ৎ ۟ 𓂂 ͟🍎 ׂ 𝐆𝐎𝐓𝐓𝐀 𝐂𝐀𝐓𝐂𝐇 ‘𝐄𝐌 𝐀𝐋𝐋 ! ⸻ Andando pelas ruas de Castelia City, você pode ver MELIKE YAZICI! Essa treinadora pokémon tem 22 ANOS e veio diretamente da região de HOENN. Atualmente ela trabalha como INFLUENCER E BABÁ DE POKÉMON. Seus parceiros inseparavéis são um EEVEE e VULPIX. Mel pode ser bastante conhecida por ser INDEPENDENTE e GENEROSA, mas em seus dias ruins tem costume de ser TEIMOSA e IMPACIENTE.
Melike nunca foi exatamente o que seus pais esperavam. Filha única de uma família que buscava estabilidade acima de tudo, ela cresceu cercada de expectativas. Seu pai era advogado recém-contratado por um prestigiado escritório, e sua mãe uma jornalista que logo fez nome nas mídias locais. Nenhum dos dois vieram de berço de ouro, pelo contrário, deixaram para trás uma vida simples em outra região na promessa de construir um futuro mais confortável e seguro. Para eles, isso significava uma vida sem riscos, sem desvios, sem distrações. E, de certa forma, pokémons sempre foram vistos como parte de um mundo que não lhes pertencia. Não havia preconceito, apenas uma distância silenciosa. Eles nunca tiveram tempo para cultivar esse tipo de vínculo.
Mas para Mel, desde muito pequena, aquela ausência era um incômodo. Ela observava pela janela de casa os protetores caminhando lado a lado com seus pokémons. Seus olhos brilhavam e enquanto seus pais falavam sobre clubes, esportes e cursos extracurriculares, Melike só pensava em uma coisa: quando, afinal, ela teria um pokémon para chamar de seu? Seus pais tentaram preencher esse desejo com tudo o que podiam oferecer: aulas de música, idiomas e esportes. De certo modo, Melike foi uma boa aluna. Sempre teve facilidade em aprender e adaptar, mas havia um problema: nada daquilo era o que ela queria.
Foi na adolescência que seu caminho mudou. Encontrou um pequeno anúncio virtual: "Procura-se babá de pokémon. Meio período. Não precisa experiência, apenas amor e responsabilidade." Era tudo o que ela precisava. Sem pensar duas vezes, se inscreveu e, para sua surpresa, foi aceita. Foi ali, naquele primeiro trabalho não autorizado pelos pais, que seu mundo começou a mudar. Cuidar de pokémons era muito mais do que ela imaginava. E então aconteceu. Ele apareceu. Era uma tarde quando voltando da escola ouviu um som vindo de uma caixa abandonada em um beco próximo. Dentro, tremendo e assustado, estava um pequeno Vulpix encolhido. Foi instintivo. Mel não hesitou e a partir daquele dia, eles se tornaram inseparáveis. Deu-lhe o nome de Niko. Os pais não ficaram exatamente furiosos, mas um pouco decepcionados. Eles sempre disseram que a fase de cuidar de pokémons era algo passageiro e que quando ela completasse dezoito anos tudo isso acabaria. Mas o universo tinha outros planos.
Sua presença nas redes sociais cresceu rápido. Os vídeos curtos ensinando como acalmar um Mareep nervoso, como fazer brinquedos sensoriais para um Lillipup ansioso, ou mostrando rotinas de autocuidado com pokémons domésticos viralizaram. E foi assim que o Eevee entrou na sua vida. Pertencia a uma cliente regular, uma senhora já idosa que passava longos períodos viajando. O pequeno Eevee se apegou tanto a Melike que, ao perceber, a tutora apenas aceitou que ele ficaria melhor com Mel. O pokémon tem o nome de Lyra e é tão inseparável com ela quanto com Niko. Agora, aos 22 anos, Melike se tornou mais do que uma simples babá de pokémons. É uma voz ativa nas redes e uma defensora do cuidado, do vínculo e do respeito entre humanos e pokémons.
