava que se parecia tanto com HUGH JACKMAN no auge de seus CINQUENTA E SEIS anos. Apesar de ser natural de CALTHERION, pode ser encontrado em NEONEXUS agora, trabalhando como MECÂNICO DE ESPAÇO NAVE. Dizem que ele é SECO E ORGULHOSO, o que não exclui o fato de também ser HABILIDOSO E RESILIENTE.
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Sobre:
Como o último de sua espécie, mesmo como humano Bunnymund se sente um tanto solitário. É como se, não importa o que ele faça, nunca consiga se conectar profundamente com ninguém.
Aliás, um dos motivos talvez seja o seu próprio nome, motivo de piada desde que ele era pequeno. Sim, ele tem Bunny no nome. Sim, muita gente chama ele coelho e similares. Ele até não liga, mas saber que estão tentando tirar sarro dele é o que torna a experiência desagradável. Por conta disso, costuma se apresentar como Aster ou Mund.
Em Neonexus, ser mecânico não era sua primeira opção, nem a segunda. Mas todos os trabalhos mais artísticos foram substituídos por máquinas e trabalhar com o meio ambiente é pouco rentável. Naves, por outro lado, estão sempre quebrando. Acabou se tornando engenheiro, mesmo não sendo o que mais gosta. Inclusive, ele mesmo não gosta nada de voar!
É muito difícil trabalhar no Hangar Estelar e não se envolver com contrabando. Mesmo não mexendo diretamente com isso, entende a necessidade das pessoas e faz vista grossa para as atividades ilícitas que acontecem ali.
Quanto a sua família, não é muito próximo. Seus pais se separaram quando ainda era criança e casaram-se de novo com outras pessoas. Como resultado, ganhou @authorsix como irmão de consideração.
Faziam anos que Ford não acendia um cigarro. O que é surpreendente, considerando quantos problemas ele tinha a cada tentativa de ativar o-- Bom, ele ainda não tem um nome para o grande aparelho triangular que é protagonista do laboratório. Mas não importa, o que importa é que ele teve mais autocontrole durante anos comandando a sua área no Laboratório SynTech que depois de algumas poucas semanas… No mínimo caóticas.
Sendo assim, não foi por conta do maquinário que acordou cedo demais e foi antes de todos para o laboratório, nem o que o levou a discutir com os engenheiros com mais animosidade que o planejado, ou o levou até a fronteira mais próxima de NeoNexus em busca de uma mudança de ares (e um lugar que a fumaça não impregnaria em tudo, e talvez pudesse disfarçar o mau hábito). Tentar viver seu dia a dia sem se distrair com a cabeça cheia de ideias - teorias a cerca do que aconteceu com a rainha, o seu novo… Projeto pessoal - estava se tornando cada vez mais difícil.
Então ele comprou um maço barato no caminho e abriu o projetor holográfico do tablet de capa vermelha apoiado no próprio colo, sentado num banco climatizado. Antes que pudesse aproveitar a nicotina enquanto passava por suas anotações em busca de respostas antigas para perguntas novas, percebeu que não tinha nada que produzisse fogo consigo. Bufa, audível, mal levantando a cabeça das projeções 3D em sua frente quando nota o movimento de outra pessoa passando por ele.
"Olá-- Perdão o inconveniente, mas você tem um robô incendiário?-- Ou um isqueiro rudimentar. Qualquer um dos dois funcionará."
*OOC: Caso prefira uma interação em outro distrito, escolha um prompt daqui ou um cenário daqui + distrito
Parou. Claro que reconheceu a voz, mas olhou o outro de cima a baixo antes de responder. Suspirou, algo entre frustrado e preocupado.
"Achei que tinha parado de fumar, Ford."
Mesmo não aprovando, tirou do bolso um isqueiro. Não o entregou diretamente, mas deixou em cima da palma aberta. "Se tiver certeza, pode pegar. Mas sinceramente, não vai ser a nicotina que vai resolver-- seja lá pelo que está passando."
Segurou a vontade de oferecer um chocolate. Nem tudo poderia ser resolvido com chocolate... E depois do último sonho absurdo que teve, estava tentando evitar pensar muito nisso. Era fácil demais de imaginar como um coelho que distribuía chocolates por aí e isso era perturbador.
𝗢𝗣𝗘𝗡 𝗦𝗧𝗔𝗥𝗧𝗘𝗥 ; jack frost with 𝘆𝗼𝘂 , em montclair .
as partes boas de sua posição como futuro visconde eram vastas, mas a sua parte favorita era poder passar seus dias fazendo absolutamente nada. não o leve a mal, ele não era uma pessoa incapaz. ele era considerado um jovem muito inteligente, mas também muito desinteressado com a vida política de montclair, sem vontade nenhuma de ficar se mostrando como um pavão a procura de uma noiva. ele queria passar seus dias desbravando o mundo na sela do seu cavalo, lendo poesias pretensiosas e sendo o herói dos seus primos mais jovens. ele nasceu para ser um tio, de verdade. estava andando no seu cavalo favorito, áquila, quando avistou uma movimentação estranha no lago há alguns quilometros de sua residência. era um local movimentado ao longo do ano inteiro, sendo cenário de piqueniques de verão e um belo gelo selvagem para aqueles que gostavam de se arriscar no inverno. o problema era que aquele gelo não era muito confiável após fevereiro, e foi isso que ele tentou avisar. a pessoa se aproximava da beira do lago quando ele apertou o galope. "senhorita! se eu fosse você, não me arriscaria! esse gelo não é nada seguro." gritou, da melhor maneira que conseguia com a respiração cortada pelo galope do cavalo.
Para dizer a verdade, Bunny não estava prestando muito atenção no caminho que fazia. Tentava entender o mapa que recebera, franzindo o cenho e agradecendo pela criação dos GPSs. Quando ouviu o grito, parou subitamente e olho melhor para onde ia. Nem tinha notado o lago congelado. Na verdade, se o lago era ali, quer dizer que estava completamente na direção errada!
Sentiu as bochechas corarem de vergonha, o que o deixou irritado. Não lidava bem com mostrar fraqueza na frente dos outros, mesmo que fosse uma situação tão trivial. Mesmo assim, sem nem pensar muito, já estava descontando a frustração no outro.
"O que é isso? Você é o especialista local de gelo por acaso?" Perguntou sarcástico, embora tenha se afastando do lago. "Deviam sinalizar melhor as coisas por aqui."
Vocês viram E. ASTER BUNNYMUND, de A ORIGEM DOS GUARDIÕES, pelas ruas da cidade? Nem me lembrava que se parecia tanto com HUGH JACKMAN no auge de seus CINQUENTA E SEIS anos. Apesar de ser natural de CALTHERION, pode ser encontrado em NEONEXUS agora, trabalhando como MECÂNICO DE ESPAÇO NAVE. Dizem que ele é SECO E ORGULHOSO, o que não exclui o fato de também ser HABILIDOSO E RESILIENTE.
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Sobre:
Como o último de sua espécie, mesmo como humano Bunnymund se sente um tanto solitário. É como se, não importa o que ele faça, nunca consiga se conectar profundamente com ninguém.
Aliás, um dos motivos talvez seja o seu próprio nome, motivo de piada desde que ele era pequeno. Sim, ele tem Bunny no nome. Sim, muita gente chama ele coelho e similares. Ele até não liga, mas saber que estão tentando tirar sarro dele é o que torna a experiência desagradável. Por conta disso, costuma se apresentar como Aster ou Mund.
Em Neonexus, ser mecânico não era sua primeira opção, nem a segunda. Mas todos os trabalhos mais artísticos foram substituídos por máquinas e trabalhar com o meio ambiente é pouco rentável. Naves, por outro lado, estão sempre quebrando. Acabou se tornando engenheiro, mesmo não sendo o que mais gosta. Inclusive, ele mesmo não gosta nada de voar!
É muito difícil trabalhar no Hangar Estelar e não se envolver com contrabando. Mesmo não mexendo diretamente com isso, entende a necessidade das pessoas e faz vista grossa para as atividades ilícitas que acontecem ali.
Quanto a sua família, não é muito próximo. Seus pais se separaram quando ainda era criança e casaram-se de novo com outras pessoas. Como resultado, ganhou @authorsix como irmão de consideração.
Quanto a sua família, não é muito próximo. Seus pais se separaram quando ainda era criança e casaram-se de novo com outras pessoas. Como resultado, ganhou @authorsix como irmão de consideração.