Olha, posso te garantir que ele está melhor do que nós dois. — Teve sucesso em impedir o pokémon de ver aquela cena traumatizante, fora que Bark era naturalmente distraído, o que facilitava e muito a situação. O carinho que recebeu da mulher com certeza contribuiu para que o growlithe deixasse de se interessar por qualquer movimentação em volta deles. — Então vamos! Parque é uma boa, ajuda a distrair e também colocar toda essa energia para fora. No lugar de destruir sua casa, com certeza vão optar por dormir a noite inteira. — Tinha dois opostos dentro de casa, enquanto um dormia o dia inteiro e só acordava em busca de comida, o outro era agitado e precisava constantemente gastar sua energia, o que fazia Charlie compreender o sofrimento de Mel com aqueles dois. — Sim, estou com tanta inveja dele... Deveria ter aceitado o convite para cochilar em cima daquela pança gigante. — Comentou com humor e até gesticulou ao ressaltar o tamanho do Snorlax. — Pizza? É lógico! Podíamos pedir duas, uma doce e uma salgada, que tal? E para eles tenho alguns pãezinhos recheados e frutas na mochila. — Até puxou a mochila que estava pendurada com uma única alça em seu ombro para mostrar a ela o tinha separado. — Mas e aí, tem trabalhado muito esses dias? Não sei se comentei, mas passei seu contato para um rapaz do meu time, ele disse que iria precisar de uma babá no próximo mês.
Melike acabou sorrindo com a frase do loiro porque parecia mesmo que era aquilo e estava feliz pelo pokémon estar tranquilo. Ele já havia passado por situações ruins demais e não merecia assistir outro trauma para acumular na história de vida. ❝ Olha, eu já estou acostumada com alguns pokemóns mais desordeiros por conta do trabalho, mas geralmente eles destroem a própria casa. ❞ Comentou num riso divertido, fazendo questão de andar lado a lado com Charlie enquanto envolvia seu braço ao redor do alheio. Tinha proximidade o suficiente para aquilo. ❝ Bem, você perdeu uma soneca e tanta, então. ❞ Lamentou, mas já foi logo concordando com a cabeça num aceno positivo em relação as pizzas. ❝ Combinado! Vamos todos comer muito bem. ❞ Manteve o bom-humor e até deu uma olhada na mochila para olhar o que havia ali. Sempre gostava de manter uma dieta equilibrada tanto para ela quanto para seus companheiros. ❝ Ah, o de sempre. Eu tenho planejado fazer algumas coisas diferentes, ampliar o negócio porque a lista de espera está grande, mas são planos a longo prazo. Se seu amigo entrar em contato rápido, consigo fechar com ele logo. ❞ Explicou ao que andavam para longe daquele local. Felizmente pelo dia, estava tudo aberto e bem movimentado, então não teriam problemas em encontrar um local. ❝ Como estão indo os treinos? ❞
— É, infelizmente sim. Eu também acho e espero do mesmo, Mel. — Por fim, Draycen deixou no rosto um sorriso de linha na esperança de que ao menos houvesse alguma esperança dali. Ele se manteve atento ao que ela contava e assentiu; ao menos ninguém mais tinha se machucado naquele ocorrido. — E como eles estão, por sinal? — Olhando à procura deles, logo teve em seu rosto um sorriso complementar e mais sincero ao outro. — Realmente, aqui é muito grande. Mas acho que é mais por carinho a você que medo, talvez. — Comentou sem pressa, voltando o olhar a ela e dando de ombros como quem procurava assuntos mais leves ao momento. — Você já viu as atrações daqui? Tem uma com espelhos que, sério, acho que vocês vão bem gostar!
❝ Melhor meia dúzia de palavras do que nenhuma, né? ❞ Deu de ombros porque na verdade não sabia o que era pior. Uma mentira escondida ou uma mentira para possivelmente esconder outra. De todo modo, a situação parecia ruim. ❝ Eles estão bem, ficaram meio atribulados no começo, mas felizmente sempre conversei e expliquei muita coisa para ambos. Acho que temos uma boa convivência, mas isso abala qualquer um, inclusive eles. ❞ Explicou conforme olhava ao redor e concordava. Além de muito grande, o local estava muito cheio. Talvez fosse um mistura de diversas emoções juntas. ❝ Espelhos? Como assim? Não vi, mas agora fiquei curiosa e você tem a obrigação de me acompanhar até lá. ❞ Disse de maneira animada, deixando evidente que ficou mais tranquila com a mudança de assunto num sorriso aberto. ❝ E eu não aceito não como resposta. ❞
"Eu também. Essa história de confusão,fila e conversas pela mente me deixou faminto." Confessou e conforme a fila foi andado ele conseguia sentir melhor o cheiro. Até mesmo aquele cheiro de especiárias. Erguendo o pescoço conseguiu ver asinhas de frango apimentadas. "São minhas favoritas. Você vai querer? Te ajudo a pegar." Falou para a menina. "Parece que conheço teu rosto. Já a vi em algum lugar?" O rosto dela realmente o lembrava de algo que já tinha visto antes. Apontou para os Pokémons pegarem a porção enquanto estava distribuindo.
A mulher concordou com a cabeça porque estava no mesmo estado, ou talvez fosse até mesmo aquela leve ansiedade. Fato é que precisava colocar alguma coisa no estômago urgentemente. O cheiro invadindo suas narinas só faziam a barriga roncar e a boca salivar desejando logo. Então tratou de torcer para a fila andar se erguer na ponta dos pés para ver como estavam indo. ❝ Claro. Eu adoro, vamos lá porque agora esse cheiro deixou meu estômago roncando alto. ❞ A pergunta sobre lhe conhecer arrancou um sorriso genuíno de Melike que assentiu com a cabeça. Já era comum que aquilo acontecesse. ❝ Talvez. Estou no meio influencer sobre pokémons. Meu perfil é voltado para o bem estar deles, então estou sempre dando dicas e, claro, eu também sou babá de pokémons. ❞ Explicou conforme esticava a mão para o rapaz, percebendo que eles sequer haviam se apresentado antes. ❝ Prazer, eu sou a Melike. Esses são Niko e Lyra. ❞ Disse ao apontar com o queixo para o vulpix e a eevee ali ao seu lado. ❝ E você, como chama? ❞
"Como se eles fossem dar alguma coisa de graça só para nosso prazer. Nem eles estão se entendendo direito." Resmungou, mas a ideia não era ruim. Imaginava-se se haviam crianças que como ele na época não tinham como poder pagar pela comida seria de grande ajuda. Algumas vezes ele se propunha a procurar por pessoas assim ou pedia para seus pokémons ajudá-lo a encontrar, mas em uma confusão como aquela ficava muito difícil. Ainda mais com tudo que estava acontecendo não estava querendo ficar longe dos dois pokémons, por mais que eles pudessem se defender sozinhos. "Achei bem esquisito e confuso. Como será que sabiam o que ia acontecer? E aquele tanto de saliva não deve ter sido legal. Quer ajuda para passar? O Hitmonchan pode te ajudar." Apontou para seu amigo pokémon que geralmente adorava ajudar quem precisasse. Muitos só viam as luvas e ficavam com medo, mas ele era extremamente gentil.
Acabou soltando um riso bem curto e contido com o resmungo do rapaz porque era verdade. O que tinha acontecido parecia mais algum tipo de rixa ou rivalidade desconhecida pelos demais presentes, mas pelas expressões do prefeito.. Bem, parecia que sabia de algo. Claro, não poderia julgar assim só pelo o que viu sem saber o contexto, mas que era estranho, era sim. ❝ Eu sei lá. Deve ter sido uma sensação esquisita e tudo confuso demais pra pensar a respeito. Só queria mesmo era que minha cabeça parasse se pensar tanto. ❞ Chegou a desabafar sobre num tom mais humorístico e um riso característico de quem preferia uma distração do que pensar a respeito porque se refletisse mais, capaz que fosse explodir ou ficar com muita raiva. ❝ Ah, tá tudo bem. Só estava tentando ver do que era a fila pra conseguir te responder. Eu estou em busca de comida porque tô cheia de fome. ❞
Ouvir o ponto de vista de Melike fez Draycen suspirar. Seja no silêncio ou no tom baixo de sua voz, aquela hipótese não deixava de ser uma possibilidade —uma alta possibilidade se ele fosse tomar como exemplos casos e casos já ocorridos em sua área. Era triste, simplesmente assim. — Vamos torcer para que não. — Soltou, ainda que não fosse essa sua crença total; só não deixava transparecer a descrença. Era seu dever passar confiança no tom para que não causasse a Mel ou quer quem pudesse ouvir um desespero maior. Ele se manteve em silêncio na média de cinco segundos e suspirou. — Entendi o seu ponto. Para mim, pareceu uma sequência um tanto pensada. — Comentou por cima e olhou ao redor. Quer quem tenha feito isso, sabe o que fez, guardou para si. Era apenas do tempo a verdade absoluta.
— Você está bem? — Draycen perguntou após um curto período de tempo. Quando Axew deu um pulo em direção a sua mochila, lembrou-se das frutas e as tirou de seu pote. Foi daí que ele viu a chance de melhorar o momento com as leppa berries. — Não é que nem os doces de mais cedo, mas é tão bom quanto. — Ofereceu em sorriso amigo. — Vai ficar tudo bem. Sério. Se pensar demais, vai explodir! — Gesticulou. — Deixa essa parte de explosão pra eles... — Apontou em sentido do palco por fim.