Os primeiros dias, trouxeram o gosto e o aroma de chocolate.
Curioso, mas nada demais. Começou o dia comendo um pedacinho de chocolate e seguiu sua rotina. Imaginava que fosse só uma vontade de comer chocolate.
Depois veio um cheiro de pólen, que ao invés de alergia lhe trouxe um sentimento agradável de nostalgia.
Era tudo muito sútil. Mundano. Um ritmo que ficou na sua cabeça e não sabia por que. Movimentos de mão que pareciam familiares, mas não lembrava de onde.
O sexto dia é que trouxe um estranho chute, um movimento involuntário repentino que o acordou no susto. Não lembrava do que sonhara para justificar, mas não era tão estranho assim. Era?
No sétimo dia, tudo se juntou, mas da forma mais surreal que Bunnymund poderia imaginar.
O lugar que estava lembrava uma floresta, mas ao mesmo tempo era embaixo da terra. Como ele sabia disso com tanta certeza? Árvores, flores coloridas, grama de um verde tão vívido que nada parecia ser de verdade. Pedras cobertas de musgo, no formato de ovos. Que se mexiam! Como guardas!
Estava trabalhando. Mas não com algo tecnológico. Estava fiscalizando os ovos.
Os ovos? Os milhares de ovos com perninhas que se pintavam andando pela Toca! Rios coloridos, flores que funcionavam como spray, tudo magicamente acontecendo com uma naturalidade praticada, que falava de anos fazendo aquilo embora ele não se lembrasse.
Ele mesmo, com um pincel, dando retoques finais. Os ovinhos se dirigindo aos túneis, os túneis dos continentes.
E ele... Ele era diferente. Tinha sentidos mais aguçados. Era um coelho? Não... Um pooka. O último pooka.
Sabia que estava se preparando para algo, algum evento importante, mas não sabia bem qual era. Não conseguia se lembrar do que vinha depois. Mas o seu eu da memória tinha segurança de tudo, tudo estava sob seu comando.
E estava tão... Feliz.
Com um poderoso chute no chão, um buraco se abriu. Um túnel. Ele controlava os túneis. A sua versão coelho-pooka-alien pulou para dentro do túnel.
E Bunnymund, humano, acordou.
Confuso, com uma sensação de perda, tentando lembrar qual era aquele evento que o fazia tão feliz.
E a certeza de que não tinha como sequer comentar ou explicar aquilo para alguém.
Um homem crescido, sonhando em ser um coelho alien pintando ovinhos de cores fofinhas? Não. Não podia falar sobre aquilo com ninguém.
O homem, falsamente muito bem arrumado, chega com um carrinho de tamanho médio e logo se ajeita no meio da multidão. De início, completamente esquecível, algumas pessoas até dirigiam o olhar para ele, porém logo desviavam. Não estava incomodando ninguém, então não era importante. Isso até ele sacar um cone comicamente grande e começar a berrar dentro dele
"Oportunidade IM-PER-DÍ-VEL!! Aqui temos os tipos de itens, ferramentas, bugigangas. Você não vai querer perder, né?"
Pega uma mesinha, a abre na frente do carrinho e rapidamente começa a distribuir os itens por cima da mesma. Sempre fazendo questão de colocar as plaquinhas, feitas a mão, com o preço.
Olhando ao redor, ele grita para qualquer um ouvir
"Vamos, vamos!! Esse velho aqui não tem o dia todo-- EI! Você! Você mesmo!"
Assim que ouviu uma voz que claramente só poderia ser de algum tipo de vendedor, Bunny tentou passar mais rápido e principalmente, não fazer contato visual.
Mas, parecia que não era o dia de sorte dele, não é?
"Uh..." Até pensou em ignorar, mas contou até três e resolveu tentar. Não devia ser tão difícil assim despachar o outro. Se virou para o vendedor, tentando não mostrar fraqueza (esses tipos farejam fraqueza). "... Falou comigo?"