Draycen era da área de pesquisa, mas conhecia o rapaz para imaginar ele não saberia de nada o que aconteceu. Até porque se viu entre as pesquisas dele algumas vezes para saber mais sobre alguns pokémons. Quando ele comentou sobre, ela apenas se permitiu dar atenção e suspirou porque concordava com aquilo. Tudo pareceu muito bem arquitetado. ❝ É! Vai saber o que realmente tem se passado... Eu só sei que vai ser difícil pensar e acreditar que tudo não passou de um mal entendido, ou que seja oposições. Porque... Bem, sei lá. É difícil saber. Espero que façam um pronunciamento logo. ❞ Era para o que torcia, mas difícil mesmo era saber se isso seria seguido mesmo. Talvez em seu sonhos, o mundo real às vezes tinha tendência a ser decepcionante. No entanto quando a preocupação veio, Mel apenas sorriu de maneira curta e acenou com a cabeça positivamente. ❝ Aham, estou bem! Acho que é mais o susto que deixa a gente meio atribulado da cabeça. ❞ Deu de ombros enquanto dava uma olhada no movimento ao redor. Quando as berries foram oferecidas, agradeceu e pegou algumas. ❝ Não tenho a pretensão de explodir porque tenho dois filhos dependentes para cuidar. ❞ Disse agora com certo humor por ter o eevee e o vulpix praticamente colados em si. ❝ Eles não me largaram o festival todo. Acho que estão com medo de se perderem. ❞
"Sim, é complicado demais..." espelhou a menina ao soltar um suspiro profundo, levando a mão para apertar e massagear a ponte do nariz. "E acho que isso é o pior de tudo, né? Ficar no escuro assim, sem saber de nada..." comentou e esfregou o rosto antes de colocar as mãos na própria cintura. "Acho que, no momento, realmente teremos que esperar um pouco antes de tomar alguma ação." disse e assentiu com a cabeça, demonstrando que concordava com o que Meike falava sobre tomar cuidado com as acusações.
Deu um pequeno sorriso para a mais nova quando ouviu as perguntas preocupadas dela, levando sua mão para apertar levemente o antebraço da garota em gratidão. "Quero sim, viu. Acho que um sorvete cairia bem agora, o que acha?" sugeriu, aceitando a saída que ela tinha lhe dado. "E como estão seu Eevee e o Vulpix? Espero que não tenham ficado muito afetados pelo que aconteceu. O Ceruledge ficou meio mexido, mas acho que foi mais por minha causa... E eu tenho certeza que o Cobalion está afim de chutar uns traseiros." comentou sobre seus pokémons, que depois de tudo isso estavam quase colados em seus ombros numa tentativa de confortá-lo, mais para se distrair que outra coisa.
❝ Honestamente não acho que vamos ter algum tipo de resposta. Pelo menos, não a que queremos ouvir... ❞ Podia até soar meio hipócrita porque ela queria uma resposta sim, mas duvidava que eles fossem cem por cento honestos e muito menos que fossem revelar com certeza o que tinha ocorrido. Seja obra deles ou não. Bom, de alguém era. ❝ Num mundo ideal talvez, mas infelizmente não estamos nesse ainda! ❞ Colocou um fim no assunto porque havia notado o quanto o homem estava afetado e não queria pior ainda mais a situação, tanto que a frase foi comentada até com certo humor. ❝ Sorvete? ❞ Assentiu com cuidado ao olhar ao redor e sorriu outra vez para Raven. ❝ Estava mesmo querendo um! ❞ Falou mais animada, mesmo que não tivesse tanta assim. Mas era de seu feitio tentar sempre esconder o que sentia de fato para além de que também gostava de distrair as pessoas e ajuda-las como pudesse. A pergunta sobre os pokémons a fizera olhar para eles com atenção. ❝ Estão bem, ficaram agitados e meio confusos, mas... No geral, parecem bem. A intenção é ir embora logo com eles porque talvez a multidão possa causar mais desconforto depois disso. ❞ Explicou enquanto se abaixava para acariciar ambos com cuidado e se erguia novamente. ❝ Vamos de sorvete, então? ❞ Perguntou enquanto apontava para a direção de onde tinha visto uma barraquinha.
De fato não teve tempo de aproveitar aquele momento mágico com Bark, afinal, no momento seguinte já estava mais preocupado em retirar seu pokémon daquele caos e privá-lo de ver uma cena que, sinceramente, não sairia tão cedo da mente de Charlie. Haviam perguntas a serem feitas, só que assim como muitos outros ali, desconfiava que as respostas não viriam e, caso soltassem alguma, seria para encobrir qualquer suspeita ou teoria da conspiração. — É... Então somos dois a se questionar o mesmo. — O sorriso agora não continua muito humor. — Vi e gostaria de desver, por sorte privei Bark de ganhar mais um trauma. — Até apontou para o Pokémon sentado ao seu lado. — Vocês estão bem? — Sabia que era uma pergunta boba, mas a preocupação era genuína, especialmente com os dois pokémon que tinha o costume de ver e treinar quase todas as manhãs. — Ei, Niko e Lyra...! — Chegou a se abaixar para melhor cumprimentar os dois pokémons e ainda deixar uma caricias sutil em suas cabeças. Com a pergunta feita, Charlie novamente se levantou para melhor encarar Mel. — Em casa, sabe como é... É prefere mil vezes dormir Do que participar de um evento. — Dessa vez seu sorriso se alastrou pelos lábios ao falar do amigo. — Bom, vamos? — Esticou a mão ao gesticular e indicar o caminho contrário a toda aquela bagunça.