Breu estreitou os olhos enquanto o analisava, questionando-se se já havia esbarrado naquele homem alguma vez. Algo em seus trejeitos parecia familiar e, ao mesmo tempo, fazia seu estômago revirar. Por conta disso, Breu teve uma leve vontade de dar as costas para aquele homem e sair andando para o mais longe possível, antes de tramar algum jeito de esbarrar nele de novo só pra pensar em alguma maneira de arruinar seu dia. Mas ele não podia ceder àqueles sentimentos estranhos agora, afinal, estava trabalhando. Breu apenas suspirou e ajeitou a postura, elevando um pouco as sobrancelhas como se aguardasse impacientemente que o homem contasse o que realmente queria. "Quadrinhos infantis?" Ele voltou a estudá-lo. "É, isso parece sua cara também." Alfinetou, mas logo devolveu o livro que tinha em mãos para a estante próxima. Por mais que quisesse se livrar daquele estranho, Breu ainda tinha que fazer seu trabalho mesmo, por mais entediante que fosse. Começava a suspeitar que o universo estava brincando consigo. "Tudo bem. Venha comigo." Chamou de má vontade, mas começou a andar até uma área mais colorida, que indicava onde ficavam os livros infantis e um pequeno espaço para ler histórias. Naquele dia estava vazio, mas ainda um tanto bagunçado. "Nessa ala temos opções diversas para crianças... Que tipo de quadrinhos você quer?"
Novamente arqueou uma sobrancelha para a audácia e desrespeito do outro. Pensou em retrucar, mas isso seria dar o gosto ao outro de mostrar que a provocação o atingira, então só o seguiu, mas não resistiu em fuzilar as costas dele com o olhar.
Analisou a sessão, praticamente se certificando que Breu fizera mesmo o trabalho certo e ao ver que estava mesmo na sessão que queria, se agachou para dar uma olhada nos títulos. Tinha algumas ideias do que queria e essa parte não seria difícil. "Não importa. Com a sua boa vontade e ótimo olho para julgamentos, fico melhor decidindo sozinho. Eu te chamo de volta quando precisar saber os preços." Fez um gesto vago para trás, sem nem olhar para ele, não apenas o dispensando, mas mostrando seu desprezo.
Meio infantil? Talvez. Mas de alguma forma achava que aquele cara merecia o tratamento frio.
gihye piscou algumas vezes, tentando se acostumar com a leve sensação de deslocamento que sempre vinha ao cruzar os limites entre os distritos. quando a voz do desconhecido a trouxe de volta à realidade, ela desviou o olhar do horizonte distorcido e focou nele. seus olhos passaram rapidamente do rosto do homem para o pacotinho de chocolate estendido em sua direção. por um instante, ela considerou recusar — não gostava de dever nada a ninguém, nem mesmo pequenos gestos de gentileza. mas o cheiro doce que escapava da embalagem e a lembrança de momentos confortantes a fizeram hesitar. com um suspiro, pegou o chocolate sem cerimônia, girando o pacote entre os dedos antes de finalmente abrir e quebrar um pedaço. "obrigada... acho que cruzar os distritos sempre me deixa meio desorientada." admitiu, sua voz carregada de cansaço, ainda assim mantendo a habitual cautela.
"Eu sei como é. Costumo ficar assim também, então ando sempre prevenido. Infelizmente não dá para evitar essas viagens sempre..." Observou a garota por um momento, estudando rapidamente as roupas dela, tentando adivinhar de onde vinha. Não achou nada que chamasse a atenção e presumiu que fosse uma local.
"Você é daqui de Neonexus mesmo? Bem vinda de volta, então. Espero que tenha feito uma boa viagem." Disse, simpático, alheio a cautela dela e só querendo puxar papo.
mavis era argumentativa, mas reconhecia que precisava de um pouco de esperança, então ao perceber a aproximação e as palavras de consolo, apenas assentiu com a cabeça. queria acreditar. "vai ficar tudo bem, não é? não consigo me lembrar de uma época sem a rainha reinando em montclair." apesar de soar como alguém que tem a memória ruim, mavis fez uma pequena careta indicando que ia além disso. conseguia lembrar de várias coisas do passado em ethivien, mas não quando a rainha assumiu o trono. em um mover de ombros, afastou os pensamentos, no que aquilo ajudaria? "ah, por favor! eu não sei o que aconteceu com ele, só… parece desligado. é a primeira vez que o vejo assim e não sei bem o que fazer." conforme as palavras saíam de sua boca, oferecia o pequeno robô ao homem, esperando que ele soubesse como resolver.