Sua preocupação ia para além dos próprios pokémons e para o ditto em questão, também era para todos que precisaram presenciar aquela cena e o desconforto que gerou para a população ali presente. Quando Charlie mencionou sobre Bark, ela assentiu imaginando o quanto ele poderia estar abalado. ❝ Mas ele está bem? Demonstrou algum sinal de desconforto? ❞ Por sorte, pelo menos, estavam indo embora e qualquer sinal do que aconteceu iria ficar para trás. Pelo menos, por enquanto. Tanto que Mel se aproximou do arcanine já conhecido e sorriu, fazendo um carinho no mesmo com cuidado e passava a brincar com o mesmo. ❝ Estamos bem. Só querendo ir embora mesmo. Talvez levar eles no parquinho pra esquecer e também liberar toda essa euforia senão vão fazer uma bagunça na minha casa. ❞ Falou até com certo humor enquanto caminhava rumo ao caminho oposto de onde vinham. ❝ Dessa vez ele acertou em cheio. Deve ter se divertido muito mais tirando uma sonequinha boa. ❞ Comentou até com mais animação. Pelo menos assim tirava um pouco da cena que presenciou antes. ❝ Tá afim de uma pizza? Podemos pegar uma e levar eles pra brincar mais um pouco. ❞
após tudo o que aconteceu, daiki pensou que apenas queria ir embora e tomar um copo de café, porém sabia que kovu, seu arcanine, seria contra a ideia e foi perdido nesse pensamento que ouviu a pessoa ao seu lado chamar sua atenção com uma fala. ❛ hm... é, claro. esquisito ❜ apenas concordou, ele não era o tipo que iria engajar demais em assuntos do gênero, reclamar ou falar muito sobre, ele as vez poderia ser calmo e pacífico até demais. ❛ mas com certeza devem falar algo em breve, as pessoas vão questionar. ❜ ele disse certo de que alguém certamente faria algo, suspirando em seguida. ❛ você tá bem? ❜ perguntou conforme o grande pokémon ao seu lado "o cutucava" com a cabeça, o fazendo pedir desculpas. ❛ ah, sim. eu sou daiki e esse aqui é o kovu. ❜ apresentou a ambos, vendo kovu se apresentar com seus sons característicos também.
Ainda era tudo muito recente para especular, ela sabia, principalmente sem informações adicionais e só o que os olhos veem, mas poxa, era realmente muito suspeito e estranho. ❝ Honestamente duvido muito que a explicação vá fazer as pessoas seguirem com suas vidas novamente sem pensar a respeito. ❞ Desabafou porque talvez ela estivesse inclusa nesse meio. Odiava pensar que haviam pokémons por ai sofrendo com alguma situação. ❝ Eu to bem sim, só meio cansada. Já estava pensando em ir embora, meio que... Perdeu a graça agora. ❞ Deu de ombros enquanto dava uma olhada em eevee e vulpix andando ao seu redor enquanto ambos brincavam. Quando o arcanine passou a cutucar Daiki, ela riu e cumprimentou o grandão. ❝ Oi Kovu! ❞ Chegou a esticar a mão para um cumprimento, ainda sorrindo. ❝ Muito prazer, Daiki. Eu sou Melike, e esses são Niko e Lyra. ❞ Apontou respectivamente para o vulpix e a eevee agora prestando atenção no rapaz. ❝ Eles estão meio confusos e querendo alguma coisa pra distrair. ❞
Todo o misto de conforto e estranheza que preencheram o interior de Mirai no instante em que escutou a voz fina de Aiko, não demorou a ser explicado. Era um sussurro baixo, um dos muitos que havia escutado por tantos anos, mas finalmente distinguível; se era assim, não deveria estar se sentindo tão feliz quanto os outros ao seu redor? Tão rápido quanto havia trazido felicidade, a chuva também havia deixado confusão. O instinto de Mirai raramente se enganava quando algo estava estranho e tudo aquilo, definitivamente, estava estranho demais. Agarrada à mão da Gothita, ainda chocada demais com o ocorrido, seus ouvidos logo se atentaram ao dito da garota ao seu lado, sendo somente capaz de assentir naquele primeiro instante, como se fosse a única reação permitida por seu corpo enquanto as milhares de engrenagens giravam em sua mente. — É difícil saber com certeza o que acontece em laboratórios cheios de cientistas e pokémon... — Engoliu em seco, o cenho franzindo gradativamente à medida que ia ligando as informações, sentindo sua pokémon cada vez mais perto de si. — Há quem se preocupe, quem... acredite que eles não são somente projetos de laboratório, mas nunca se sabe o que caminha ao lado do que alguns chamam de "progresso". — Era uma das coisas que pensava desde a faculdade, quando em inúmeros debates se viu escalando brigas em defesa dos pokémon. A situação daquele instante era tão semelhante com as de seus tempos universitários que era inevitável sentir-se tão de mãos atadas quanto nos anos remotos. — Como você está? E seu pokémon?
Mesmo que toda a situação envolvendo a comunicação dos pokémons fosse uma avanço, Mel se perguntava se era realmente uma boa vertente. Parte da magia era seguir com aquela voz conhecida e emitida por eles e ao mesmo tempo tão inexplorada, por isso tinha aquele tom de estranheza no amago e toda a comoção pelo Ditto. ❝ E acho que depois disso nós nunca vamos saber... ❞ Deixou claro suas suspeitas, soltando um longo suspiro cansaço. A jovem já conseguia imaginar o quanto isso seria comentado nos próximos dias e como seria exaustivo tentar achar respostas para tal. Ela era uma voz ativa, deveria fazer algo, certo? Bom, pelo menos, ela achava que sim. ❝ Imagino que tenha sim lugares éticos e corretos, mas... A gente sabe que nem sempre é assim nem com, sei lá, testes em animais. Quem dirá com pokémons... ❞ Deu de ombros porque odiava pensar na possibilidade de algo ruim estar acontecendo naquele momento em algum laboratório. ❝ Niko e Lyra estão bem, só ficaram mais agitados e parecem estar meio confusos... Mas... Quem não está? ❞ Perguntou meio baixo, desconcertada. ❝ E o seu? ❞
_ Ele tá amando! - ele batia com o chifre no rapaz na tentativa de tirar o laço, mas Santana parecia tão pesado e duro quanto, pouco mal se movia ou parecia sentir aquelas pancadas. - Acredite em mim. - o laço escorregou ainda mais pelo chifre e foi possível escutar um bufar de frustração do Pokémon. - Moça, mas ocê não sabe o que tá perdeno! - e como se fosse um convite, segurou a garota pela mão e a puxou na direção de alguma das barraquinhas de jogos. - Vem. Duvido me ganhar no meu jogo favorito. Tiro ao alvo.
Melike deu outra olhada no pokémon que parecia desconfortável com a situação do lacinho. Sorriu meio sem graça e assentiu com ele. Não queria se intrometer, mas talvez em uma oportunidade pudesse tirar aquele laço dali de maneira disfarçada. ❝ Perdendo o que? ❞ Perguntou conforme era arrastada dentre a multidão para a parte de barraquinhas enquanto se certificava de que o vulpix e o eevee também fossem lhe seguir. Quando parou de se mover, soltou a mão do rapaz e negou com a cabeça. ❝ Nossa, eu sou horrível nesses jogos. ❞ Evidenciou enquanto olhava uma garota fazendo suas jogadas. ❝ Eu acho que nem sei segurar numa dessas coisas, vou errar tudo, tenho certeza! ❞ Fez uma careta já meio descrente da situação enquanto ainda via algumas pessoas na barraca jogando.
jade estava a ponto de explodir por culpa do estresse que todo aquele caos durante o desfile causou, além da sua preocupação com o bem estar dos pokémons que foram expostos a tudo isso, ainda mais tendo gengar ao seu lado que era sensível para energias no ambiente. sabia que isso a deixava cansada. ❛ estranho é pouco, isso foi errado pra caralho. ❜ seu tom saiu grosseiro, mas ao perceber que era melike ao seu lado a morena suspirou, relaxando o seu corpo enquanto balançava a cabeça em um pedido de desculpas. não queria a tratar desse jeito. ❛ acho que tem muito o que pensar aqui, mel... pra começar que estudos sem consentimento é errado. quantos testes eles fizeram até chegar nesse ponto? quanto pokémons eles mataram de exaustão? ❜ uma risada irônica escapou por seus lábios, apenas conseguia imaginar o peso mental que isso devia gerar durante a fase de testes ❛ o quão diferente isso é de ficar usando eles em batalhas? com aquele ditto aparecendo eu duvido muito que as pesquisas tenham começado de forma ética. além de que todos nós fomos expostos a isso sem nosso consentimento também... e se eu não quisesse? ❜ imaginava que a amiga concordaria com ela, ou ao menos entenderia o que jade queria dizer. sequer tiveram uma explicação de como tudo isso e a tal poeira funciona, do que foi feita. ❛ o mínimo que eles nos devem é uma explicação... se vamos ter é outra história. provavelmente vão vir com alguma desculpa esfarrapada. ❜