"É, eu sei... Eu também." Assentiu, embora, no fundo, fosse mais porque não era de reparar muito nessas coisas. Mas Montclair tinha uma rainha. Sempre teve. Né? Era só uma dessas coisas que simplesmente eram assim.
"Uhmm..." Se concentrou no robô a sua frente, isso, sim, algo palpável que poderia resolver. "Vamos ver..." Pegou-o nas mãos, dando uma olhada primeiro na carcaça para ver se via algum dano, e depois gentilmente o colocando na mesa. Tirou uma chave multi uso do bolso. "Se importa se eu abrir ele um pouco? Talvez seja um leve mal contato, se não houve nenhum motivo para a falha repentina."
Balançou a cabeça positivamente quando escutou seu nome. Nick. Já havia escolhido tantos nomes para si mesmo, mas apenas alguns ainda o chamavam de Nick. O sentimento era diferente, mas não desconfortável. Longe disso, era confortante saber que alguém ainda o via como Nick depois de tudo.
Deixou mais espaço para o outro se esticar enquanto seus olhos vagavam para a frente, encarando as pessoas passando, cada um deles parecendo ocupados demais com a sua própria vida ou às recentes noticias para olhar para os dois.
"Eu nunca reclamaria de Skywatch se morasse em Neonexus." Comentou, soltando uma risada de leve, virando o seu rosto para olhar para o outro. Já havia um tempo que havia conversado com o amigo. Os dois sempre se mantinham ocupado e não era como se Nicolas ligasse muito para tecnologia para ligar para o outro.
"Talvez, é. Aqui é bem mais calmo, tranquilo. Sem medo de nada muito grande acontecer." Disse, e logo no outro lado da esquina alguém tropeçou, se segurando em um poste. Ele apontou com o nariz para frente. "Aquilo parece ser a emoção daqui. Eu gosto, às vezes."
"Ah, é, com certeza Skywatch é pior." Riu, concordando. Nem imaginava como o amigo lidava com o lugar. Parecia um inferno para quem quisesse levar só uma vida normal. Ele mesmo já tinha passado por poucas e boas nas vezes em que precisara visitar o distrito.
Acompanhou a cena que o outro indicara e assentiu com um riso leve. "É. Parece mesmo."
Meio descontraído, sem pensar muito, deixou escapar uma pergunta. "Já pensou em morar em outro distrito?"
Era uma pergunta que ele mesmo já tinha se feito e geralmente guardava para si. Fez uma leve careta por ter deixado escapar, mas não voltou atrás. Odiava mostrar fraqueza, não importava se era na frente de um amigo ou não.
"É Glinda." Ela virou-se para o homem mais velho que chegou no teatro e abriu um sorriso amigável para ele. Sempre tratava bem seus fãs, afinal! Ainda mais os novos fãs, que parecia ser o caso do homem ali, pois ainda se referia à moça com seu nome antigo e ela não lembrava de ter visto alguém como ele ali. Glinda se aproximou dele, segurando seu longo vestido para ajudá-la a se movimentar enquanto descia as escadas do palco. "Eu costumava ser Galinda, mas mudei meu nome em apoio a um colega de teatro que foi demitido injustamente. Ele tinha a língua presa e um jeito peculiar de pronuncificar meu nome. Muitos dizem que foi um ato bem corajoso de minha parte." Ela começou a tagarelar, já com a história na ponta da língua. Olhou bem para o homem desconhecido, dessa vez dando uma analisada em suas roupas. É, ele não era de Montclair. "O que..." Ela começou a questionar, mas logo notou algo que se destacava nas mãos dele por conta da cor rosa. "Oh! Meus brincos!" Ela sorriu animada, batendo palmas animada. "Você é um dos heróis de Skywatch? Você pegou o ladrão que os roubou?"
"Ah... Bom, parece um ato bastante... Gentil." Não sabia se de fato deveria responder algo para a tagarelice da mais jovem, mas não parecia certo só ouvir. Por mais que achasse meio extremo a ideia de mudar de nome, mas não ia julgar, não conhecia as circunstâncias.