Quando reconheceu o tom da amiga, suspirou aliviada de estar conversando com alguém conhecida e pudesse expressar suas desconfianças e preocupações. O tom mais grosseiro passou apenas como um detalhe quando assentiu com o pedido de desculpas. Ela conseguia entender o quanto Jade estava brava porque estava do mesmo modo. Além daquela cena terrível com o Ditto, também tinha o fato de que os demais assistiram tudo aquilo. O que era sua preocupações, principalmente com seus dois companheiros agora mais agitados. A amiga estava mais do que certa em suas falas. ❝ Sim! Sinceramente pesquisas nunca me soam tão bem nesse âmbito porque sempre vai ter alguém ou algo servindo de cobaia de um jeito não ético. Não consigo sentir que essas pesquisas mencionadas começaram de um bom jeito e muito menos se importam se invadiram um tipo de privacidade ou não. ❞ Desabafou, e novamente Jade tinha mais um ponto sobre o consentimento. Em sua adolescência sempre ficou imaginando como era conversar realmente com seus pokemons até perceber que o já fazia, não era necessário falarem a mesma língua. Foi quase como se sentir invadida e lhe dessem algo que não mais fosse requerido. ❝ Desculpas sempre vão ter, mas todo mundo já está com uma opinião bem formada. É complicado. Só espero que tenha uma investigação sobre o ocorrido de maneira transparente. O que óbvio, não vai acontecer também. Eu acho... ❞
Quem diria que todo aquele momento compartilhando seus pensamentos com Bark fossem substituídos por uma cena tão traumática que Charlie não esqueceria tão cedo, nem mesmo se ele quisesse isso. Durante o discurso tudo parecia lindo, mas quando o Ditto apareceu, foi automático que entrasse na frente do growlithe e o impedisse de ver aquilo. Seu pokémon teve uma grande melhora nos últimos meses e não queria que ele sofresse um regresso em seu tratamento. Charlie encarou o Ditto caído por alguns instantes até se virar para Bark e, por mais que a relação ainda estivesse em desenvolvimento, já existia confiança e carinho o suficiente para ele aceitar que Charlie o pegasse no colo como um urso gigante de pelúcia. — Caramba, amigão, você engordou quanto nas últimas semanas? — A brincadeira foi apenas para distrair enquanto passava pela multidão. Estava acostumado a carregar pesos bem pesados, ainda mais no treino de rugby, mas um pokémon daquele porte era de fazer qualquer um suar. Quando estava longe o suficiente, Charlie o colocou de volta no chão com cuidado. — Perdão, Bark, mas foi necessário para o seu bem. Quer dar outra volta? — Estava agachado frente ao mesmo quando acabou avistando Mel entre os demais presentes ali. — Ei, Mel!! — Chamou conforme se levantava e acenava para a garota os localizar melhor. — Você também veio! — Tentou disfarçar um pouco o clima. — Já está indo embora? Ou quer dar uma volta comigo e o Bark?
Foi inacreditável a cena que se passou na sua frente e, claro, até mesmo em seu celular. Como alguém que trabalhava com aquele tipo de situação, era comum estar sempre gravando algo, só não contava que talvez tivesse um crime no meio. Se é que fosse um, claro. Mas normal não era de forma alguma. Sinceramente, Melike perdeu todo seu ânimo de ficar ali muito embora desejasse respostas para o que havia acontecido, sabia que não as teria tão cedo. Foi assim que tratou de se distanciar dos demais e principalmente da multidão junto com seus pokémons, olhando para trás ao ver seu nome ser chamado. O sorriso foi inevitável quando viu o rapaz, mesmo que o momento fosse mais sensível. ❝ Oi, Chaz! ❞ Cumprimentou de volta, retomando seu caminho para ele e se aproximando dele. ❝ Vim, mas agora estou pensando mesmo se foi uma boa ideia. Você viu também o que aconteceu? ❞ Era uma pergunta meio boba porque todo mundo agora só falava disso, mas ainda assim, Mel decidiu aliviar um pouco do clima. ❝ Mas claro, vamos dar uma volta. Niko e Lyra estão comigo também... ❞ Disse conforme os pokémons se aproximavam do loiro. Já eram conhecidos, então se davam bem. ❝ Onde está Bearcat? ❞ Seu tom era carregado de preocupação.