"Não, não, nada tão incrível." Riu da animação dela. Era verdade que com suas habilidades marciais ele provavelmente daria um bom herói, mas--- Enfim, Bunny, concentra! "Eu... Só achei. Quer dizer, um amigo achou e me mostrou. Pelo estilo, achei que faria sentido ser de alguém de Montclair. E pelo que entendi, você é bem famosa por aqui, ninguém teve dúvidas em me indicar o caminho. Sinto muito que tenham te roubado, Skywatch é bem complicada nesse sentido."
ter alguém falando consigo de forma tão descontraída era novidade para astrid. estava mais acostumada a ser vista como uma figura de autoridade, cujas pessoas abaixavam o rosto para que os olhares não se cruzassem — em especial após o sumiço da rainha logo em elyseon, seu distrito. "perceptivo, obrigada." mesmo que tivesse ficado surpresa com a gentileza, não era do tipo que recusava comida. "chocolate ajuda, sim. imagino que aqui as coisas estejam mais tranquilas, não é?" não iria mentir, estava fugindo de todo caos que o desaparecimento provocou, esperava encontrar conforto momentâneo em neonexus.
"Por aqui, só a agitação do dia a dia normal de Neonexus, moça." Sorriu para ela, alheio ao cargo ou importância dela. Honestamente, ela lhe parecia alguém que de fato deveria comer mais chocolate e com isso Bunny poderia ajudar.
Elphaba franze o cenho enquanto pega o chocolate das mãos alheias, devagar. Uma interrogação enorme pode ser vista formando sua expressão, uma vez que não faria sentido Bunnymund não lhe reconhecer. "Você está bem? Ou eu tenho alguma sujeira no meu rosto?" Passa as costas da destra na bochecha. "Sei que a notícia foi um baque e tanto, mas esquecer sua cliente favorita?"
"Elphaba--!! Desculpa!" Declarou esfregando os próprios olhos e deixando os ombros caírem. "Desculpa mesmo. Hoje foi--- Um ricaço achou que seria uma boa ideia tentar passar entre distritos com uma nave. Ela foi cuspida de volta toda retorcida, com peças faltando e 30 galinhas dentro do painel de controle. Não está nada fácil por aqui..."
Admitiu, mas pelo menos estava feliz em vê-la. Pelo menos não ia ter que lidar com mais gente chata por hoje. "Qual a notícia? A história da conselheira sumida? Sinceramente, não estou acompanhando muito."
acabou rindo do termo usado para descrevê-la; ele não poderia estar mais errado. na verdade, estava certo que seu pavio não era dos mais longos, mas não se dar bem com tecnologia? ela queria era entender mais! só que querer não é poder. além disso, havia algum tipo de conforto nos carros antiquados de skywatch. "você trabalha com isso ou é só hobby? sou de skywatch." respondeu, estreitando os olhos para ele. sua visita por ali não era somente ao assunto que a irritou, mas também outro. será que existia a possibilidade dele fazer parte desse outro assunto? porra... "não é você que chamou uma mecânica, né?"
"Trabalho..." Skywatch... Espera, a mecânica que ele estava esperando não era justamente--- "Ah." bateu na própria testa ao perceber o que estava acontecendo e deu um suspiro. Péssima primeira impressão. Será que ela ia ser difícil de trabalhar ou só começaram com o pé esquerdo? "É. pelo visto fui eu. Chloe, certo? Não esperava que você fosse tão... Jovem."
"Mund." Apertou a mão. Teve a impressão que o homem a sua frente iria dizer algo a mais, mas como se conteve, não iria perguntar. Afinal, Bilbo sempre foi um cavalheiro. "É um prazer. Eu venho de Montclair, ouvi falar que a cidade aqui tem coisas interessantes. Mas você comentou de uma sensação ruim? Por acaso foi esse estranho enjôo?"
"Ah, Montclair... Não costumo ir muito, mas lá parece bem pacífico. Sem... Toda a poluição sonora das naves e carros especiais aqui de Neonexus." Inclusive, pensando bem, era uma pena ter poucas desculpas para visitar o distrito. Adorava quebrar a rotina agitada de Neonexus. "Sim, esse enjoo mesmo... Não costuma viajar muito entre distritos? O enjoo é o mais comum, mas tem casos piores... É uma loteria, praticamente. É bem ruim, mas não tem como evitar."