O desfile expôs no rosto de Draycen uma interrogação tão grande que quer quem o olhasse naquele momento, ficaria tão confuso quanto ele. Para um pesquisador, Draycen diria que o evento havia sido mágico: era bela a evolução e a conexão entre pessoas e pokémon; mas para um alguém comum, era assustadora a maneira em que o desfile havia terminado. E mais assustador ainda era a forma em que respondeu a voz do além de jeito tão espontâneo: — Você entendeu alguma coisa?! Tipo...?! Ele só...?! — Ele exclamou, ainda confuso, até perceber que já não falava mais consigo próprio. Antes que algo mais o escapasse, Draycen se recompôs comprimindo os lábios e assentindo. Em tom desacelerado, retomou o assunto: — Acredite em mim, talvez não tão cedo. — Seus braços se cruzaram e ele desviou o olhar por alguns instantes. Queria ter respostas mais positivas. — Mas se você me permite... Quais suas teorias?
O desfile tinha potencial para ser um dos melhores, e mais: Melike estava se divertindo muito com tudo. Conhecer pessoas, fazer novas conexões e simplesmente aproveitar com seus pokémons, mas tudo se transformou num passe de mágica. E para pior. Ainda estava tentando absorver e pensar em todos os detalhes do que tinha ocorrido, mas era muito para pouco tempo. Depois, em sua casa, certamente iria pensar melhor sobre e se duvidar ainda ouvir de seus pais pelo o que aconteceu, principalmente a preocupação, claro. ❝ Eu acho que ele... ❞ Mel encarou o nada por um tempo, pensando se deveria falar em voz alta sobre. ❝ Morreu...? ❞ Era confuso, não sabia se era exatamente isso embora fosse o que pareceu naquele instante. Ela assentiu com a resposta alheia porque, sim, ela imaginava que não teriam respostas e se tivessem, provavelmente seria algo para amenizar ou tranquilizar sobre o ocorrido. Ela considerava isso um tiro no pé porque só ia fomentar ainda mais boatos. ❝ Meio cedo para pensar em algo concreto, mas... Estudos avançados e logo em seguida um pokémon claramente sofrendo? Isso me cheira a tortura... ❞ Falou num tom mais baixo, não queria fomentar nada sem querer ou pior: sem saber. ❝ E a revelação... Bem, um grupo tentanto trazer a tona, ou então fazendo pior, mas tentando expor outro alguém. Tipo cortina de fumaça, sabe? São muitos caminhos... ❞ Melike acabou dando de ombros enquanto refletia mais sobre. Como havia mesmo dito, era cedo demais para pensar em teorias com tão pouco.
Após o final abrupto do desfile, Raven estava numa confusão mental e de emoções enorme. As palavras de seu Ceruledge e Cobalion ainda apertavam seu peito e o caos da confusão de alguém expondo que estavam sendo enganados embolava sua mente —e ainda estava assombrado pela imagem do Mimikyu, não... Do Ditto colapsado no chão, com a cor opaca e não natural.
Virou-se na direção da pessoa que estava falando e deu de cara com Melike, balançando a cabeça de forma positiva ao ouvir a pergunta. "Sim, super estranho." respondeu e fungou, passando a manga do casaco em seu próprio nariz. Devia ser uma visão meio patética pra ela, Raven ainda com os olhos molhados e o nariz avermelhado, mas limpou a garganta antes de voltar a falar. "Não, você tem razão... E ainda tudo isso de 'estão mentindo pra vocês' logo depois daquele Ditto..." pausou, franzindo o cenho e apertando os lábios numa linha fina. "Mesmo se decidirem esclarecer algo, não sei se vou conseguir acreditar cem por cento."
A experiencia com seu Eevee e Vulpix foram completamente ocultadas e diminuídas quando toda a situação aconteceu diante dos olhos de todo mundo. Mel sequer teve tempo de pensar em como aquele canal se abriu assim porque a preocupação maior se voltou em torno de que tipo de coisa fizeram para chegar naquele resultado? Era preocupante. Quando falou com uma pessoa ao seu lado, não esperava que fosse Raven e que ele estivesse tão abatido, o olhando agora com mais preocupação e virou seu tronco para poder acolher e olhar para ele melhor. ❝ É complicado. ❞ Começou, soltando um longo suspiro em seguida enquanto acolhia melhor seu vulpix entre suas pernas. ❝ Não sabemos de onde vem o que, quando e porque... Pode ser um grupo rebelde, ou pura manipulação... Temos que ter cuidado com acusações embora eu queira sim explicações, e o mais rápido possível. ❞ Melike trabalhava com internet e sabia muito bem que bastava uma palavra errada para tudo acabar mal mesmo sem culpa, mas ainda assim, a reação do prefeito foi bem suspeita, assim como tudo ali. Longe de querer defender algo também, claro. Até algum tempo atrás as batalhas eram liberadas, então sabe-se lá que horrores estão dispostos a fazerem. Era isso que a deixava nervosa. ❝ Você quer sair daqui? Talvez tomar um pouco de ar longe de todas essas pessoas, tomar alguma coisa.? ❞